Sexta-feira, 8 de Julho de 2016

Cimeira da NATO em Varsóvia: Provocação belicista

Nato Guerra petroleo

A cimeira que a NATO realiza em Varsóvia nos próximos dias representa, pelos seus objectivos, mais um ousado e perigoso passo no sentido da intensificação da sua acção agressiva e, nomeadamente, já forte pressão militar sobre a Federação Russa.

Em Portugal, como noutros países, ecoará uma vez mais a exigência e a urgência de dissolução deste bloco político-militar agressivo.

(...)

O aperto do cerco à Rússia, sendo porventura um dos principais objectivos da cimeira de amanhã e depois, não é o único. O próprio secretário-geral da NATO, na já referida entrevista a um órgão de comunicação social polaco, referiu-se ainda ao alargamento da presença e acção da NATO no Médio Oriente e Norte de África, ao aumento dos gastos militares dos países membros europeus para dois por cento do PIB e ao reforço da cooperação entre a NATO e a UE como outros pontos constantes da agenda da reunião de Varsóvia. Todos eles desenvolvem decisões assumidas em cimeiras anteriores

(...)

Ler texto integral

 

Bandeira Nato hastA NATO tem hoje 28 membros e projecta-se em praticamente todos os pontos do mundo

 

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 15:13
link do post | comentar | favorito

Sim à Paz! Não à NATO!

acto_publico_sim_a_paz_nao_a_nato

Campanha contra a Cimeira da NATO, Julho de 2016 em Varsóvia

 

No âmbito desta campanha, foi publicado um folheto em que as organizações promotoras denunciam o pendor agressivo da NATO e apresentam as suas propostas para pôr termo às ameaças à paz que ela constitui, que pode ler aqui.

De igual modo foi criado um Jornal em que pode ler aqui os seguintes artigos: “Não aos objectivos belicistas da Cimeira de Varsóvia”, “Não às armas nucleares: desarmamento!”, “Tentáculos da destruição”, “Cimeira de Varsóvia: ameaça aberta à segurança e à paz”, “Escudo anti-míssil: grave ameaça à paz”, “Os povos querem a paz”, “Milhões para a guerra” e “Dissolução dos blocos político-militares: princípio constitucional”.

Está, também, a circular um abaixo-assinado que pode subscrever aqui.

 

sim_a_paz_nao_a_nato_2

 Clicar na imagem para ampliar

 

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 10:47
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 16 de Junho de 2016

Provocadores NATOs

Mapa nato_expansao1

As alegadas razões para a criação da NATO há muito que deixaram de existir. Mas a NATO nunca foi aquilo que alegou. Longe de ser uma organização defensiva, foi sempre um instrumento de dominação imperialista que, nas próprias palavras do seu primeiro secretário-geral, o inglês Lorde Ismay, visava «manter os russos fora, os americanos dentro, e os alemães em baixo» (New York Times, 16.9.13).

 

acto_publico_sim_a_paz_nao_a_nato

 

Acto Público "SIM À PAZ! NÃO À NATO! PROTESTO CONTRA A CIMEIRA DA NATO DE VARSÓVIA"

 

Mapa nato_expansao

«No quadro da estratégia da NATO tendo como foco principal a Rússia, decorrem desde o dia 6 de Junho os maiores exercícios da Aliança Atlântica após a chamada «guerra fria». Pela primeira vez desde o início da invasão da URSS pelas tropas nazis, a 22 de Junho de 1941, tanques de guerra germânicos atravessam a Polónia em direcção a Leste.

As manobras realizadas com o sugestivo nome de Anaconda, mobilizam 31 mil militares e milhares de veículos de 24 países. Os EUA contribuem com 14 mil soldados, a Polónia com 12 mil e a Grã-Bretanha com 800, sendo os que mais empenham as respectivas forças armadas nestes «jogos de guerra».

Paralelamente, no Báltico, continua a registar-se intensa actividade por parte de aviões de espionagem norte-americanos. Domingo, 5, justamente um dia antes do início do simulacro da NATO na Polónia, uma aeronave militar dos EUA foi detectada na fronteira do enclave russo de Kaliningrado. Tratou-se da 16.ª operação semelhante nas últimas semanas.»

(sublinhados meus)

 

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 19:05
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Quem é que «não exclui (...) um ataque inicial nuclear»?

Não, não é o «Eixo do mal»!

    Fomos falar com uma especialista (1) em assuntos europeus, estratégicos e autárquicos:

«A NATO, essa sim, discute arsenais nucleares — essencialmente o chapéu-de-chuva nuclear americano — e até tem a sua própria doutrina e planos de contingência nucleares. O problema neste momento é a ambiguidade do posicionamento nuclear da NATO que não exclui um first strike nuclear — um ataque inicial nuclear. Este posicionamento revela uma mentalidade ultrapassada de Guerra Fria, quando a vantagem da União Soviética no domínio do armamento convencional levou a Aliança a manter aberta a opção do Na verdade, a NATO paga um preço elevado por uma ambiguidade nuclear de utilidade estratégica duvidosa.

Primeiro, a opção de first strike demonstra a amigos e inimigos, em todo o mundo, que as armas nucleares ainda assumem um papel central no pensamento estratégico do Ocidente; ela representa assim um obstáculo estrutural à plena implementação do Artigo VI do TNP, que impõe o gradual desarmamento às potências nucleares, e contribui para colocar as armas nucleares no topo da lista dos objectivos de qualquer potência aspirante. Segundo, este posicionamento nuclear legitima a presença de mais de 400 armas nucleares tácticas americanas em solo europeu. Estas relíquias da Guerra Fria são, consideram unanimemente os especialistas, as mais fáceis de roubar e proliferar...»

     Dois pequenos apontamentos:

1. Frases como «ambiguidade do posicionamento nuclear da NATO», «mentalidade ultrapassada de Guerra Fria», «ambiguidade nuclear de utilidade estratégica duvidosa», etc., servem para justificar a existência da NATO no tempo da URSS, são elas mesmas ambíguas e pretendem fazer crer que se pode mudar a natureza ao escorpião.

2. Não seria «um primeiro ataque nuclear». Seria o terceiro!

(1) A NATO e as armas nucleares - A Aba da Causa

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 12:07
link do post | comentar | favorito
Sábado, 4 de Abril de 2009

Pela dissolução da NATO

     1 - No dia 4 de Abril a Organização do Tratado Atlântico Norte (NATO) completa 60 anos. A NATO é um bloco político-militar imperialista de natureza agressiva. A sua criação fez parte integrante da contra-ofensiva reaccionária que se seguiu à derrota do nazi-fascismo na II Guerra Mundial (para qual a União Soviética e os comunistas de todo o mundo deram uma contribuição decisiva) e às vitórias populares que acompanharam o fim da guerra. A NATO é inseparável da estratégia da chamada «guerra fria» que viu o imperialismo norte-americano colocar-se à cabeça da reacção mundial para travar as profundas transformações sociais e de libertação nacional a que os povos do mundo aspiravam, depois de meio século em que o capitalismo trouxera à Humanidade duas guerras mundiais e a profunda crise económica dos anos 30. 

2 - O facto de Portugal, sob a ditadura fascista de Salazar, ser membro fundador da NATO (assim como as ditaduras militares grega e turca) ilustra bem a natureza reaccionária e anti-popular desta organização militar. Apesar de os seus documentos fundadores falarem em «democracia», a NATO contribuiu para reforçar a ditadura salazarista e apoiou activamente as guerras coloniais com que o regime fascista visava manter em submissão os povos das então colónias portuguesas. No mesmo sentido, nos meses que se seguiram ao 25 de Abril, a NATO procurou contrariar o curso libertador da Revolução portuguesa, ingerindo-se abertamente nos assuntos internos de Portugal. Ao longo de toda a sua existência a NATO tem posto em causa a soberania e independência nacionais, conquistas pelas quais o PCP e o povo português lutaram incessantemente.

3 - A natureza agressiva da NATO, enquanto braço armado do imperialismo, tornou-se particularmente evidente após o desaparecimento da União Soviética e dos países socialistas da Europa que integravam o Tratado de Varsóvia. Longe de se dissolver, a NATO encetou então um salto qualitativo. Adoptou um novo Conceito Estratégico de natureza confessadamente ofensiva justificando intervenções fora do seu âmbito geográfico e alargando os pretextos para intervenções militares. Alargou as suas fronteiras com a inclusão de novos países. Desencadeou a sua primeira guerra de agressão, contra a Jugoslávia, há precisamente dez anos, sob falsos  pretextos e utilizando em larga escala armas não     convencionais como bombas de fragmentação e armas com urânio empobrecido, bombardeando alvos civis e cometendo numerosos crimes de guerra. Participa na ocupação do Afeganistão (ISAF), do Iraque (NTM-I) e em outras operações militares de natureza agressiva. É agente activo nas operações agressivas do imperialismo norte-americano frente à Rússia, através do seu alargamento a Leste, do seu apoio à construção do chamado     escudo anti-míssil na Polónia e República Checa (contra a vontade dos seus povos) e de     apoio às ingerências e agressões no Cáucaso e nas ex-repúblicas soviéticas. A NATO, que     em variados aspectos pauta a sua actuação pelo desrespeito pelo Direito Internacional e tentativa de sobreposição à ONU, é um instrumento para a imposição da hegemonia mundial do imperialismo e um dos principais factores de guerra, dominação e desestabilização no plano mundial.

    4 - A Cimeira da NATO, que decorre hoje e amanhã na Alemanha e na França (País que reintegrou recentemente o seu comando militar) no contexto de um relançamento do eixo transatlântico suportado por uma intensa campanha ideológica da nova Administração dos EUA, propõe-se dar novos passos numa escalada militarista e belicista. Anuncia-se a preparação de um novo Conceito Estratégico, a colaboração na escalada militar que os EUA estão a concretizar no Afeganistão e Paquistão - dando continuidade à política de guerra da falhada Administração Bush -, e um novo impulso à militarização da União Europeia. Importa relembrar que o chamado Tratado de Lisboa da UE – rejeitado nas urnas pelo povo irlandês (o único a quem foi dada a oportunidade de se pronunciar), mas cuja ratificação nas costas dos povos os governos da União Europeia procuram impor – formaliza a relação entre a UE e a NATO. Em Portugal, PS, PSD e CDS/PP apoiam este Tratado que consagra a União Europeia como pilar europeu da NATO.

5 - A participação de Portugal na escalada militarista e agressiva da NATO é uma afronta aos princípios fundamentais da Constituição da República Portuguesa. O seu artigo 7º da nossa Lei Fundamental preconiza explicitamente a dissolução dos blocos político-militares, o desarmamento geral, simultâneo e controlado, e a solução pacífica dos conflitos internacionais, além da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e a cooperação com todos os outros povos. O PCP exige que o Governo e o Presidente da República respeitem o texto constitucional. Portugal deve desvincular-se das políticas de guerra, ingerência e agressão da NATO, e pugnar activamente pela dissolução deste bloco político-militar. É grave que Portugal tenha aceitado acolher a Cimeira da NATO no segundo semestre de 2010 ou primeiro de 2011, e para a qual está anunciado um novo salto na estratégia militarista agressiva desta organização.

6 - A actual crise do capitalismo é um factor que comporta gravíssimos perigos para a paz mundial. O imperialismo pode ser tentado, como no passado, a resolver pela via da guerra a crise que gerou e para a qual se mostra incapaz de encontrar resposta. A História demonstra que o reforço de políticas belicistas e de blocos militares agressivos ao serviço dos interesses de dominação do imperialismo constitui uma enorme ameaça para a paz mundial e para os interesses da Humanidade.

    7 - O PCP, que desde sempre lutou contra a existência de blocos político-militares e pela sua dissolução, apela aos trabalhadores e ao povo para que exijam a desvinculação de Portugal de políticas de guerra e destruição, bem como a dissolução da NATO. No quadro da luta pela ruptura com a política de direita, o PCP reclama para Portugal uma nova política de paz, cooperação com os povos e resolução pacífica de conflitos - de acordo com a Carta das Nações Unidas, os princípios do Direito Internacional e a Constituição da República Portuguesa - e a progressiva desvinculação de Portugal da estrutura militar da NATO.

(sublinhados meus)

In Nota da Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português

                                                                                                                               

Notícias AQUI,AQUI, AQUI, AQUI e AQUI 

                                                                                                                         

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 18:01
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 26 seguidores

.pesquisar

.Agosto 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Cimeira da NATO em Varsóv...

. Sim à Paz! Não à NATO!

. Provocadores NATOs

. Quem é que «não exclui (....

. Pela dissolução da NATO

.arquivos

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Outubro 2018

. Julho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

.tags

. álvaro cunhal

. assembleia da república

. autarquia

. avante!

. bce

. benfica

. blog

. blogs

. câmara municipal

. capitalismo

. caricatura

. cartoon

. castendo

. cds

. cdu

. cgtp

. cgtp-in

. classes

. comunicação social

. comunismo

. comunista

. crise

. crise do sistema capitalista

. cultura

. cultural

. democracia

. desemprego

. desenvolvimento

. desporto

. dialéctica

. economia

. economista

. eleições

. emprego

. empresas

. engels

. eua

. eugénio rosa

. exploração

. fascismo

. fmi

. futebol

. governo

. governo psd/cds

. grupos económicos e financeiros

. guerra

. história

. humor

. imagens

. imperialismo

. impostos

. jerónimo de sousa

. jornal

. josé sócrates

. lénine

. liberdade

. liga

. lucros

. luta

. manifestação

. marx

. marxismo-leninismo

. música

. notícias

. parlamento europeu

. partido comunista português

. paz

. pcp

. penalva do castelo

. pensões

. poema

. poesia

. poeta

. política

. portugal

. precariedade

. ps

. psd

. recessão

. revolução

. revolucionária

. revolucionário

. rir

. salários

. saúde

. segurança social

. sexo

. sistema

. slb

. socialismo

. socialista

. sociedade

. sons

. trabalhadores

. trabalho

. troika

. união europeia

. vídeos

. viseu

. vitória

. todas as tags

.links

.Google Analytics

blogs SAPO

.subscrever feeds