Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016

As desigualdades em Portugal

 

  1. A situação atual e os desafios futuros

  2. O que é necessário fazer para reverter , como o atual governo prometeu, os cortes nos rendimentos sofridos pelos portugueses durante o governo PSD/CDS

 

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publicado por António Vilarigues às 13:21
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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2016

As desigualdades de rendimento em Portugal segundo as Estatísticas do Ministério das Finanças

 

«O INE divulgou já em 2016 os resultados de um inquérito que fez aos rendimentos monetários disponíveis das famílias portuguesas, cujos resultados (apenas alguns) constam do quadro 1 que se apresenta seguidamente.

 

Rendimento monetário 2004-2014

 

Embora os resultados desse inquérito revelem um aumento da desigualdade na repartição do rendimento disponível (entre 2010 e 2014, o número de vezes que o rendimento medio disponível dos 10% de agregados mais ricos é superior ao rendimento médio disponível dos 10% mais pobres, aumentou de 12,8 vezes para 13,1 vezes), mesmo estes dados do INE não dão uma ideia completa da verdadeira dimensão que atingiram as desigualdades em Portugal.

E para concluir basta analisar as Estatísticas divulgadas pela Autoridade Tributária e Aduaneira do Ministro das Finanças que, apesar de deficiências conhecidas, mostram que as desigualdades são muito maiores (são enormes) no nosso país.»

 

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publicado por António Vilarigues às 17:28
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Do Portugal profundo

    Não, não é por falta de assunto. Os temas são mais que muitos e, pese aos apologistas da chamada silly season, não vão de férias em Agosto. Mas hoje apetece-me falar do concelho onde resido, por opção, há mais de 3 anos – Penalva do Castelo, distrito de Viseu.

O concelho que em 1909 possuía uma das duas centrais hidroeléctricas do país, cem anos depois é um dos mais pobres de acordo com os indicadores de desenvolvimento social das Nações Unidas. É um bom exemplo do chamado Portugal profundo. Fruto acabado das políticas de desprezo a que o interior é votado há décadas por parte dos poderes centrais.

Penalva tem cerca de 130 km2 e perto de 9 000 habitantes. É constituído por 13 freguesias e 75 lugares. Neste concelho verifica-se uma baixa taxa de natalidade e uma elevada taxa de mortalidade. Contraditoriamente a população tem crescido, ainda que de forma ligeira, nos últimos anos. Isto deve-se ao regresso de emigrantes e de reformados. O que contribui ainda mais para o envelhecimento progressivo da população (o índice de envelhecimento é de 155 por 100).

Segundo os dados do censo de 2001, cerca de 18% da população é analfabeta, o que representa quase o dobro da média nacional. Não é pois de estranhar que 20,8% não tenha completado nenhum grau de ensino. Que mais de 70% possua o ensino básico, dos quais 47% tem apenas o 1º ciclo. Que só 5% detenha um nível médio ou superior.

No mesmo ano, a distribuição da população revelava que 16% trabalhava no sector primário, 47% no secundário e 37% no comércio e serviços. O maior número de empresas concentra-se no comércio e na construção civil. Mas a sua dimensão é muito reduzida – a esmagadora maioria tem menos de 5 trabalhadores. A distribuição do emprego e dos estabelecimentos evidencia que em Penalva do Castelo se destacam os sectores da construção e da indústria extractiva, apresentando valores claramente superiores aos outros sectores de actividade.

A maçã Bravo Esmolfe, os vinhos do Dão e o queijo da Serra são os três produtos que têm contribuído para a criação de uma «imagem de marca» do concelho. É a chamada «trilogia de excelência produtiva».

A Maçã Bravo Esmolfe é um produto com Denominação de Origem Protegida (DOP), cuja produção extravasa em muito o concelho. Neste momento abrange 7 900 hectares, cerca de 3 mil produtores e estende-se por 31 concelhos. Esta variedade de maçã é portuguesa e única no mundo.

Relativamente à produção de vinhos o concelho está integrado na área geográfica de Origem Controlada Dão (OCD), sub-região de Castendo (nome da vila até 1957). Existem cerca de 400 produtores.

Penalva do Castelo pertence à área demarcada do Queijo da Serra e faz parte da Associação de Pastores e Produtores de Queijo da Serra da Estrela. Existem menos de 80 produtores.

Nestas actividades calcula-se que mais de 70% das mais-valias geradas sejam retidas pelo sector da distribuição. Sector onde estão, de facto, concentrados os grandes lucros.

O quadro geral do concelho é de estagnação e mesmo retrocesso económico, social e cultural. Para o que contribuem quer as políticas dos sucessivos governos, quer as maiorias de direita, nomeadamente do PSD e do CDS/PP, na autarquia.

Não existe uma zona industrial que cative empresas a instalarem-se e que garantam continuidade e futuro no concelho. A «trilogia de excelência produtiva» não é incentivada e apoiada. O turismo no concelho está no nível zero. Meia dúzia de placas alusivas ao tema e nada mais. Apesar de Penalva do Castelo ter um valioso património ambiental/paisagístico, histórico e cultural.

Mas é bom viver em Penalva. Mesmo com apenas duas carreiras diárias de e para Viseu e mais algumas para Mangualde. Mesmo quando a EDP e a PT me deixam sem telefones e Internet por mais de 10 dias. É bom viver em Penalva. Pelas suas gentes afáveis e amigas. Pela paisagem. Pelo sossego.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

                               

In jornal "Público" - Edição de 20 de Agosto de 2008

                 

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publicado por António Vilarigues às 00:09
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Novo aumento do desemprego - Problema estrutural do país

    «Os dados hoje [16/11] divulgados pelo INE a propósito da evolução do desemprego em Portugal, no que se refere ao 3º Trimestre de 2007 – uma taxa de desemprego de 8,1% no final de Setembro –, confirmam a análise e as preocupações do PCP: o desemprego é hoje um problema estrutural da sociedade portuguesa que tem sido agravado pela política do Governo PS.
Os números que foram tornados públicos revelam que:

  • a taxa de desemprego em sentido restrito atingiu no final do 3º trimestre de 2007, os 7,9%, o que corresponde a 444 400 trabalhadores no desemprego. Este é o valor mais elevado registado no 3º trimestre desde 1998;
  • para uma taxa de desemprego de 6,6% nos homens e 9,3% mulheres, entre os jovens este valor atinge 16%, o que corresponde ao dobro da média nacional;
  • o número de desempregados subiu 0,9% em relação ao trimestre anterior (+3 900 trabalhadores no desemprego) e 6,8% em relação a igual período de 2006 (+27 000 trabalhadores no desemprego);
  • do lado do emprego é de registar o aumento do seu nível de precariedade não só porque em termos homólogos diminuiu em 60 500 o número de trabalhadores com contrato sem termo, como aumentou em 28 100 o número de trabalhadores com contrato a termo.

O aumento do desemprego em Portugal e o seu carácter estrutural, bem como, a generalização do trabalho precário, são o resultado de uma política injusta, anti-social e anti-popular, que tem origem no desmantelamento do aparelho produtivo e na crescente financeirização da economia nacional, no desinvestimento público, no fraco crescimento económico que se tem registado.
Os dados agora apresentados sobre o terceiro trimestre são tão mais graves quanto é sabido que, em regra, por efeito do emprego sazonal criado durante o período do Verão, os números do desemprego tendem a diminuir face ao segundo trimestre.
Para o PCP o Orçamento de Estado agora aprovado pelo PS que, inacreditavelmente, estima uma taxa média anual de desemprego para o presente ano de 7,8%, significará a manutenção de uma política de restrição do investimento, de desprotecção social – nomeadamente no que se refere ao subsídio de desemprego num quadro em que se alargam as necessidades de apoio e protecção aos desempregados – e incapaz de constituir a alavanca necessária ao crescimento económico no nosso país.
O PCP reafirma a necessidade de uma ruptura com a actual política de direita do Governo PS que promova o crescimento económico, o emprego com direitos e o papel do Estado no cumprimento das suas funções sociais.»

(sublinhados meus)

  

In Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

  

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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Um retrato de PENALVA DO CASTELO

   Contributo da Comissão Concelhia do PCP de Penalva do Castelo para o Encontro/Debate, realizado no passado dia 13 de Outubro, na Escola Secundária Emídio Navarro, em Viseu, subordinado ao tema «Distrito de Viseu -  Outro Rumo, Nova Política ao Serviço do Povo e do País», que contou com a participação de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP.(ver aqui e aqui)


1. Penalva do Castelo é um dos mais pobres concelhos do país de acordo com os indicadores de desenvolvimento social das Nações Unidas.

Penalva tem cerca de 130 km2 e perto de 9 000 habitantes. É constituído por 13 freguesias e 75 lugares. No nosso concelho verifica-se uma baixa taxa de natalidade e uma elevada taxa de mortalidade. Contraditoriamente a população tem crescido, ainda que de forma ligeira, nos últimos anos. Isto é devido ao regresso de emigrantes e de reformados. O que contribui ainda mais para o envelhecimento progressivo da população (o índice de envelhecimento é de 155 por 100).

Segundo os dados do censo de 2001, cerca de 18% da população é analfabeta, o que representa quase o dobro da média nacional. Não é pois de estranhar que 20,8% não tenha completado nenhum grau de ensino. Que mais de 70% possua o ensino básico, dos quais 47% tem apenas o 1º ciclo. Que só 5% detenha um nível médio ou superior.

No mesmo ano, a distribuição da população revelava que 16% trabalhava no sector primário, 47% no secundário e 37% no comércio e serviços. O maior número de empresas concentra-se no comércio e na construção civil. Mas a sua dimensão é muito reduzida – a esmagadora maioria tem menos de 5 trabalhadores.

A distribuição do emprego e dos estabelecimentos evidencia que em Penalva do Castelo se destacam os sectores da construção e da indústria extractiva, apresentando valores claramente superiores aos outros sectores de actividade.


2. A maçã Bravo Esmolfe, os vinhos do Dão e o queijo da Serra são os três produtos que têm contribuído para a criação de uma «imagem de marca» do concelho. É a chamada «trilogia de excelência produtiva».

A Maçã Bravo Esmolfe é um produto com Denominação de Origem Protegida (DOP), cuja produção extravasa em muito o concelho. Neste momento abrange 7 900 hectares, cerca de 3 mil produtores (apenas 3% [95] estão certificados) e estende-se por 31 concelhos.

Relativamente à produção de vinhos o concelho está integrado na área geográfica de Origem Controlada Dão (OCD), sub-região de Castendo. Existem cerca de 400 produtores.

Penalva do Castelo pertence à área demarcada do Queijo da Serra e faz parte da Associação de Pastores e Produtores de Queijo da Serra da Estrela. Existem menos de 80 produtores.

Nestas actividades calcula-se que mais de 70% das mais-valias geradas sejam retidas pelo sector da distribuição. Sector onde estão, de facto, concentrados os grandes lucros. Este dado é um dos que obsta a que os produtores vão mais longe nos processos de certificação.

Um bom exemplo é o que se passa com a maçã Bravo Esmolfe. Segundo as associações do sector, existe potencial para decuplicar (multiplicar por 10), com facilidade a sua actual produção. Acresce que esta variedade de maçã é portuguesa e única no mundo. Mas está para resolver a "guerra" entre as empresas que distribuem o produto e as grandes superfícies. Com estas últimas a reivindicar, para aceitarem vender a maçã, que esta surja com a sua (delas) marca. O que prejudica todos os outros a montante do processo entre a produção e a intermediação.


3. O quadro geral do concelho é de estagnação e mesmo retrocesso económico, social e cultural. Para o que contribuem quer as políticas dos sucessivos governos, quer as maiorias de direita, nomeadamente do PSD e do CDS/PP, na autarquia.

Mas existem alternativas. E são necessárias e possíveis outras políticas. Os comunistas de Penalva do Castelo têm propostas concretas ancoradas no sentir mais profundo da população do concelho.

Desde logo é necessário construir uma zona industrial que cative empresas a instalarem-se e que garantam continuidade e futuro no concelho.

É necessário incentivar e apoiar as produções da denominada «trilogia de excelência produtiva», para que ela passe a ser «produtiva» e lucrativa para os produtores. Que de «excelência» já ela é como todos nós por esse país fora e no estrangeiro podemos comprovar.

O turismo no nosso concelho não existe. Está no nível zero. Meia dúzia de placas alusivas ao tema e nada mais.

É preciso apostar forte nesta área, visto que o nosso concelho tem um valioso património ambiental/paisagístico, histórico e cultural.

O nosso atraso não é uma inevitabilidade como nos querem fazer crer. Sim, é possível outro caminho. Um novo rumo para o concelho de Penalva do Castelo e para o distrito de Viseu.

   

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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

Pobreza e Exclusão Social

    A propósito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, o PCP, em Nota da Comissão para os Assuntos Sociais, sublinha «o brutal agravamento das desigualdades sociais e a elevada taxa de pobreza que se regista em Portugal, consequência das sucessivas políticas de direita que têm sido desenvolvidas e para as quais o actual Governo PS tem contribuído fortemente

  

Ler Texto Integral

  

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Leitura Obrigatória (XXXIII)

    São de leitura obrigatória os estudos de Eugénio Rosa sobre a realidade económica e social de Portugal:

    

    

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Terça-feira, 16 de Outubro de 2007

Proclamação ao Povo do Distrito de Viseu

    A situação económica e social no distrito de Viseu reflecte, de forma gravosa, os aspectos determinantes da situação nacional – o quadro de inserção de Portugal na economia mundial e o processo de alargamento da União Europeia, com a consequente falência dos sectores produtivos tradicionais; o domínio de um conjunto de grupos económicos, a exploração de mão-de-obra barata que caracteriza o investimento directo estrangeiro; a gestão de classe e clientelar dos fundos comunitários; as teses e práticas neoliberais do Estado mínimo e do mercado como princípio único de regulação económica, com as acrescidas consequências de desertificação e desenvolvimento assimétrico; as privatizações e liberalizações, com o cortejo de despedimentos e dificuldades sociais.

    

            Esta situação é de responsabilidade de 30 anos de política de direita, mas com o governo PS/Sócrates registou novos agravamentos, com um ataque brutal aos direitos dos trabalhadores de que resulta mais desemprego, mais precariedade, mais exploração e mais dificuldades para a economia e na sistemática destruição e privatização de serviços públicos e funções sociais do Estado, essenciais às populações, de que resulta um agravamento profundo das assimetrias sociais e regionais.

  

            Estas políticas e o cortejo das suas consequências, o atraso crescente do país relativamente à média da União Europeia, a desertificação do interior, a destruição do tecido produtivo, o alastramento da pobreza, bem como a financeirização da economia, a concentração da riqueza e o domínio do poder político pelo poder económico são apresentados como inevitabilidades, como se o facto dos Governos do PS, PSD e CDS/PP concretizarem sempre e sempre agravarem as mesmas políticas de direita, a tornasse a única orientação possível e o único caminho inevitável.

  

Mas não é verdade. É possível e necessário uma outra política para o país e uma ruptura democrática que conduza a um novo rumo para o distrito de Viseu, que corte de vez com as políticas de direita, com a crise económica, com a estagnação ciclicamente pontuada pelos períodos recessivos, a falência, insolvência e encerramento de empresas, a desindustrialização, o desinvestimento, a destruição da agricultura, o encerramento de serviços públicos, o aprofundamento das assimetrias regionais e da desertificação, o dumping social, os despedimentos, a precariedade, o alastramento das manchas de pobreza e as tremendas injustiças sociais.

    

Outra política, um novo rumo para o distrito de Viseu

   

Para uma política de desenvolvimento do distrito de Viseu o PCP propõe:

  • A urgente implementação da Regionalização Administrativa
  • A discussão pública e aprovação de um verdadeiro plano de desenvolvimento regional
  • A aprovação de planos específicos para áreas geográficas e sectores económicos concretos
  • Alterações na política fiscal – a redução da taxa do IVA e de outros impostos
  • A redução dos preços da energia
  • Medidas de discriminação positiva  

Para uma política de promoção e incentivo da actividade agrícola o PCP propõe:

  • A redução da prestação dos agricultores para a segurança social
  • A criação de um sistema de seguros agrícolas compatível com as produções
  • Crédito bonificado à lavoura, apoio ao desenvolvimento florestal, ao cooperativismo e ao aproveitamento dos recursos e potencialidades dos baldios pelos povos
  • Políticas de aumento da produção agrícola e agro-pecuária, de garantia de preços justos e de escoamento da produção
  • Medidas de defesa e valorização do mundo rural, que contrariem o actual processo de desertificação humana
  • O fim imediato do processo de encerramento de serviços no Mundo Rural (escolas, postos da EDP e dos CTT, postos médicos, matadouros, etc.)

Para uma política de promoção e incentivo da actividade industrial o PCP propõe:

  • A defesa intransigente do tecido produtivo e da produção nacional
  • A sua modernização e especialização produtiva
  • A expansão do mercado interno de bens manufacturados
  • A intervenção do Estado para impedir a deslocalização das multinacionais e o encerramento de empresas
  • O desenvolvimento e aplicação de medidas de apoio aos trabalhadores, de protecção dos seus direitos, designadamente ao nível dos salários, dos vínculos, da formação profissional e das condições de trabalho
  • Políticas fiscais e de crédito que apoiem a produção, as micro, pequenas e médias empresas e que favoreçam a fixação de empresas
  • Políticas que combatam o controlo da economia pela actividade bancária e que onerem a especulação financeira e imobiliária

Para uma política de promoção e incentivo da actividade comercial o PCP propõe:

  • Medidas que contrariem o processo de concentração da propriedade e de domínio avassalador dos bancos, dos grupos económicos e das grandes superfícies
  • Políticas que impeçam o dumping social, a liberalização dos horários de funcionamento das grandes superfícies comerciais, que disciplinem e impeçam sua proliferação e que apoiem o pequeno comércio, na sua actividade e modernização 

Para uma política de promoção e incentivo da actividade turística o PCP propõe:

  • A intervenção integrada e devidamente planificada, em cada região de turismo com vista, à sua qualificação e diversificação
  • Medidas de inventariação, ordenamento, recuperação e defesa do património natural e histórico
  • Políticas de apoio e incentivo ao termalismo
  • A organização e divulgação de rotas e percursos diversificados que permitam fixarem os turistas e visitantes por períodos mais largos de tempo
  • A oferta criteriosamente ancorada nas comunidades locais e que fuja ao controlo de interesses financeiros.
  • A elaboração e apresentação à UNESCO de uma candidatura de Viseu a cidade património da humanidade com o subsequente aproveitamento do turismo cultural 

Em matéria de transportes e acessibilidades o PCP propõe:

  • Uma rede que privilegie o transporte público, integrando o nível local, inter-urbano e regional, que coloque como principal objectivo a satisfação das necessidades das populações e que permita superar o isolamento de muitas zonas do Distrito.
  • O melhor aproveitamento da Linha da Beira Alta e a respectiva ligação a Viseu
  • A reabertura modernizada da Linha do Vale do Vouga, para a ligação dos concelhos da região de Lafões a Viseu e desta cidade à Linha do Norte e a Aveiro
  • Um sistema de metro de superfície, integrando eventualmente a antiga Linha do Dão
  • A ligação do IC12 à A25 e à futura A24, conclusão da A24 entre Viseu e Coimbra, concretização do IC26, Trancoso – Lamego – Amarante,
  • A construção de outras vias inter-municipais e de ligação aos eixos principais e requalificação e modernização das estradas secundárias, tendo em vista melhorar as condições de circulação
  • O carácter integralmente gratuito da utilização das auto-estradas e vias-rápidas
  • A promoção de meios alternativos, como o transporte aéreo, com a requalificação dos aeródromos do Distrito

Na política de educação e ensino o PCP preconiza:

  • Uma política educativa que garanta os imperativos constitucionais, o que impõe a defesa intransigente de uma escola pública, inclusiva, gratuita e democrática de qualidade e a valorização do estatuto profissional dos seus trabalhadores docentes e não docentes
  • O fim imediato do processo de encerramento de escolas e jardins-de-infância e a promoção do alargamento da rede de educação pré-escolar e de uma escola de segunda oportunidade que permita o combate ao analfabetismo e o alargamento da educação de base de adultos
  • A promoção de um ensino profissional de qualidade assente numa rede pública de escolas profissionais e num ensino secundário com mais cursos tecnológicos, adaptados às necessidades de desenvolvimento regionais
  • A defesa do direito das crianças e jovens com necessidades educativas especiais a frequentar uma escola pública verdadeiramente inclusiva
  • A colocação de Viseu na rota do ensino superior público, pela criação da Universidade pública de Viseu, e a defesa da continuação do pólo da Escola Superior de Educação em Lamego 

Nas políticas de saúde o PCP preconiza:

  • O impedimento da destruição, com a reversão dos desmandos já concretizados e a defesa do SNS universal, geral e (tendencialmente) gratuito
  • A defesa da sua melhoria, na oferta de cuidados de saúde de qualidade, aos diversos níveis, em condições de celeridade e eficácia para todos os cidadãos
  • A defesa e qualificação dos SAP’s, Urgências, Maternidades e Hospitais do SNS do Distrito, contra a desresponsabilização do Estado e a liquidação de serviços públicos
  • A construção de um novo Hospital em Lamego
  • Uma ética de serviço às populações e condições de dignificação e qualificação dos seus profissionais

Nas políticas para a juventude o PCP propõe:

  • A garantia do direito à educação, à cultura, ao desporto, ao associativismo, aos tempos livres, ao trabalho com direitos – o direito ao futuro, à liberdade, à paz e ao progresso social
  • Políticas de discriminação positiva para os jovens em todas as matérias e apoio sério às suas actividades associativas no Distrito.
  • Criação de infra-estruturas para o lazer e a ocupação dos tempos livres dos jovens, nos domínios desportivo, recreativo e cultural

Nas políticas para a cultura o PCP preconiza:

  • O combate ao analfabetismo, incluindo o funcional
  • A promoção e valorização do património artístico e cultural, nas suas múltiplas manifestações, como instrumento essencial para a construção de uma identidade cultural no Distrito
  • A promoção da educação artística e a criação no Distrito de uma escola pública (academia ou conservatório) de artes do espectáculo
  • A promoção da fruição cultural livre, crítica e criativa dos trabalhadores e da população, sem discriminações de nenhuma índole
  • A promoção do associativismo cultural, da actividade e incentivo dos artistas e agentes culturais e uma programação cultural, aberta ao mundo e à sua diversidade, mas que tenha em conta os valores culturais do Distrito.
  • A requalificação das zonas mineiras e o tratamento das escombreiras

Na política de ambiente o PCP preconiza:

  • A defesa intransigente dos recursos naturais como bens públicos, travando qualquer processo de privatização da água
  • O saneamento básico em todos os concelhos e freguesias do Distrito e construir uma rede de ETAR’s que permita salvaguardar a qualidade dos recursos hídricos e a completa despoluição de cursos de água
  • A tomada de medidas para reparar os graves erros ambientais cometidos, ou no mínimo delimitar os seus efeitos perniciosos, nomeadamente a requalificação das zonas mineiras e o tratamento das escombreiras
  • A defesa e protecção da floresta e das áreas da Rede Natura e a criação de novas áreas protegidas, nas regiões serranas da Freita/Arada, do Montemuro e do Caramulo e nos vales do Paiva, do Dão, do Vouga e do Bestança
  • Uma política urbana que valorize os recursos naturais e os espaços verdes, que favoreça os transportes públicos e os transportes não poluentes e que contribua para uma educação ambiental para a juventude a as populações

Nas políticas para os pensionistas e dos cidadãos com deficiência o PCP preconiza:

  • A travagem da reforma em curso na segurança social
  • A criação de uma rede pública de estruturas de apoio a estes sectores e apoiar o seu associativismo e auto iniciativa 

Para resolver os problemas sociais da pobreza e da exclusão social o PCP preconiza:

  • Políticas de desenvolvimento e justiça social
  • Políticas sociais concretas e integradoras 

            Estas propostas do PCP partem da defesa intransigente do princípio do primado dos interesses dos trabalhadores e das populações, mas são, simultaneamente, propostas dirigida a todos os democratas do Distrito, com a profunda convicção de que é possível um novo rumo para o País e para o Distrito

            Um rumo de desenvolvimento vigoroso, sustentado e equilibrado, de progresso económico, social e cultural, de melhoria de qualidade de vida das populações, de coesão territorial e de justiça social. Outra política, um novo rumo para o distrito de Viseu.

 

Viseu, 13 de Outubro de 2007

   

Aprovado por unanimidade no Encontro/Debate  «Distrito de Viseu -  Outro Rumo, Nova Política ao Serviço do Povo e do País»

  

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Distrito de Viseu - Outro Rumo, Nova Política

     O PCP promoveu, no  Sábado, 13 de Outubro, na Escola Secundária Emídio Navarro, em Viseu, um Encontro/Debate, subordinado ao tema «Distrito de Viseu -  Outro Rumo, Nova Política ao Serviço do Povo e do País», que contou com a participação de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP.

Este Encontro/Debate, que se inseriu nos trabalhos de preparação da Conferência Sobre Questões Económicas e Sociais que o PCP realiza em Novembro, no Seixal, procedeu a uma análise global e integrada dos problemas do Distrito, a partir do aprofundamento do conhecimento das suas estruturas socioeconómicas e das suas actuais dinâmicas, das limitações e potencialidades que existem, das muitas injustiças e desigualdades que marcam o território e as classes no distrito de Viseu.

 Os participantes aprovaram, por unanimidade, um documento intitulado «Distrito de Viseu – Outro Rumo, Nova política» e uma «Proclamação ao Povo do Distrito de Viseu».

    

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publicado por António Vilarigues às 06:27
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

Basta de injustiças!

    O PCP lançou na Festa do «Avante!» uma acção nacional contra o desemprego, a flexigurança, a precariedade, a baixa do nível de vida e as injustiças sociais, pela dignidade no trabalho e o trabalho com direitos, sob o lema “Basta de injustiças, mudar de política para uma vida melhor”.

  

    Esta acção comporta uma importante linha de informação e esclarecimento nomeadamente com a edição de um folheto, cartazes e acções de contacto com os trabalhadores nas empresas, sessões, debates e comícios e está associada ao desenvolvimento da luta dos trabalhadores e das populações e ao reforço do PCP.

  

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publicado por António Vilarigues às 08:27
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