Quinta-feira, 13 de Outubro de 2016

As catástrofes e a luta de classes ou Furacões em tempos de cólera

Mapa America Central_4

 

O número de mortos provocado pelo furacão Matthew, o mais poderoso desde 2007, varia de estimativa para estimativa.

Certo é que o número de vítimas mortais ascende a mais de um milhar.

Nenhuma delas é cubana.

(...)

Um Estado – como o Haiti – ao serviço dos grandes grupos económicos, da corrupção, do crime organizado, nas mãos do capitalismo transnacional é bem tratado na comunicação social, ou nem mencionado, mas o seu povo sucumbe à cólera do capitalismo.

Um Estado – como Cuba – ao serviço das pessoas, dos trabalhadores, constantemente criticado pela comunicação social dominante, salva o seu povo da miséria e da morte com a construção do socialismo. Distam cem quilómetros um do outro.

(...)

Ficará ao critério de cada um julgar por que não é notícia igual um milhar de mortos, onde quer que tombem, tal como ficará ao critério de cada um julgar por que motivo o facto de Cuba resistir de forma tão humana às forças da natureza, quanto firme resiste às forças do império norte-americano, nunca é notícia.

Os povos da República Dominicana, Haiti e Cuba têm nas suas mãos a reconstrução das suas vidas, das suas casas, das suas cidades, aldeias e vilas. A grande diferença é que os cubanos não perderam vidas para esse recomeço e tiveram, antes e depois do furacão, um Estado ao seu serviço, das pessoas.

 

Cuba furacao Matthew 2016-10

(...)

O balanço da catástrofe e o seu tratamento mediático remetem-nos para duas considerações:

1 – O Haiti, ainda não refeito do terremoto de 2010 que provocou cerca de 200 000 mortos, submetido a bloqueios, ingerências e pressões do imperialismo, na prática ocupado militarmente, com um povo condenado à pobreza extrema, foi arrasado pelo poderoso furacão. Os mortos são já mais de mil, terão sido afectados 1,3 milhões de pessoas e a cólera alastra entre a população daquele país. A vizinha República Dominicana, apesar de não atingida directamente, contou com quatro mortes e dezenas de comunidades isoladas. Os EUA atingidos já na fase de enfraquecimento do Matthew (nível 3 e 2) registaram 20 mortos e centenas de milhares de afectados e deslocados.

Cuba foi atingida directamente pelo Matthew com o mesmo grau de intensidade do Haiti (4). Ventos de 220 Km/h, chuvas torrenciais e marés de tempestade afectaram sobretudo a província de Guantánamo. Apesar de avultadíssimos estragos e de 73 000 pessoas evacuadas, as vítimas mortais foram… Zero! Não há registo de epidemias, dois dias depois as comunicações estavam repostas. As razões de tão radical diferença residem no exemplar sistema de preparação, evacuação, socorro e reparação cubano (com a participação das forças armadas) e, apesar das dificuldades, na solidez das construções. Mais uma vez Cuba socialista demonstra a sua organização e capacidade para proteger os seus cidadãos.

(...)

Até as catástrofes têm um sentido de classe!

AQUI

 

Furacão Matthew1 2016-10

(...)

Ou seja, o país onde se registaram 98 por cento das vítimas mortais recebeu menos atenção mediática do que o país onde se registou um por cento do total de mortos.

(...)

Em 2010, perante o Comité de Negócios Estrangeiros do Senado dos EUA, Bill Clinton assumiu a responsabilidade pela destruição da economia haitiana. O ex-presidente reconheceu que ao forçar o Haiti a levantar as barreiras à importação de arroz conduziu o país caribenho a uma dependência alimentar absoluta: «Os países ricos que produzem muita comida deviam vendê-la aos países pobres, libertando-os desse fardo. Foi bom para os agricultores do Arcansas, mas foi um erro. Terei de viver todos os dias com as consequências de ter destruído a capacidade do Haiti se alimentar». Durante duas décadas, o Haiti foi proibido de subsidiar a própria agricultura e forçado a substituir o arroz por frutas tropicais. A NAFTA, a adesão à Organização Mundial de Comércio e o fim da lei Glass-Steagall foram os últimos pregos no caixão da economia haitiana, agora votada aos caprichos do capitalismo estado-unidense.

(...)

O que a devastação do Matthew revela é a natureza da «reconstrução» após o terramoto de 2010.

No livro «Haiti depois do Terramoto», os investigadores Bill Quigley e Amber Ramanauskas provaram que o principal destino das doações foram os governos dos EUA e de outros países. Para cada dólar enviado, 33 cêntimos regressaram aos governos «dadores» através, por exemplo, de rubricas militares e outros 42 cêntimos foram absorvidos por ONG. Só 25 cêntimos se destinaram a ajuda humanitária e nem um cêntimo foi direccionado para o Estado haitiano. A título de exemplo, a ONU dedica anualmente 23,5 milhões de dólares para combater o surto de cólera que a própria ONU criou. Em contrapartida, gasta anualmente 650 milhões de dólares para manter a presença militar que criou o surto de cólera. Tinha razão o embaixador dos EUA no Haiti quando, após o terramoto, escreveu que «começou a febre do ouro». Malhas que o império tece.

(sublinhados meus)

 

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Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

Os médicos cubanos e a cólera no Haiti

Pedro Méndez Suárez,Rebelión de 21de Janeiro

-

- Cólera, Doutor?

- Sim, mas a da ira e da irritação por culpa da visita do ditador e assassino "Baby Doc" Duvalier!...


Pobre e infeliz Haiti. Primeiro a longa e feroz ditadura de Duvalier, com os seus sinistros ton-ton macoute. Depois um brevíssimo governo democrático, cujo presidente foi deposto por uma intervenção militar dos EUA & da França. Segue-se uma longa ocupação militar, com a cumplicidade activa de países latino-americanos que se prestaram a enviar tropas para colaborar com o império. Mais recentemente um terramoto gigante que deixou o país destruído. E este foi seguido de imediato por uma invasão em grande escala de tropas estado-unidenses. O estado calamitoso do país, com as infraestruturas de saneamento básico arruinadas, levou à epidemia de cólera iniciada em 2010. E agora, 17 de Janeiro, para culminar, Baby Doc , o filhote do antigo ditador Duvalier, retorna de Paris . Ele volta protegido pelas tropas do imperialismo e dos governos latino-americanos que o servem – como o do Brasil, Chile e Uruguai. Vem tomar posse dos despojos. Tal como os abutres, também quer um naco do moribundo.


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Domingo, 9 de Janeiro de 2011

Epidemia de cólera no Haiti: Cubanos trataram 40 por cento dos infectados

A brigada de profissionais de saúde enviados por Cuba para o Haiti já tratou mais de 30 mil infectados pela epidemia de cólera que, desde o início de Outubro, se propaga pelo país. Espalhados por 40 locais diferentes, os 1200 cubanos são responsáveis pelo atendimento de cerca de 40 por cento do total dos casos registados, número que envergonha os governos das principais potências capitalistas, palavrosos quando os focos estão acesos, incumpridores quando as objectivas e câmaras se afastam.

Acresce que os médicos e enfermeiros cubanos estão no Haiti desde o terremoto de 1998, prestando auxílio à população enquanto se sucedem catástrofes naturais e políticas.

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Domingo, 15 de Agosto de 2010

A marinha dos EUA e a Costa Rica

Pedro Méndez Suárez, Rebelión de 9 de Agosto

-

- Dizem que vieram consumir... perdão... combater a droga...

-


- 
«Ângelo Alves manifestou ainda a «extrema preocupação» com que o PCP acompanha os diversos focos de tensão que caracterizam a actual situação internacional. Que, lembrou, «são indissociáveis da política de ingerência e militarismo dos EUA e da NATO».

 

Entre eles, o dirigente comunista destacou, «no Extremo Oriente, as recentes manobras militares sul-coreanas e dos EUA nos mares Amarelo e do Japão»; na América Latina, as «provocações à Venezuela, a reactivação da IV Esquadra dos EUA, a instalação de inúmeras bases militares norte-americanas na Colômbia e outros países da região e as ocupações militares de facto do Haiti e da Costa Rica e o golpe de Estado nas Honduras»; e, no Médio Oriente, as «provocações israelitas na linha azul entre o Líbano e Israel», a política de terrorismo de Estado de Israel contra o povo palestiniano ou contra aqueles que com ele se solidarizam e a «extremamente perigosa» escalada contra o Irão a pretexto do alegado perigo nuclear.»

-

«Foi ainda desse «sacrifício» que nasceu há 50 anos o criminoso bloqueio a Cuba e, há um ano, o golpe fascista nas Honduras e, mais recentemente, a ocupação da Costa Rica e as sucessivas provocações contra os povos que na América Latina decidiram ser donos do seu próprio destino. E por aí fora, numa sucessão de «sacrifícios» que deixa atrás de si um rasto de destruição e morte – a barbárie.»

-

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Sábado, 14 de Agosto de 2010

A marinha dos EUA e os povos do Caribe

Pedro Méndez Suárez, Rebelión de 9 de Agosto

-

- Impressionados? Não me parece... Senhor Presidente!

-

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Quinta-feira, 15 de Julho de 2010

EUA: ESTADOS UNIDOS DA AGRESSÃO

T-shirt


Frente da t-shirt


Costas da t-shirt

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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

O Haiti visto por caricaturistas de Rebelión (IX)

Josetxo Ezcurra, Rebelión de 17 de Fevereiro

                                                       

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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

O Haiti visto por caricaturistas de Rebelión (VIII)

Iván Lira, Rebelión de 15 de Fevereiro

                                                       

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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

O Haiti visto por caricaturistas de Rebelión (VII)

Tomy, Rebelión de 15 de Fevereiro

                                                       

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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

O Haiti visto por caricaturistas de Rebelión (VI)

Toto , Rebelión de 14 de Fevereiro

                                                       

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