TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Domingo, 11 de Março de 2018
O BE e as agressões imperialistas

Bloco de Esquerda.jpg

 

DESINFORMAÇÃO O texto sobre a Síria apresentado pelo Bloco de Esquerda na Assembleia da República e aprovado com os votos favoráveis de CDS, PSD, PS, BE e PAN «poderia ter sido subscrito pelo próprio Donald Trump», como disse eloquentemente João Oliveira, ao apresentar a declaração do voto contra do PCP. O texto do BE reproduz todas as patranhas da propaganda de guerra de agressão à Síria.

Nada diz sobre as causas de fundo daquela guerra, mais uma no infindável rol de guerras e ingerências do imperialismo. Nem sobre a natureza terrorista dos exércitos fundamentalistas, armados e financiados pelo imperialismo para impor o seu domínio na região, através da morte e da destruição dos estados que recusam submeter-se. É uma vergonha. Mas é uma opção cujas causas importa compreender.

Como todas as guerras de agressão do imperialismo, a guerra contra a Síria não se combate apenas no plano militar. Combate-se também através de enormes e mentirosas campanhas propagandísticas que diariamente nos entram em casa, em tudo análogas às patranhas já usadas noutras guerras. Foi assim com as inexistentes ‘armas de destruição em massa de Saddam Hussein’. Foi assim com os inexistentes ‘bombardeamentos de Kadafi sobre o seu povo’, explicitamente desmentidos na altura pelo embaixador de Portugal na Líbia, Rui Lopes Aleixo (Antena 1, 23.2.11) e mais tarde pelo Relatório da Comissão dos Negócios Estrangeiros da Câmara dos Comuns britânica (Setembro 2016). Foi assim com a campanha de demonização de Milosevic, apresentado como ‘carniceiro dos Balcãs’ e ‘novo Hitler’, para ‘justificar’ a guerra da NATO contra a Jugoslávia, não sendo porém manchete que dez anos após a sua morte nos calabouços do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, este mesmo ‘tribunal dos vencedores’ acabou por confessar que Milosevic não tinha patrocinado qualquer genocídio (Avante!, 18.8.16).

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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016
Quem decide é o grande capital

A eleição de Donald Trump coloca sem dúvida interrogações quanto a eventuais desenvolvimentos da política externa dos EUA.

A prática responderá a esta questão, que não é de menor importância, dadas as ambições da principal potência imperialista e o seu envolvimento directo em conflitos e processos negociais – da decisiva batalha de Alepo aos tratados ditos de livre comércio como o TTIP – de grande impacto nas relações internacionais.

Mas por mais iconoclasta e delirante que possa parecer o discurso do seu presidente, não é dele que dependem alterações significativas na política dos EUA pois finalmente quem decide é o grande capital financeiro e especulativo, é Wall Street, é o poderosíssimo complexo militar-industrial, é o punhado de grandes multinacionais de base norte-americana que sugam a parte de leão da mais-valia criada em todo o mundo.

 

Bandeira União Europeia_2011

«As eleições nos EUA são expressão da crise do sistema. Os seus resultados contribuirão para o ulterior aprofundamento dessa crise. Nos EUA e a nível mundial.

(...)

Uma coisa é certa: seja nos EUA ou na UE, a palavra de ordem é militarizar. Os povos nada têm a esperar dos defensores do grande capital, a não ser exploração, miséria e guerra.»

 

Não se diz uma só palavra sobre as causas socioeconómicas e ideológicas desta situação...

 


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Terça-feira, 11 de Outubro de 2016
Património Natural: do papel do Estado às tarefas do Partido

Parque Natural de Montesinho

 

Ao longo do século passado, um desenvolvimento demográfico e tecnológico sem paralelo veio pôr a descoberto as limitações em recursos e sistemas naturais de produção e regulação ecológica indispensáveis à vida humana.

Os mecanismos de acumulação capitalista, baseados na apropriação da mais-valia e orientados para a disputa territorial por processos imperialistas, orientam-se agora para a especulação com bens básicos para a sociedade, como a água, o solo, a floresta ou a energia.

 

(...)

O desinvestimento do Estado na área da Conservação da Natureza, tanto ao nível das acções directamente relacionadas com a biodiversidade e, sobretudo, das condições de vida das populações locais, tem vindo a degradar o seu carácter de bem público e os serviços que lhe estão mais directamente associados.

Está nesta linha de ataque também a desamortização das estruturas locais da administração central na área da conservação da natureza, tanto ao nível da tomada de decisão, cada vez mais centralizada e afastada das populações, como de recursos humanos dedicados para o seu funcionamento, bem como ainda, o imprescindível orçamento próprio para o funcionamento de cada área protegida.

 (...)

recursos-naturais

 

É neste sentir das injustiças que hoje se abatem sobre as populações dos parques naturais de Montesinho e do Douro Internacional, enquanto exemplos da realidade que afecta também as restantes áreas protegidas da Rede Nacional em particular, e o sector da Conservação da Natureza em geral, que o Partido assume como suas as tarefas que visem criar uma dinâmica de luta no sentido de exigir:

  • O termo da política de abandono do Parque Natural de Montesinho e Douro Internacional e proceder à reinstalação dos seus órgãos directivos locais, bem como à respectiva dotação financeira necessária à autonomia da sua actuação no terreno, garantindo os meios humanos e materiais para esse efeito;

  • A elaboração e concretização de Planos de Investimento e de Gestão nestes parques naturais que permitam dar cumprimento ao quadro regulatório estabelecido com o Plano de Ordenamento de cada uma das áreas protegidas, no respeito pelas populações locais, com o acautelamento dos seus interesses e a promoção das suas condições de vida;

  • A promoção de medidas que visem promover a conciliação das populações com estes parques naturais e compatibilizar a protecção da natureza com as actividades económicas, nomeadamente, as tradicionais;

  • A promoção de medidas para dinamizar e valorizar estes parques naturais, em termos de desenvolvimento económico e da preservação da sua biodiversidade, por via do investimento público e recuperação das estruturas de representação dos mesmos no terreno;

  • A promoção de medidas para a recuperação das Casas do Parque Natural de Montesinho e do Parque Natural do Douro Internacional, para que possam servir de apoio e alojamento a acções de educação ambiental e promoção e monotorização da biodiversidade, a desenvolver pelas várias instituições do Estado e outras, nomeadamente o movimento associativo;

  • A promoção de acções de sensibilização e educação para a importância e valor que estes parques naturais têm em termos ambientais, paisagísticos e culturais;

  • A criação de linhas de apoio, incluindo financeiro, às associações que hoje desenvolvem trabalho de sensibilização e apoio aos sectores produtivos no âmbito destes Parques Naturais.

 

Parque_Natural_do_Douro_Internacional

 


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Sexta-feira, 2 de Setembro de 2016
2 de Setembro de 1945 – Independência do Vietname

2 Setembro 1945 – Independência do Vietname

Durante cerca de um século de ocupação – primeiro pelos franceses, depois pelos japoneses, de novo pelos franceses e por último pelos norte-americanos – o povo vietnamita nunca baixou os braços na luta contra o colonialismo, a agressão imperialista, pela libertação de seu país.

Ho Chi Minh – um dos mais destacados dirigentes políticos do século XX – foi determinante nesta luta, desde a fundação do Partido Comunista do Vietname à organização da resistência.

A libertação do país, em Agosto de 1945, e a proclamação da independência do Vietname, do qual Ho Chi Minh se torna presidente, não dura muito.

Os franceses reocupam o país após o fim da II Guerra Mundial, com o apoio dos EUA. Voltam a ser derrotados, em 1954.

Depois foi a guerra movida pelos EUA. Foram necessárias mais duas décadas de luta e sofrimento para a libertação nacional do Vietname.

AQUI

 

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Sábado, 23 de Julho de 2016
Turquia: Comunicado Comité Central do Partido Comunista

 

O Comité Central do Partido Comunista reuniu-se a 17 de Julho e analisou em profundidade os últimos desenvolvimentos do país e discutiu também o estado do partido e as suas tarefas.

 


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Segunda-feira, 9 de Março de 2015
Ucrânia, um ano depois do golpe

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A vida tornou-se hoje infinitamente mais difícil para a esmagadora maioria dos ucranianos, um ano após a consumação do golpe de Estado de 21-22 de Fevereiro de 2014.

A usurpação do poder pelos sectores mais reaccionários e aventureiristas do grande capital ucraniano não só significou a instalação de um Estado anti-democrático e repressivo no país, com a censura, o livre arbítrio das forças e ideias mais retrógradas e o clima persecutório, em que pontifica a campanha que visa banir o PCU e «erradicar» a ideologia comunista, transformados em realidade rotineira.

Cavou também as linhas de divisão e separação internas e lançou a Ucrânia no precipício da guerra civil.

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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015
Ucrânia: Raízes da guerra

Mapa ucrania.jpg

Para compreender a situação é necessário ter presente duas dinâmicas.

Uma que se inicia em Novembro de 2013 com a recusa da Ucrânia em assinar o acordo de associação com a União Europeia. A partir daí desenvolveu-se uma imparável escalada de ingerências externas e subversão, a reabilitação e apoio a forças fascistas e a perseguição dos comunistas, a imposição em Kiev de um governo títere ao serviço das grandes potências imperialistas, a brutal repressão no Sudeste do país da generalizada rejeição popular do governo golpista provocando milhares de vítimas, um dramático fluxo de deslocados e refugiados, e crimes terroristas como o assalto de 2 de Maio à Casa dos Sindicatos de Odessa.

A outra, a cavalgada do imperialismo para Leste na sequência da desagregação da URSS e das derrotas do socialismo, cavalgada em que UE, NATO e EUA cooperam (e rivalizam) para liquidar até aos alicerces tudo o que décadas de socialismo haviam conquistado, destruir o potencial económico e assenhorear-se dos mercados destes países, avançar os dispositivos da NATO até às fronteiras da Rússia cujo poderio económico e militar, nomeadamente nuclear, os EUA procuram por todos os meios destruir. Da anexação da RDA à destruição da Jugoslávia, feitos em que a Alemanha foi o principal protagonista, tudo tem sido feito para afastar qualquer resistência. A Ucrânia é o mais recente exemplo disso.

 

Bandeira Ucrania.jpg

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Escudo Ucrania.jpg



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Domingo, 25 de Janeiro de 2015
As eleições na Grécia

 

O PCP considera que os resultados das eleições gregas representam uma derrota dos partidos que, ao serviço do grande capital, têm governado a Grécia e que, com a União Europeia, são responsáveis pela política de desastre económico e social que tem sido imposta ao povo grego – traduzindo-se na redução da percentagem conjunta agora obtida pela Nova Democracia e pelo PASOK.

Representam igualmente uma derrota para aqueles que no quadro da União Europeia procuraram, através de inaceitáveis pressões, chantagens e ingerências, condicionar a expressão eleitoral do profundo descontentamento e vontade de mudança política do povo grego.

Os resultados eleitorais expressam a rejeição da política imposta por sucessivos “programas de ajustamento” acordados com a troika, de intensificação da exploração dos trabalhadores, de destruição de direitos laborais e sociais, de negação das mais básicas e essenciais condições de vida, de declínio económico e de abdicação de soberania, sob o ditames da União Europeia e do Euro.

A rejeição do rumo de empobrecimento e de desastre económico e social, e a vontade de mudança de política traduziu-se na vitória do SYRIZA que foi a força política mais votada.

O Partido Comunista da Grécia obteve um resultado que contribuirá para o prosseguimento da luta que desenvolve em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo grego e contra as políticas que, ao serviço do grande capital e do imperialismo, tanto sofrimento têm imposto na Grécia.

PCP alerta para as manobras daqueles que, no quadro da União Europeia procurarão, como aliás já anunciaram, assegurar o prosseguimento do essencial da política de empobrecimento e desastre económico e social na Grécia e a continuação do domínio da União Europeia e do seu directório de grandes potências, liderado pela Alemanha.

Reiterando a sua solidariedade aos trabalhadores e ao povo grego, o PCP sublinha que serão estes a alcançar, pela sua luta, a resposta às suas necessidades e interesses e a concretização das suas legítimas aspirações a uma vida melhor, à sua dignidade e soberania - decidindo, sem quaisquer ingerências, o seu presente e futuro.

Para o PCP a solução dos graves problemas económicos e sociais que afectam a generalidade dos países na União Europeia exige a ruptura com as políticas, os instrumentos e os mecanismos de integração capitalista que os geram. Só este caminho permitirá respeitar de facto os sentimentos que o povo grego agora expressou.

Em Portugal, esse caminho passa necessariamente pela ruptura com a política de direita e por uma política patriótica e de esquerda que, entre outras opções fundamentais, passa pela renegociação da dívida de acordo com os interesses nacionais; pelo estudo e preparação do País para a sua libertação do domínio do Euro; por uma decidida política de aposta na produção nacional; pelo reforço do poder de compra dos trabalhadores e do povo; pelo controlo público dos sectores estratégicos, nomeadamente o sector financeiro; pela defesa e promoção dos serviços públicos; pelo combate à injustiça fiscal; por uma política que afirme o primado dos interesses do País e a defesa da soberania e independência nacionais.

Em Portugal face ao rumo de exploração, empobrecimento e declínio nacional, está nas mãos do povo português com a sua luta e o seu voto abrir um caminho vinculado aos valores de Abril e, pela sua parte, o PCP tem soluções para o País e está preparado para assumir todas as responsabilidades que o povo português entenda atribuir-lhe.

É com confiança que o PCP reafirma que nenhum obstáculo será inultrapassável se enfrentado por um povo decidido a tomar nas suas mãos o seu presente e futuro.

 


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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015
A Europa e a Grécia

Manifestação KKE 2012-11-17 É esta «Europa», decadente, em crise e em que o medo e a chantagem são armas de domínio, que vai também estar em julgamento nas eleições do próximo domingo na Grécia. Um país destruído economicamente, asfixiado por uma dívida imposta, vendido a retalho e ao preço da chuva ao grande capital estrangeiro, completamente submetido aos ditames dos seus «credores» e senhores e com um povo a sangrar feridas sociais, de dignidade e de soberania – é este País que vai a votos no domingo. Um povo massacrado e ferido, mas também um povo que há quase uma década protagoniza lutas sociais e de massas de grande envergadura para as quais o movimento sindical de classe e os comunistas gregos deram e dão contributos decisivos.

 


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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2015
Terrorismo organizado

Guantanamo-Base Militar5.jpg

O Senado norte-americano discutiu um relatório de 6000 páginas - das quais apenas 524 foram desclassificadas - sobre um assunto que mereceria a maior atenção de todo o Mundo. O pouco que se conhece do relatório confirma aquilo que já se sabia: a CIA, sob as ordens do presidente Bush, desenvolveu um chamado «programa de detenção e interrogatório» que incluía «técnicas reforçadas de interrogatório», ou seja as mais abjectas torturas praticadas em Guantanamo e em vários outros campos de detenção espalhados pelo mundo. No sumário do relatório é possível identificar práticas como tortura do sono durante semanas a fio, alimentação e hidratação forçada por via rectal, simulação de afogamento, isolamento, iminência de assassinato, humilhações de variada espécie, estátua, entre outras. Técnicas de tortura, algumas das quais muitos comunistas e outros democratas portugueses conhecem bem e que, no tempo da ditadura fascista, eram já inspiradas nas «ordens» do «Big Brother».

Este relatório apenas vem confirmar aquilo que já se sabia: o carácter criminoso de um regime político de uma grande potência capitalista, que se coloca acima da lei e de quaisquer obrigações do direito internacional. Vem também reforçar a exigência de se apurar toda a verdade quer no que toca à tortura, quer relativamente aos raptos, aos chamados «voos da CIA» e à verdadeira dimensão dos campos de detenção, nomeadamente na Europa, todos eles elementos de uma estratégia brutal.

Mas vem sobretudo colocar a questão da responsabilização e da culpa. Tudo foi feito para adiar e esconder a apresentação do conteúdo deste relatório. Após a divulgação do seu sumário executivo o esforço foi direccionado para alimentar um criminoso e falso dilema que se poderia resumir numa frase: «vale a pena torturar?».

A História dos EUA está feita de crimes similares em que a culpa, directa e política, morre solteira. Estamos a falar de brutais crimes, de terrorismo de Estado, de crimes contra a Humanidade que numa outra qualquer situação já teriam sido motivo de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU e muito possivelmente de uma agressão militar em nome da «liberdade» e contra a «ditadura». Da nossa parte tão somente exigimos que os responsáveis – executivos e políticos – sejam punidos, que as vítimas sejam compensadas e que por todo o Mundo se retire a lição: um dos factores de maior perigo na situação internacional são os EUA, o seu governo, as suas forças armadas e as suas agências de terrorismo organizado.

Abu Ghraib1.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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(As imagens podem ser chocantes)

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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014
Absurdo sem limites

Barack Obama_dança

Afirmou Obama em conferência de imprensa: «Temos uma posição muito firme sobre a necessidade de preservar princípios internacionais fundamentais. E um desses princípios é o de que não se invadem outros países, nem se financiam agentes, nem se lhes dá apoios que conduzam à divisão de um país que tem mecanismos para eleições democráticas» (Reuters, 16.11.14.

 

É preciso não ter vergonha na cara...

 


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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2014
Viva o 7 de Novembro!

Estátua Vera Mukhina

Viva o 7 de Novembro de 1917, data que marca uma viragem irreversível na História da Humanidade!

Viva a Revolução de Outubro, a primeira revolução socialista vitoriosa que inaugurou uma nova época, a época da passagem do capitalismo ao socialismo!

Viva Lénine, fundador e guia do primeiro partido proletário de novo tipo, o Partido Bolchevique, que conduziu os povos do império czarista à vitória e desbravou os inéditos caminhos de uma nova sociedade livre da exploração do homem pelo homem!

Viva o primeiro Estado de operários e camponeses que, derrotando à custa de sacrifícios colossais a contra-revolução interna e a agressão imperialista, transformou um país atrasado semi-feudal numa poderosa potência mundial, bastião do movimento operário e comunista internacional que, pelas suas realizações e política de paz, influenciou decisivamente os grandes avanços libertadores do século XX!

 


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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2014
25 anos depois: A chamada «queda do muro de Berlim»

Mapa RDA_RFA.jpg

Perante a campanha anticomunista de intoxicação da opinião pública desencadeada a pretexto da passagem de 25 anos sobre a chamada «queda do muro de Berlim», o PCP considera necessário afirmar o seguinte:

1. Mais do que a «queda do muro de Berlim» o que as forças da reacção e da social-democracia celebram é o fim da República Democrática Alemã (RDA), é a anexação (a que chamam de «unificação») da RDA pela República Federal Alemã (RFA) com a formação de uma «grande Alemanha» imperialista, é a derrota do socialismo no primeiro Estado alemão antifascista e demais países do Leste da Europa e, posteriormente, a derrota do socialismo na URSS.

2. A criação da RDA socialista, herdeira das heróicas tradições revolucionárias do movimento operário e comunista alemão (de que, na sequência de Marx e Engels, são símbolos Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e Ernest Thalmann) é inseparável da vitória sobre o nazi-fascismo na 2.ª Guerra Mundial e produto das aspirações do martirizado povo alemão à liberdade, à paz e ao progresso social.

A responsabilidade da divisão da Alemanha, a que desde o primeiro momento a URSS se opôs, cabe inteiramente às potências imperialistas (Estados Unidos, Grã-Bretanha e França) que nas respectivas zonas de ocupação, e ao contrário do que aconteceu na zona de ocupação soviética, não só não desmantelaram completamente as estruturas hitlerianas como protegeram os nazis e os monopólios alemães (Krupp, Siemens, e outros) responsáveis pela carnificina da guerra e criaram em 23 de Maio de 1949, contra os próprios Acordos de Ialta (Fevereiro de 1945) e de Potsdam (Julho/Agosto de 1945), uma RFA capitalista amarrada ao imperialismo norte-americano e à NATO, fundada aliás nesse mesmo ano, seis anos antes da resposta dos países socialistas do Leste da Europa com a criação do Tratado de Varsóvia em 1955, na sequência da entrada da RFA na NATO.

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Domingo, 2 de Dezembro de 2012
Muros, valas, arame farpado e barreiras electrificadas: uma realidade perturbadora

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Notícias hoje [9 de Novembro] divulgadas dão-nos conta de uma realidade perturbadora: «Quase duas mil pessoas morreram em 2011 durante a tentativa de emigrar para a Europa, das quais 1.500 no primeiro semestre (...)». São mais de 15 vezes o número de mortos oficialmente reconhecidos como resultantes da existência do chamado "muro de Berlim", durante os seus quase 30 anos de existência.

In blog «O Companheiro Vasco»


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Quarta-feira, 6 de Junho de 2012
Agressões imperialistas no Iémen, Paquistão e Afeganistão: 45 mortos em seis dias
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Bombardeamentos de aviões não-tripulados norte-americanos no Iémen, Paquistão e Afeganistão provocaram 27 vítimas mortais em apenas 48 horas, a maioria civis, incluindo crianças. O número aumenta quando são contabilizados os ataques realizados desde quarta-feira, 23, contra alegados combatentes talibãs.

O episódio mais chocante ocorreu no Afeganistão, sábado, 26, na província de Paktia, no Leste do país, quando um ataque aéreo ceifou a vida a uma família inteira de camponeses – pai, mãe e seis filhos (Press TV 27.05.2012).

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Terça-feira, 3 de Abril de 2012
Criação de campos de concentração para imigrantes

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O governo de sociais-democratas (PASOK) e liberais (ND) prosseguirá com a criação de campos de concentração para imigrantes, utilizando financiamento da União Europeia (UE). Estes campos funcionarão com o objectivo de deportar pessoas desamparadas, as quais em resultado de guerras e intervenções imperialistas e da barbárie capitalista nos seus países procuram um melhor destino nos países da UE.

É característico que eles terão cercas de arame farpado triplas com três metros de altura, de acordo com os padrões da NATO. A guarda externa será executada por equipes de polícias armados e a interna por pessoal de segurança privada. Isto será apoiado por ferramentas técnicas de vigilância (CCTV, televisão em circuito fechado).

Por este meio a coligação governamental dos dois maiores partidos burgueses afirma que por um lado resolverá a questão dos imigrantes ilegais e por outro criará empregos, supostamente combatendo o desemprego.

A declaração do Gabinete de Imprensa do CC do KKE diz o seguinte:

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Sábado, 10 de Março de 2012
Irão

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Ainda nem os EUA nem a Alemanha, potências imperialistas que se arrogam o direito de dar lições ao mundo, existiam como nação e como país, e já a Pérsia era há milénios uma civilização avançada, com uma identidade própria e notáveis realizações no campo da ciência, da arte e da cultura. O mesmo sucedeu com o Iraque no quadro do mundo árabe ou com a China, por exemplo. Trata-se de realidades que mostram como é irregular e acidentado o processo de desenvolvimento de nações e civilizações. O próprio exemplo de Portugal ilustra bem como aquilo que num momento histórico é avançado e progressista («Descobrimentos») se pode tornar factor de atraso e submissão.

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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
13º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários

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«O Socialismo é o futuro. A situação internacional e a experiencia dos comunistas 20 anos após a contra-revolução, as tarefas para o desenvolvimento da luta de classes nas condicções da crise do capitalismo, das guerras imperialistas, das actuais lutas e levantamentos populares pelos direitos dos trabalhadores e dos povos, o fortalecimento do internacionalismo proletário e da frente anti-imperialista, pela superação revolucionária do capitalismo e a construção do socialismo».

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Sábado, 10 de Dezembro de 2011
O aprofundamento da crise do capitalismo e a actualidade do socialismo

(...)

Na União Europeia e perante a evidência da recessão económica, da generalização da chamada "crise da dívida", do completo falhanço dos chamados "pacotes de resgate" e da perspectiva de uma implosão da União Económica e Monetária e do Euro como instrumento de domínio económico e político, o grande capital, os governos das principais potências – com destaque para a Alemanha e França – e as instituições europeias, lançam-se em novas fugas para a frente visando concretizar pela força os ataques contidos nos chamados “pacotes de resgate”. No quadro do aprofundamento do processo de integração capitalista – em particular os desenvolvimentos nas limitações à soberania – assumem particular gravidade o conjunto das decisões das cimeiras europeias que o povo português deve rejeitar, no sentido da chamada governação económica; o endurecimento do Pacto de Estabilidade; o semestre europeu; as sanções; o aumento dos casos de decisão por maioria no Conselho; o aprofundamento do "Pacto para o Euro mais"; a reafirmação do visto prévio aos Orçamentos de Estado; a "supervisão contínua" das execuções orçamentais; a "eleição" de um "Presidente da Cimeira do Euro", o que pode ainda ser intensificado com a anunciada nova revisão do Tratado de Lisboa.

(...)


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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011
Lutar pela paz e denunciar os crimes de guerra do imperialismo

A solidariedade internacional e a luta dos povos contra o avanço das forças imperialistas são os temas da entrevista da presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, ao Vermelho.

Via blog Márcia e suas leituras

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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010
Alemanha: 20 anos depois do fim da RDA

A propósito da passagem dos 20 anos da proclamada "reunificação alemã", convidamos a revisitar um conjunto de artigos de opinião e tomadas de posição do PCP, produzidas ao longo das últimas duas décadas, que ajudam a compreender a natureza de um processo movido pela afirmação das aspirações imperialistas da Alemanha.

Uma avaliação cuja justeza é inteiramente confirmada pelos desenvolvimentos posteriores verificados, tanto na Alemanha e na UE, como na Europa e no mundo em geral, e o quadro patente de grave crise sistémica do capitalismo.


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Sábado, 25 de Setembro de 2010
A Paz é uma bandeira avançada dos povos

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«Só teremos paz quando desmontarmos essa máquina de guerra e opressão». As palavras de Socorro Gomes na entrevista concedida ao «Avante!» sintetizam o desafio que enfrentam os trabalhadores e os povos na defesa da paz e de um mundo de progresso e justiça, e face ao perigo de novas aventuras militares imperialistas.

No contexto da crise do sistema, a luta pela paz e contra a exploração não podem ser dissociadas, expressou ainda a presidente do Conselho Mundial da Paz, para quem a alteração do conceito estratégico da NATO, prevista para a Cimeira de Novembro, em Lisboa, se enquadra no objectivo de perpetuar a dominação global das grandes potências.

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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
Lévi-Strauss e Clausewitz

Texto de Filipe Diniz

Em “Tristes Trópicos” o etnógrafo Lévi-Strauss fala do problema que surgia quando se tratava de fotografar as tribos amazónicas com que contactou. Ao que parece, nas culturas primitivas, os poderes atribuídos à imagem são fortíssimos. O sujeito torna-se vulnerável quando objecto de representação e pode ser atacado através dela.

Os responsáveis editoriais dos grandes meios de comunicação social, que devem considerar-se a si próprios altamente sofisticados, agem em relação ao PCP de forma análoga ao desses reflexos mágicos e primitivos. Acreditarão eles que, não existindo, ou surgindo residualmente o PCP nas páginas dos jornais e nos écrans da televisão, desaparece o seu papel histórico no movimento real de transformação do estado das coisas existente? A manipulação mediática não altera o mundo real, mas pode alterar profundamente a sua percepção. É um poderoso instrumento na luta de classes. No quadro das agressões imperialistas, constitui um elemento de preparação da guerra. Parafraseando Clausewitz, alguma manipulação mediática é a antecipação da guerra por outros meios. Estão bem vivas as colossais campanhas de desinformação e de mentira que antecederam, prepararam e acompanharam as agressões à ex-Jugoslávia e no Iraque. Agressões imperialistas que se traduzem num cortejo interminável de crimes de guerra, mas cujos responsáveis não veremos julgados no TPI, criado para administrar a justiça dos vencedores e para ocultar os seus crimes. Apesar de terem nome: chamam-se Joschka Fischer e Gerhard Schrӧder, Jack Straw e Tony Blair, Bill Clinton e Madeleine Albright, nomeadamente.

Esta última, num sinal para alguns incautos terem em conta, em lugar de se sentar no banco dos réus é uma destacada conselheira de Barack Obama para as questões internacionais.

O imperialismo não nasceu com George Bush, nem alterará a sua natureza e a sua essência qualquer que seja o resultado das eleições presidenciais nos EUA. Será derrotado, isso sim, numa muito dura e decerto prolongada luta dos povos de todo o mundo.

Incluindo necessariamente a luta do povo dos EUA.

 

In jornal "Avante!" - Edição de 31 de Julho de 2008

 


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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008
Conferência de Imprensa sobre a Actualidade Internacional

Declaração de Ângelo Alves

    63 anos, a 6 e 9 de Agosto de 1945, as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki foram reduzidas a fogo e pó. Os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki com armas atómicas são um elucidativo exemplo de terrorismo de Estado perpetrado pelo governo e forças armadas dos Estados Unidos da América e configuram um crime contra a humanidade. Nunca é demais lembrar que tal crime não correspondeu a qualquer estratégia militar para a vitória dos aliados na II guerra mundial. A rendição da Alemanha Nazi estava já assinada e a derrota militar do Japão era já um dado adquirido. Por mais que se tente mitigar esta verdade com alterações da História é impossível ocultar que a decisão do uso da arma nuclear contra civis serviu essencialmente para os EUA afirmarem o seu poderio militar e capacidade destruidora e para sinalizar uma política de crescente confrontação com a União Soviética.

Jamais se conhecerá com exactidão o número das vítimas directas e indirectas desse hediondo crime, bem como jamais será possível conter nas palavras a verdadeira essência do horror vivido nesse e nos dias imediatos aos bombardeamentos, bem como nas décadas vindouras. Ao assinalar mais uma vez estas datas negras da História mundial pretendemos prestar uma sentida homenagem a esses milhares de homens, mulheres e crianças que pereceram sob a bomba atómica e aos que, 63 anos depois, enfrentam ainda, directa ou indirectamente, as consequências das radiações.

Mas não basta homenagear. O melhor tributo às vítimas de Hiroshima e Nagasaki é o prosseguimento e o reforço da luta contra o militarismo, a escalada armamentista, a proliferação nuclear e a agressão e ocupação imperialistas.

Segundo dados da ONU, presentemente permanecem nas mãos de oito países mais de 26.000 ogivas nucleares com capacidade destruidora incomensuravelmente superior às utilizadas em 1945. Destas, 10.200 estão completamente operacionais e na sua esmagadora maioria são detidas pelas potências da NATO. Associada a esta capacidade demolidora, a adopção de novos conceitos estratégicos - particularmente por parte dos EUA, da NATO e de várias potências europeias - abertamente ofensivos e em que o uso da arma nuclear em ataque militar é admitido - aumenta a inquietação em torno da possibilidade de o mundo vir novamente a testemunhar o terror nuclear.

Poderá parecer que Hiroshima e Nagasaki são meros horrores do passado. Mas quando a situação internacional, marcada por enormíssimas e crescentes desigualdades e por uma profunda crise económica mundial, aconselharia à aposta na diplomacia, na cooperação, no diálogo entre nações em condições de igualdade mútua e numa aposta séria no desarmamento, a retórica de paz das principais potências militares é desmentida pela profusão de conflitos militares e de guerras de ocupação e pelas permanentes ameaças de novas intervenções militares contra países e povos.

O facto de as despesas militares mundiais terem aumentado desde 1998 cerca de 45% e de os orçamentos militares do EUA e dos principais países da NATO atingirem valores recorde - com os EUA com um orçamento previsto para 2009 na ordem dos 711 mil milhões de Dólares, o maior orçamento militar dos EUA desde o fim da II guerra mundial - demonstram bem a aposta no militarismo feita pelos EUA e seus mais directos aliados e que está na origem de uma nova corrida armamentista mundial como o comprovam os dados que apontam para aumentos na ordem dos 8% das vendas das 100 maiores companhias produtoras de armamento no ano de 2007.

    A situação internacional tem sido crescentemente marcada pelos atropelos constantes ao direito internacional, pela subversão do papel da ONU, pelo rasgar de tratados internacionais, pelo ataque cerrado à soberania dos países e pelo total desrespeito pelos inalienáveis direitos nacionais e sociais dos trabalhadores e dos povos. Constituem factores de grande inquietação os sinais que apontam para uma solução no Iraque que pode passar pela mitigação da ocupação estrangeira e pelo maior envolvimento da ONU e de potências europeias numa solução neo-colonial para este país; a concordância entre as elites políticas e militares norte-americanas e europeias de intensificar a guerra no Afeganistão; a convergência, expressa no seio da NATO, entre potências europeias e os EUA, em torno do projecto do sistema anti-míssil e de uma linha de progressiva confrontação com a Rússia e China; o "regresso a África" de várias potências militares com destaque para os EUA e a instalação do AFRICOM; a reactivação da IV Esquadra norte-americana na América Latina numa linha de crescente confrontação com países como a Venezuela, a Bolívia e Cuba, e de forma geral com as forças progressistas revolucionárias deste sub-continente. Sinais e decisões, que vistas no seu conjunto, constituem um poderoso libelo acusatório contra os EUA e seus mais directos aliados na NATO. NATO, que na sua reunião de Riga, em Novembro de 2006, consumou a sua transformação numa organização global de carácter ofensivo, sentindo-se "legitimada" para intervir em qualquer parte do mundo e sob qualquer pretexto e preparando-se para uma nova expansão que incluiu a zona ocidental dos Balcãs, o Cáucaso e a Ucrânia.

A União Europeia, não obstante a rejeição pelo povo irlandês do Tratado de Lisboa  - com uma marcada vertente militarista que inclui a adopção do conceito de "guerra preventiva" como política oficial da UE - prossegue a formação de grupos de combate e prepara novos grupos navais de  chamada intervenção rapida. Parte da estratégia militarista e securitária das principais potências imperialistas mundiais é justificada com um suposto combate ao terrorismo. Mas a realidade aí está a demonstrar que é essa mesma política de militarismo e mesmo de terrorismo de Estado, como é o caso gritante de Israel, que alimenta uma situação explosiva internacional, o caldo perfeito para o desenvolvimento do terrorismo.

É em nome desse suposto combate ao terrorismo que as nossas sociedades são cada vez mais empurradas para a banalização da violência e para a restrição das liberdades. A forma vergonhosa como vários governos, incluindo o português, assobiam para o lado relativamente ao envolvimento dos seus países em autênticos crimes como o transporte ilegal de prisioneiros é sintomático do ambiente de impunidade que as grandes potências - especialmente os EUA - gozam na actualidade. Facto aliás eloquentemente demonstrado na notícia veiculada ontem de que o Pentágono se sentiu livre para afirmar que a maioria dos prisioneiros de Guantanamo não serão nem julgados, nem libertados.

O  tema nuclear tem ocupado a atenção da opinião pública internacional e dos Media. No dia de hoje são esperados novos desenvolvimentos em torno do chamado "dossier nuclear do Irão" e nos últimos dias têm-se multiplicado as expressões políticas da estratégia de "pau e da cenoura" dos EUA, de Israel e de várias potências europeias face a este país.

     O PCP tem sobre o tema do armamento nuclear um património de posições políticas que não deixam margem para dúvidas. Defendemos, há muito, o desarmamento nuclear defendendo simultaneamente o inalienável direito de qualquer país e povo de decidir de forma soberana sobre a sua política energética, incluindo o direito de produção de energia nuclear. O braço de ferro com o Irão é um exemplo elucidativo da hipocrisia com que as principais potências imperialistas e mesmo a ONU olham o tema do militarismo e especialmente das armas nucleares. Quando se ameaça o Irão com o aprofundamento de sanções económicas e se adensam os perigos de um ataque militar dos EUA ou de Irsael ao Irão é necessário relembrar que aqueles que hipocritamente acusam este país de tentar produzir a arma nuclear são exactamente aqueles que mantêm intactas as suas ogivas nucleares operacionais. São exactamente aqueles que como Israel agem na ilegalidade e fora dos tratados internacionais para se armarem com arsenal nuclear e que, sem pejo, afirmam publicamente poder usar essa mesma arma. São exactamente aqueles que, como os EUA, a Grã Bretanha ou a França sob a capa de uma redução formal das suas ogivas nucleares investem milhares de milhões de dólares na manutenção e desenvolvimento tecnológico dos seus arsenais nucleares e não hesitam, como os EUA, em usar armas proibidas nas guerras que conduzem.

Às acusações de que o Irão estará a tentar ter acesso à arma nuclear há que contrapor, a bem da verdade, que ao mesmo tempo que o Irão - membro do Tratado de não proliferação - é sujeito a sucessivas e draconianas exigências de supervisão do seu programa nuclear civil, vários países como Israel, a Índia e o Paquistão - não membros do Tratado TNP e detentores de arsenal nuclear - beneficiam de apoio militar e de fornecimento de tecnologia nuclear, como o revelou recentemente o acordo nuclear entre EUA e Índia duramente criticado pelas forças comunistas e progressistas indianas e que desencadeou uma crise política no País. Aqueles que hoje acenam com o perigo nuclear iraniano para justificar novas manobras de ingerência e para tentar alterar o quadro altamente comprometedor para o imperialismo no Médio Oriente são os mesmos que com a instalação do sistema anti-míssil norte-americano rasgam o Tratado anti-mísseis balísticos (ABM), pedra angular do equilíbrio estratégico militar mundial.

Se a administração Bush e seus mais directos aliados quiserem contribuir para a paz no Médio Oriente e Ásia Central e se de facto estiverem interessados na não proliferação de armas nucleares só têm um caminho a percorrer. Deixar de injectar armas no Médio Oriente; terminar as guerras em curso no Iraque e no Afeganistão; terminar com o apoio, político e militar à política de terrorismo de Estado de Israel contra o povo palestiniano e abandonar a política de ameaça e de descarada ingerência contra países soberanos como o Líbano ou a Síria.

O risco de novos países do Médio Oriente se armarem com arsenal nuclear existe. Mas existe porque ao longo de décadas a intervenção e presença estrangeira transformou aquela zona do globo na zona mais violenta do mundo. Se se quiser criar no Médio Oriente uma zona livre de armas nucleares, proposta defendida pelas forças progressistas do Médio Oriente há muito tempo, só há um caminho. Pressionar pela negociação política para que aqueles que já têm a arma nuclear a deixem de ter. Ou seja pressionar a potência nuclear da região - Israel - a desarmar-se. O resto serão exercícios de táctica diplomática e militar e de hipocrisia.

O mundo conheceu progressivamente as mentiras que sustentaram a guerra de ocupação do Iraque. São lições que constituem património de reflexão em torno do que se está a passar com o chamado "dossier nuclear" do Irão. É dever de todos os amantes da paz afastar todo e qualquer perigo de um novo conflito militar no Médio Oriente.

Será essa a melhor forma de honrar a memória das vítimas de Hirsohima e Nagasaki. Por isso, ao assinalar os 63 anos do crime nuclear o PCP saúda simultaneamente todos aqueles que em Portugal e por todo o mundo prosseguem a luta pela paz, justa e duradoura, pelo desenvolvimento, a cooperação e o progresso social, contra o imperialismo e a sua política de guerra.

(sublinhados meus)

                                

In Conferência de Imprensa sobre a actualidade internacional

                                                                                                 


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