TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Quarta-feira, 7 de Março de 2018
Resultados e significado das eleições presidenciais na América

lenin7

Todo o programa, toda a propaganda de Roosevelt e dos «progressistas» giram em torno da questão de como salvar o capitalismo através de… reformas burguesas.

 


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publicado por António Vilarigues às 18:55
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Domingo, 11 de Dezembro de 2016
Lénine: «Resultados e significado das eleições presidenciais na América» de... 1912

Lenin last underground_1917

                                                             Lénine na clandestinidade 1917

 

Em todos os países burgueses, os partidos que defendem o ponto de vista do capitalismo, i.e., os partidos burgueses, formaram-se há muito tempo e são tanto mais sólidos quanto maior é a liberdade política.

Na América essa liberdade é a mais completa. E dois partidos burgueses distinguiram-se aqui por uma notável solidez e força, ao longo de todo um meio século – depois da guerra civil por causa da escravatura, em 1860-1865. O partido dos antigos proprietários de escravos é o chamado «Partido Democrático». O partido dos capitalistas, que defendia a libertação dos negros, veio a ser o «Partido Republicano».

Depois da libertação dos negros, as diferenças entre os dois partidos tornaram-se cada vez menores. A luta entre estes partidos era travada predominantemente em torno do nível mais ou menos elevado dos direitos aduaneiros. Esta luta não tinha qualquer significado relevante para as massas populares. Os dois partidos enganavam o povo, desviavam-no dos seus interesses vitais, através dos seus duelos espectaculares e vazios de conteúdo.

Este chamado «sistema de dois partidos», que reinou na América e na Inglaterra, foi um dos meios mais poderosos para impedir a formação de um partido operário independente, i.e., realmente socialista.

 


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publicado por António Vilarigues às 21:09
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016
URAP: Evocação da Guerra Civil de Espanha

URAP Guerra Civil Espanha

Clicar na imagem para ampliar

 


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publicado por António Vilarigues às 12:21
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Sábado, 22 de Outubro de 2016
Colômbia

mapa colombia5

 

As questões da História estão no centro da luta ideológica entre o capital e o trabalho, entre as forças do progresso social e da paz e as forças da reacção e da guerra.

Rever a História, tergiversar e falsificar processos e acontecimentos marcantes, apagar, diminuir e caluniar a resistência e a luta libertadora dos trabalhadores e dos povos é o modo de estar e o dia a dia da classe dominante.

A luta pela verdade histórica é uma componente fundamental da luta contra o grande capital e o imperialismo no plano mundial e em cada uma das frentes em que esta luta se desdobra em todos os continentes, da Síria ao Brasil, da Península da Coreia à África Austral, da Ucrânia à Venezuela bolivariana.

 

Veja-se o caso concreto da Colômbia onde após mais de quatro anos de negociações em Havana entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias Colombianas – Exército do Povo se chegou a um Acordo de paz que, após meio século de guerra e de corajosas lutas populares, num processo original em que se combinaram criativamente todas as formas de luta, abriu ao povo colombiano a perspectiva de uma paz com justiça social. É certo que contra este Acordo se mobilizaram poderosas forças da reacção e da tenebrosa oligarquia colombiana e que, num plebiscito com enorme abstenção, o Acordo não recolheu, por margem mínima, a maioria dos votos expressos. Mas é uma evidência que o povo colombiano quer a paz e a prová-lo estão as grandes demonstrações populares que em todo o país reclamam a sua implementação.

Neste quadro de aguda luta política, a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao presidente José Manuel Santos vem objectivamente valorizar os esforços de paz e contrariar as forças da guerra que, recorrendo ao terrorismo de Estado e aos bandos paramilitares fascistas, sempre procuraram o esmagamento puro e simples da guerrilha revolucionária e que, em conluio com os EUA, aplicaram o «Plano Colômbia», assassinaram milhares de sindicalistas e membros da União Patriótica, alimentaram os sinistros negócios dos mais célebres cartéis da droga do mundo. Foi assim que as próprias FARC-EP interpretaram publicamente um prémio que ostensivamente as descrimina e que encerra um grau de ambiguidade que não podemos deixar de assinalar, pois facilita a revisão da história do conflito colombiano, das suas raízes socioeconómicas e políticas, dos responsáveis por tanta morte e sofrimento, daqueles que efectivamente lutaram, não pela paz dos cemitérios, mas por uma paz com justiça social. É preciso não esquecer que foram os latifundiários (que agora saem a perder com o compromisso que o Acordo de Paz significa) e o poder político que desencadearam a violência terrorista contra os camponeses espoliados das suas terras. A autodefesa camponesa e as FARC-EP surgiram como resposta à violência reaccionária que, numa espiral sem fim, encheu as prisões e os cemitérios de combatentes contra a ditadura, numa luta heróica pela democracia, o progresso, a justiça social e a soberania nacional em que os comunistas, estreitamente ligados ao povo, tiveram e têm o mérito principal.

Quando a reacção procura subverter e liquidar o processo de paz, os comunistas portugueses defendem a verdade histórica, rejeitam a tentativa de criminalização da resistência, reiteram a sua solidariedade com os comunistas, os revolucionários e o povo colombianos na sua luta pela conquista da paz com justiça social.

(sublinhados meus)

AQUI

 

Juan Manuel Santos-Rodrigo Londoño

 

 Para Ler:

 NOTA: Os artigos estão ordenados de forma ascendente

 

Marcha pela Paz Colômbia1 2016-10

 

 Publicado neste blog:

 


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publicado por António Vilarigues às 12:37
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Terça-feira, 16 de Agosto de 2016
A URSS esquecida - O comércio na época de Stáline

 «Porém, em 1939, não havia verdadeiramente penúria de mercadorias!

Isto porque para além do comércio com preços estatais, existia igualmente o comércio com preços de mercado. Estas lojas também eram do Estado, mas os preços aqui eram muito mais altos. Em períodos diferentes podiam ultrapassar os preços do Estado em dezenas de vezes, e no final da guerra até em centenas de vezes. Quando a guerra começou estas lojas foram encerradas e só voltaram a abrir em 1944.

O Estado procurava garantir preços baixos aos cidadãos apenas nos produtos básicos. Para viver melhor do que os demais, as pessoas tinham de ser trabalhado-ras, e felizmente que, na URSS de Stáline (ao contrário dos tempos de Bréjnev), os salários eram pagos à peça ou à tarefa quase por toda a parte.»

Anatoli Gússev

 


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Sábado, 28 de Maio de 2016
O assalto do céu

France-Commune1871

A Comuna de Paris ocupa um lugar de primeiro plano na história do movimento operário e comunista internacional, pois se trata da primeira vez que o proletariado se lançou à conquista do poder e o exerceu, embora por um curto período de tempo, de 18 de de Março a 28 de Maio de 1871.

(...)

Aqui fica este brevíssimo apontamento sobre um acontecimento que nenhum comunista deve desconhecer. Para honrar a memória daqueles que ousaram lançar-se ao «assalto do céu». Mas sobretudo para contribuir para a compreensão da própria situação nacional e internacional em que hoje intervimos.

Ler texto integral

 

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publicado por António Vilarigues às 00:03
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Sexta-feira, 24 de Julho de 2009
Quem usou expressões como «paz», «escapando às guerras», «garras do comunismo ateu», «Cristo-Rei», «jacobinismo maçónico»?

     Não, não foi Bento XVI.

 

O que Joseph Ratzinger disse, numa carta a lembrar as razões para a construção do monumento do Cristo-Rei, foi:

«Pela paz e pela prosperidade em que se encontrava a sua nação, face ao avanço da doutrina comunista no mundo, da predominância da guerra civil na vizinha Espanha, [...] contra o ateísmo».

As expressões do título foram pronunciadas por Alberto Carlos de Figueiredo Franco Falcão na 2ª sessão legislativa da VII Legislatura (1957-1961) da Assembleia Nacional, no início de Julho de 1959.

Podem ser lidas no Diário das Sessões nº 131, página 1165.

«Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas é o primeiro mandamento da lei de Deus, o qual vive, ardente de fé, na alma do povo português, que, sob o signo luminoso da cruz de Cristo, conquistou as glórias do passado e tem sabido no presente construir a doce paz em que vivemos, escapando às guerras, às paixões dos homens e às garras do comunismo ateu. A invocação do nome de Deus na nossa Constituição não pode deste modo forçar as consciências, pois obedece a imperativos de seculares tradições constitucionais e constitui ainda motivo de reafirmação das nossas crenças religiosas no momento elevado em que Fátima e Cristo-Rei anunciam ao Mundo que reencontrámos a luz esplendorosa de que nos tínhamos afastado por culpa dos erros dos homens, da irreligiosidade do Poder e do jacobinismo maçónico. Com efeito, logo a nossa primeira lei constitucional de 1822 abria sob a invocação da Santíssima Trindade e fixava em quatro os elementos da Nação, território, religião, governo e dinastia. Com a Constituição de 1911 rasgou-se toda a nossa tradição cristã, vítima das alucinantes fúrias demagógicas, onde o respeito por Deus e pela sua doutrina se transformou em repugnante assalto aos templos, em desordenada perseguição aos sacerdotes e violento ataque a todos aqueles que desejavam viver cristãmente no seu seio e coração».

Já uns dias antes tinnha sido afirmado nessa mesma  Assembleia Nacional, Diário das Sessões nº 114, página 0843:

«E quando nos lembramos de que nessa atitude colectiva de amor e de paz se simbolizam as grandes virtudes do povo português, bem expressas nas admiráveis cerimónias em honra de Cristo-Rei, mais se desenha em todas as almas bem formadas o contraste com certas máscaras de ódio de conhecida populaça revolucionária e dos seus responsáveis instigadores- entes que, vivendo dentro ou fora dos nossos muros, realizam há muito, segundo normas e métodos dissolventes adequados, um profundo trabalho de dissolução social.
Têm-se imiscuído esses perniciosos agentes das forças internacionais comunistas e maçónicas
(...)»

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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publicado por António Vilarigues às 12:05
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Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Miguel Torga: NÃO PASSARÃO

NÃO PASSARÃO

                               

Não desesperes, Mãe!
O último triunfo é interdito
Aos heróis que o não são.
Lembra-te do teu grito:
Não passarão!

Não passarão!
Só mesmo se parasse o coração
Que te bate no peito.
Só mesmo se pudesse haver sentido
Entre o sangue vertido
E o sonho desfeito.

Só mesmo se a raiz bebesse em lodo
De traição e de crime.
Só mesmo se não fosse o mundo todo
Que na tua tragédia se redime.

Não passarão!
Arde a seara, mas dum simples grão
Nasce o trigal de novo.
Morrem filhos e filhas da nação,
Não morre um povo!

Não passarão!
Seja qual for a fúria da agressão,
As forças que te querem jugular
Não poderão passar
Sobre a dor infinita desse não
Que a terra inteira ouviu
E repetiu:
Não passarão!

Miguel Torga

"A onda de tirania submergia os cinco continentes.” “O fascismo em Espanha completava o cerco à liberdade” e “o grito simbólico duma causa”, emitido pela Passionária (Dolores Ibarruri) em Madrid cercada pelos nacionalistas, estivera até na origem das “estrofes candentes” do poema “Não Passarão” que o autor veio a reunir com outros, em 1952, sob o título Alguns Poemas Ibéricos (refundidos e acrescentados, mais duma década depois, como Poemas Ibéricos).

“Português hispânico”, respirando o “ar peninsular”, Torga atravessou a Espanha franquista em armas e pôde “presenciar, ao vivo, alguns dos horrores” do “fratricídio intolerante” da Guerra Civil, tomar conhecimento, in loco, do cortejo de desgraças perpretadas contra os republicanos por caudilhos nacionalistas, com “esquadrões marroquinos, batalhões nazis e divisões fascistas”, deplorando que o mesmo fascismo totalitário se tivesse instalado em Portugal sem a “força afirmativa do povo espanhol”: Morrem filhos e filhas da Nação, / Não morre um Povo.”

In Miguel Torga 1907 - 1995 :: A Voz do Chão :: Adolfo Rocha

Clicar nas imagens para ampliar

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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publicado por António Vilarigues às 12:07
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008
Florida

    A propósito deste Estado  aqui vão algumas notas que talvez considerem com interesse.

 

A IMPORTÂNCIA NOS ÚLTIMOS ACTOS ELEITORAIS
 
A Florida tem sido, em termos eleitorais, um dos pontos chave das últimas eleições presidenciais.
Em 2000, foi declarada a vitória de Al Gore (sobre Bush) e, pouco depois, a de Bush (sobre Al Gore). Depois de uma disputa que meteu recontagem de votos (nunca chegaram a ser recontados 1 milhão e meio de votos) e muita jogada suja por parte do governo de então, liderado pelo irmão de Bush, na altura Governador, Bush foi declarado vencedor com uma vantagem de cerca de 500 votos (o que lhe deu os 27 votos da Florida no Colégio Eleitoral). Esta vitória permitiu-lhe atingir a maioria no Colégio Eleitoral. Como sabem, a vitória num Estado permite que o candidato aí vencedor conte com todos os delegados desse Estado. Nesse ano, Al Gore, a nível nacional teve mais cerca de 500 mil votos populares do que Bush, mas não foi eleito porque, no Colégio Eleitoral teve 260 votos (contra 279 de Bush). Se tivesse ganho a Florida, Al Gore teria sido eleito com 287 (contra 252 de Bush).
Em 2004, Kerry perdeu as eleições na Florida. Uma vez mais, se as tivesse ganho, teria conseguido ser eleito Presidente.
    
ALGUNS DADOS
                          
O número de habitantes por km quadrado é, curiosamente, igual à de Portugal: 114.
A população é de cerca de 18 milhões de pessoas.
A taxa de crescimento populacional é a 5ª maior dos EUA. 
É o 4º maior Estado em número de habitantes, prevendo-se que, no final da corrente década, ultrapasse o Estado de New York e chegue a 3º (atrás da Califórnia e do Texas).
A principal actividade económica é o turismo (fundamentalmente interno), seguindo-se a agricultura (laranja, principalmente), o sector financeiro e a indústria aeroespacial.
A composição racial da população é a seguinte: 65% brancos; 17% hispânicos; 15% afro-americanos (eram 50% no tempo da escravatura); 2% asiáticos; menos de 0,5% americanos nativos (índios).
Os principais grupos étnicos são: alemães (12%), irlandeses (11%), ingleses (9%), americanos (8%) e italianos (6%).
Em matéria religiosa há 82% de cristãos (54% protestantes e 26% católicos), 4% de judeus, 1% de outras religiões e 13% não-religiosos.
              
UM CHEIRINHO DE HISTÓRIA
                     
O nome teve origem na chegada de Juan Ponce de Léon, em 2 de Abril de 1513, uns dias depois da chamada sexta-feira santa. Pascua Florida é o nome dado pelos espanhóis à celebração cristã do domingo de Ramos. Ponce de Léon chamou-lhe Florida e assim ficou.
Até 1819 foi colónia espanhola, altura em que foi comprada e anexada aos EUA.
Tornou-se o 27º Estado americano em 3 de Março de 1845.
Em 1861 separou-se dos EUA e juntou-se aos Estados Confederados da América (que defendiam a continuação da escravatura). A principal actividade económica de então era a produção de algodão, completamente dependente do trabalho escravo.
Após a derrota da Confederação na Guerra Civil, em 1865, a Florida foi readmitida nos EUA em 1868, não sem que antes (1866) fosse forçada a abolir oficialmente a escravatura.
Hoje os "novos escravos" são os imigrantes clandestinos que, fundamentalmente, trabalham na agricultura.

                              

Fernando

                      


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publicado por António Vilarigues às 00:05
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Sexta-feira, 21 de Março de 2008
Maria Alda Nogueira: Uma mulher, Uma vida, Uma história de amor (III)

   Iniciou-se no dia do 85º aniversário do seu nascimento [19/03] a transcrição integral de um texto da autoria de Helena Neves, com edição do Movimento Democrático das Mulheres (MDM) sobre Maria Alda Nogueira. Foi publicado em 1987 por ocasião da entrega pelo MDM da Distinção de Honra, numa homenagem a uma vida dedicada à defesa da igualdade, da justiça social e da paz.

       

(continuação)

Encontros e retornos de uma mulher


O DESPERTAR
            
Mesmo aqui ao lado o povo lutando. Ah! Quanta esperança de mudança nascia de terras de Espanha, quanta certeza no Movimento das Brigadas Internacionais. Nunca houve um exército assim. Poetas, escritores, músicos, de todas as artes eram estes guerreiros de uma causa só, estes homens em guerra pela paz, a democracia, a liberdade. Nunca houve um exército assim e nunca as canções de uma só língua se cantaram em tantas línguas. Nunca à mesma hora em tão diversos e longínquos sítios, se aguardava com tamanha ansiedade as novas da frente.
«Nós começámos todos a ouvir clandestinamente as emissões da Rádio Republicana. O meu pai torcia pelos republicanos, contra os franquistas. Eu, entretanto, entrara para o liceu, conhecera novas amigas, iniciei-me na luta. Por essa altura comecei a trabalhar no Socorro Vermelho Internacional recolhendo géneros e roupas para enviar aos nossos amigos espanhóis. Sentíamos um entusiasmo tremendo. Pensávamos que derrotado o fascismo e Espanha, também em Portugal ele não perduraria…»
Sim, nunca houve uma esperança assim partilhada. Nunca as mulheres sonharam tanto o reencontro vitorioso com o amado, a euforia dos corpos reencontrados no ardor da alegria conquistada.
Nunca.
E nunca houve um poeta assim.
                  
Espanha!

Não faças caso de lamentos
Nem de falsas emoções,
as melhores devoções
são os grandes pensamentos.
E ainda que por momentos
o mal que te feriu se agrave,
ergue-te indómita e brava,
em vez de caíres cobarde,
estala em pedaços e arde,
pois antes morta que escrava.

Por isso nunca nenhuma derrota foi tão amarga. Nem tão chorada também.
(continua) 
                

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publicado por António Vilarigues às 00:04
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Quinta-feira, 20 de Março de 2008
Maria Alda Nogueira: Uma mulher, Uma vida, Uma história de amor (II)

   Iniciou-se no dia do 85º aniversário do seu nascimento [19/03] a transcrição integral de um texto da autoria de Helena Neves, com edição do Movimento Democrático das Mulheres (MDM) sobre Maria Alda Nogueira. Foi publicado em 1987 por ocasião da entrega pelo MDM da Distinção de Honra, numa homenagem a uma vida dedicada à defesa da igualdade, da justiça social e da paz.

       

(continuação)

Encontros e retornos de uma mulher


A ESCOLA
            
Na Escola da Tapada, Maria Alda tece as primeiras amizades, a primeira cumplicidade feminina. Aí, entre as carteiras de madeira e o pátio sombreado de verde, faz uma amiga que o será para toda a vida: Adélia Abrantes.
Através da professora, recebe a passagem de algum saber e, fundamentalmente, a aprendizagem de um outro modo de olhar o mundo. Em desafio. A avó completa esta influência. Mais acentuadamente.
«Conheci a minha professora – Lininha – na 2ª classe. Era uma mulher toda despachada, com quem conversava muito, era uma mulher culta, muito aberta, terna, que me ajudou a abrir certos horizontes. No mesmo sentido me influenciou a minha avó.
A minha avó tinha ficado só, o meu avô partira para África e não dera mais sinal de si, e ela ficou com 3 filhas, criando-as a pulso, a trabalho, a cansaço. Era uma mulher com uma grande noção da sua independência, nunca aceitou donativos da filha ou dos genros e quando ia lá a casa, levava sempre a sua galinha. Era uma mulher forte a minha avó
Outras influências se inscreveriam nesse tempo sensível de infância, nessa flor do tempo.
«Também outras as próprias pessoas do bairro me conheciam e com quem me dei, tiveram uma grande influência na minha vida, particularmente um vizinho meu, o coronel Almeida, que foi depois comandante do Quartel da Trafaria. Era um homem formado em Física. Tinha uma certa frustração de não ter seguido a carreira universitária. Era um homem de grande cultura, amante de música, tocava violino e ensinou-me a ouvir óperas, ajudou-me na minha cultura geral e influenciou decisivamente na minha opção de curso, até na medida em que me deu explicações de físico-química e me abriu o universo das ciências. Ele e a mulher não tinham filhos e talvez por isso se me dedicassem tanto!»
Politicamente Maria Alda começa por ser influenciada pelo pai. Operário especializado, o pai de Maria Alda parte em estadia breve para África e no regresso investe numa pequena indústria que florescerá durante a guerra. Bem sucedido na vida, industrial em pujança, o pai de Maria Alda conserva, no entanto, um sentimento antifascista muito vivo.
«O meu pai era profundamente antifascista. O meu pai discutia muito comigo, mais do que com o meu irmão. Praticamente à mesa éramos só nós dois que conversávamos política…”politiquice” como a minha mãe dizia a sorrir. Mas para o meu despertar político confluíram uma série de factores. Não houve assim uma coisa determinante. Mas talvez o fundamental fosse a Guerra de Espanha de 1936 a 39…»
(continua) 
                

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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
Quilapayun - Que dira el Santo Padre


                    

Os Quilapayun cantam o poema de Violeta Parra «Que dira el Santo Padre».
                                                                  
Te recuerdo Amanda

                             

Estribillo

                 
Te recuerdo Amanda,

la calle mojada,

corriendo a la fábrica

donde trabajaba Manuel.

La sonrisa ancha, la lluvia en el pelo,

no importaba nada, ibas a encontrarte con él,

con él, con él, con él, con él.

                                
Son cinco minutos.

La vida es eterna en cinco minutos.

Suena la sirena de vuelta al trabajo,

y tú caminando, lo iluminas todo.

Los cinco minutos te hacen florecer.

                 
Estribillo

                        
La sonrisa ancha, la lluvia en el pelo,

no importaba nada, ibas a encontrarte con él,

con él, con él, con él, con él.

                                      
Que partió a la sierra.

Que nunca hizo daño. Que partió a la sierra,

y en cinco minutus quedó destrozado.

Suena la sirena, de vuelta al trabajo.

Muchos no volvieron, tampoco Manuel.

                 
Estribillo.

                                              

Las Canciones de Víctor Jara

                                

Para ver e ouvir clicar AQUI e AQUI (onde cantam também «Te recuerdo Amanda»)        


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publicado por António Vilarigues às 12:25
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
VIOLETA PARRA - Que dira el Santo Padre


                                
Qué dirá el Santo Padre
                                   
Trote (sobre a guerra civil de Espanha 1936-1939 e a repressão que se seguiu, como se depreende pela referência a Julián Grimau, fusilado em 1963)
         
¡Miren cómo nos hablan de libertad,
cuando de ella nos privan en realidad!
¡Miren cómo pregonan tranquilidad,
cuando nos atormenta la autoridad!

¿Qué dirá el Santo Padre,
que vive en Roma,
que le están degollando
a sus palomas?

¡Miren cómo nos hablan del Paraíso,
cuando nos llueven penas como granizo!
¡Miren el entusiasmo con la sentencia,
sabiendo que mataban a la inocencia!

El que oficia la muerte como un verdugo
tranquilo está tomando su desayuno.
Con esto se pusieron la soga al cuello;
el quinto mandamiento no tiene sello.

Entre más injusticia, señor Fiscal,
¡más fuerzas tiene mi alma para cantar!
¡Lindo se dará el trigo en el sembrado,
regado con tu sangre, Julián Grimau!
                

Texto e música de Violeta Parra
                 

Ver e ouvir AQUI e AQUI Violeta Parra 

                   


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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008
Gracias a la vida - Violeta Parra

                                
Gracias a la vida
         
Canción-sirilla
                 
Gracias a la vida,
que me ha dado tanto;
me dio dos luceros
que cuando los abro
perfecto distingo
lo negro del blanco,
y en el alto cielo
su fondo estrellado,
y en las multitudes
al hombre que yo amo.

Gracias a la vida,
que me ha dado tanto;
me ha dado el oído
que en todo su ancho
graba, noche y día,
grillos y canarios,
martillos, turbinas,
ladridos, chubascos.
y la voz tan tierna
de mi bienamado.

Gracias a la vida,
que me ha dado tanto;
me ha dado el sonido
y el abecedario.
Con él, las palabras
que pienso y declaro:
"madre", "amigo", "hermano",
y "luz", alumbrando
la ruta del alma
del que estoy amando.

Gracias a la vida,
que me ha dado tanto;
me ha dado la marcha
de mis pies cansados.
Con ellos anduve
ciudades y charcos,
playas y desiertos,
montañas y llanos,
y la casa tuya,
tu calle y tu patio.

Gracias a la vida,
que me ha dado tanto;
me dio el corazón,
que agita su marco
cuando miro el fruto
del cerebro humano,
cuando miro al bueno
tan lejos del malo,
cuando miro el fondo
te tus ojos claros.

Gracias a la vida,
que me ha dado tanto;
me ha dado la risa
y me ha dado el llanto.
Así yo distingo
dicha de quebranto,
los dos materiales
que forman mi canto;
y el canto de ustedes,
que es el mismo canto;
y el canto de todos,
que es mi propio canto.

Gracias a la vida,
que me ha dado tanto.
               
Texto e música de Violeta Parra
              
Ver e Ouvir AQUI
         

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publicado por António Vilarigues às 12:14
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