TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Domingo, 16 de Outubro de 2016
16 de Outubro de 1918 – Leva da Morte

Rua-serpa-pinto-1918-joshua

A ditadura militar de Sidónio Pais instaurada com o golpe de Estado de 5 de Dezembro de 1917 cedo desiludiu quantos lhe concederam o benefício da dúvida.

A miséria grassa no País e sucedem-se as greves, os motins, os levantamentos populares.

Uma revolta eclode em Coimbra, a 12 de Outubro. O movimento não tem eco, mas o governo decreta o estado de sítio.

As prisões de Lisboa enchem-se de presos políticos.

Por falta de espaço, decide-se transferir uma parte deles para os fortes de São Julião da Barra, Alto do Duque e Caxias.

153 detidos saem do edifício do Governo Civil ao cair da tarde do dia 16, rodeados por 253 guardas. O cortejo é aberto por corneteiros e tambores. Quando a cabeça da coluna chega à Rua Vítor Córdon soa um tiro. Gera-se a confusão e o pânico, os guardas disparam em todas as direcções. Balanço: sete mortos e sessenta feridos.

No dia seguinte, o governo responsabiliza um dos presos, que teria disparado sobre os guardas. A arma nunca foi encontrada.

A versão não convence ninguém: tornou-se evidente que o massacre fora preparado e que a insólita presença dos corneteiros era o sinal para o ataque à que ficou conhecida como a «Leva da Morte», nome dado à rua em 1924.

Tentando apagar a memória, em 1937 a ditadura de Salazar integra o local do crime na Rua Serpa Pinto.

AQUI

 


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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016
29 de Setembro de 1964 – Nasce a Mafalda

Quando a primeira tira apareceu na revista «Primera Plana», há mais de meio século, ninguém esperava que as histórias da Mafalda irreverente e contestatária percorressem o mundo em 26 línguas e permanecessem vivas muito para além do seu desaparecimento.

Fruto da imaginação e arte de Joaquín Lavado «Quino», um argentino pobre de Mendoza que aos 18 anos chegou a Buenos Aires com uma pasta de desenhos debaixo do braço, Mafalda despediu-se dos seus leitores em Junho de 1973, mas a universalidade das suas críticas sociais e políticas tornaram-na imortal.

Forçado a exilar-se em 1976 na sequência do golpe de Estado de Rafael Videla que mergulhou a Argentina numa feroz ditadura militar, Quino, para quem o humor «é aquele pequeno grão de areia com o qual contribuímos para que as coisas mudem», não tenciona ressuscitar a Mafalda porque, afirma, «ressuscitá-la seria dizer que está morta, e ninguém duvida que ela esteja bem viva, por sorte».

Ou seja, a mensagem permanece actual, como disse numa entrevista ao Página/12: «Se pensarmos que o cristianismo levou três séculos para se impor, por que não podemos pensar que o socialismo voltará e que finalmente poderemos viver em um sistema mais justo e mais humano para todos?»

AQUI

 


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Quinta-feira, 8 de Setembro de 2016
O imperialismo por toda a parte enfrenta a resistência e a luta dos trabalhadores e dos povos

venezuela-av-bolivar-2016-09

«Desde as primeiras horas do dia, milhares de pessoas concentram-se nas ruas da capital venezuelana, em defesa da paz e da Revolução Bolivariana, e para dizer «não aos golpistas».»

 

«Beneficiando dos seus justamente intocáveis direitos e garantias, a imprensa internacional lá estará – muita exibindo o músculo da manipulação, renunciando sem pudor a qualquer compromisso sério com a verdade e o equilíbrio informativo

 

sao_paulo-manif-2016-09

«Além de São Paulo, também o Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba foram palco, ontem, de manifestações em que se denunciou o golpe de Estado, se exigiu a renúncia do presidente Michel Temer e a realização de eleições gerais.»

 

india-greve-geral-2set 2016

«Entre 200 e 300 milhões de trabalhadores aderiram, sexta-feira, à greve geral convocada por dez sindicatos na Índia. Em causa estão os planos governamentais de privatizar sectores estratégicos da economia, bem como a exigência de melhores salários e pensões.»

 


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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2016
Turquia: Convenientes e elucidativos exercícios de hipócrita «amnésia»…

Erdogan Lat

 

A evolução da situação em torno da Turquia continuará a exigir toda a atenção, sendo múltiplos os factores em jogo e suas repercussões, incluindo para o Médio Oriente.

No entanto, não pode passar em branco o imenso cinismo daqueles que – como a União Europeia, que negoceia a adesão da Turquia – fingem ter descoberto no rescaldo do golpe falhado o carácter repressivo e autoritário da política de Erdogan e do AKP, procurando assim não só influenciar a evolução imediata da situação na Turquia, como encobrir o seu amplo conluio com as autoridades turcas e a sua política, de que é exemplo

  • a ocupação ilegal de território de Chipre;

  • a repressão da população curda;

  • a restrição de liberdades, direitos e garantias fundamentais;

  • a agressão e saque da Síria e do Iraque, promovendo e protegendo grupos terroristas e apoiando a sua sangrenta acção;
  • ou a instrumentalização da dramática situação de milhões de refugiados e a negação dos seus mais elementares direitos.

Assinale-se que muitos dos que agora apontam o dedo às autoridades turcas por terem decretado o Estado de emergência e suspendido temporariamente a aplicação da Convenção para a Protecção dos Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais, são os mesmos que justificaram as medidas de restrição de liberdades, direitos e garantias impostas pelas autoridades francesas após os atentados em Paris, em Novembro passado, que incluíram, precisamente, estas duas medidas.

Convenientes e elucidativos exercícios de hipócrita «amnésia»…

 

Bandeira União Europeia_2011

«É por isso que as reacções do establishment europeu aos acontecimentos na Turquia tresandam a hipocrisia e a mentira.

É que o que ali aconteceu está intimamente relacionado com o papel dado à Turquia – e a Erdogan – no extremamente perigoso jogo imperialista, que cruza o objectivo de domínio e redivisão do Médio Oriente com o crescente e cada vez mais insano rumo de enfrentamento directo com países como a Federação Russa. Um papel que alimentou a deriva reaccionária e ditatorial das elites turcas – sejam elas do AKP ou da «velha» hierarquia militar.»

 

Bandeira Nato hast

«O governo turco tem repetido que o golpe falhado, que causou 246 mortos e mais de 2 100 feridos, foi organizado por seguidores de Gulen, de 74 anos.
(...)
O certo é que, desde que a rebelião militar foi derrotada, há menos de 15 dias, as autoridades turcas detiveram, suspenderam, demitiram ou colocaram sob investigação cerca de 60 mil pessoas – militares, incluindo altas patentes, polícias, juízes e magistrados, professores, estudantes, funcionários públicos. No início desta semana, foi anunciado também o afastamento de um número não especificado de embaixadores e a prisão de pelo menos 42 jornalistas.
(...)
No quadro da purga em curso, o regime turco instaurou o estado de emergência, suspendeu a adesão à Convenção Europeia dos Direitos Humanos, estendeu de quatro para 30 dias o período máximo de detenção sem culpa formada e encara a reintrodução da pena de morte. Ordenou o encerramento de 15 universidades e 1043 escolas privadas e residências de estudantes. E ilegalizou 1229 fundações e associações, além de 19 uniões sindicais e de 35 instituições médicas.
(...)
A Guarda Presidencial será dissolvida. Por suspeita de envolvimento no golpe falhado de 15 de Julho, 283 dos 2500 membros desse corpo do exército foram presos.»

 

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Sábado, 23 de Julho de 2016
Turquia: Comunicado Comité Central do Partido Comunista

 

O Comité Central do Partido Comunista reuniu-se a 17 de Julho e analisou em profundidade os últimos desenvolvimentos do país e discutiu também o estado do partido e as suas tarefas.

 


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Quinta-feira, 21 de Julho de 2016
Hollande, Erdogan e as extremas-direitas

França e Turquia concentram as tensões e as atenções nestes dias por serem os epicentros do tumulto mediático obrigatoriamente constante e vertiginoso que engorda os impérios globais da comunicação social. Tal acontece pelas piores e mais trágicas razões, se bem que não suceda por acaso nos citados países, nem por razões assim tão díspares quanto poderia supor-se.

Os povos francês e turco são as principais vítimas dos trágicos acontecimentos. Duplas vítimas, deve dizer-se, porque sofrem as contingências dos efeitos conjugados da guerra e do terrorismo e, simultaneamente, as consequências nefastas do comportamento dos seus dirigentes em exercício. Porque a democracia é a outra grande vítima do que está acontecer.

Mesmo assim, associar Hollande e Erdogan no mesmo patamar de actuação lesiva contra os seus concidadãos não será um exagero? Poderá parecer, mas o que conta são os resultados – não é assim que a tecnocracia vigente recomenda?

Ler texto integral

 

Mapa Turquia 1

 


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Sábado, 9 de Julho de 2016
A última batalha de Lavrénti Béria

Elena Prudnikova

 

 

Lavrénti Béria2

 «Sabe, Elena, quando terminei de ler o seu livro tive logo o forte desejo de lhe perguntar qual é a parte de verdade e qual é a parte de invenção literária?

– É uma pergunta complicada. Enquanto investigadora, tendo em conta todos critérios, devo dizer que, no essencial, tudo foi inventado. Como poderia eu saber de que falaram e o que disseram Stáline e Béria? Mas como autora de uma obra de ficção, afirmo que o livro está repleto de factos e tem muito a ver com um manual de história. É tudo uma questão de critérios. Se falarmos dos factos em si, então no livro está aquilo que aconteceu realmente e o que não aconteceu, e também se discorre sobre o que terá acontecido com maior probabilidade, mas sobre isso não há provas, apesar de dispormos de memórias abundantes e detalhadas.»

 


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Segunda-feira, 16 de Maio de 2016
Quadrilha de assaltantes...

Brasil 2016

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Segunda-feira, 4 de Abril de 2016
Acerca da assembleia-geral de 31/Março do Montepio

Logo montepio

 

JUSTIFICAÇÃO DESTA INFORMAÇÃO

«Esta informação tem como base duas intervenções que fiz na assembleia geral de associados do Montepio. Divulgo-a, por um lado, para que os associados que não estiveram presentes possam acompanhar a situação do Montepio, e, por outro lado, para que não se possa dizer mais tarde que estávamos no Montepio e nada fizemos para exigir uma gestão mais rigorosa e profissional na Associação Mutualista e que não alertamos os associados para a situação. Na assembleia de 31/3/2016, participaram cerca de 250 associados, a esmagadora maioria chefes e quadros do Montepio fiéis a Tomás Correia assim como os seus amigos (é assim que ele domina as assembleias), o que corresponde apenas a 0,039% dos 632.931 associados que o Montepio tinha em 31/12/2015.

Esta baixíssima participação dos associados resulta, a meu ver, da conjugação de dois fatores. Primeiro, da falta de informação aos associados da realização da assembleia. A convocatória só foi divulgada em dois jornais diários, que a maioria dos associados não lêem, e na Internet, por isso não tiveram conhecimento da sua realização, o que é intencional para que os associados não saibam o que se passa Montepio. Em segundo lugar, porque muitos associados desinteressaram-se da atividade do Montepio, já que muitos a quem informei da realização da assembleia não compareceram. E isto é mau até porque as assembleias são poucas – duas ou três por ano – portanto o "sacrifício" não é grande, e não podem estar à espera que sejam só os outros a defender os interesses que são de todos.

Muitas centenas têm-me enviado emails a pedir informação sobre a segurança das suas poupanças e sobre a Associação Mutualista e o mutualismo, pois estão preocupados. Uma forma de defender todas estas coisas é, pelo menos, participar nas assembleias-gerais. Não é ausentando-nos ou mesmo abandonando o Montepio que defendemos uma instituição única no país e as nossas poupanças. O afastamento dos associados só facilita a tarefa daqueles que querem utilizar o Montepio em seu proveito ou destrui-lo. Espero que na futura assembleia sobre as contas consolidadas-2015 participem muitos mais associados para bem do Montepio.»

 


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Terça-feira, 29 de Março de 2016
Terrorismo - Um pilar da estratégia de dominação mundial

aeroporto_bruxelas_atentado_2016-03-22

 

Nunca se falou tanto em terrorismo, nunca se proferiram tantas declarações definitivas sobre os esforços necessários para a extinção do fenómeno, nunca se teorizou e debateu tanto sobre a matéria e, no entanto, o papel do terrorismo na sociedade jamais foi tão influente – e fatal – como nos 15 anos que o século XXI leva de existência.

Uma das mais nefastas atitudes perante o terrorismo é a deturpação ostensiva do conceito, a sua redução a determinadas e particulares formas de violência, prática que dissimula e pretende absolver expressões organizadas e poderosas de terror quase sempre apresentadas como actos legítimos de anti terrorismo ou de «guerra contra o terrorismo».

Isto é, resumir as notícias e o debate sobre o terrorismo, como actualmente se faz, ao terrorismo dito de inspiração «islâmica» ou assimilável, é uma manobra manipuladora que pretende fazer esquecer, ostensivamente, o terrorismo de Estado ou expressões de violência que florescem à sombra deste, as quais tanto podem ser os clássicos esquadrões da morte como o patrocínio clandestino de grupos e organizações com vocação para derrubar governos e organizar golpes de Estado. Ou, como já deixou de ser segredo, organizar, treinar, armar e financiar grupos terroristas ditos «islâmicos», os quais, em boa verdade, não passam de exércitos privados de mercenários.

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Domingo, 20 de Março de 2016
Todos à Assembleia-Geral do Montepio de 31.03.2016

Logo montepio

«Um apelo a todos os associados para que participem na assembleia geral de 31/3/2016, às 21h00, no Edifício do Montepio (R. do Ouro, 219-241,-6º andar, Lisboa).   Tomás Correia e o padre Melícias não informam os associados (a assembleia apenas é divulgada em dois jornais não lidos pela maioria dos associados porque a lei impõe) da realização da assembleia porque pretendem afastá-los da assembleia para que não conheçam os resultados de uma gestão desastrosa para o Montepio.

  •  É NECESSÁRIO QUE TODOS OS ASSOCIADOS PARTICIPEM NA ASSEMBLEIA-GERAL E PEÇAM ESCLARECIMENTOS E RESPONSABILIDADES À ADMINISTRAÇÃO DE TOMÁS CORREIA PELO FACTO DE, EM 2015, A CAIXA ECONÓMICA TER TIDO 237 MILHÕES € DE PREJUÍZOS, E A ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA 393 MILHÕES € DE PREJUÍZOS.
  • QUEM NÃO PARTICIPAR NÃO PODE MAIS TARDE QUEIXAR-SE DAS CONSEQUÊNCIAS DA MÁ GESTÃO DE TOMÁS CORREIA. SÓ PARTICIPANDO NAS ASSEMBLEIAS-GERAIS É QUE OS ASSOCIADOS CONHECERÃO A VERDADEIRA SITUAÇÃO DO MONTEPIO, E FISCALIZARÃO E PODERÃO DEFENDER O MUTUALISMO E AS SUAS POUPANÇAS.

 


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Domingo, 3 de Janeiro de 2016
Informação nº 1/2016 aos associados do Montepio

Logo montepio

«1- Um esclarecimento sobre a assembleia geral de 29.12.2015: uma assembleia em que a maioria dos associados nem teve conhecimento da realização (participaram apenas 170 dos 630.000 associados).

2- As contas consolidadas da Associação Mutualista de 2014: em apenas dois anos foram delapidados 50% dos capitais próprios da Associação Mutualista.

3- A pesada herança deixada pela gestão da administração de Tomás Correia à nova administração da Caixa Económica e a tentativa de se desculpabilizar.

4- A tentativa de Tomás Correia em continuar a ser “Dono de Todo o Montepio”.»

 


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Sábado, 5 de Dezembro de 2015
As eleições de 2/12/2015 para a Associação Mutualista Montepio Geral

Logo montepio

«

  • Votaram apenas 12% dos 440 mil associados com direito a voto.
  • Entre 2012 e 2013, o número de votantes diminui em 31%.
  • A lista de Tomás Correia perdeu 38,7% dos votos que havia obtido em 2012.
  • A dispersão de votos por cinco listas e os cargos de inerência permitem à Lista A obter 83% mandatos (19) com apenas 58,7% dos votos.»

 


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Domingo, 22 de Novembro de 2015
Carta aos associados do Montepio para reflexão

Logo montepio-2

«O  Estimado (a) Associado (a)

Envio o documento com o titulo  "UMA CARTA AOS ASSOCIADOS DO MONTEPIO PARA REFLEXÃO ANTES DE VOTAR, COMO VOTAR NAS ELEIÇÕES DE 2.12.2015  E O VOTO É SECRETO" onde, por um lado, apresento dados concretos que ajudam compreender a situação difícil em que o Montepio se encontra e; por outro lado,  como se realizam no dia 2.12.2015 eleições para a Associação Mutualista , explico a forma de votar por correspondência que é aquela que mais de 98% dos associados terão de utilizar, já que existirá apenas urna urna a funcionar em Lisboa no edifício do Montepio, na Rua do Ouro, no dia 2 de Dezembro de 2015.

Aproveito para Informar que os boletins de voto já começaram a ser enviados pelo correio e muitos associados já os receberam. Mas como são 440.000 associados com direito a voto é previsível que leve alguns dias a chegar a todos. No entanto, se não chegar a algum associado agradecia que informassem para eugeniorosa@zonmail.pt .

Como muitos associados do Montepio, nomeadamente trabalhadores do Montepio, temem que as chefias do Montepio saibam em que lista em que votarão, pois receiam depois sofrer eventuais represálias se a sua votação não for do seu agrado, explico a forma como é garantido  o segredo do voto para os tranquilizar.

Finalmente, quero convidar  os associados a participarem numa sessão que a Lista C vai realizar no dia 25 de Novembro, pelas 18 horas, na Casa do Alentejo, no Rossio em Lisboa, para debater a situação do Montepio, as dificuldades que enfrenta, a segurança das poupanças dos associados. Nessa sessão será também apresentado e debatido o Programa da Lista C, e as medidas que defendemos para enfrentar e resolver os problemas do Montepio..»

 


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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2015
Carta Aberta aos Associados do Montepio

Logo montepio-2

«O Montepio Associação Mutualista tem enfrentado tempos difíceis devido aos efeitos da grave crise económica e social que assola o país a que se juntou uma gestão desastrosa da administração de Tomás Correia na Caixa Económica – Montepio Geral (CEMG). Neste momento difícil precisa muito da sua participação ativa.

A administração de Tomás Correia introduziu alterações estratégicas na gestão da Caixa Económica, mudando o seu "ADN original". De instituição financeira assente no crédito à habitação, às pessoas, às entidades da economia social, e às PMEs, procurou-se transformá-la num banco de empresas e, nomeadamente, de grandes empresas. E os resultados foram desastrosos.»

 

«No processo eleitoral em curso para as eleições do Montepio em 2 de Dezembro de 2015, está-se a verificar uma profunda situação de desigualdade no tratamento das diferentes listas, que beneficia grandemente a Lista A de Tomás Correia.»

 


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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2015
O actor político esquecido pelos «fazedores» de opinião...

Constituição 1976.jpg

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

 

Artigo 3.º
Soberania e legalidade

1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.

2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.

3. A validade das leis e dos demais actos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição.


Artigo 7.º
Relações internacionais

1. Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da humanidade.

2. Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.

3. Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.

(...)


Artigo 21.º
Direito de resistência)

Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

 

 

Ao Povo cabe a última palavra!

 


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Sábado, 17 de Outubro de 2015
Por que razão me candidato ao C. A. da Associação Mutualista - MONTEPIO GERAL

Logo montepio-2

«Durante três anos lutei contra uma gestão desastrosa que acumulou centenas de milhões € de prejuízos quer na Caixa Económica quer na Associação Mutualista levada a cabo pela administração encabeçada por Tomás Correia.

Primeiro, lutei nos órgãos da Caixa Económica e da Associação Mutualista em que participei como eleito da Lista C, e após ter feito todos os esforços para inverter essa gestão de prejuízos, e quando eles se revelaram em vão (as minhas opiniões e preocupações não eram nem ouvidas nem consideradas, sendo sistematicamente recusadas e atacadas violentamente por Tomás Correia e pela maioria submissa que sempre o apoiava) alertei os associados para a acumulação de sucessivos erros e atos de má gestão com consequências graves para eles já que, a continuar, punham em risco a segurança e rentabilidade das suas poupanças.

Após termos conseguido, com o apoio dos associados, a substituição do conselho de administração da Caixa Económica encabeçado por Tomás Correia, por uma nova administração que adotou uma nova estratégia, que espero que inverta rapidamente a situação de prejuízos, agora a questão que se põe é remover também a administração de Tomás Correia da Associação Mutualista, onde se alojou, para evitar que ele continue a levar a cabo na Associação Mutualista a gestão desastrosa que tantos prejuízos já causou ao Montepio e aos associados, e que pôs em risco assuas poupanças.»

 


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Domingo, 6 de Setembro de 2015
Informação aos associados do Montepio nº 5/2015

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«(1) As contas da Caixa Económica do 1º semestre de 2015 com mais prejuízos, a saída de Tomás Correia, e o desastre que foi a sua gestão

(2) Tomás Correia continua a não apresentar as contas consolidadas da Associação Mutualista de 2014 ao Conselho Geral e aos associados, perante a conivência de Mota Soares, e a passividade do padre Melícias

(3) O grupo de associados da LISTA C vai apresentar candidatos a todos os órgãos da Associação Mutualista, incluindo conselho de administração, nas próximas eleições de Novembro de 2015

(4) As garantias que têm as poupanças dos associados na Caixa Económica e na Associação Mutualista: uma preocupação de muitos associados que respond

 


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Quinta-feira, 2 de Julho de 2015
Informação aos associados do Montepio nº 3/2015

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Segunda-feira, 29 de Junho de 2015
Como se destrói um país...

Mapa Grécia_Político_1996.jpg

A Grécia tem um exército de 109.000 soldados, dez militares para cada 1.000 habitantes, a maior percentagem de toda a União Europeia. A Espanha 2,5 e França 3,5 por cada 1.000.

Nos últimos dez anos – Nova Democracia e PASOK – despenderam em média 4% do PIB na Defesa. Em percentagem a Grécia só foi superada pelos EUA.

No mesmo período importou 12.000 milhões de euros em equipamento militar e, de 2005 e 2009, antes do resgate, foi o quinto maior importador de armas do mundo.

A Grécia tem 1.620 veículos blindados, mais que a Alemanha, França e Itália juntas, em grande parte importados da Alemanha a quem estão devendo 4.000 milhões e à França 3.000 milhões que incluem 2.000 milhões dos submarinos que inclusive têm um defeito de desenho.

Continuam com compromissos para adquirir mais material bélico, não tendo sequer dinheiro para comprar combustível...

Bandeira Grécia2.jpg

Muita gente já esqueceu, e muita outra não valorizou o golpe, mas foi Merkel, com a aquiescência dos parceiros, que em Novembro de 2011 impôs uma mudança de Governo em Itália, tirando Berlusconi, três vezes eleito, e pondo no seu lugar Mario Monti, um homem que nunca tinha ido a votos, e teve de ser feito (num domingo) senador vitalício para ocupar o lugar de primeiro-ministro. Isto aconteceu na Itália, que não é exactamente a República das Maldivas.

Foi logo a seguir (cinco dias de intervalo) ao golpe grego, quando Papandreu se viu substituído por Lucas Papademos, que vinha do BCE e também nunca tinha ido a votos. Papandreu tinha cometido a heresia de dizer em voz alta que ia propor um referendo sobre a permanência da Grécia no euro. Em 48 horas estava na rua.

No Outono de 2011 andava toda a gente distraída, e não devia, porque foram dois golpes de Estado decididos em Berlim, com a cumplicidade de Sarkozy e o beneplácito da tropa fandanga a que chamamos líderes europeus.

A opinião pública internacional assobiou para o lado.

 

Desde janeiro saíram da Grécia 30 mil milhões de euros...

 


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Domingo, 21 de Junho de 2015
Informação aos associados do Montepio nº 2/2015

Logo montepio-2

«Foi marcada para o dia 25 de Junho de 2015, uma assembleia extraordinária da Associação Mutualista em que podem participar todos os associados, e votar os que têm pelo menos dois anos de inscrição. A sua convocatória está no "site" do Montepio em lugar de difícil acesso e foi publicada, como é habitual, em apenas dois jornais diários que são pouco lidos pelos associados. Tal facto tem determinado que a esmagadora maioria dos associados não saiba da realização das assembleias. Muitos têm-me enviado o seu protesto por não serem informados.

A "técnica" utilizada para dominar a assembleia é não informar os associados da sua realização através da Revista ou do Newsletter Montepio como tenho pedido ao presidente do Montepio e ao padre Melícias, presidente da Mesa da Assembleia-Geral. Este não tem dado andamento ao pedido, limitando-se cumprir o mínimo que a lei dispõe (publicação do anuncio da realização das assembleias gerais em dois jornais que a maioria dos associados não lê), o que determina que a esmagadora maioria dos associados nem tenha conhecimento da realização das assembleias. Isto tem permitido que as assembleias sejam dominadas por associados fiéis ao presidente, nomeadamente pelas chefias do Montepio.»

 


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Domingo, 19 de Abril de 2015
Jornada mundial de solidariedade com a Venezuela

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Jornada mundial de solidariedade com a Venezuela

 

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Terça-feira, 14 de Abril de 2015
A acção anti-comunista e de promoção do fascismo na Ucrânia

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O PCP condena firmemente a aprovação pelo Parlamento ucraniano, no passado dia 9 de Abril, de uma lei que visa condicionar e, mesmo impedir a actividade do Partido Comunista da Ucrânia, assim como de outras forças democráticas – lei que não pode deixar de merecer o repúdio de todos os democratas e anti-fascistas.

Trata-se de um novo e gravíssimo passo na escalada anti-comunista, que é acompanhado pela recuperação e promoção do fascismo na Ucrânia, como testemunha a decisão do Parlamento ucraniano de, no mesmo momento, ter reconhecido os membros da denominada Organização de Nacionalistas Ucranianos-Exército Rebelde Ucraniano – colaboradores das SS nazis durante a Segunda Guerra Mundial e responsáveis por inúmeras atrocidades cometidas contra as populações da URSS e da Polónia –, atribuindo aos seus veteranos regalias sociais.

Quando se comemora no próximo dia 9 de Maio o 70º aniversário da Vitória sobre o nazi-fascismo, as ultrajantes decisões do Parlamento ucraniano representam um insulto à memória dos milhões de comunistas que com outros democratas e anti-fascistas – em que se incluem vários milhões de ucranianos – deram as suas vidas para libertar o mundo da barbárie nazi-fascista, assim como uma tentativa de ocultar o papel determinante da União Soviética nesta Vitória.

PCP denuncia e rejeita a ignóbil tentativa de equiparar o comunismo com o nazi-fascismo, através da qual se procura branquear a natureza exploradora, opressora e brutal do nazi-fascismo e esconder o papel dos comunistas na luta pela liberdade, pela democracia, pela emancipação social e nacional, pela construção de uma sociedade mais justa, livre da exploração do homem pelo homem.

PCP salienta que a decisão do Parlamento ucraniano se insere na campanha de repressão política e anti-democrática desencadeada com o golpe de Estado de Fevereiro de 2014, em Kiev, que foi fomentado e apoiado pelos EUA, a UE e a NATO.

PCP recorda que as forças golpistas – que integram organizações que reivindicam abertamente a herança nazi-fascista – são responsáveis pela violação de direitos, liberdades e garantias e por brutais actos de violência, de que são exemplo a chacina perpetrada a 2 de Maio de 2014 na Casa dos Sindicatos, em Odessa, e a guerra desencadeada contra as populações da região do Donbass.

PCP repudia os actos de perseguição e de violência – incluindo agressões físicas e assassinatos – contra os comunistas e outros democratas e anti-fascistas ucranianos e denuncia as inaceitáveis tentativas de criminalizar a ideologia comunista e de ilegalização do Partido Comunista da Ucrânia e de outras forças democráticas na Ucrânia.

PCP considera que o Governo português – de um país que sofreu 48 anos de ditadura fascista – não pode deixar de condenar esta medida do Parlamento ucraniano.

Alertando para o carácter anti-comunista e anti-democrático da decisão do Parlamento ucraniano – que visa não só os comunistas, mas igualmente todos os democratas que resistem e se erguem em defesa dos seus direitos e contra a opressão e a ameaça neofascista dos oligarcas e do grande capital na Ucrânia –, o PCP apela à solidariedade com o Partido Comunista da Ucrânia e as forças democráticas e anti-fascistas ucranianas.

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Sexta-feira, 3 de Abril de 2015
Informação aos associados do Montepio nº 1/2015

Logo montepio-2

«Nesta Informação analiso, com base nos dados constantes dos relatórios e contas, a situação da Associação Mutualista e das empresas do grupo Montepio, nomeadamente da Caixa Económica-Montepio Geral.

Na próxima informação aos associados explicarei o autêntico “golpe de estado” que está em curso no Montepio levado a cabo pelo seu presidente que, aproveitando uma imposição do Banco de Portugal de separar os órgãos sociais da Associação Mutualista dos da Caixa Económica-Montepio Geral, pretende fazer uma alteração nos Estatutos da Caixa Económica com o objetivo de excluir dos órgãos de supervisão/fiscalização da Caixa Económica os associados que não sejam da sua confiança, e substitui-los por elementos que tenham o seu acordo.

O primeiro que tem em mente naturalmente sou eu porque me tenho “atrevido” a criticar a atual gestão.»

 


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Segunda-feira, 9 de Março de 2015
Venezuela – operação Jericó: Nome bíblico para uma provocação

mapa venezuela.jpg

A nova tentativa de golpe de Estado na Venezuela – abortada pelas autoridades bolivarianas –com o nome de código Jericó, envolve conhecidas figuras da reacção e tem o patrocínio dos EUA.

Escudo Venezuela.png

«Milhares de pessoas manifestaram-se, sábado, 28, em Caracas, contra nova tentativa de golpe de Estado, protagonizada pela direita venezuelana com o patrocínio dos EUA. No acto, também convocado para assinalar o 26.º aniversário do «Caracazo», o presidente da Venezuela apelou à unidade popular em defesa da paz e da pátria e para derrotar a guerra económica e mediática em curso, revelando não descurar que o imperialismo continuará a promover as condições e os meios da ofensiva antibolivariana.»

 

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Terça-feira, 29 de Julho de 2014
Solidariedade com os comunistas e as forças democráticas ucranianas

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As notícias que chegam da Ucrânia confirmam o acerto da avaliação do PCP sobre os acontecimentos que conduziram ao golpe de Estado de 21-22 de Fevereiro e evidenciam um quadro de constante e crescente repressão e violação das liberdades e direitos civis fundamentais, resultante desse golpe, fomentado e patrocinado pelos EUA, UE e NATO, com a participação determinante de forças ucranianas de assumido cariz fascista e neonazi.

Neste plano, assinala-se a extraordinária gravidade da campanha protagonizada pelo poder ilegítimo contra as forças democráticas, em particular contra o Partido Comunista da Ucrânia (PCU). Registando inúmeros actos de intimidação e violência – incluindo agressões físicas e o assassinato brutal de dirigentes e militantes comunistas – esta campanha tem como objectivo declarado a ilegalização do PCU.

Simultaneamente, deve sublinhar-se que o lançamento pelo governo de Kiev da criminosa operação militar que há mais de três meses assola a região ucraniana do Donbass – operação em que participam activamente batalhões neofascistas enquadrados no comando militar e operacional de Kiev - tem já um saldo de muitos milhares de vítimas civis e refugiados. Esta campanha militar é expressão da natureza anti-democrática e profundamente reaccionária do actual poder golpista e fantoche de Kiev. É igualmente reveladora das ameaças e sérios perigos para a paz e a segurança internacionais que advêm da aposta dos círculos mais agressivos do imperialismo na política do intervencionismo e da guerra. Ganham acrescido fundamento as inquietações quanto ao caminhar para um conflito militar de grandes proporções, envolvendo as principais potências nucleares do planeta, com evidentes consequências dramáticas para a Humanidade.

Nestas circunstâncias, o PCP:

Ler texto integral

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Sábado, 21 de Junho de 2014
O apelo ao Golpe de Estado por Pedro Passos Coelho
Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

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Primeiro-ministro concorda que se os juízes não aceitam ser escrutinados então não têm condições para se manterem no cargo

Artigo 111.º
Separação e interdependência

1. Os órgãos de soberania devem observar a separação e a interdependência estabelecidas na Constituição.

2. Nenhum órgão de soberania, de região autónoma ou de poder local pode delegar os seus poderes noutros órgãos, a não ser nos casos e nos termos expressamente previstos na Constituição e na lei.

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Portanto, com aquela afirmação o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, violou de forma clara este artigo da Constituição da República Portuguesa sobre a separação de poderes.

Com aquela afirmação ultrapassou todos os limites da legalidade constitucional.

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Com aquela afirmação passou a ser um golpista assumido!

Artigo 222.º
Composição e estatuto dos juízes

1. O Tribunal Constitucional é composto por treze juízes, sendo dez designados pela Assembleia da República e três cooptados por estes.

2. Seis de entre os juízes designados pela Assembleia da República ou cooptados são obrigatoriamente escolhidos de entre juízes dos restantes tribunais e os demais de entre juristas.

3. O mandato dos juízes do Tribunal Constitucional tem a duração de nove anos e não é renovável.

4. O Presidente do Tribunal Constitucional é eleito pelos respectivos juízes.

5. Os juízes do Tribunal Constitucional gozam das garantias de independência, inamovibilidade, imparcialidade e irresponsabilidade e estão sujeitos às incompatibilidades dos juízes dos restantes tribunais.

6. A lei estabelece as imunidades e as demais regras relativas ao estatuto dos juízes do Tribunal Constitucional.

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Aquela afirmação é razão mais do que suficiente para que o Presidente da República de Portugal demita o 1º ministro.

Vai o Presidente da República pactuar com o golpe até às últimas consequências?

Nesse caso Aníbal Cavaco Silva estará a renegar o seu próprio juramento de cumprir e fazer cumprir a Constituição.

Artigo 3.º
Soberania e legalidade

1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.

2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.

3. A validade das leis e dos demais actos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição.

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Ao Povo cabe a última palavra!

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publicado por António Vilarigues às 13:20
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Domingo, 4 de Maio de 2014
A hora é de muita dor e solidariedade

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A hora é de muita dor e solidariedade

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«Sexta-feira à noite, em Odessa, Ucrânia, foram massacradas 38 pessoas que se refugiavam da fúria nazi do Praviy Séktor e de outras ordas ao serviço do governo de Kiev. Estas pessoas, a maior parte delas de organizações de esquerda, como o Partido Comunista Ucrâniano ou o Borotba, foram cercadas no interior da Casa Sindical de Odessa e pouco depois o edifício foi incendiado, ficando estas pessoas a arder lá dentro

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Quarta-feira, 23 de Abril de 2014
Conspiração internacional contra a Venezuela

«A Venezuela não enfrenta um golpe interno mas sim uma conspiração internacional cujos contornos estão cada dia mais claros.»

«Antes, em artigo publicado no New York Times, Maduro já havia denunciado e desmontado a manipulação mediática dos acontecimentos na Venezuela. No texto, o presidente venezuelano voltou a responsabilizar os grupos fascistas financiados pelos EUA pela maioria das mais de três dezenas e meia de mortes registadas nas últimas oito semanas, bem como pela violência e destruição desencadeada contra edifícios administrativos, sedes de partidos, meios de transportes, unidades de saúde, universidades e escolas, instalações de órgãos de comunicação social, centros de distribuição de alimentos, etc.»
«"Sem precedente no país o incêndio de uma universidade: a Unefa. O incêndio da sua biblioteca traz uma imagem dantesca, desoladora. Fizeram-no em nome da ‘Venezuela decente’, da ‘sociedade civil’, dos ‘estudantes pacíficos’. O terror pretende subsistir na memória como uma tatuagem a fogo sobre a pele. Como disse o poeta alemão Henrique Heine: Ali onde se começam a queimar os livros, termina-se a queimar as pessoas."»

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publicado por António Vilarigues às 17:37
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Sábado, 5 de Abril de 2014
O capitalismo é capaz dos maiores crimes

    Uma esclarecedora conversa telefónica foi praticamente silenciada na comunicação social do regime, facto que é igualmente esclarecedor. No início de Março foi colocada no You Tube a gravação dum telefonema entre o ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia, Urmas Paet, e a Alta Representante da UE para a Política Externa e de Segurança, Catherine Ashton, no rescaldo do golpe de Estado que em Kiev derrubou o presidente eleito da Ucrânia, Ianukovitch. Sobre a autenticidade da gravação não restam dúvidas: foi confirmada pelo próprio MNE estónio. No telefonema, Paet relata à sra. Ashton o que lhe fora dito por Olga Bogomolets, que chefiava os apoios médicos aos manifestantes da Praça (Maidan) da Independência em Kiev, onde dezenas de pessoas foram mortas por franco-atiradores. Segundo o MNE da Estónia «o pertubador é que a Olga disse-me que todos os indícios apontam para o facto de que as pessoas que foram mortas pelos franco-atiradores – dos dois lados, polícias e manifestantes – foram vítimas dos mesmos franco-atiradores, que matavam pessoas dos dois lados. Ela mostrou-me fotos, e afirmou que enquanto médica podia afirmar que as mortes tinham a mesma assinatura, que foram usados os mesmos tipos de balas, e que é realmente perturbador que agora a nova coligação não queira investigar o que na verdade aconteceu». «Existe hoje», continua o ministro estónio Paet, «uma convicção cada vez mais forte de que por detrás dos franco-atiradores não estava Ianukovitch, mas sim alguém da nova coligação».

As afirmações do ministro estónio são claras. Enquanto toda a comunicação social «democrática» procura legitimar o golpe de Estado conduzido pelas tropas de choque fascistas nas ruas de Kiev, acusando o presidente Ianucovitch de ter as mãos manchadas de sangue, um ministro da UE, recém-chegado de Kiev contava à Sra. Ashton que mesmo na Maidan havia outra «convicção cada vez mais forte»: o massacre era obra de provocadores. Mas a sra. Ashton reagiu como a comunicação social: assobiando para o lado. Não foi pela via da UE que se soube do relato do MNE da Estónia. E quando a comunicação social russa chamou a atenção para a gravação, eis como o órgão oficioso da UE reagiu: «Ucrânia: Estónia nega notícia divulgada em ‘media’ russos» (Euronews, 6.3.14). É preciso ler o texto da notícia para saber que «a Estónia confirma a autenticidade da conversa telefónica», desmentindo o próprio título. A conspiração de silêncio sobre factos que questionam toda a «história oficial», num caso cujas consequências podem vir a conduzir a Humanidade para a catástrofe, diz muito sobre a UE e a sua natureza.

Provocação análoga está documentada em imagens dos dias que antecederam o golpe de Estado na Venezuela, em 2002: atiradores da oposição mataram a tiro manifestantes anti-Chávez para logo de seguida acusar o regime de repressão. Há indícios fortes de que o mesmo se passou na Lituânia em 1991, na Bósnia, na Líbia, na Síria e noutros países alvos do imperialismo. Está oficialmente documentado que em 1962 as mais altas chefias militares dos EUA enviaram ao Presidente uma lista de «pretextos que possam justificar uma intervenção militar em Cuba» (a «Operação Northwoods») onde, entre outras provocações sórdidas, se propunha que os EUA desencadeassem «uma campanha de terror […] na zona de Miami, noutras cidades da Florida ou até em Washington […] dirigida contra refugiados cubanos que procuram abrigo nos Estados Unidos» (Avante, 28.12.01). A provocação tem historial antigo. E a mentira belicista também. Para os círculos dirigentes do imperialismo, mesmo a sua tropa de choque é carne para canhão.

É dos últimos dias a divulgação no YouTube doutra conversa telefónica explosiva, entre o MNE turco e o chefe dos serviços secretos desse país, que sugere criar um casus belli com a Síria, através dum falso ataque com mísseis contra Turquia. A Turquia é um país da NATO. Uma eventual guerra aberta entre os dois países poderia conduzir à intervenção militar NATO contra a Síria.

A realidade histórica (distante e recente) comprova de forma brutal que o capitalismo é capaz dos maiores crimes, das maiores mentiras e das maiores provocações, no seu afã de dominar os povos. Não há areia que chegue para fazer como a avestruz.

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publicado por António Vilarigues às 12:01
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