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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Só a luta garante direitos: PCP contacta estivadores nos portos

Sector Portuário do PCP_ft 2016-07-13

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Num comunicado dirigido aos estivadores, o PCP sublinha que a força para melhorar salários e condições de trabalho reside nos trabalhadores, na sua unidade e luta.

 

A Crise do Sistema Capitalista: os números de Portugal (37)

Mapa Portugal4

Rendimentos recuam 10 anos

  • O rendimento médio das famílias recuou, em 2014, para níveis registados dez anos antes.

  • Em 2004, o rendimento médio por famílias rondava os 17 mil euros anuais, valor que passados dez anos voltou a ser registado pelas estatísticas oficiais.

  • Os resultados definitivos do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística, divulgados dia 13, mostram que até 2009 se verificou um crescimento contínuo deste rendimento, tendo evoluído 10,2 por cento no período.

  • A partir daquele ano sucederam-se quebras no rendimento, em particular entre 2010 e 2013, quando caiu 9,6 por cento em relação a 2009.

  • O mesmo estudo revela a manutenção de grandes assimetrias na distribuição. Por exemplo, se 70 por cento da população empregada auferia rendimentos superiores a 610 euros mensais, destes apenas cerca de 50 por cento ultrapassavam os 800 euros.

  • A diferença entre os dez por cento da população com maiores rendimentos e os dez por cento da população com mais baixos rendimentos foi de 10,6 vezes.

 

Desemprego voltou a subir

  • A taxa de desemprego subiu 0,2 pontos percentuais para 12,4 por cento no primeiro trimestre do ano face ao anterior, ficando 1,3 pontos percentuais abaixo do nível verificado no mesmo trimestre de 2015.
  • Segundo dados do INE divulgados dia 11, a população empregada, estimada em 4,5 milhões de pessoas no primeiro trimestre, voltou a diminuir (1,1%; 48,2 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior.
  • Esta diminuição, que «habitualmente ocorre no primeiro trimestre de cada ano», assinala o INE, foi superior às observadas nos primeiros trimestres de 2014 e 2015, igual à de 2012 e inferior à de 2013.


Estado perde 65 mil funcionários em 4 anos

  • Os cortes de pessoal nas administrações públicas provocaram uma quebra superior a 65 mil funcionários em pouco mais de quatro anos.

  • De acordo com a Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP), divulgada, dia 16, pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), o emprego no sector representava no final de Março 662 190 postos de trabalho, o que traduz uma diminuição de 65 452 postos de trabalho (-9%) em relação a Dezembro de 2011.

  • A maior parte desta redução verificou-se nos serviços da administração central, que perdeu 45 967 trabalhadores (-8,3%).

 

Insolvências aumentam 18%

  • Perto de 2900 empresas entraram em insolvência nos primeiros quatro meses deste ano, segundo dados apurados pela Ignios, que indica um aumento de 18 por cento em relação ao mesmo período de 2015.
  • O estudo desta sociedade de gestão de riscos, divulgado dia 18, assinala que a maioria das insolvências ocorreu no comércio a retalho, por grosso e de veículos e na restauração.
  • Por regiões, o aumento mais significativo de insolvências foi no Porto, seguido da capital, Lisboa.
  • As micro empresas, com um volume de negócios até 500 mil euros, foram as mais atingidas, constituindo quase 90 por cento do total de insolvências.

 

Publicado neste blog:

 

Empresa Fumados Douro entrou em processo de insolvência

«Foi de forma acidental que os cerca de 100 trabalhadores tomaram conhecimento do processo de insolvência deliberado pelo Tribunal para a empresa Fumados Douro, de Armamar.

Sem que nada o fizesse esperar, uma vez que apenas ainda não foi pago aos trabalhadores o salário do mês passado, sabe-se agora que a empresa Fumados Douro foi declarada insolvente em meados de Abril, mas apenas no passado dia 5 de Maio, através de pessoal dos escritórios, essa situação chegou ao conhecimento dos trabalhadores.»

Ler texto integral

 

Farmácias na falência

Farmácias2

  • Quase um quinto das farmácias em Portugal está em situação de insolvência ou penhora, revelou, dia 20, Paulo Duarte, presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), na Comissão Parlamentar da Saúde.
  • Segundo afirmou, só em 2013 as farmácias eliminaram 700 postos de trabalho, arrastadas por uma crise que provocou a falência e penhoras de 512 estabelecimentos (17,5% do total).

 

Detroit

A declaração de falência de Detroit é o retrato do capitalismo decadente dos nossos dias. A cidade e a sua indústria automóvel foram símbolo do «século americano». Ainda hoje Detroit é sede da General Motors, durante décadas a maior empresa mundial. Chegou a ser a 4.ª maior cidade dos EUA, com dois milhões de habitantes. Em 1960 tinha o maior rendimento per capita no país. Em 1950 tinha 300 mil postos de trabalho na indústria. Hoje, são menos de 27 mil. A financeirização da economia, a automatização, a deslocalização de postos de trabalho, dizimaram a cidade. Com a perda de empregos foi-se grande parte da população, que hoje não atinge os 700 mil. Cerca de um terço da sua superfície são hoje prédios devolutos e em ruína. Mais de metade da população que sobra está desempregada. Sessenta por cento das crianças vive na pobreza. Cortes orçamentais desligaram 40% da iluminação pública e a maioria das esquadras da polícia encerra durante 16 horas por dia (fontes em theeconomiccollapseblog.com, 20.7.13). A degradação da cidade acelerou a fuga dos seus habitantes (25% desde 2000Financial Times, 26.7.13) reduzindo a base fiscal e mergulhando Detroit numa espiral mortífera.

(sublinhados meus)

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Planta de River Rouge, onde o minério de ferro se transformava num automóvel em 28 horas

«A cidade, cujo centro se transformou num gueto de pobreza, crime, violência, tráfico de droga, destruição e miséria, é abraçada por um anel habitacional de gente mais rica, branca. Detroit não é só uma questão social de raiz económica é também uma questão racial. Por exemplo, até ao início dos anos 70, a legislação local impedia a venda de uma casa a um negro ou a um judeu.»

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«As ruas de Detroit são a verdadeira face do capitalismo. Revelam a sua natureza depredatória, a sua tendência patológica para crescer e se destruir. Como Cronos, que comeu os seus próprios filhos, também o capitalismo arruína as suas próprias fábricas e engole as cidades que mandou erguer. E como Cronos, também o capitalismo devora a sua prole. Porque no seu âmago sabe, que um dia e mais cedo que tarde, serão os seus filhos a pôr fim aos dias do seu império.»

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PCP apoia a luta dos trabalhadores da MECOIN

Foto Jornal de Notícias

Transcrevemos na íntegra o comunicado da Comissão Concelhia de Tondela do PCP:

«Desde o passado Sábado que os trabalhadores da MECOIN, empresa metalúrgica de componentes de automóvel, sedeada em Nandufe, Tondela, estão em vigília à porta da empresa, para impedir o roubo de máquinas e matérias primas pela administração, depois desta a ter encerrado na passada Terça-feira, dia 6 de Novembro, deixando os cerca de 40 trabalhadores com cinco meses e meio de salários em atraso.

Este desfecho culmina um processo que se arrasta desde 2004, com a acumulação dos salários em atraso, em paralelo com a má gestão e a descapitalização descarada da empresa, ao ponto de existirem mais de 500 mil euros de encomendas em carteira, sem que houvessem matérias primas para as satisfazer.

A indignação dos trabalhadores é ainda maior ao constatarem que a administração os deixou sem subsídios de Férias e de Natal, mas foi gozar dos rendimentos para o Brasil e para o Paraguai, insensível aos dramas e problemas sociais das vitimas da sua exploração.

Aliás, este estado de coisas só é possível porque esta administração sente as costas quentes pelo Governo PS/Sócrates, que fez dos trabalhadores os inimigos públicos, ao mesmo tempo que legisla e governa a favor dos poderosos, que acumulam cada vez mais riqueza, em paralelo com o aumento do número de pobres no país.

Senão como se compreende que os trabalhadores tenham pedido em Setembro a insolvência da empresa, para impedir a completa delapidação dos bens existentes e para salvaguarda dos seus créditos, e, até ao momento, nem Tribunal de Trabalho, nem Inspecção de Trabalho tenham tomado qualquer medida para dar resposta à sua solicitação?

Isto quando se sabe que alguns dos administradores têm um vasto curriculum em matéria de falência de empresas e querem levar para o norte do país as máquinas da MECOIN, para laborarem sobre outra designação, beneficiando da criação das “empresas na hora”.

A Comissão Concelhia de Tondela do PCP, ao mesmo tempo que manifesta a sua total solidariedade com os trabalhadores em luta, solicitou ao Grupo Parlamentar do Partido na Assembleia da República o envio, hoje mesmo, de um Requerimento ao Ministério do Trabalho e da Segurança Social, instando-o a tomar medidas urgentes de salvaguarda dos direitos dos trabalhadores, nomeadamente fazendo actuar nesse sentido a Inspecção de Trabalho e o Tribunal de Trabalho de Viseu, e ao Ministério da Administração Interna para que envie forças de segurança para o local, afim de impedirem a saída indevida de máquinas e matérias primas, que são pertença dos trabalhadores e do próprio Estado, por força da dívida da MECOIN à Segurança Social e ao fisco.

O PCP, ao mesmo tempo que saúda a forte determinação dos trabalhadores da MECOIN, em vigília para impedir a usurpação dos seus bens e pelo pagamento dos salários em atraso, apela à manutenção da sua unidade na luta, pois só unidos e organizados conseguirão vencer e fazer valer os seus direitos. CONTEM SEMPRE COM O PCP, NAS HORAS BOAS E NAS HORAS MÁS.»

Tondela, 15/11/07

A Comissão Concelhia de Tondela do PCP

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