Terça-feira, 4 de Agosto de 2015

Os desenvolvimentos no caso BES/Novo Banco e na CGD

Novo Banco logoCGD_- Logo.jpg

Um ano após a aplicação da medida de Resolução ao Banco Espírito Santo e da criação do Novo Banco, como banco de transição, são ainda mais evidentes os contornos e os elevados custos da operação, para o Estado e para os portugueses. Cenário que valoriza ainda mais a importância que teve a criação da Comissão de Inquérito proposta pelo PCP, nomeadamente na constatação de factos que confirmam as responsabilidades políticas de sucessivos governos na situação que foi criada.

Há um ano o PCP afirmava que o anúncio do Governador do Banco de Portugal sobre a intervenção no BES constituía uma peça mais no escandaloso processo dirigido para fazer pagar aos trabalhadores e ao povo português os custos da especulação e da gestão danosa dos principais grupos financeiros, desenvolvidas e alimentadas ao longo de anos com a conivência dos governos e dos supostos reguladores.

Apesar de ser recorrentemente afirmado pelo Governo que o fundo de resolução não implicaria recursos públicos, os factos aí estão: não apenas todos os recursos do Fundo de Resolução são públicos por resultarem do pagamento de impostos por parte das instituições bancárias, como grande parte do capital injectado no Fundo tem origem no Estado, por empréstimo, num total de 4 200 milhões de euros. Ou seja, dos 4 900 milhões de euros utilizados, apenas cerca de 700 milhões representam um avanço das contribuições dos bancos.

Está hoje claro que, além de serem públicos os recursos utilizados para a capitalização do Novo Banco, a instituição será vendida a um preço que representará uma perda directa para o Fundo de Resolução. Isso significa que o Governo se prestou a concretizar a recapitalização do banco e que o entregará, por opção, a um grupo privado, por um valor que fica abaixo daquele que o próprio Estado colocou à disposição da instituição. Mesmo considerando apenas o diferencial entre os 4 900 milhões de euros e o valor da venda, esta operação terá custos muito elevados para os contribuintes portugueses, na ordem das muitas centenas de milhões de euros.

 

 

 

Ao olhar para o que sucedeu no caso BES/GES, é imprescindível observar a génese, o desenvolvimento, os fluxos e refluxos, a nacionalização em 75, a privatização em 91, o crescimento sem limites e com o apoio das políticas de sucessivos Governos, a promiscuidade com outras grandes empresas de dimensão nacional e internacional, a ramificação tentacular do grupo por vários sectores de actividade.

 

 

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publicado por António Vilarigues às 13:43
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Filhos da pátria

Carlos Costa_caricatura-

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

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À beira de completar 65 anos, é membro do Conselho de Governadores, do Conselho Geral de Governadores do Banco Central Europeu, do Conselho Geral do Comité Europeu de Risco Sistémico, do Grupo Consultivo Regional para a Europa do Conselho de Estabilidade Financeira, preside ao Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, é vice-presidente honorário do Banco Europeu de Investimento (BEI), professor catedrático convidado da Universidade Católica do Porto e da Universidade de Aveiro e presidente do Conselho Consultivo da Faculdade de Economia da Universidade Católica do Porto.

Biografia oficial dixit.

Ah, quase me esquecia: de quem aqui se fala é de Carlos Costa, para além de tudo o mais governador do Banco de Portugal. Ditosa pátria que tais filhos tem...

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sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 16:51
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2014

Será verdade?

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Na págª 22 da edição da passada quinta-feira, dia 10 de Julho, do jornal «Correio da Manhã», deu à estampa esta notícia (?), informação (?), comentário (?), creio que da responsabilidade de Miguel Alexandre Ganhão, sub-chefe de redação do referido diário.

Lê-se e não se acredita! Esperei, esperei, esperei. Pesquisei, pesquisei, pesquisei. Nada. Nicles. Nepias. Zero. Nem uma palavra sobre o assunto.

Então o senhor Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa de seu nome, comporta-se (de acordo com o texto acima) como um autêntico O Padrinho e a comunicação social dominante cala-se?

Ou os referidos «dossiês comprometedores» existem, ou são fruto da imaginação do jornalista (o que não é crível). Se existem, e continham matéria susceptível de «dar origem a uma série de investigações», qual a razão para o comportamento de chantagista (não encontro melhor termo) de Carlos Costa? Porque não avançaram as investigações a Ricardo Salgado? Porque...

Como cidadão exijo saber toda a verdade...

E, em sensacional exclusivo de «O CASTENDO», veja como tudo isto termina:

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publicado por António Vilarigues às 13:02
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Sábado, 11 de Julho de 2009

Da economia em Portugal ao estado do Estado de Minnesota

1. Agora Obama é o Presidente dos EUA e os problemas que enfrenta não se resolvem com discursos e disputas eleitorais. Aqui, como aí, e, talvez, um pouco por todo o mundo, no entanto, não se vai ao fundo das questões. Tem mais interesse falar da morte de um artista que deixou de o ser há muito, de um acidente de avião que não deveria ter sido autorizado a levantar voo, de um governador (Carolina do Sul) e sua amante, da última vitória futebolística do Brasil, do custo do Cristiano Ronaldo, ou das coisas do tempo, porque, como se sabe, chove na época das chuvas e faz calor nos tempos de haver sol até fartar...

2. Para que não pensem que a situação é apenas grave nesse rectângulo à beira mar plantado, aproveito para vos dizer que, finalmente, se sabe quem ganhou as eleições para Senador de Minnesota. Poderão pensar que nada tem a ver uma coisa com a outra. Mas, na minha modesta opinião, tem mesmo muito a ver... com o estado em que se faz política e, portanto, em que se enfrentam os problema reais que atingem as pessoas reais, como nós.

3. As eleições foram em 4 de Novembro do ano passado, lembram-se? No dia em que houve eleições para Presidente dos EUA, em que concorreram dezenas de candidatos mas em que só se falava do Obama, do McCain e da Sara Pallin... Nessa mesma data houve eleições várias e diversos referendos...

4. Passaram-se 9 meses!!!!!!!!!!!!!! Contaram-se e recontaram-se 3 milhões de voto. Apresentaram-se recursos, reclamações, razões e desrazões,... Tudo porquê? Porque, se se confirmasse a vitória do candidato do Partido Democrático, este passaria a ter 60 dos 100 Senadores e, portanto, a maioria qualificada necessária para poder votar sem problemas (há votações que, no Senado, exigem esse número de votos). Tudo isto provocado pelo Partido perdedor (o Republicano) e o seu derrotado candidato que, entretanto, porque já era Senador, continuou a ocupar o seu cargo e a recusar levantar o seu republicano assento da cadeira do poder em que se havia instalado!!!!!!!!!!!!

5. Imagine-se que isto se passava (se fosse possível) em Portugal!...

6. Não são necessários comentários. Ouça-se Medina Carreira e imagine-se o que vai por esse mundo fora. Aqui, na capital do império em derrocada, a situação é bem pior: maior a nau, maior a tormenta.

adaptado de um e-mail enviado pelo Fernando

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publicado por António Vilarigues às 08:02
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