TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sábado, 2 de Julho de 2016
2 de Julho de 1925 – Nasce Patrice Émery Lumumba

Patrice Lumumba 1960-01

«Nem as brutalidades, nem as sevícias, nem as torturas me obrigaram alguma vez a pedir clemência, porque prefiro morrer de cabeça erguida, com fé inquebrantável e confiança profunda no destino do meu país, do que viver na submissão e no desprezo pelos princípios sagrados. A História dirá um dia a sua palavra; não a história que é ensinada nas Nações Unidas, em Washington, Paris ou Bruxelas, mas a que será ensinada nos países libertados do colonialismo e dos seus fantoches.»

As palavras são de Patrice Lumumba, herói da luta anticolonial e primeiro chefe do governo da República do Congo, antiga colónia belga que conquistou a independência a 30 de Junho de 1960.

Apenas dois meses depois, como veio a revelar uma comissão do Senado norte-americano em meados da década de setenta, a CIA organizou uma conspiração com militares golpistas comandados pelo coronel Mobutu com o «objectivo urgente e prioritário» de assassinar Lumumba, considerado «um perigo grave» para os EUA.

Mobutu viria a assumir mais tarde a liderança do país, rebaptizado como Zaire, implantando uma ditadura sangrenta onde reinou despoticamente até 1997, como um fantoche dos Estados Unidos e das potências ocidentais.

Lumumba foi preso em Novembro e barbaramente torturado e assassinado a 17 de Janeiro de 1961.

Tinha 35 anos.

 

Patrice Lumumba prisioneiro2

 

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Sábado, 31 de Maio de 2014
Mário Soares, Angola e o tráfico de diamantes

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

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Mário Soares visto pelo jornalista António Marinho (ex-Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho e Pinto), no «Diário do Centro» de 15 de Março de 2000.

 

MÁRIO SOARES E ANGOLA

 

   A polémica em torno das acusações das autoridades angolanas segundo as quais Mário Soares e seu filho João Soares seriam dos principais beneficiários do tráfico de diamantes e de marfim levados a cabo pela UNITA de Jonas Savimbi, tem sido conduzida na base de mistificações grosseiras sobre o comportamento daquelas figuras políticas nos últimos anos.

Espanta desde logo a intervenção pública da generalidade das figuras políticas do país, que vão desde o Presidente da República até ao deputado do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, passando pelo PP de Paulo Portas e Basílio Horta, pelo PSD de Durão Barroso e por toda a sorte de fazedores de opinião, jornalistas (ligados ou não à Fundação Mário Soares), pensadores profissionais, autarcas, «comendadores» e comentadores de serviço, etc.

Tudo como se Mário Soares fosse uma virgem perdida no meio de um imenso bordel.

Sei que Mário Soares não é nenhuma virgem e que o país (apesar de tudo) não é nenhum bordel. Sei também que não gosto mesmo nada de Mário Soares e do filho João Soares, os quais se têm vindo a comportar politicamente como uma espécie de versão portuguesa da antiga dupla haitiana «Papa Doc» e «Baby Doc».

Vejamos então por que é que eu não gosto dele(s).

A primeira ideia que se agiganta sobre Mário Soares é que é um homem que não tem princípios mas sim fins.

É-lhe atribuída a célebre frase: «Em política, feio, feio, é perder».

São conhecidos também os seus zigue-zagues políticos desde antes do 25 de Abril. Tentou negociar com Marcelo Caetano uma legalização do seu (e de seus amigos) agrupamento político, num gesto que mais não significava do que uma imensa traição a toda a oposição, mormente àquela que mais se empenhava na luta contra o fascismo.

JÁ DEPOIS DO 25 DE ABRIL, ASSUMIU-SE COMO O HOMEM DOS AMERICANOS E DA CIA EM PORTUGAL E NA PRÓPRIA INTERNACIONAL SOCIALISTA. Dos mesmos americanos que acabavam de conceber, financiar e executar o golpe contra Salvador Allende no Chile e que colocara no poder Augusto Pinochet.

Mário Soares combateu o comunismo e os comunistas portugueses como nenhuma outra pessoa o fizera durante a revolução e FOI AMIGO DE NICOLAU CEAUCESCU, FIGURA QUE CHEGOU A APRESENTAR COMO MODELO A SER SEGUIDO PELOS COMUNISTAS PORTUGUESES.

Durante a revolução portuguesa andou a gritar nas ruas do país a palavra de ordem «Partido Socialista, Partido Marxista», mas mal se apanhou no poder meteu o socialismo na gaveta e nunca mais o tirou de lá. Os seus governos notabilizaram-se por três coisas: políticas abertamente de direita, a facilidade com que certos empresários ganhavam dinheiro e essa inovação da austeridade soarista (versão bloco central) que foram os salários em atraso.

 

INSULTO A UM JUIZ

 

   Em Coimbra, onde veio uma vez como primeiro-ministro, foi confrontado com uma manifestação de trabalhadores com salários em atraso. Soares não gostou do que ouviu (chamaram-lhe o que Soares tem chamado aos governantes angolanos) e alguns trabalhadores foram presos por polícias zelosos. Mas, como não apresentou queixa (o tipo de crime em causa exigia a apresentação de queixa), o juiz não teve outro remédio senão libertar os detidos no próprio dia. Soares não gostou e insultou publicamente esse magistrado, o qual ainda apresentou queixa ao Conselho Superior da Magistratura contra Mário Soares, mas sua excelência não foi incomodado.

Na sequência, foi modificado o Código Penal, o que constituiu a primeira alteração de que foi alvo por exigência dos interesses pessoais de figuras políticas.

Soares é arrogante, pesporrento e malcriado. É conhecidíssima a frase que dirigiu, perante as câmaras de TV, a um agente da GNR em serviço que cumpria a missão de lhe fazer escolta enquanto presidente da República durante a Presidência aberta em Lisboa: «Ó Sr. Guarda! Desapareça!». Nunca, em Portugal, um agente da autoridade terá sido tão humilhado publicamente por um responsável político, como aquele pobre soldado da GNR.

Em minha opinião, Mário Soares nunca foi um verdadeiro democrata. Ou melhor é muito democrata se for ele a mandar. Quando não, acaba-se imediatamente a democracia. À sua volta não tem amigos, e ele sabe-o; tem pessoas que não pensam pela própria cabeça e que apenas fazem o que ele manda e quando ele manda. Só é amigo de quem lhe obedece. Quem ousar ter ideias próprias é triturado sem quaisquer contemplações.

Algumas das suas mais sólidas e antigas amizades ficaram pelo caminho quando ousaram pôr em causa os seus interesses ou ambições pessoais.

Soares é um homem de ódios pessoais sem limites, os quais sempre colocou acima dos interesses políticos do partido e do próprio país.

Em 1980, não hesitou em APOIAR OBJECTIVAMENTE O GENERAL SOARES CARNEIRO CONTRA EANES, NÃO POR RAZÕES POLÍTICAS MAS DEVIDO AO ÓDIO PESSOAL QUE NUTRIA PELO GENERAL RAMALHO EANES. E como o PS não alinhou nessa aventura que iria entregar a presidência da República a um general do antigo regime, Soares, em vez de acatar a decisão maioritária do seu partido, optou por demitir-se e passou a intrigar, a conspirar e a manipular as consciências dos militantes socialistas e de toda a sorte de oportunistas, não hesitando mesmo em espezinhar amigos de sempre como Francisco Salgado Zenha.

Confesso que não sei por que é que o séquito de prosélitos do soarismo (onde, lamentavelmente, parece ter-se incluído agora o actual presidente da República – Cavaco Silva), apareceram agora tão indignados com as declarações de governantes angolanos e estiveram tão calados quando da publicação do livro de Rui Mateus sobre Mário Soares. NA ALTURA TODOS METERAM A CABEÇA NA AREIA, INCLUINDO O PRÓPRIO CLÃ DOS SOARES, E NEM TUGIRAM NEM MUGIRAM, APESAR DE AS ACUSAÇÕES SEREM ENTÃO BEM MAIS GRAVES DO QUE AS DE AGORA. POR QUE É QUE JORGE SAMPAIO SE CALOU CONTRA AS «CALÚNIAS» DE RUI MATEUS?

 

«DINHEIRO DE MACAU»

 

    Anos mais tarde, um senhor que fora ministro de um governo chefiado por MÁRIO SOARES, ROSADO CORREIA, vinha de Macau para Portugal com uma mala com dezenas de milhares de contos. A proveniência do dinheiro era tão pouco limpa que um membro do governo de Macau, ANTÓNIO VITORINO, foi a correr ao aeroporto tirar-lhe a mala à última hora.

Parece que se tratava de dinheiro que tinha sido obtido de empresários chineses com a promessa de benefícios indevidos por parte do governo de Macau. Para quem era esse dinheiro foi coisa que nunca ficou devidamente esclarecida. O caso EMAUDIO (e o célebre fax de Macau) é um episódio que envolve destacadíssimos soaristas, amigos íntimos de Mário Soares e altos dirigentes do PS da época soarista. MENANO DO AMARAL chegou a ser responsável pelas finanças do PS e Rui Mateus foi durante anos responsável pelas relações internacionais do partido, ou seja, pela angariação de fundos no estrangeiro.

Não haveria seguramente no PS ninguém em quem Soares depositasse mais confiança. Ainda hoje subsistem muitas dúvidas (e não só as lançadas pelo livro de Rui Mateus) sobre o verdadeiro destino dos financiamentos vindos de Macau. No entanto, em tribunal, os pretensos corruptores foram processualmente separados dos alegados corrompidos, com esta peculiaridade (que não é inédita) judicial: os pretensos corruptores foram condenados, enquanto os alegados corrompidos foram absolvidos.

Aliás, no que respeita a Macau só um país sem dignidade e um povo sem brio nem vergonha é que toleravam o que se passou nos últimos anos (e nos últimos dias) de administração portuguesa daquele território, com os chineses pura e simplesmente a chamar ladrões aos portugueses. E isso não foi só dirigido a alguns colaboradores de cartazes do MASP que a dada altura enxamearam aquele território.

Esse epíteto chegou a ser dirigido aos mais altos representantes do Estado Português. Tudo por causa das fundações criadas para tirar dinheiro de Macau. Mas isso é outra história cujos verdadeiros contornos hão-de ser um dia conhecidos. Não foi só em Portugal que Mário Soares conviveu com pessoas pouco recomendáveis. Veja-se o caso de BETINO CRAXI, o líder do PS italiano, condenado a vários anos de prisão pelas autoridades judiciais do seu país, devido a graves crimes como corrupção. Soares fez questão de lhe manifestar publicamente solidariedade quando ele se refugiou na Tunísia.

Veja-se também a amizade com Filipe González, líder do Partido Socialista de Espanha que não encontrou melhor maneira para resolver o problema político do país Basco senão recorrer ao terrorismo, contratando os piores mercenários do lumpen e da extrema direita da Europa para assassinar militantes e simpatizantes da ETA.

Mário Soares utilizou o cargo de presidente da República para passear pelo estrangeiro como nunca ninguém fizera em Portugal. Ele, que tanta austeridade impôs aos trabalhadores portugueses enquanto primeiro-ministro, gastou, como Presidente da República, milhões de contos dos contribuintes portugueses em passeatas pelo mundo, com verdadeiros exércitos de amigos e prosélitos do soarismo, com destaque para jornalistas. São muitos desses «viajantes» que hoje se põem em bicos de pés a indignar-se pelas declarações dos governantes angolanos.

Enquanto Presidente da República, Soares abusou como ninguém das distinções honoríficas do Estado Português. Não há praticamente nenhum amigo que não tenha recebido uma condecoração, enquanto outros cidadãos, que tanto mereceram, não obtiveram qualquer distinção durante o seu «reinado». Um dos maiores vultos da resistência antifascista no meio universitário, e um dos mais notáveis académicos portugueses, perseguido pelo antigo regime, o Prof. Doutor Orlando de Carvalho, não foi merecedor, segundo Mário Soares, da Ordem da Liberdade. Mas alguns que até colaboraram com o antigo regime receberam as mais altas distinções. Orlando de Carvalho só veio a receber a Ordem da Liberdade depois de Soares deixar a Presidência da República, ou seja logo que Sampaio tomou posse. A razão foi só uma: Orlando de Carvalho nunca prestou vassalagem a Soares e Jorge Sampaio não fazia depender disso a atribuição de condecorações.

 

FUNDAÇÃO COM DINHEIROS PÚBLICOS

 

   A pretexto de uns papéis pessoais cujo valor histórico ou cultural nunca ninguém sindicou, Soares decidiu fazer uma Fundação com o seu nome. Nada de mal se o fizesse com dinheiro seu, como seria normal.

Mas não; acabou por fazê-la com dinheiros públicos. SÓ O GOVERNO, DE UMA SÓ VEZ DEU-LHE 500 MIL CONTOS E A CÂMARA DE LISBOA, PRESIDIDA PELO SEU FILHO, DEU-LHE UM PRÉDIO NO VALOR DE CENTENAS DE MILHARES DE CONTOS. Nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha ou em qualquer país em que as regras democráticas fossem minimamente respeitadas muita gente estaria, por isso, a contas com a justiça, incluindo os próprios Mário e João Soares e as respectivas carreiras políticas teriam aí terminado. Tais práticas são absolutamente inadmissíveis num país que respeitasse o dinheiro extorquido aos contribuintes pelo fisco.

Se os seus documentos pessoais tinham valor histórico Mário Soares deveria entregá-los a uma instituição pública, como a Torre do Tombo ou o Centro de Documentação 25 de Abril, por exemplo. Mas para isso era preciso que Soares fosse uma pessoa com humildade democrática e verdadeiro amor pela cultura. Mas não. Não eram preocupações culturais que motivaram Soares. O que ele pretendia era outra coisa.

Porque as suas ambições não têm limites ele precisava de um instrumento de pressão sobre as instituições democráticas e dos órgãos de poder e de intromissão directa na vida política do país. A Fundação Mário Soares está a transformar-se num verdadeiro cancro da democracia portuguesa.

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O livro de Rui Mateus, que foi rapidamente retirado de mercado após a celeuma que causou em 1996 (há quem diga que “alguém” comprou toda a edição), está disponível AQUI ou AQUI

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Marinho Pinto: depois de ter escrito isto ainda o veremos em coligação com o PS e a apoiar Sócrates para PR...

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adaptado de um e-mail enviado pelo Carlos

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Sábado, 3 de Maio de 2014
Palavras para quê?
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Relembremos apenas o que disse o embaixador dos EUA em 2008 acerca do papel de Mário Soares na contrarevolução:

«During the turbulent years after its 1974 revolution, U.S. Ambassador Frank Carlucci and Portuguese Prime Minister Mario Soares spent countless hours advancing the cause of democracy and human rights for the people of, often meeting in “the Crow’s Nest,” a room at the very top of the Ambassador’s official residence in Lisbon.»

An American's Perspective on Portugal Day (June 10, 2008)

   Sobre o papel de Mário Soares na contrarevolução, ler ainda (de Álvaro Cunhal):

O 25 de Novembro de 1975

Capítulo 8 do livro "A verdade e a mentira na Revolução de Abril: A contra-revolução confessa-se", Edições «Avante!»

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011
Patrice Émery Lumumba (2 Julho 1925 / 17 Janeiro 1961)

Patrice Lumumba foi assassinado há 50 anos

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(...) Faz agora em Janeiro 50 anos que Patrice Lumumba, herói da luta anticolonial e primeiro-ministro do Congo independente, foi brutalmente assassinado pela CIA. Mas se morreu o revolucionário que deu o nome à Universidade da Amizade dos Povos fundada em Moscovo para apoiar a formação de combatentes da liberdade de todo o mundo, as razões do seu combate persistem. Lumumba como tantos outros revolucionários africanos não surgiu por acaso, foi produto de circunstâncias históricas prenhes de contradições a exigir superação. Os valores e os ideais por que lutou não desapareceram, vivem na consciência e aspirações dos povos oprimidos que acabarão por forjar as forças que conduzirão uma segunda vaga libertadora, de carácter nacional mas ainda mais profundamente anti-capitalista. E certamente também ainda mais estreitamente convergente e aliada com a luta da classe operária e das massas trabalhadoras dos países capitalistas.

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Sábado, 8 de Maio de 2010
Mais uma subversão. Mais um grande negócio. A revisão constitucional do PSD

«Despartidarizar a Administração, desgovernamentalizar o País e desestatizar a sociedade» eis o projecto que o novo líder do PSD, vulgarmente conhecido pelo Rapaz do Ângelo, proclamou solenemente no último congresso do seu partido. «Temos de mexer na Constituição» afirmou Passos Coelho, porque segundo ele «o Estado não tem de ter negócios».

Quem afirma isto é um ex-administrador da Fomentinvest, participada em 15% pelo Grupo BES, a cujos quadros havia pertencido o antigo ministro da economia do PS, Manuel Pinho, grupo que, em tempos, havia apoiado a ida de um ex-líder do PSD, Durão Barroso, aos Estados Unidos a fim de tirar uma pós-graduação.

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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010
Quem disse que «os Partidos Socialistas foram colonizados pelo neoliberalismo americano»?

Bem, se o PCP tivesse dito a frase do título seria logo insultado... Mas não, não foi o PCP.

 

O PCP disse isto, por exemplo:

«Os primeiros seis meses de vida do Governo do PS confirmaram não apenas a persistência nas mesmas opções e orientações políticas comprometidas com o interesse do grande capital e que tem conduzido ao agravamento dos problemas do país, como a intenção de prosseguir de forma agravada como o evidenciam o Orçamento de Estado para 2010 e a apresentação e discussão do Programa de Estabilidade e Crescimento.»

«O Governo PS e o capital tentam apresentar como inevitável uma política que, ditada pela alienação de sectores estratégicos, pela mercantilização de serviços públicos essenciais à vida das populações e pela liquidação da capacidade produtiva, se traduzirá no final de 2013 numa situação económica e social ainda pior.»

(Comunicado do Comité Central do PCP)

 Quem proferiu a frase do título foi Mário Soares numa entrevista à Antena 1 no dia 23 de Abril.

Ouvir aqui:

Ouviram? Mário Soares disse: «Houve um momento em que os próprios Partidos Socialistas foram um pouco colonizados (e digo isto entre aspas: "colonizados") pelo neoliberalismo americano no tempo do Bush».

Mas este gigante da política nacional, Mário Soares, já tinha afirmado coisa parecida em 6 de Setembro de 2009:

«Acho que começa a haver uma reacção muito positiva mesmo dentro dos partidos socialistas europeus que foram muito colonizados pelo neoliberalismo

Ler aqui:

Vamos lá pôr ordem nisto.

Para começar, foram muito colonizados ou foram um pouco colonizados? Ó Dr. Mário Soares, decida-se, não nos deixe nesta angústia! E como é que é ser colonizado-com-aspas?

Depois, Mário Soares afirma que foi «no tempo do Bush». No tempo do Bush-pai, do Bush-filho, do Bush-Clinton ou do Bush-Obama? Ou de todos os Bushes anteriores?

Ora vamos lá a ver qual era o Bush que colonizava (com aspas ou sem aspas?) o PS no tempo em que Mário Soares visitava Carlucci no «ninho do corvo» (lembra-se, Dr. Soares?). Era Gerald Ford, aquele presidente que nem sequer tinha sido eleito, visto ter substituido Spiro Agnew e, depois, Richard Nixon.

E agora, com Obama? Não foi já este Governo do PS que mandou tropas de combate para o Afeganistão?

Vamos lá perguntar a opinião ao «amigo» de Mário Soares, Manuel Alegre:

«Esperava-se então que fosse a hora do socialismo democrático. Mas o que veio foi a globalização neoliberal. Com os socialistas na defensiva ou ideologicamente colonizados

Está ver, Dr. Soares? Afinal o seu «familiar» está praticamente de acordo consigo! O meu palpite é que vocês andam zangados porque ambos querem mostrar que «restauram» melhor a aparência do PS!

E o que diz Mário Soares de Manuel Alegre, na citada entrevista à Antena 1? Ouçamos:

«[Manuel Alegre] esteve durante muito tempo, enquanto deputado (...) a condenar e a criticar de uma maneira dura e de uma maneira, às vezes, difícil o Partido Socialista».

Mas, ó Dr. Mário Soares, o senhor faz uma crítica, que se pode dizer implacável!, ao PS (que «foi colonizado pelo neoliberalismo americano») e depois vem censurar o Manuel Alegre?

Bem, como diz Aguiar Branco citando Lénin: O que é que se há-de fazer? [Isto não vem a propósito mas fica sempre bem uma citação]

E mais "palavras para quê? Mário Soares é um artista português!".

Vídeo com mais acrobacias:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Patrice Lumumba foi assassinado há 49 anos (17 de Janeiro de 1961)

Allan McdonaldRebelión de 7 de Fevereiro

«Ni brutalités, ni sévices, ni tortures ne m’ont jamais amené à demander la grâce, car je préfère mourir la tête haute, la foi inébranlable et la confiance profonde dans la destinée de mon pays, plutôt que vivre dans la soumission et le mépris des principes sacrés. L’histoire dira un jour son mot, mais ce ne sera pas l’histoire qu’on enseignera à Bruxelles, Washington, Paris ou aux Nations Unies, mais celle qu’on enseignera dans les pays affranchis du colonialisme et de ses fantoches

Da carta de Patrice Lumumba à sua «companheira querida»: Le Testament politique de Lumumba

Ver neste blogue:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge



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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
Promessas e enganos eleitorais: O PS e o Bloco de Esquerda

    Atordoados [com os resultados das eleições europeias], PS e Sócrates emendam a linguagem, regressam às promessas, e recuperam dois estribilhos de uma velha chantagem eleitoral sobre o eleitorado de esquerda: «Votar PS é barrar o caminho à direita» e «cada vez que o PS enfraquece é a direita que ganha».

Floresta de enganos, o BE recorre a um radicalismo verbal para camuflar o papel aceite de tampão ao crescimento do PCP e a tentação de, num futuro ansiado, suceder ao PS. Até já lhe copia os truques: nas eleições legislativas Louçã também é candidato a 1º Ministro.

                          


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Domingo, 26 de Julho de 2009
O PS no ninho do corvo

(...) Pero en el caso concreto de Galicia, es sorprendente que, viviendo España en democracia, coloque en puestos de poder con responsabilidades políticas, a un hombre terrible como el señor Fraga Iribarne. Galicia tiene una tradición caciquil conocida y, en el fondo, el señor Fraga Iribarne es un cacique de Galicia. Yo creo que, al contrario de lo que hemos aprendido, no hay dos sexos. hay tres: el masculino, el femenino y el político. Y ahí se unen unos y otros, con lo mismo de bueno y lo mismo de malo. Viniendo de la izquierda o de la derecha se convierte en política, y a la hora de convertirse en política me recuerda siempre una obra de teatro de Sartre que se llama "L´Engrenage" que es la historia de una revolución triunfante y el líder, que es un chico muy apuesto, se sienta por primera vez en el sillón del poder. Cuando acaba de sentarse entra el secretario para decirle, y con esto termina la obra: "Está ahí afuera el embajador de los Estados Unidos de Norteamérica". En nuestro caso, en Portugal, tuvimos la complicidad de los partidos de izquierda, en particular del Partido socialista, no sólo con la socialdemocracia alemana, sino incluso con la propia CIA, para interrumpir el proceso revolucionario, y por otra parte, el papel de provocación que han hecho pequeños partidos de la llamada extrema izquierda. Al paso del tiempo nos encontramos con que el presidente del Partido Social Demócrata de Portugal (que es un partido de centro derecha, por no decir de derecha) había sido anteriormente un militante maoísta. La ministra de cultura de España ha sido maoísta. Y en su viraje no fue hacia el Partido Comunista ni siquiera al PSOE. Se fue al Partido Popular. (...)

Excerto de uma célebre entrevista de José Saramago referida em Onde está a esquerda?.

Para Ler:

During the turbulent years after its 1974 revolution, U.S. Ambassador Frank Carlucci and Portuguese Prime Minister Mario Soares spent countless hours advancing the cause of democracy and human rights for the people of, often meeting in “the Crow’s Nest,” a room at the very top of the Ambassador’s official residence in Lisbon.

[Durante os anos turbulentos depois da revolução de 1974 o Embaixador dos EUA Frank Carlucci e o Primeiro Ministro Mário Soares gastaram horas sem conta a tratar da causa da democracia e dos direitos humanos para o povo numa pequena sala, conhecida como "o ninho do corvo",  situada mesmo no cimo da residência oficial do Embaixador em Lisboa.]

U.S. Ambassador Thomas Stephenson, An American's Perspective on Portugal Day

«José Sócrates, que falou em inglês, disse que a sua prioridade é manter "uma Europa forte e unida" e trabalhar "em estreita coordenação com os Estados Unidos a favor da estabilidade e da segurança mundial"».

 

José Sócrates saudou em Estrasburgo a escolha do actual primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen como futuro secretário-geral da NATO, na conclusão de "uma cimeira que reforça a confiança na organização".

Considerando ter-se tratado de uma reunião "particularmente bem sucedida", da qual saíram "decisões" que "relançam" a Aliança Atlântica, Sócrates defendeu que "o êxito desta cimeira soma-se também ao êxito da cimeira do G-20, o que quer dizer que o Mundo teve esta semana boas notícias das reuniões internacionais que decorreram".

Leituras aconselhadas:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
Lumumba, um filme de Raoul Peck (outra versão)

Outra versão (legendada em castelhano) em doze partes.

A primeira parte é uma introdução (para esquecer... fala até na «guerra fria» (*)) feita por um canal da televisão argentina.

    O filme começa na segunda parte.

A célebre reunião que decidiu da morte de Lumumba é na parte 11 a partir dos 3m 55s.

Para saber mais, e com verdade, é aqui:

(*) Como se a "guerra fria" justificasse os crimes dos colonialistas belgas (e não só...).

Ver aqui Leopold II of Belgium esta fotografia (revoltante) anterior a 1905.

                                                                    

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                      


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Domingo, 26 de Abril de 2009
Lumumba, um filme de Raoul Peck

Patrice Émery Lumumba (né le 2 juillet 1925 à Onalua, Congo belge - assassiné le 17 janvier 1961 au Katanga) est le premier premier ministre du Congo (de nos jours République démocratique du Congo) de juin à septembre 1960. Il est une des principales figures de l'indépendance du Congo.

Patrice Émery Lumumba est considéré au Congo comme le premier «héros national».

Para Ver e Ouvir (em francês com legendas em inglês, mas com o som dessincronizado):

Lumumba, 2000, um filme de Raoul Peck (prémios) 

Ver, sobre este filme, a seguinte controvérsia...

A propósito desta «controvérsia» ver este vídeo a partir dos 6m e 20s:  

CIA - Ajax (Iran-Mossadegh) / Guatemala / Congo Lumumba

(Claro que todo o vídeo é «instrutivo»)

A reunião em que participou Carlucci, e que decidiu o assassinato de Lumumba, está todavia no vídeo, na parte 6, a partir dos 2m e 40s:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                 


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Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Mário Soares e a sua empatia por Frank Carlucci

    Com exemplos concretos da pequena história do período revolucionário, Mário Soares voltou a demonstrar a sua empatia por Frank Carlucci, que no Outono de 1974 chegou a Portugal como embaixador dos EUA.

«Um tipo pequenino, vivo. Um típico mafioso italiano!», contou, recordando o momento em que se conheceram.

DN Online: Frank Carlucci parecia "um típico mafioso italiano"

    During the turbulent years after its 1974 revolution, U.S. Ambassador Frank Carlucci and Portuguese Prime Minister Mario Soares spent countless hours advancing the cause of democracy and human rights for the people of, often meeting in “the Crow’s Nest,” a room at the very top of the Ambassador’s official residence in Lisbon.

[Durante os anos turbulentos depois da revolução de 1974 o Embaixador dos EUA Frank Carlucci e o Primeiro Ministro Mário Soares gastaram horas sem conta a tratar da causa da democracia e dos direitos humanos para o povo numa pequena sala, conhecida como "o ninho do corvo",  situada mesmo no cimo da residência oficial do Embaixador em Lisboa.]

U.S. Ambassador Thomas Stephenson, An American's Perspective on Portugal Day

     A propósito do assassinato de Lumumba é ver este vídeo a partir dos 6m e 20s:  

CIA - Ajax (Iran-Mossadegh) / Guatemala / Congo Lumumba

(Claro que todo o vídeo é "instrutivo")

    Serviu o Departamento de Estado de 1957 a 1969, sempre em situações controversas. África do Sul, Congo (golpe de estado), Zanzibar (golpe de estado) e Brasil (golpe de estado) foram os seus destinos.

De 1969 a 1975 andou pela área económica e social das Administrações de Nixon e Ford.

O Departamento de Estado chama-o expressamente para mais uma situação complexa, como embaixador em Portugal de 1975 a 1978. A sua «actuação» no nosso país valeu-lhe sair directamente para vice-director da CIA onde permaneceu até 1981. No que constituiu, sublinhe-se, um «movimento diplomático» inédito. Antes e depois.

Seguiu-se o Departamento de Defesa, onde foi adjunto do Secretário de Defesa Caspar Weinberger até 1983.

Saída para os negócios privados para regressar em 1986 para a Casa Branca como Conselheiro Nacional de Segurança e em 1987 como Secretário de Defesa de Reagan.

Desde que abandonou o Pentágono em 1989 Frank Carlucci enveredou pelos negócios privados. Permaneceu no grupo Carlyle, onde chegou a Presidente, até 2005.

Tem interesses económicos nas seguintes empresas: General Dynamics, Westinghouse, Ashland Oil, Neurogen, CB Commercial Real Estate, Nortel, BDM International, Quaker Oats e Kaman.

                                      


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Segunda-feira, 7 de Abril de 2008
CONTRA O TERRORISMO

    Parece-me oportuno recordar este Editorial do jornal «Avante!», edição nº 1650.

                           

«É clara e inequívoca, tem mais de oitenta e quatro anos de vida e constitui um caso único no quadro partidário nacional, a posição dos comunistas portugueses em relação ao terrorismo: sempre o considerámos uma prática criminosa, inimiga da democracia e da luta pelo progresso, pela justiça social e pelos interesses dos trabalhadores; sempre sublinhámos a sua característica de arma da reacção e do anti-comunismo; sempre rejeitámos a sua identificação com a luta libertadora dos povos, designadamente quando esta, em situações concretas, assume justa, necessária e corajosa expressão armada (o fascismo chamava «terroristas» aos patriotas que lutavam pela independência dos seus países nas ex- colónias portuguesas, tal como o imperialismo chama «terroristas» aos patriotas palestinos, iraquianos, colombianos); sempre afirmámos que não há terrorismo-bom e terrorismo-mau e que o terrorismo de Estado e o terrorismo político caminham de mãos dadas. E sempre agimos em consonância com estes pontos de vista. Por isso, ao longo da história, o PCP foi sempre um alvo preferencial do terrorismo: quer do terrorismo fascista, ao qual foi o único partido a fazer frente; quer do terrorismo pós 25 de Abril, arma essencial, a dado momento, das forças da contra-revolução. Por isso, o PCP tem uma autoridade moral singular para se pronunciar sobre esta matéria.

    Tudo isto vem a propósito do brutal acto terrorista que, há dias, semeou a morte e o horror em Londres. Tudo isto deve trazer às memórias que também em Portugal houve terrorismo: com bombas, com tiros, com assaltos, com agressões violentas, com edifícios incendiados, com feridos, com mortos – e que vários dos que, hoje, condenam, com trinados de democracia na voz, a bárbara acção bombista do passado dia 7, estavam, então, intensamente empenhados na organização, no incentivo, no apoio ao terrorismo bombista.

    Há trinta anos, num pano colocado na fachada do Centro de Trabalho Vitória, na Avenida da Liberdade, podia ler-se: «Contra o terrorismo». Tratava-se de uma palavra de ordem na ordem do dia: o terrorismo iniciara a sua feroz ofensiva, à qual era necessário fazer frente. Tratava-se de uma brutal vaga terrorista, cujo objectivo essencial era a liquidação da democracia de Abril, do mais avançado projecto de democracia alguma vez existente em Portugal: uma democracia participada, amplamente participada, geradora de liberdade, de justiça social, de respeito pelos interesses dos trabalhadores, do povo e do País, de respeito pelos direitos humanos – e o ataque à democracia de Abril passava pelo ataque ao PCP, partido da liberdade, da democracia, da justiça social, da independência nacional.
    «Em Julho (de 1975) seguindo-se ao assalto e destruição do Centro de Trabalho do PCP em Rio Maior, são realizados 86 actos terroristas, dos quais 33 assaltos e destruição de Centros de Trabalho do PCP, além de mais 20 repelidos» (…) Em Agosto, acompanhando divisões no MFA e a violenta ofensiva do PS, PPD, CDS e fascistas e reaccionários de toda a espécie contra o V Governo Provisório, são realizadas 153 acções terroristas, das quais 82 assaltos com destruição de 55 Centros de Trabalho do PCP e 25 do MDP-CDE, 39 fogos-postos, 15 bombas, dezenas de agressões.»(1)
Estas acções – cuidadosamente preparadas e organizadas, e financiadas pela CIA e pelos serviços secretos de outros países – constituíam a expressão armada da ofensiva que, no plano político, o PS, o PPD e o CDS desenvolviam contra o Governo de Vasco Gonçalves. Uma ofensiva que, na situação concreta então vivida, era, de facto, contra a democracia, a liberdade, a justiça social, a independência nacional.
Naturalmente, esta escalada terrorista foi considerada pelos dois principais mentores da contra-revolução de Abril (Mário Soares e Frank Carlucci) - ambos conhecedores das origens, da natureza e dos caminhos e atalhos trilhados pelos bandos de terroristas – como «reacções espontâneas das massas populares em fúria», nas palavras do primeiro, enquanto o ex-chefe da CIA garantia que «tudo foi espontâneo, ninguém esteve por detrás». Claro…

    O terrorismo político é sempre um acto criminoso - por isso condenável e a exigir combate. Mesmo quando se apresenta disfarçado, fingindo-se de esquerda ou apresentando-se como resposta ao terrorismo de Estado (este, regra geral, muito mais mortífero: a ocupação do Iraque provocou centenas de milhares de mortos inocentes) - ele não consegue esconder a sua verdadeira face nem os interesses que serve. O 11 de Setembro, o 11 de Março e o 7 de Julho – para referir apenas os três casos com maior ressonância mediática - são pretextos para a intensificação dos projectos expansionistas e de domínio do mundo por parte do imperialismo; são crimes brutais que servem de justificação para a prossecução e intensificação dos crimes brutais praticados por Bush, por Blair e pelos seus pares no Iraque, no Afeganistão, na Palestina, em todo o lado onde o imperialismo pretende assentar a sua pata opressora; são actos criminosos que criam excepcionais condições objectivas e subjectivas para os ataques à democracia, nomeadamente para a aprovação das leis chamadas anti-terroristas e que outra coisa não são do que graves ataques às liberdades, direitos e garantias dos cidadãos.

    O caldo de cultura donde emerge o terrorismo é a realidade da sociedade capitalista; o terrorismo é, sempre, um aliado fiel do capitalismo – logo, um inimigo da democracia, da paz, da justiça

(sublinhados meus)

                                 
(1) Álvaro Cunhal, A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril (A contra-revolução confessa-se)
                         
In jornal «Avante!» - Edição de 14 de Julho de 2005
                     


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:16
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