TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Segunda-feira, 12 de Março de 2018
Acordo unitário estrutural PSUV-PCV (26 de fevereiro de 2018)

Acuerdo-psuv-pcv-2018-02-26.jpg

Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV)-Partido Comunista da Venezuela (PCV)

 

O PSUV e o PCV denunciam, perante o mundo, que o imperialismo – através do governo dos EUA e com a subordinada cumplicidade de governos da América Latina e da extrema direita venezuelana –, insiste em criar um expediente artificial em organizações multilaterais contra o nosso país, para tentar justificar uma intervenção internacional, com a possibilidade real de os governos direitistas da Colômbia, do Brasil ou da Guiana criarem uma provocação nas fronteiras.

Ler o texto integral do Acordo

Mapa Venezuela_agresion

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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2016
Conspiração na Venezuela

Mapa Venezuela_agresion

Podendo ser justamente qualificada de inaudita a situação criada no Mercosul – e toda a campanha em curso que visa o poder popular na Venezuela, como um dos alvos centrais do imperialismo na América Latina –, esta não é porém uma surpresa, dados os revezes e mudanças desfavoráveis na correlação de forças verificados nos últimos meses.

 

O conluio golpista no Mercosul está na linha directa do golpe (reciclado) no Paraguai de 2012 e do «golpe institucional» contra a presidente Dilma Rousseff no Brasil, que a direita espera selar em breve na decisão final do Senado.

A que se alia a chegada à presidência de Macri, na Argentina, representante do neoliberalismo puro e duro e dos círculos da burguesia rendida a Washington, cujo poder, eminentemente reaccionário, tem vindo a ensaiar um crescente pendor persecutório e antidemocrático.

 

venezuela 2015

«Basta passar por um hipermercado ou por uma farmácia para se perceber que a Venezuela atravessa um momento muito difícil. Faltam alimentos de primeira necessidade e o mesmo sucede com muitos remédios para atender, por exemplo, doenças crónicas como a hipertensão.

Contudo, não quer isto dizer que as pessoas estejam a morrer de fome – isso dos «corredores humanitários» não é mais do que uma farsa inserida na campanha internacional contra o processo bolivariano. Para além da eventual necessidade de correcções na tomada de decisões sobre a política de produção agrícola e industrial – o povo venezuelano e a sua vanguarda progressista encontrarão a melhor maneira de o fazer – e dos casos de corrupção – não são poucos os presos e condenados por esse motivo –, existe também uma guerra económica sem quartel, onde os grandes produtores nacionais e internacionais têm uma santa aliança para acabar, seja como for, com o processo de transformações sociais, económicas e culturais iniciado por Hugo Chávez.»

 

«Desde 1999, momento de viragem política e social na Venezuela com a chegada ao poder de Hugo Chávez, que se consolidam os apoios do imperialismo às forças mais reaccionárias que lideram a chamada oposição, patrocinando violentas acções de desestabilização política, social e económica. Ao longo de 17 anos, destacam-se um golpe de Estado falhado, em Abril de 2002, a sabotagem da empresa petrolífera em Dezembro de 2002, ou as chamadas guarimbas (barricadas) de 2014, onde as forças reaccionárias, incluindo fascistas, incitaram à violência e desordem pública, de que resultariam 43 mortos e centenas de feridos.

Em todos estes momentos, foi o povo mobilizado nas ruas que defendeu e afirmou a revolução bolivariana, e que impediu que os golpes e a desestabilização ditassem a queda do Governo.»

 

Escudo Venezuela.png

Os avanços da revolução bolivariana desde 1999 são incontestáveis:

  • a redução para metade do desemprego (hoje nos 7%);

  • a redução da pobreza de 70,8 para 33,1 por cento;

  • uma melhor distribuição da riqueza e a eliminação da fome;

  • a entrega de mais de um milhão de habitações para famílias carenciadas;

  • a massificação do acesso ao ensino superior;

  • o acesso gratuito à saúde;

  • o aumento substantivo do salário mínimo,

são algumas, entre muitas outras, destas importantes conquistas.

 

PCV-la-opcion-revolucionaria

«No quadro da contraofensiva do imperialismo para recuperar os seus níveis de influência e domínio na América Latina e no Caribe, é de particular relevância a agressão multifacetada que desenvolve contra a Venezuela e o seu processo bolivariano de mudança, iniciado em 1999.

A política do imperialismo na região conseguiu avanços importantes, o que se evidencia nos retrocessos dos diversos projetos progressistas-reformistas, incluindo o do nosso país, sobretudo por inconsistências, erros e deficiências dos governos, apesar de terem um bem-intencionado objetivo de justiça social; além disso, há a ausência de poderosos partidos revolucionários que encabeçaram a rutura com o sistema capitalista e os seus valores.

A Venezuela é um objetivo apetecível para o grande capital transnacional; por isso, tem sempre de se saber identificar a mão do imperialismo numa ofensiva global, que utiliza simultaneamente diferentes táticas: referendo revogatório, implosão do executivo e golpe de Estado. Para o apoio e incentivo destas táticas, é claro o papel atribuído à maioria de direita na Assembleia Nacional, como agente ao serviço dos interesses de potências estrangeiras.

Neste contexto, é um dever incontornável levantar a moral patriótica do povo, com a consciência exata de que a crescente deterioração na orientação e apoio popular se pode reverter se conseguirmos acumular a força necessária.»

 

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Domingo, 24 de Julho de 2016
24 de Julho de 2005 – Nasce a Telesul

Telesul

A Nova Televisão do Sul (Telesur, em castelhano) iniciou as suas transmissões no dia de aniversário de nascimento de Simón Bolívar sob o lema «Nuestro Norte es el Sur» (Nosso Norte é o Sul).

Criada por iniciativa do presidente Hugo Chávez, da Venezuela, em parceria com os governos de Cuba, Argentina e Uruguai, a estação nasce para dar resposta a «uma evidente necessidade latino-ameircana: contar com um canal que permita a todos os habitantes desta vasta região difundir seus próprios valores, divulgar sua própria imagem, debater suas próprias ideias e transmitir seus próprios conteúdos, livre e equitativamente».

A Telesul não tem fins lucrativos.

AQUI

 


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Quarta-feira, 23 de Abril de 2014
Conspiração internacional contra a Venezuela

«A Venezuela não enfrenta um golpe interno mas sim uma conspiração internacional cujos contornos estão cada dia mais claros.»

«Antes, em artigo publicado no New York Times, Maduro já havia denunciado e desmontado a manipulação mediática dos acontecimentos na Venezuela. No texto, o presidente venezuelano voltou a responsabilizar os grupos fascistas financiados pelos EUA pela maioria das mais de três dezenas e meia de mortes registadas nas últimas oito semanas, bem como pela violência e destruição desencadeada contra edifícios administrativos, sedes de partidos, meios de transportes, unidades de saúde, universidades e escolas, instalações de órgãos de comunicação social, centros de distribuição de alimentos, etc.»
«"Sem precedente no país o incêndio de uma universidade: a Unefa. O incêndio da sua biblioteca traz uma imagem dantesca, desoladora. Fizeram-no em nome da ‘Venezuela decente’, da ‘sociedade civil’, dos ‘estudantes pacíficos’. O terror pretende subsistir na memória como uma tatuagem a fogo sobre a pele. Como disse o poeta alemão Henrique Heine: Ali onde se começam a queimar os livros, termina-se a queimar as pessoas."»

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Terça-feira, 25 de Março de 2014
Venezuela: Indicadores da esperança
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● Desde 1998, 1,5 milhões de venezuelanos aprenderam a ler ao abrigo da Missão Robinson I. O analfabetismo foi erradicado, segundo a UNESCO, em 2005, e o número de crianças escolarizadas aumentou de 6 para 13 milhões (93,2 por cento). A missão Robinson II elevou a frequência do ensino secundário de 53,6 por cento para mais de 73 por cento, e as missões Ribas e Sucre permitiram que mais um milhão e 400 mil jovens frequentassem universidades, algumas das quais criadas de raíz.

● A
revolução bolivariana criou um sistema público de saúde, mais de 7800 centros de saúde equipados, e o total de médicos por habitante disparou 300 por cento. A missão Bairro Adentro levou a assistência médica e medicamentosa às favelas e às localidades mais desfavorecidas, realizando mais de meio milhão de consultas. 17 milhões de venezuelanos foram atendidos por médicos desde 1998, 1,7 milhões de vidas foram salvas e a taxa de mortalidade infantil reduziu-se em 49 por cento. A esperança média de vida passou dos 72 para os 74 anos.

● A taxa de pobreza passou de 42,8 por cento para 26,5 por cento. A desnutrição infantil reduziu-se 40 por cento desde 1999 e a pobreza extrema caiu de 16,6 por cento para 7 por cento. Cinco milhões de crianças recebem alimentação gratuita nas escolas. A FAO reconhece que a Venezuela foi o país da América Latina e do Caríbe que mais contribuiu para a erradicação da fome. O índice GINI da Venezuela, que mede a desigualdade, é o mais baixo da região.

● Em 1998, somente 387 mil reformados tinham direito a pensão. Hoje são 2,1 milhões, incluindo aqueles que nunca trabalharam, a quem é paga uma prestação igual a 60 por cento do Salário Mínimo Nacional. Mães solteiras e cidadãos com incapacidades recebem um subsídio social nunca inferior a 70 por cento do SMN.

● A taxa de desemprego passou de 15,2 para 6,4 por cento. Foram criados 4 milhões de postos de trabalho. A jornada laboral passou para 36 horas semanais sem perda de remuneração e a liberdade de acção sindical e reivindicativa é uma realidade. O salário mínimo subiu mais de 2000 por cento e o número de trabalhadores que o auferem passou de 65 para 21 por cento.

● Desde 1999 foram construídas mais de 700 mil casas e entregues mais de 3 milhões de hectares de terras a camponeses e membros de comunidades originárias. A Venezuela produzia 51 por cento dos alimentos que consumia, taxa que actualmente se situa nos 71 por cento. O consumo das famílias aumentou em 81 por cento desde 1999, e o de carne, em particular, cresceu 75 por cento. A Missão Alimentação criou uma cadeia de distribuição com 22 mil postos (Mercal, Casas de Alimentação e Rede PDVAL), que vendem géneros a preços subvencionados até 30 por cento.
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Alguém tomou conhecimento destes dados pela comunicação social dominante?...

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Quarta-feira, 6 de Março de 2013
Hugo Rafael Chávez Frías (28 de Julho de 1954 / 5 de Março de 2013)

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Declaración del Partido Comunista de Venezuela

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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013
Um povo levantado

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O que lhes [às forças reacionárias na Venezuela e ao imperialismo] dói (e tudo fazem para silenciar ou escamotear) é que a Revolução venezuelana
  • mobilize os recursos e a produção do País em prol da satisfação das necessidades do povo;

  • assegure a prestação de cuidados de saúde;
  • erradique o analfabetismo e universalize o acesso a todos os níveis de ensino;
  • promova a informação, o saber, a cultura e as expressões artísticas;
  • dê resposta progressiva ao acesso a serviços básicos fundamentais, como a electricidade, a água potável ou o saneamento básico, e a uma habitação condigna;
  • aumente o valor das reformas e o número daqueles que as recebem;
  • promova e alargue o âmbito da segurança social;
  • reduza significativamente a pobreza; assegure uma cada vez mais justa redistribuição da riqueza criada;
  • assegure direitos laborais dos trabalhadores;
  • diminua de forma expressiva o desemprego;
  • aumente consecutivamente o salário mínimo;
  • invista na produção nacional;
  • nacionalize empresas em sectores estratégicos para a concretização do plano de desenvolvimento económico e social do País;
  • diminua a dependência externa;
  • salvaguarde e afirme a sua soberania e independência nacional;
  • promova e diversifique as suas relações de amizade, de paz e solidariedade com outros países;
  • ou avance com processos de cooperação de âmbito regional com carácter anti-imperialista, como a ALBA, e processos de afirmação soberana não submetidos ao domínio dos EUA, como a CELAC.

In jornal «Avante!», edição de 17 de Janeiro de 2013

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Sábado, 13 de Outubro de 2012
Venezuela dá (outro) passo em frente!

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Um dado significativo nestas presidenciais é, ainda, o facto de o Partido Comunista da Venezuela ter mantido a tendência de subida. No total, o PCV superou os 480 mil votos, resultado muito longe dos 57 mil boletins garantidos em 2000, e um acréscimo de praticamente 150 mil votos face às presidenciais de 2006.

Clicar na imagem para ampliar

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«Alguns números esclarecedores, só para que se tenha uma ideia do que sucede a nível nacional. Diz a direita que Hugo Chávez controla a maioria dos meios de comunicação. A realidade é exactamente ao contrário. Tal como apareceu há pouco no Le Monde, dos 111 canais de televisão que se pode ver na Venezuela, 61 são privados, 37 comunitários e 13 públicos. E o que é mais importante é que, em termos de audiência, os privados superam abertamente os públicos. Se falarmos da rádio a situação é parecida. E em termos de jornais, eles estão igualmente nas mãos da direita e é bom recordar que dois dos jornais com maior circulação – El Nacional e El Universal – são tão furiosa e irracionalmente anti-bolivarianos que participaram activamente no golpe de Abril de 2002 e no desencadear da greve petrolífera do mesmo ano. Ainda ninguém respondeu pelos mortos desse golpe. Nem pelos resultados desastrosos dessa greve insurreccional – oficialmente ainda não terminou e está só «flexibilizada» – que causou à nação prejuízos na ordem de 20 mil milhões de dólares e obrigou o país a dar um salto atrás em termos de desenvolvimento económico e social, fazendo aumentar o desemprego e provocando a falência de milhares de pequenas e médias empresas.»

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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2012
Confiança popular garante vitória sólida

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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012
Viva a Venezuela
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A vitória de Hugo Chávez nas eleições presidenciais venezuelanas é uma excelente – mas não inesperada – notícia. Confirma o curso da revolução bolivariana. Dá novo ímpeto aos processos progressistas na América Latina, depois dos golpes de Estado patrocinados pelos EUA nas Honduras e no Paraguai. Confirma um amigo precioso dos países e governos anti-imperialistas do planeta, alvos de guerras e operações de desestabilização e agressão pelos imperialismos norte-americano ou europeus. O meio milhão de votos no PCV reforça os motivos de alegria.

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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2012
Chávez ganhou as eleições na Venezuela

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, venceu neste domingo as eleições presidenciais de seu país com 54,42% dos votos, contra 44,97% do candidato da oposição, Henrique Capriles e governará até o ano de 2019, informou o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

O presidente venezuelano obteve 7.444.082 votos frente a 6.151.544 de Capriles, com participação recorde de 80,94% do eleitorado, segundo os dados oficiais quando 90% dos votos foram apurados. A candidata  Reina Sequera obteve 64.281 votos (0,46%). O candidato Luís Alfonso Reyes  7.372 votos (0,05%). Maria Josefina Bolívar obteve 6.969 votos (com 0,05%)  e Orlando Chirinos 3.706 votos (0,02 por cento).

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Domingo, 7 de Outubro de 2012
Venezuela: o que a comunicação social dominante não vai informar

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Poucos projectos políticos no mundo (para não dizer nenhum) se sujeitaram em tão pouco tempo a um tão grande número de consultas populares como o processo bolivariano. Nenhum dos líderes das principais potências capitalistas foi tantas vezes escrutinado no campo eleitoral como o presidente Hugo Chávez e seus aliados.

Os factos mostram que nunca como antes ocorreram na Venezuela actos eleitorais que procuraram, permanentemente, legitimar nas urnas as opções seguidas:

  • 6 de dezembro de 1998 - Hugo Chávez vence as presidenciais.

  • 25 de Abril de 1999 – Venezuelanos aprovam a convocação de uma nova Assembleia Constituinte.

  • 15 de Dezembro de 1999 - É aprovada a nova Constituição Bolivariana.

  • 30 de Julho de 2000 - Hugo Chávez é reeleito para a presidência e os bolivarianos obtêm a maioria dos deputados no parlamento e importantes posições em regiões e municípios.

  • 3 de Dezembro de 2000 – Consulta popular sobre a renovação dos dirigentes sindicais nas estruturas representativas dos trabalhadores.

  • 15 de Agosto de 2004 – Hugo Chávez vence referendo revogatório do seu mandato, convocado por iniciativa da oposição que havia falhado em destituí-lo através de um golpe de Estado, em 2002, e através de uma paralisação patronal, em 2003.

  • 31 de Outubro 2004 – Bolivarianos vencem regionais em 20 estados.

  • 7 de Agosto de 2005 – Bolivarianos vencem autárquicas no país.

  • 4 de Dezembro de 2005 – Bolivarianos triunfam nas legislativas, às quais a oposição não compareceu.

  • 3 de Dezembro de 2006 – Hugo Chávez é reconduzido na presidência por larga maioria.

  • 2 de Dezembro de 2007 – Reformas constitucionais propostas pelos bolivarianos são rejeitadas nas urnas.

  • 23 de Novembro de 2008 – PSUV elege 18 governadores e vence 80 por cento dos municípios.

  • 15 de Fevereiro de 2009 – Venezuelanos aprovam em referendo o fim da limitação dos mandatos de representação popular, proposto pelos bolivarianos.

  • 26 de Fevereiro de 2010 – Aliança PSUV-PCV obtém maioria dos deputados no parlamento.

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Sábado, 17 de Dezembro de 2011
Revisitando a Venezuela
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Domingo, 3 de Outubro de 2010
Legitimidade democrática

Poucos projectos políticos no mundo (para não dizer nenhum) se sujeitaram em tão pouco tempo a um tão grande número de consultas populares como o processo bolivariano. Nenhum dos líderes das principais potências capitalistas foi tantas vezes escrutinado no campo eleitoral como o presidente Hugo Chávez e seus aliados.

Os factos mostram que nunca como antes ocorreram na Venezuela actos eleitorais que procuraram, permanentemente, legitimar nas urnas as opções seguidas :

  • 6 de dezembro de 1998 - Hugo Chávez vence as presidenciais.

  • 25 de Abril de 1999 – Venezuelanos aprovam a convocação de uma nova Assembleia Constituinte.

  • 15 de Dezembro de 1999 - É aprovada a nova Constituição Bolivariana.

  • 30 de Julho de 2000 - Hugo Chávez é reeleito para a presidência e os bolivarianos obtêm a maioria dos deputados no parlamento e importantes posições em regiões e municípios.

  • 3 de Dezembro de 2000 – Consulta popular sobre a renovação dos dirigentes sindicais nas estruturas representativas dos trabalhadores.

  • 15 de Agosto de 2004 – Hugo Chávez vence referendo revogatório do seu mandato, convocado por iniciativa da oposição que havia falhado em destituí-lo através de um golpe de Estado, em 2002, e através de uma paralisação patronal, em 2003.

  • 31 de Outubro 2004 – Bolivarianos vencem regionais em 20 estados.

  • 7 de Agosto de 2005 – Bolivarianos vencem autárquicas no país.

  • 4 de Dezembro de 2005 – Bolivarianos triunfam nas legislativas, às quais a oposição não compareceu.

  • 3 de Dezembro de 2006 – Hugo Chávez é reconduzido na presidência por larga maioria.

  • 2 de Dezembro de 2007 – Reformas constitucionais propostas pelos bolivarianos são rejeitadas nas urnas.

  • 23 de Novembro de 2008 – PSUV elege 18 governadores e vence 80 por cento dos municípios.

  • 15 de Fevereiro de 2009 – Venezuelanos aprovam em referendo o fim da limitação dos mandatos de representação popular, proposto pelos bolivarianos.

  • 26 de Fevereiro de 2010 – Aliança PSUV-PCV obtém maioria dos deputados no parlamento.
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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010
Venezuela: Uma vitória da Revolução!

Em 2006, o candidato da oligarquia venezuelana, Manuel Rosales, obteve 4,3 milhões de votos. Com essa votação, teria ganho qualquer eleição presidencial realizada na Venezuela até à altura (para dar uma ideia, Caldera foi eleito presidente em 93 com 1,7 milhões votos, e Lusinchi (83), Andreas Perez (88) e Chavez (98 e 2001), foram-no com menos de 4 milhões de votos). E no entanto, Rosales sofreu a maior derrota de sempre, já que Chavez reuniu o voto de 7,3 milhões de venezuelanos, obtendo uma votação que superava mesmo o total de votantes em qualquer eleição anterior na Venezuela.

No passado domingo, realizaram-se eleições parlamentares na Venezuela. As forças que estão com a Revolução (a coligação PSUV/PCV) venceram porque reuniram o apoio de 5,25 milhões de venezuelanos. Para termos uma ideia, nas anteriores eleições parlamentares já no marco da Constituição Bolivariana, em 2000 e 2005, o então MVR de Chavez vencera-as, mas com um resultado próximo dos 2 milhões de votos. A própria Constituição, aprovada por mais de 80% dos votos expressos, reuniu algo como 3,3 milhões de votos favoráveis. E isto sem comparar com as paupérrimas participações no regime bipartidarista imposto até 1998, onde a AD (o PS lá do sítio) venceu as eleições parlamentares de 1995 com apenas 1,5 milhões de votos. Como em 2006, as forças da oligarquia obtiveram agora um número de votos suficiente para vencer por maioria absoluta qualquer eleição anteriormente realizada no país – mas foram derrotadas!

(sublinhados meus)

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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010
Juan Manuel Santos: Narcotraficante de turno na Presidência da Colômbia

Com uma cara que não engana, Juan Manuel Santos é o membro destacado para a vida política activa de uma das mais poderosas famílias colombianas. Ligada à comunicação social desde a compra de El Tiempo em 1913 (o único diário colombiano de circulação nacional), a família Santos domina ainda, entre outros negócios fora da comunicação social, 4 semanários, 1 TV, 1 TV por subscrição, o serviço informativo e de entretenimento dos possuidores de telemóveis da rede da Vivemovil, 11 revistas e 8 portais de internet.

Sobrinho-neto de Eduardo Santos, presidente da Colômbia em 1938-1942, a saga de Juan Manuel Santos e da família confunde-se com a história da exploração desenfreada, da repressão e da tortura, do assassínio político, do crescimento exponencial do narcotráfico e do paramilitarismo nos últimos 80 anos da Colômbia.

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Sexta-feira, 2 de Julho de 2010
Estamos a abrir caminho à construção de uma democracia avançada

Avante!: Na Venezuela está um curso um processo revolucionário com características próprias. No contexto da crise capitalista, tem-se dito que o crescimento do país abrandou, que as transformações político-económicas fazem abrandar a economia e prejudicam as respostas às consequências da crise. Mas o governo venezuelano contraria esta interpretação e apresenta resultados positivos, por exemplo, no combate à pobreza e à exclusão social, e na redistribuirão de riqueza. Que outros dados nos podes fornecer?

Carolus Wimmer: É natural que a crise do capitalismo também afecte a América Latina. Mas é devido ao processo bolivariano, que começou há 11 anos e procura tornar-nos mais soberanos face às grandes potências capitalistas, que o impacto da crise internacional não tenha o mesmo efeito na Venezuela que em outros países.

Antes do processo revolucionário, vivíamos em dependência económica, científica e comercial quase completa face aos EUA. Em pouco tempo, redireccionámos a nossa política externa para a integração latino-americana, isto é, orientámo-nos para a diversificação das relações com o objectivo de consolidar uma política económica e comercial multipolar.

Esta multipolaridade implicou o estabelecimento de relações com nações de outros continentes, como a China, a Rússia, a Índia, ou países da Europa e de África, diversificação de laços que atenuou o impacto da crise, o qual seria seguramente bem maior caso mantivéssemos a dependência face aos EUA.

Evidentemente que também tivemos que aplicar as chamadas medidas de austeridade, mas estas recaíram na sua esmagadora maioria sobre o aparelho burocrático. Todos os ministérios tiveram que cortar nos gastos desnecessários, nas despesas de representação, nos luxos e nas festas.

No essencial, o PCV apoia estas medidas uma vez que o garrote na despesa do Estado fica por aqui. Desde logo ficou claro que não se mexia em nada que dissesse respeito à despesa com a política social. Por isso, ao contrário da maioria dos países capitalistas avançados, este ano os salários aumentaram na Venezuela, bem como as pensões e reformas. Aumentámos o investimento na educação, na saúde, na cultura e no desporto Recentemente fomos ainda mais longe e acabámos com as restrições nas pensões de viuvez. Agora, os cônjuges sobrevivos recebem 100 por cento da pensão contra os cerca de 60 por cento a que tinham direito antes.

Ler Texto Integral

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Quinta-feira, 17 de Junho de 2010
Venezuela responde à crise capitalista e avança - Emprego e progresso produtivo

Ler AQUI o texto original.

  • Entre 1999 e 2010 ingressaram no «mercado de trabalho» mais de três milhões de pessoas, tal representa uma grande vitória da revolução bolivariana.

  • Em 1999, antes da eleição de Chávez para a presidência da Repúblicao desemprego era de 14,6 por cento, atingindo um pico máximo de 19,1 por cento durante a sabotagem petrolífera movida pela burguesia em 2003. Em Abril deste ano fixou-se nos 8,2 por cento.

  • Durante os 11 anos de governo do presidente Chávez, o total de trabalhadores com vínculos e garantias laborais cresceu de 49 por cento em 1999 para 56,7 por cento em 2010.

  • Quanto ao emprego informal diminuiu de 51 para 43,3 por cento no mesmo período, sendo que nesta categoria, independentemente do tipo de contrato, enquadram-se todas as empresas com cinco trabalhadores ou menos.

  • O que a burguesia pretende ocultar é, por exemplo, que em 11 anos e em resultado da nacionalização da exploração pública dos recursos naturais, a pobreza caiu de 70 por cento para 23,8 por cento.

  • Antes da revolução bolivariana nunca o PIB havia subido mais que 4 por cento. Nos últimos seis anos, a taxa média de crescimento do PIB foi de 7,8 por cento, crescimento só superado pelo da China.

  • O índice de inflação chegou a superar os 100 por cento e, em média, era de 53 por cento, quando actualmente não alcança os 23 por cento.

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Domingo, 14 de Março de 2010
Venezuela: Pobreza cai drasticamente

     A percentagem de pobres na Venezuela caiu para 23 por cento. Quando comparados os dados actuais com os últimos indicadores existentes antes do início do processo revolucionário bolivariano, conclui-se que, em 1996, a pobreza afectava cerca de 70 por cento da população e a pobreza extrema 40 por cento.

A estes indicadores, revelados durante um programa numa estação de televisão privada, o presidente do Instituto Nacional de Estatística, Elías Eljuri, acresceu outros que mostram que, em 2003, a pobreza ainda atingia 55 por cento da população, e a pobreza extrema um quarto dos venezuelanos. Actualmente, as estatísticas – conformes com os padrões da Comissão Económica para a América Latina e o Caribe e do Banco Mundial – mostram igualmente que o número dos que subsistem na extrema pobreza caiu para 6 por cento.

Eljuri lembrou ainda que a Venezuela é o país da América Latina com o mais baixo índice Gini, medidor da desigualdade em sentido lato. Todavia, reforçou que subsiste a apropriação de parte significativa da riqueza criada pelos 20 por cento mais ricos, e defendeu a necessidade de «uma mudança estrutural mais profunda» para alterar essa situação.

(sublinhados meus)

In jornal «Avante!» - Edição de 11 de Março de 2010

                                  


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Sábado, 6 de Março de 2010
Venezuela repudia acusações espanholas

     A Venezuela considera «inaceitáveis» e de «natureza e motivação política» as acusações da Audiência Nacional espanhola sobre uma suposta cooperação do executivo de Hugo Chávez com as FARC e a ETA, visando a realização de atentados contra altos funcionários do governo colombiano em território espanhol.

Em comunicado emitido segunda-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), o governo bolivariano diz ter tido conhecimento do auto emitido nesse mesmo dia por um juiz espanhol (Eloy Velasco), no qual se tecem «considerações inaceitáveis, de natureza e motivação política sobre o governo venezuelano» e «se toma a liberdade de fazer reiteradas referências desrespeitosas ao presidente de todos os venezuelanos, Hugo Chávez, proferindo acusações tão tendenciosas quanto infundadas».

O MNE da Venezuela responde, desta forma, ao texto assinado por um magistrado da mais alta instância judicial de Espanha, no qual se acusa a República Bolivariana de facilitar a cooperação entre os dois grupos armados. Velasco processa seis presumíveis membros da ETA e sete das FARC e sustenta que as organizações tinham como alvos em território espanhol o actual presidente colombiano, Álvaro Uribe, o ex-presidente daquele país, Andrés Pastrana - que reside em Madrid e terá mesmo sido vigiado, diz -, e, entre outras personalidades, acrescenta ainda, o actual vice-presidente da Colômbia e mais que provável candidato da direita colombiana às próximas eleições, Francisco Santos.

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publicado por António Vilarigues às 14:14
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Domingo, 23 de Agosto de 2009
O jogo de Obama... para que lhe saia a taluda

Josetxo Ezcurra

 

Neste jogo as peças de dominó representam Manuel Zelaya (Honduras), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Daniel Ortega (Nicarágua), Tabaré Vázquez (Uruguai), L. I. "Lula" da Silva (Brasil) e Hugo Chávez (Venezuela).

                                                                  

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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publicado por António Vilarigues às 00:01
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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009
Notícia da «silly season» (IV)

O bei de Tunes não quer bases militares no seu território!

O bei de Tunes é um traficante!

 

As denúncias acumulam-se na nossa redacção sobre o sinistro bei de Tunes que virá este ano, mais uma vez a convite do PCP, à Festa do Avante!, que decorrerá entre 4 e 6 de Setembro, na Atalaia.

 

Alertámos o nosso repórter Sr. José Maria Queirós que, como grande jornalista de investigação que é, apurou que sob a «máscara» de um «venerável chefe de Estado», se esconde, de facto, o chefe de uma organização internacional que se dedica ao tráfico de camelos e animais da mesma família.

O caso é grave até porque Portugal tem sido dos mais atingidos, conhecida que é a proliferação de camelos em vários sectores, com particular incidência na banca onde espalham os seus produtos tóxicos. Há quem afirme que os animais não são para aqui chamados, que não têm culpa, e que a palavra «camelo» é utilizada pelos traficantes para designar não se sabe bem o quê. Dizem que a palavra «camelo» é usada aqui como as palavras «mula» e «burro» são aplicadas a um «correio» de droga. Têm os pobres animais e os CTT culpa destas alcunhas?

No meio desta trapalhada toda o Sr. José Maria Queirós chegou a ser detido por em tempos ter escrito «Eu sou um camelo e você é Minerva» porque a frase foi entendida como sendo uma mensagem em código. Desfeito o mal-entendido o que interessa é a conclusão a que se chegou: o bei de Tunes é um tremendo traficante!

 

Estas notícias só reforçam a escandaleira da presença da banda rock «Família Camelidae», que acompanha o bei de Tunes, na Festa do Avante! De facto, suspeita-se que os «Família Camelidae» são apenas uma cobertura para as operações ilegais do bei, e que estão ligados a um grupo terrorista que opera algures no deserto. Fala-se que este grupo possui armas de destruição maciça e uma personalidade absolutamente idónea afirmou que «Viu os documentos, teve-os à sua frente, dizendo que o grupo protegido pelo bei de Tunes possui armas de destruição maciça».

 

Foram todas estas actividades inaceitáveis, do bei de Tunes e de outros da mesma laia, que obrigaram «o maior pacificador do mundo» a ter de instalar novas bases militares num país vizinho chefiado por um homem muito bondoso e amigo «do maior pacificador do mundo» e dos sindicalistas. Tratava-se de substituir uma base, no território do bei, que era o mais importante centro de operações «do maior pacificador do mundo» na região, depois da saída de um terceiro país, cujo prolongamento o bei de Tunes recusou negociar. Complicado? Não! Vem tudo aqui explicado. A partir dessas bases miltares pode «o maior pacificador do mundo» combater com maior eficácia o tal grupo terrorista, o tráfico dos «Família Camelidae» e próprio bei de Tunes, com benefício para toda a Humanidade.

 

Contactado pela nossa redacção Donald Rumsfeld não nos conseguiu confirmar estas estórias. Donald Rumsfeld ignorava também a presença do bei de Tunes na Festa do Avante!, que decorrerá entre 4 e 6 de Setembro, na Atalaia. Uma coisa é certa - disse-nos - eu é que não vou à Festa do Avante! Na Atalaia nem queriam acreditar...

 

Saiba tudo o que Donald Rumsfeld nos revelou no nosso suplemento.

                                                                 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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publicado por António Vilarigues às 12:06
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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
Notícia da «silly season» (III)

Segundo nos informou o nosso correspondente Sr. José Maria Queirós, a notícia de que o país do bei de Tunes «reduziu 46,13 por cento a pobreza no país, nos últimos 10 anos, passando de 49 para 26,4 por cento da população» é mais uma manobra demagógica e populista daquele chefe de Estado manipulador. 

O Sr. José Maria Queirós reafirmou-nos também que o bei de Tunes é mesmo um grandessíssimo déspota! E se não é, vai ser!

Ao contrário do que acontece nas democracias ocidentais como, por exemplo, a Bélgica, o Luxemburgo, os Países Baixos, a Dinamarca, o Reino Unido, a Espanha ou a Suécia - para falar apenas de países da União Europeia - aquele chefe de Estado nunca se submeteu a genuínas e boas eleições!

De acordo com a Constituição as eleições devem ter lugar depois de cumpridos seis anos sobre a eleição do bei em funções. Este bei foi eleito em 1998 quando ainda vigorava a Constituição de 1961, o que é grave. No ano 2000, e devido à instauração de uma nova ordem constitucional, tiveram lugar eleições gerais, nas quais o bei de Tunes foi reeleito, o que só acentua a trama que está por trás de tudo isto.

A 14 de Agosto de 2004 foi referendada a permanência ou não do bei de Tunes, tendo 59,10% dos eleitores votado a favor da sua permanência. Mas este resultado foi contestado pela oposição (e por nós!), que denunciou a existência de uma alegada fraude (só pode ter sido!) e exigiu uma contagem manual dos votos. É certo que até o insuspeito Centro Carter, organismo que participou nas eleições como observador, ratificou o resultado destas, mas o que é que isso nos interessa? Em finais de 2004 realizaram-se eleições para os cargos de governadores de estado, tendo a maioria dos eleitos sido partidários do bei de Tunes, o que só vem corroborar que este é uma besta até porque não é um dos nossos.

As mais recentes eleições desenrolaram-se a 3 de Dezembro de 2006, tendo como objectivo a eleição do bei, que é simultaneamente, nos termos da constituição, chefe de Estado e de governo, o que não é nada democrático. O bei de Tunes iniciou o seu mandato de seis anos a 10 de Janeiro de 2007. Seis anos! Não é isto uma ditadura?

E é este indivíduo que se apresta este ano, mais uma vez a convite do PCP, a estar presente na Festa do Avante!, que irá decorrer entre 4 e 6 de Setembro, na Atalaia!!! 

«venerável chefe de Estado» - a expressão é do nosso correspondente Sr. José Maria Queirós que tem dupla personalidade, coitado - vem com uma comitiva que inclui uma banda rock, os «Família Camelidae», que vai actuar num dos palcos da Festa (ver Festa do «Avante!» 2009 - Os Artistas da Festa). O escândalo da presença dos «Família Camelidae», suspeitos de coisas horrorosas que agora não nos ocorrem, é acentuado pelo facto de bandas com nomes mais catitas e ocidentais terem sido preteridas. É o caso dos «Desert Storm», dos «Desert Fox» e dos «Shock and awe», acusadas pela organização de terem conotações imperialistas.

 

Contactadas pela nossa redacção, três impolutas personalidades democráticas europeias - o Rei Alberto II, irmão de Balduíno, ambos orgulhosos e dignos descendentes de Leopoldo II (ver ), Juan Carlos I, rei por graça de Franco, e ainda a rainha Isabel II (ver Diego Garcia: O roubo de uma nação) - afirmaram que indo o bei de Tunes à Festa do Avante!, eles é que não punham lá os pés! Com esta última lamentável notícia - a ausência de, pelo menos, três soberanos europeus na Festa do Avante! - um sopro de desalento varreu a Atalaia...

                                                                 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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publicado por António Vilarigues às 12:20
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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009
Entrega-me tudo o que tens na faixa!

«Entrega-me tudo o que tens na faixa!»

(Desenho de Rúkleman Soto)

 

A frase «Entrégame todo lo que tienes en la faja» refere-se à «faixa petrolífera do Orinoco»


«El presidente de la Comisión de Energía y Minas de la Asamblea Nacional (AN), Ángel Rodríguez, afirmó categóricamente que Venezuela no cederá su jurisdicción en las controversias que puedan presentarse en la Faja Petrolífera del Orinoco, dado que el Gobierno Bolivariano no entregará a capitales foráneos el control estratégico del mayor reservorio de crudo que existe en el planeta. (...)

Recordó que la negativa a incluir el arbitraje internacional en los contratos para la constitución de una empresa mixta en Cerro Negro, fue la motivación que tuvo Exxon-Mobil para demandar a Venezuela ante el Centro Internacional de Arreglo de Diferencias Relativas a Inversiones (CIADI), así como ante tribunales de Nueva York y las Antillas Holandesas.(...)»

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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publicado por António Vilarigues às 12:03
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Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Sean Penn: Encontros com Hugo Chávez e Raúl Castro

Actor and filmmaker Sean Penn talks with Raul Castro about Obama, Guantanamo and the Pentagon; and with Venezuelan President Hugo Chavez on human rights in his country and the next US administration.

El actor estadounidense dice en "The Late Show" las cosas como realmente son. Ojalá sirva para que los engañados se convezan de su error.

                                         

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge                                                          

                                  


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publicado por António Vilarigues às 12:30
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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008
Rússia apoia Quebec livre

    1. Em reunião realizada no passado dia 3 de Setembro, na cidade de Montreal, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, manifestou o seu apoio a um Quebec livre. O primeiro-ministro desta província independentista do Canadá, o liberal Jean Charest, agradeceu as palavras do seu homólogo da Rússia. Ambos recordaram, perante centenas de jornalistas de todo o mundo, a célebre frase pronunciada nessa mesma cidade a 24 de Julho de 1967 pelo então Presidente da República da França, Charles de Gaulle: «Vive le Québec libre!».

No decorrer das negociações entre as duas delegações ficou acordado que a Rússia instalaria no Quebec um sistema anti-mísseis de longo alcance. O objectivo é proteger os aliados da Rússia na América do Norte e na América Latina contra os mísseis de longo alcance quer do Irão, quer da República Democrática Popular da Coreia (Norte). Foram reforçadas significativamente as ligações políticas, económicas, culturais e militares.

Em simultâneo o subcomandante Marcos, líder do movimento independentista de Chiapas, no México, era recebido em Moscovo pelo presidente Dmitri Medvedev. Além de ter garantido o apoio às suas pretensões de independência o subcomandante Marcos obteve a promessa de instalação nesta província mexicana, de um poderoso radar que articulará com o sistema anti-míssil a instalar no Quebec. Foram igualmente assinados importantes acordos económicos e militares.

Todos estes líderes políticos reafirmaram que estas decisões não atentam contra os interesses dos Estados Unidos.

Face a estes acontecimentos Geoge W. Bush convocou de emergência para a próxima segunda-feira dia 8 uma cimeira com o presidente do México e com o primeiro-ministro do Canadá, respectivamente Felipe Calderón e Stephen Harper.

Em simultâneo, a secretária de estado norte-americana, Condoleezza Rice, apresentou um enérgico protesto dos EUA. Segundo afirmou estes acordos, nomeadamente na sua parte militar, traduzem-se numa violação descarada e grosseira quer dos tratados SALT (Strategic Arms Limitation Talks) I e II, quer dos acordos ABM (Antiballistic Missile) assinados com a então URSS. Os Estados Unidos vão reunir com os seus aliados e darão a devida resposta a estas provocações, disse.

Entretanto os presidentes de Cuba, Raul Castro, e da Venezuela, Hugo Chávez, manifestaram-se disponíveis para mediar as partes em confronto.

É claro, caro leitor, que estamos perante um cenário político de ficção. Mas estaremos mesmo? Qual seria a reacção da administração norte-americana se a Rússia, com pretextos tão falaciosos como os dos EUA em relação à Polónia e à república Checa, instalasse um sistema ABM em Cuba, ou no México, ou na Jamaica, ou…?

2. É curioso como certos historiadores quando falam de si próprios transformam a história em estória.

Em 5 de Dezembro de 2006 escrevi nesta mesma coluna «Por ocasião da morte de Álvaro Cunhal, p. ex., assisti estupefacto a um [ex-comunista] a afirmar perante as câmaras da televisão que tinha abandonado o PCP em 1969 por divergências sobre a situação na Checoslováquia. Só que a realidade foi outra. Expulso em 1964 [de facto foi em 1965],, cinco anos antes, por questões que nada tiveram a ver com a ideologia

Anos antes tinha sido apresentada outra versão da estória num tempo de antena eleitoral. Agora, a propósito de 1968 na Checoslováquia, li uma terceira versão. Está visto que os vindouros terão dificuldades em destrinçar onde está a verdade e a inverdade… 

Fernando Rosas, porque é dele que se trata, tem todo o direito de não contar a história toda. Não tem é o direito de contar estórias. Até por respeito para consigo próprio.

Uma nota final e declaração de interesses: para mim é claro que a URSS foi dissolvida em 31 de Dezembro de 1991. Que em seu lugar nasceram vários países. E que a Rússia é um país capitalista que não aceita o seu afastamento da nova partilha internacional do mundo.
                    
Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

                                                

In jornal "Público" - Edição de 5 de Setembro de 2008

                               


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publicado por António Vilarigues às 00:07
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Domingo, 25 de Maio de 2008
Nasceu a União de Nações Sul-americanas (Unasul)

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Brasil: Bachelet assume Presidência da Unasul com pedido de consenso
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Brasília, 23/05 - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, aceitou hoje a Presidência rotativa da União de Nações Sul-americanas (Unasul), e assinalou ...

                                 

Uma boa notícia...

                      


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publicado por António Vilarigues às 22:28
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