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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Tira o capitalismo da chuva… (A propósito dos Papéis do Panamá e o capitalismo)

«(...)

A Oxfam relata que entre 2001 e 2014 as 50 maiores multinacionais dos EUA, nomeadamente financeiras, como a Goldman Sachs, o Bank of America, o Citygroup, o JP Morgan Chase, e outras como a Apple, a IBM, a Chevron, a Ford, a Boing, a Exxon Mobil, a Coca-Cola, a Intel, criaram mais de 1600 sociedades offshores em paraísos fiscais, onde aplicaram 1,4 biliões (milhões de milhões) de dólares.

(...)

Segundo Gabriel Zucman (Universidade da Califórnia) oito por cento da riqueza financeira mundial, cerca de 7,6 biliões de dólares estaria em paraísos fiscais. Mas outros balanços falam de valores até 30 biliões de dólares… Segundo o FMI, já em meados dos anos 90 pelos paraísos fiscais passava metade dos fluxos financeiros internacionais.

O escândalo do Panamá é uma gota no oceano dos mais de 80 paraísos fiscais, que estão bem distribuídos pelo planeta.

A sua localização é só por si elucidativa sobre a «identidade» dos comandos políticos e económicos dessas infra-estruturas financeiras.

Numa enumeração curta: o maior offshore do mundo é «a City de Londres, uma milha quadrada de jurisdição especial, no coração de uma capital europeia» (Público, 5 de Abril de 2016)! Junta-se, na Europa, à Suíça, ao Luxemburgo, à Holanda, à Irlanda, à Bélgica e a Chipre. E fora da Europa, a Israel (porque será que ninguém ouve falar deste paraíso?), e aos estados norte-americanos de Delaware, Nevada, Dakota do Sul e Wyoming – segundo a Bloomberg, os paraísos fiscais hoje favoritos no mundo estão nos EUA.

Das 15 jurisdições, quase todas «ocidentais», com valores mais elevados do Índice de Segredo Bancário (2015), as três primeiras são a Suíça, Singapura e EUA.

Também as empresas de consultoria – Ernest Young, Delloite, KPMG, ou Baker & McKenzie (onde trabalhou durante anos Christine Lagarde, hoje no FMI) – são bem conhecidas no negócio offshore. São responsáveis pela montagem, transferência e engenharias financeiras que garantem aos bancos e multinacionais a «legalidade» do planeamento e optimização fiscal, e de outras operações (preços de transferência). São também e simultaneamente as entidades que fazem as auditorias internas e externas (para o Estado, Tribunais, Reguladores) às suas contas.

(...)

Um levantamento em 2011 do FSB (Financial Stability Board, criado pelo G20 em Abril de 2009) concluía que as maiores economias do mundo teriam um sector sombra que atingiria os 60 biliões de dólares (87% do PIB mundial nesse ano).

(...)

Conjugando todos os dados deste processo (e outros antecedentes do ICIJ) não é difícil concluirmos que estamos perante a mão do governo norte-americano, via CIA. E por «boas razões» para os EUA. A razão da «guerra» contra líderes e países objecto dos seus projectos imperialistas.»

(sublinhados meus)

AQUI

 

Apartheid social e / ou snobismo?

Snob_(1921)

Comentadores, analistas, politólogos, políticos, jornalistas e outros que tais partilham, na sua maioria, uma concepção magistralmente exposta pela ex-deputada do CDS, Inês Teotónio Pereira:

a alergia e o desprezo a tudo o que tenha operário, trabalhadores, camadas populares, povo no nome.

É só lê-los, ouvi-los e vê-los. No seu discurso sobre a actual situação política, económica e social de Portugal nem uma palavra sobre os problemas reais (desemprego, perda do poder de compra, empobrecimento, exploração) das pessoas reais deste País.

Francisco Assis, Álvaro Beleza e José Junqueiro são um dos últimos exemplos claros. Para eles tudo se resume a manobrismo político puro e duro. Para eles tudo o mais são tretas.

 

Sob o manto diáfano da fantasia a nudez crua da verdade: a sua natureza de classe...

 

Quem disse que «Manuel Alegre (...) está acima de qualquer partido»?

Quem disse a frase do título foi... Francisco Louçã.

Ouça aqui a partir dos 3m 25s:

"Sobre o apoio à candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República, o líder do Bloco de Esquerda justificou que «é um candidato que depende de si próprio e que está acima de qualquer partido»."

Comprende-se... O rapaz chegou recentemente à política... É inexperiente... Ou então é a luta tenaz para arranjar mais uns votinhos...

E Manuel Alegre? O que diz Manuel Alegre?

Irra! Já é vontade de contrariar o Louçã!...

E Francisco Assis? O que diz o líder parlamentar do Partido do PEC? Ouçamos aqui:

«O PS vai apoiar a candidatura de Manuel Alegre, apesar da contestação de alguns socialistas, como é o caso de Capoulas Santos. O partido vai estar com Alegre na corrida a Belém, num apoio formalizado no início do próximo mês, depois de Alegre formalizar também a sua candidatura. Francisco Assis, o líder parlamentar sublinha que esse apoio será dado, embora seja evasivo quanto ao momento da formalização. Francisco Assis elogia as declarações feitas hoje por Manuel Alegre à Agência LUSA, quando Alegre sublinhou que a família política a que pertence é o PS e que o objectivo da candidatura presidencial é impedir o sonho da direita de ter "um presidente, uma maioria e um Governo". Assis acha que são palavras sensatas e ditas na altura certa.»

E quem é que é coerente em Portugal? Afirma-o o próprio Alegre:

Ora traduza-se esta frase de alegrês para a língua de Camões:

Alegre está-se nas tintas para o PCP (2) mas quer os votos do PCP...

E embora esta frase traga a sua "água no bico" (2) quem somos nós para contradizer Alegre quando ele faz esta afirmação?

(1) Lamentamos não podermos retribuir o elogio a Manuel Alegre. Mas somos assim - uns ingratos!

(2) «Manuel Alegre, membro do PS com elevadas responsabilidades até há poucos meses, com um comprometimento com a política de direita que posicionamentos em certas matérias não apagam, promotor nos últimos anos de iniciativas marcadas pela discriminação e exclusão contrárias à necessária convergência das forças, sectores e personalidades democráticas, visando a ruptura com a política de direita e a construção de uma alternativa de esquerda.»

-

Publicado neste blog:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

_

Sobre as «agressões» a um conhecido político: «Deixem-se de fitas», diz Sócrates

    Assis apresenta queixa-crime contra Rui Rio. Candidato socialista resolveu apresentar queixa-crime e não na Comissão Nacional de Eleições, porque o que aconteceu «ultrapassa a esfera política e entrou na criminal e pessoal». «Deixem-se de fitas», diz Sócrates a Assis e Rui Rio.

     Rui Rio recebido em Aldoar com tentativas de agressão. O presidente da Câmara do Porto foi recebido, ontem, no bairro de Aldoar, com violentos insultos que, depressa, deram lugar a tentativas de agressão física. Contra Rui Rio, os moradores atiraram pedras, terra e até sapatos. No meio da confusão, o autarca foi agredido na cabeça com o pau de uma bandeira. A Polícia teve que dispersar a multidão de caçadeira na mão. E o candidato responsabilizou o PS pelas situações de "arruaça" que tem enfrentado. Já anteontem, no primeiro dia de campanha oficial, Rui Rio foi recebido com insultos na freguesia de Campanhã e, por pouco, não foi agredido com uma bandeira. O autarca apontou logo o dedo ao PS, que acusou de "mobilizar pessoas malcriadas" para o insultar.

 

Mas o mais grave é que o PCP ainda não apresentou um pedido de desculpas!...

                                                                    

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

Em Felgueiras é à sapatada

    «Em Felgueiras é à sapatada»: Líder do PS-Felgueiras acusa Assis e exige a sua demissão

(...) Francisco Assis (...) foi agredido e expulso do local onde se devia encontrar com militantes socialistas. Jaime Pereira, que garante ter testemunhado as primeiras agressões a Francisco Assis, afirmou que foram as "mulheres de Felgueiras" quem primeiro atiraram velas e rolos de papel. (...) "Infelizmente chegou mais tarde. Um senhor disse então: ah, estão aqui e o Francisco Assis virou-se para a multidão a rir-se. As mulheres de Felgueiras saltaram-lhe em cima e foi um relâmpago", explicou. Jaime Ribeiro admitiu, porém, que após a fuga de Assis para a rua traseira já não foram as mulheres que o agrediram, mas sim os homens de Felgueiras. "Foi justiça popular. Em Fafe é à paulada, em Felgueiras é à sapatada", ironizou (...) De acordo com a GNR, houve mais pessoas agredidas, além do líder distrital, mas ainda não foi apresentada qualquer queixa, apesar de o poderem fazer num prazo de seis meses. Quando foi agredido pela primeira vez, à entrada do centro comercial onde fica a sede do PS de Felgueiras, Francisco Assis ia acompanhado por Fernando Jesus e Agostinho Gonçalves, ambos da distrital socialista, e por três elementos da concelhia de Felgueiras: Augusto Faria, Inácio Lemos e António Pedro. Francisco Assis, foi sexta-feira à noite expulso e agredido em Felgueiras por apoiantes da ex-presidente de Câmara, Fátima Felgueiras, quando tentava entrar na sede concelhia do PS para se reunir com militantes socialistas. (...)

 

O maior escândalo é que o PCP ainda não pediu desculpas!...

                                                                    

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    

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