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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

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TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Colômbia: Acordo histórico em Havana

Colômbia diálogos paz1

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC – EP) e o governo colombiano assinaram na quinta-feira, 23, em Havana, um acordo histórico de cessar-fogo e de desarmamento.

O acordo, considerado um passo decisivo para pôr fim a um conflito que dura há mais de meio século, foi assinado pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o líder das FARC, Rodrigo Londoño "Timochenko". A capital cubana, sede desde Novembro de 2012 das negociações de paz, acolheu a cerimónia em que participaram o anfitrião e presidente cubano, Raúl Castro, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Borge Brende, em representação dos países garantes do processo de paz, e os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e do Chile, Michelle Bachelet, como nações acompanhantes dos diálogos de paz.

O momento histórico foi ainda acompanhado pelos presidentes da República Dominicana, de El Salvador e do México, além do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na qualidade de convidado especial, que se fez acompanhar pelos presidentes do Conselho de Segurança, Francois Delattre, e da Assembleia geral da ONU, Mogens Lykketoft.

Ler texto integral

 

«Miguel Urbano, um dos revolucionários que mais escreveu sobre a heroica luta das FARC-EP e mais divulgou a sua epopeia faz, nesta hora de refluxo, o comentário possível aos acordos recentemente assinados em Havana, entre aquela organização revolucionária e o governo da Colômbia.
Termina, confessando a sua dificuldade em «imaginar que tipo de «reconciliação» (…) será possível, num contexto em que a classe dominante não esconde a sua fidelidade ao neoliberalismo ortodoxo e à íntima aliança com os Estados Unidos».
»

 

Bandeira_FARC-EP.jpg

«A paralisação de camponeses, assalariados rurais e indígenas colombianos dura há mais de uma semana e já obrigou o governo a comprometer-se com a segurança dos manifestantes.»

Juan Manuel Santos1.jpg

 

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Gente Séria

Comício Coliseu 2015-09-20

Bem se pode dizer que a CDU é gente séria.

Gente séria porque honramos a palavra dada. Com a CDU, os trabalhadores e o povo sabem com que podem contar, conhecem que o que dizemos cumprimos, que não andamos a semear promessas e mentiras para ganhar votos, porque na CDU o voto de cada um é integralmente respeitado.

Gente séria porque estamos na política não para nos servir, mas para servir os interesses dos trabalhadores, do povo e do país. Na CDU não fazemos dos cargos públicos uso para garantir privilégios. Os nossos eleitos e deputados recebem de remuneração o mesmo que ganhavam nas suas profissões e empresas. Gente reconhecida pelo seu trabalho, a sua honestidade, a sua competência.

Gente séria porque leva a sério os problemas dos trabalhadores, dos reformados, dos pequenos e médios empresários, dos jovens, porque na sua acção a CDU dá resposta às suas inquietações e justas aspirações, porque ligada à vida conhece e responde às suas preocupações e intervém na defesa de todos os que são atingidos pela política de direita.

Gente séria porque não vira a cara à luta. Porque como os portugueses sabem foi com a CDU que contaram nas horas más, foi na CDU que encontraram a coerência e a coragem quando mais difícil era resistir e combater a política de destruição das condições de vida, porque é na CDU que reside a garantia de pesar na hora de se bater por uma política patriótica e de esquerda.

Gente séria porque não precisa de esconder o seu percurso. Sim porque a CDU não precisa de disfarçar as suas posições passadas, mandar para trás das costas responsabilidades pelo rumo de declínio, porque precisa de se pôr em bico de pés para procurar apresentar-se agora como aquilo que não é. A CDU apresenta-se de cabeça levantada com a razão acrescida que vida lhe deu e dá razão, com a clareza de quem denunciou e combateu a política de desastre de sucessivos governos do PS, PSD e CDS, com a autoridade de quem tem afirmado e defendido soluções e medidas que se tivessem sido aprovadas teriam poupado os portugueses a tantas dificuldades e teriam contribuído para construir um país menos desigual e mais justo.

Gente séria com uma política a sério para dar resposta aos problemas nacionais. Gente que não se refugia na mentira, no semeio de desilusões e falsos fatalismos mas que pelo contrário afirma com confiança que há solução para os problemas do País, que Portugal tem recursos e meios para assegurar um futuro melhor, com mais produção e uma distribuição de riqueza que beneficie quem trabalha.

Gente séria porque não desiste de um Portugal a sério. Porque na CDU não prescindimos de lutar pelo direito inalienável do País a afirmar-se como nação soberana e independente, de colocar os interesses nacionais à frente dos projectos daqueles que querem manter o país submetido ao capital transnacional e ao directório de potências. 

Jerónimo de Sousa

 

Comício Coliseu 2015-09-20_1

 

A situação dos precários em Portugal

  • «Os trabalhadores independentes (trabalhadores por conta própria sem empregados, segundo o INE) mais os trabalhadores contratados a prazo
  • A dimensão desta realidade em Portugal e consequências económicas e sociais»

 

Manobras e processos

Hat and wand 1

Assinala-se o desenvolvimento de manobras e processos para construir soluções que assegurem o prosseguimento da política de direita, esbatam os elementos cruciais de uma ruptura com essa política, animem elementos de diversão e enfraqueçam a construção de uma verdadeira alternativa.

  • A corrente de contra-informação lançada pelo Governo em torno de elementos de política fiscal ou do Salário Mínimo Nacional para iludir a natureza da política de exploração que se propõe prosseguir;
  • a encenação que, a pretexto de uma inventada eleição a “candidato a primeiro-ministro”, o PS promoveu com ampla difusão mediática para procurar iludir o seu alinhamento com a política de direita e a submissão aos interesses da União Europeia, seja com António José Seguro ou com António Costa;
  • as rearrumações do quadro partidário com a criação de novas forças políticas animadas por ambições e projectos pessoais;
  • as movimentações, com base em novas ou velhas expressões políticas, para oferecer ao PS o toque de abertura “à esquerda” numa recauchutada governação à direita;
  • o requentado apelo a compromissos nacionais deixados pelo Presidente da República, no passado dia 5 de Outubro

– são exemplos de realinhamentos que, ditados a partir dos centros decisórios do grande capital, visam reduzir a margem para a crescente reclamação sobre a urgente ruptura com a política de direita e a concretização de uma política patriótica e de esquerda capaz de assegurar o desenvolvimento soberano e independente do País.

 

«Independentes»

  Mas é importante falar sobre os reais independentes. E começar por onde eles realmente estão. São mais de 12 000 cidadãos (eleitores pois então!) e pesam mais de 35% nas listas das autárquicas. Onde estão? Na CDU! E foram de facto também os grande vencedores da noite eleitoral. Mas estes independentes não são uns quaisquer. Independentes sim! Dos interesses obscuros, do grande capital, da política de direita, dos compadrios e da corrupção! Mas profundamente comprometidos com valores e ideais, com a honestidade, a verdade e sobretudo com a luta do nosso povo.

É que isto dos «independentes» é como com os partidos: não são todos iguais!

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Independentes? Uma ova!!!...

     Analisemos os casos dos «independentes» de maior relevância:

É «independente» o Paulo Vistas, de Oeiras, sucessor do mesmo Isaltino que foi Presidente de Câmara eleito pelo PSD de 1985 a 2005?

É «independente» José Guilherme Aguiar, em Gaia, público e notório militante do PSD até outro dia e escolha directa da concelhia do PSD-Gaia, contra a vontade de Passos Coelho, que impôs Carlos Abreu Amorim?

É «independente» de quê Guilherme Pinto, Presidente da Câmara do PS em Matosinhos até este ano?

É «independente» a que título Rui Moreira, notoríssima figura da direita portuense, sucessor indigitado de Rui Rio, Presidente da SRU Porto Vivo nomeado por aquele Presidente de Câmara?

É «independente» desde quando Fernando Paulo, o candidato a Gondomar cuja lista foi barrada pelos tribunais, delfim de Valentim Loureiro, outro histórico do PSD?

Fátima Felgueiras tornou-se «independente» do PS por entregar o cartão?

Helena Roseta, foi «independente» na meia dúzia de dias que mediaram entre a sua candidatura nas intercalares de Lisboa em 2007 e a adesão ao executivo de António Costa?

E Paulo Cafofo, na Madeira, sem cartão de militante mas apoiado por seis partidos, é ou não «independente»?

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Eu não diria melhor...

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Colômbia: Entre o céu e o inferno

É preciso entender que este não é um processo de submissão, mas de construção de paz. Não se trata de uma incorporação da insurgência ao sistema político vigente, assim como está, sem que se opere nenhuma mudança a favor das maiorias excluídas. Então, qual foi o intuito da luta? O melhor epílogo desta guerra deve ser rubricado por mudanças estruturais no político, econômico e social que propiciem a superação da pobreza e da desigualdade.

Temos que defender este processo de paz, esta esperança. Todos, resolutamente, governo, guerrilha das FARC e as organizações sociais e políticas do país, devem somar vontades para alcançar, após décadas de confronto bélico, a ansiada reconciliação com justiça social. O que nos importa Uribe e Fedegan se estamos determinados a alcançar a paz?

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   Nesta entrevista com Pablo Catacumbo, membro do Estado-Maior Central das FARC-EP explica como e por que razão as FARC-EP a negociar com o governo de Juan Manuel Santos: «Sentimos que havia a possibilidade de alcançar uma solução política, que nunca esteve ausente da nossa abordagem estratégica». 

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As FARC-EP, meio século de luta pela paz

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Os Diálogos para a Paz entre as FARC e o governo colombiano chegaram a um importante acordo sobre a Reforma Agrária [ler texto em baixo]. O difícil processo negocial prossegue. As FARC estão conscientes de que a conquista da Paz é inseparável do desmantelamento da oligarquia que utiliza o Estado como instrumento da sua política de classe, marcada por uma repressão feroz.

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«Após discutir durante meses nossa problemática rural e de buscar soluções que, efetivamente, reivindiquem e redimam o camponês, as comunidades indígenas e afrodescendentes, e que favoreçam o bem viver dos colombianos, avançamos na construção de um acordo, com exceções pontuais, que necessariamente terão que ser retomadas, antes da concretização de um acordo final.»

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«Nas últimas semanas o governo de Barack Obama alterou profundamente a sua estratégia para a América Latina.

Três acontecimentos quase simultâneos assinalaram o início de uma perigosa ofensiva que visa a desestabilizar os governos progressistas da Região: o recebimento por Juan Manuel Santos de Capriles Radonski - o líder da extrema-direita venezuelana, derrotado nas eleições presidenciais - a visita a Bogotá de Joe Binden, vice dos EUA, e a notícia de que a Colômbia prepara a sua adesão à NATO

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O debate que há hoje nas FARC-EP não é sobre a validade ou não da luta armada

   Uma entrevista muito importante não apenas para a compreensão da situação actual na Colômbia, nomeadamente no que diz respeito às perspectivas dos diálogos de Havana, mas também para compreender o relacionamento histórico entre a FARC e o PC Colombiano, e a questão da luta armada no quadro da luta política pela terra e pelas liberdades democráticas.

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Colômbia: Por uma paz digna, com justiça, democracia e soberania

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A delegação de Paz das FARC-EP e a direção do MCB, reunida em Havana, Cuba, território livre da América e avançada da segunda independência latino-caribenha, exorta aos povos deste continente e do mundo a impulsionar com renovado entusiasmo e intensa participaçom, o desenvolvimento exitoso dos diálogos que têm local nesta cidade heróica.

Nada pode ser mais imperioso que conseguir uma saída política justa e digna a este desgarrador conflito social armado para um povo que, como o colombiano, sofreu e sofre os rigores de umha guerra encarniçada, imposta ao longo de meio século por um Estado, por umha classe dominante-governante e uma superpotência imperialista, os Estados Unidos, empenhada em assumir o terror como meio de submetimento e saque.

Urge, portanto, deter essa tendência cruel e destrutiva, acordando quanto antes melhor, um cessamento de fogo bilateral que despeje o clima de confrontaçom violenta que ainda perdura; favorecendo assim o exame cuidadoso, detito, desapaixonado e profundo das causas económicas, sociais, políticas e culturais do estado de guerra a superar.

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