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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O distrito de Viseu na Festa do Avante! 2008

   Nos dias 5, 6 e 7 de Setembro, na Quinta da Atalaia, Amora, Seixal, o Teatro, a Dança, o Desporto, as Tecnologias, as Exposições, a Gastronomia, o Artesanato, os Livros, a Rádio, a Ciência, os Espectáculos, as Organizações do PCP e da JCP, vão proporcionar aos visitantes três dias intensamente vividos. 

Conhecido que é do grande público o cartaz oficial da Festa, onde se destaca a Grande Gala de Ópera, a abrir os espectáculos no Palco 25 de Abril, vamos dar-vos conta da participação da Organização Regional de Viseu na Festa do Avante! 2008.

A DOR Viseu escolheu a evocação do 50º Aniversário da Publicação de “Quando os Lobos Uivam”, romance imortal de Aquilino Ribeiro sobre a defesa dos baldios pelos povos serranos contra a usurpação tentada pelo governo fascista, como lema da sua presença. 

Como é habitual, levamos à Festa do Avante! alguns dos melhores produtos do nosso distrito. Falamos da vitela arouquesa, dos vinhos do dão, dos espumantes do Vale do Varosa, dos enchidos e presuntos de Lamego, do queijo de Penalva, dos rojões de Lafões, das bolas de vinha d’alhos e de bacalhau, da broa de Vildemoinhos, do mel da serra do Caramulo. 

No Restaurante “O Malhadinhas”, a Vitela Arouquesa certificada será a rainha, assada no forno ou grelhada à posta, fornecida pela ANCRA, associação sedeada em Cinfães, que aglutina os criadores desta raça autóctone.  

Na “Taberna Beirã”, vamos mostrar e vender os melhores vinhos tintos, brancos e espumantes das Adegas Cooperativas do Dão, Lafões e Varosa, mais iguarias regionais com particular destaque para as “Sandes à Lavrador” de Presunto, Salpicão e Queijo e bolas de bacalhau e carne. Como novidade, a Cooperativa Agrícola do Távora, de Moimenta da Beira, estará no espaço de Viseu com um pavilhão de prova de vinhos, nomeadamente dos seus já famosos espumantes. 

Dos Produtos Regionais que vamos vender, destaque para o Queijo de Ovelha de Penalva do Castelo e o Queijo de Cabra do Montemuro, o Presunto e Fumeiro de Lamego, o Mel do Caramulo, as Broas, Centeios e Bolos de Azeite. 

    O Artesanato estará representado pelo barro preto de Molelos, Tondela, e pelas miniaturas em madeira, de Lalim, Lamego. 

A expressão da qualidade e variedade do folclore e etnografia do nosso Distrito também vão estar na Festa, levadas pelo Rancho Folclórico de Souselo, Cinfães, e pelo Rancho Folclórico de Vila Nova de Paiva. Uma forte e significativa delegação do nosso folclore que terá oportunidade de mostrar a sua arte para muitos milhares de visitantes interessados. 

No Espaço da DORViseu vão decorrer durante as três noites, Tertúlias em torno da obra de Aquilino Ribeiro, com leituras encenadas de trechos de muitos dos seus livros, com enquadramento musical adequado. Oferecidas por um amigo do PCP, vão estar em “leilão”, dois exemplares de primeiras edições de “Quando os Lobos Uivam” (1ª edição brasileira, de 1959, com prefácio de Adolfo Casais Monteiro, 1ª edição portuguesa,de 1958, apreendida pela PIDE). Por sua vez, as Edições “Avante” vão lançar na Festa uma edição comemorativa do 50º Aniversário de “Quando Os Lobos Uivam”, com prefácio inédito de Álvaro Cunhal e 20 ilustrações de João Abel Manta. 

No campo desportivo, duas equipas de Futsal do distrito, vencedoras dos torneios realizados em Armamar e Cinfães, vão à Festa participar no Torneio Nacional que se disputará nos dias 6 e 7 de Setembro. 

Para quem desejar a comodidade de viajar directamente para a Festa e regressar, vai sair de Cinfães uma Excursão, que passará em Viseu pelas 7,30 horas do dia 6 de Setembro e sairá da Festa às 20 horas do dia 7.

Na Exposição Política vão merecer um particular destaque as lutas das populações do distrito em defesa dos serviços públicos, nomeadamente, os da saúde, a luta dos trabalhadores do distrito contra a política de desigualdades do Governo PS, a luta dos ex-mineiros da ENU pelo reconhecimento dos seus direitos, a par das propostas do PCP para o desenvolvimento do Distrito de Viseu.

(...)


Viseu 29 de Agosto/08

O Secretariado da DOR Viseu do PCP

                                                                    

 

Quando os lobos uivam - Festa homenagem a Aquilino Ribeiro

                                                                                                                                           

Leitura Obrigatória (XIII)

    Manifesto do Partido Comunista (Karl Marx, Friedrich Engels)

A presente tradução do Manifesto Partido do Comunista feita a partir do texto da edição alemã de 1890, preparada por Friedrich Engels, publicada nas Marx/Engels Werke (doravante MEW), Berlim, Dietz Verlag, 1974, vol. 4, pp. 459-493.

Quanto aos prefácios em língua alemã, foram utilizados os textos constantes das MEW, vol. 4, pp. 573-574 (edição alemã de 1872); pp. 575-576 (edição russa de 1882); p. 577 (edição alemã de 1883); pp. 583-586 (edição alemã de 1890); pp. 587-588 (edição polaca de 1892).

Para o prefácio à edição inglesa de 1888, seguiu-se o texto das Selected Works in two volumes, Moscow, Foreign Languages Publishing House, 1962, vol. 1, pp. 21-32.

Para o prefácio à edição italiana de 1893, seguiu-se o texto da tradução então efectuada por Filippo Turati (Karl Marx-Friedrich Engels, Scritti Italiani, ed. Gianni Bosio, Milano-Roma, Edizioni Avanti!, 1955, pp. 155-157), cotejado com o rascunho original em francês na leitura de E. Bottigelli (cf. Marx-Engels, Manifeste du Parti Comuniste, ed. E. Bottigelli, Paris, Aubier-Montaigne, 1971, pp. 201-204).

No que respeita aos Anexos, seguimos respectivamente os textos publicados em: MEW, vol. 4, p. 610, e MEGA, vol. I/6, p. 650.

Na presente tradução procedeu-se a uma revisão dos textos anteriormente publicados em: K. Marx-F. Engels, Manifesto da Partido Comunista, Lisboa, Editorial «Avante!», 1975 (edição dirigida por Vasco Magalhães-Vilhena) e K. Marx-F. Engels, Obras Escolhidas em três tomos (doravante OE), Lisboa-Moscovo, Edições «Avante!»-Edições Progresso, 1982, t. I, pp. 95-136. Os textos não incluídos nestas edições, ou vertidos para português a partir de outras fontes, foram traduzidos por José Barata-Moura.

Para o aparato crítico foram tidas em conta as notas das MEW, das edições portuguesas acima citadas (as Notas Complementares de Vasco Magalhães-Vilhena contidas na edição por ele dirigida deverão continuar a ser consultadas para um aprofundamento destas matérias), bem como informação recolhida, designadamente, em Bert Andréas, Le Manifeste Communiste de Marx et Engels. Histoire et bibliographie. 1848-1918, Milano, Feltrinelli, 1963.

 

In Edições «Avante!»

 

Sempre hipocrisia

    Significativamente quase todos se calaram sobre ESTES crimes cometidos por sucessivos governos colombianos.
Os tais que, nas suas palavras, “são um caso de sucesso da democracia na América Latina”. Livra!
Num país onde o governo é responsável pelo facto de 90% (noventa por cento - não, não é gralha!) dos sindicalistas assassinados em todo o mundo serem colombianos, falar em “caso de sucesso” só por piada de muitíssimo mau gosto.
A maioria demonstrou à saciedade que OBJECTIVAMENTE, mas em alguns casos também subjectivamente, para eles «todo o comunista (ou democrata) morto é um bom comunista (ou democrata)».

 

Ainda hipocrisia

    Sintomaticamente quase ninguém comentou ESTE meu post sobre as diferenças de concepção de terrorismo.
Dói-lhes que, por exemplo, Nelson Mandela tenha sido considerado «terrorista» durante mais de 20 anos? Tudo porque quando foi preso liderava a luta armada no seu país contra o racismo e o apartheid? Dói-lhes que até hoje nunca tenha abdicado das suas convicções?
Ou será que lhes custa reconhecer que, outro exemplo, o chamado Exército de Libertação do Kosovo fosse numa semana considerada pelo Departamento de Estado americano e pela União Europeia uma organização mafiosa e na outra um interlocutor válido? Que numa semana fosse acusado de traficar mulheres para a prostituição, ou crianças, ou drogas, ou automóveis e de na outra poder estar ao lado das tropas da NATO? Que numa semana era acusado de aterrorizar populações e exigir pagamentos em troca de segurança? Tudo porque interessava justificar os cobardes bombardeamentos à Jugoslávia!
Ou, atendendo à data de hoje, que o general Pervez Musharraf num dia fosse ditador e a 12 de Setembro de 2001 o mais democrata dos democratas e aliado preferencial das ditas democracias ocidentais? Recorde-se que foi um dos principais responsáveis pela chegada ao poder, no Afeganistão, dos taliban. Que ele próprio se alcandorou a Presidente do Paquistão através de um «democrático» golpe de estado. Que reprime pela violência e ilegaliza todos os seus opositores. Que, não menos importante, tem o botão de dezenas de mísseis nucleares de médio e longo alcance, sem que os mesmos que elegeram o Irão e a RDP da Coreia como «eixo do mal» pareçam estar preocupados.


Hipocrisia

        No rescaldo do El Niño Colombiano, que rapidamente atravessou o oceano Pacífico, chegando à RDP da Coreia (Norte), à China, à Rússia para se dissipar na Bielo-Rússia, é possível retirar algumas ilações.

 
O que realmente estava em causa era (e é) o impacto da Festa do «Avante!».
Assumidamente a Festa do «Avante!» é a maior iniciativa político-cultural que se realiza no nosso pais. «Não há festa como esta», diz-se.
Festa que é o imenso mar de gente de todas as idades e das mais diversas condições sociais e opções políticas e ideológicas.
Festa que é a confirmação concreta de que somos muitos e de que temos muita força.
Festa que é uma importante jornada de luta contra o passado de que é feita a política de direita e pelo futuro que Abril nos mostrou ser possível.
Por isso a Festa os incomoda. Por isso eles têm medo da Festa. Por isso eles prosseguem, hoje, a ofensiva, iniciada em 1976, visando acabar com a Festa. Trata-se de uma ofensiva em que, todos os anos, vale tudo.
Para a maioria esmagadora dos bloguistas a realidade colombiana em geral e a situação de Ingrid Bettancourt e todos os outros raptados pelas FARC em particular foi meramente instrumental. A atestá-lo o silêncio anterior. E o mais que previsível mutismo que aí vem.
A atestá-lo o facto de vários analistas e comentadores, com coluna em jornais e revistas, a insistirem nesses meios de comunicação social na mentira e na calúnia. Depois de nos blogues já saberem que as FARC não tinham sido convidadas.
Confesso que fiquei surpreendido. Defender posições ideológicas antagónicas, analisar e comentar é uma coisa. Mentir deliberadamente aos leitores que neles confiam é outra bem diferente. Será que não têm vergonha na cara?   

 

O que o Tiago não sabe…

    O Tiago mantém a conhecida táctica de atribuir ao adversário ideias que não são as dele e, a partir daí, criticá-lo. A desonestidade intelectual ganha assim novos contornos.


1. O Tiago não sabe que o PCP SEMPRE criticou, desmascarou e combateu a doutrina Maoista em geral e a chamada «revolução cultural» em particular? Não sabe que, na altura mais aguda de quase confronto armado da China com a URSS, quem deu a mão a Mao foi o imperialismo americano (via Presidente Nixon e embaixador Bush pai)? Não sabe que em Portugal quem apoiava o Maoismo se chamava Pacheco Pereira, Helena Matos, Durão Barroso, Jorge Coelho, Saldanha Sanches, José Manuel Fernandes e muitos e muitos outros? Não sabe que os comunistas, obviamente, não lhes assacam culpas pelos crimes cometidos por outrem?
2. O Tiago não sabe que o criminoso e sanguinário regime de Pol-Pot SEMPRE foi criticado pelo PCP? Não sabe que os chamados «khmers vermelhos» desde que conquistaram o poder SEMPRE foram apoiados pelas sucessivas administrações dos EUA? Não sabe que o seu derrube só foi possível pela intervenção militar do Vietname com o apoio da URSS?
3. O Tiago não sabe que ao longo da liderança romena encabeçada por Nicolau Ceaucescu houve acentuadas divergências políticas e ideológicas entre o PC da Roménia e o PCP? Não sabe que em Portugal o apoio político lhe chegou via Mário Soares, Sá Carneiro e tutti quanti? Não sabe que, a nível internacional, Ceaucescu foi idolatrado por TODOS os governos da Europa capitalista de então, bem como pelas administrações americanas? Já agora o Tiago por acaso sabe que o chamado massacre de Timisoara que conduziu ao cobarde fuzilamento de Ceaucescu foi uma «inventona» de um canal público de televisão da França de François Mitterand?
4. O Tiago não sabe que o PCP, pela sua prática interna, pela sua história, pelo seu projecto de sociedade, esteve e está nos antípodas das violações da legalidade socialista e dos crimes cometidos na URSS? Não sabe que o PCP se pronunciou inúmeras vezes nos seus Congressos, nas deliberações dos seus organismos dirigentes e nas intervenções dos seus secretários-gerais nesse sentido? Não sabe que tal desiderato está plasmado quer no seu Programa, quer nos seus Estatutos?
5. O Tiago não sabe que coube aos militantes do PC Alemão (mais de 500 mil em 1933 e 5,4 milhões de votos), logo em 1934, a triste honra de inaugurar os campos de concentração nazis? Não sabe que em 1945 só restavam cerca de mil militantes comunistas? Não sabe que quem apoiava Hitler em Portugal era Salazar e o seu governo? Não sabe que muitos agentes da PIDE passaram pelas escolas da Gestapo? E que muitos dirigentes e quadros da Legião Portuguesa estagiaram nas SS?


O Tiago aparentemente é um ignorante. Mas será? Ou está apenas a mentir conscientemente com quantos dentes tem na boca?
Nota final: segundo o Tiago há muitos partidos e políticos por esse mundo fora que estão no poder sem o saberem!!! É que, pasme-se, apoiar e estar no poder é a mesma coisa...

Por mim assunto encerrado. Com estes Tiagos a discussão nunca poderá ser séria.


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