TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Domingo, 11 de Março de 2018
O BE e as agressões imperialistas

Bloco de Esquerda.jpg

 

DESINFORMAÇÃO O texto sobre a Síria apresentado pelo Bloco de Esquerda na Assembleia da República e aprovado com os votos favoráveis de CDS, PSD, PS, BE e PAN «poderia ter sido subscrito pelo próprio Donald Trump», como disse eloquentemente João Oliveira, ao apresentar a declaração do voto contra do PCP. O texto do BE reproduz todas as patranhas da propaganda de guerra de agressão à Síria.

Nada diz sobre as causas de fundo daquela guerra, mais uma no infindável rol de guerras e ingerências do imperialismo. Nem sobre a natureza terrorista dos exércitos fundamentalistas, armados e financiados pelo imperialismo para impor o seu domínio na região, através da morte e da destruição dos estados que recusam submeter-se. É uma vergonha. Mas é uma opção cujas causas importa compreender.

Como todas as guerras de agressão do imperialismo, a guerra contra a Síria não se combate apenas no plano militar. Combate-se também através de enormes e mentirosas campanhas propagandísticas que diariamente nos entram em casa, em tudo análogas às patranhas já usadas noutras guerras. Foi assim com as inexistentes ‘armas de destruição em massa de Saddam Hussein’. Foi assim com os inexistentes ‘bombardeamentos de Kadafi sobre o seu povo’, explicitamente desmentidos na altura pelo embaixador de Portugal na Líbia, Rui Lopes Aleixo (Antena 1, 23.2.11) e mais tarde pelo Relatório da Comissão dos Negócios Estrangeiros da Câmara dos Comuns britânica (Setembro 2016). Foi assim com a campanha de demonização de Milosevic, apresentado como ‘carniceiro dos Balcãs’ e ‘novo Hitler’, para ‘justificar’ a guerra da NATO contra a Jugoslávia, não sendo porém manchete que dez anos após a sua morte nos calabouços do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, este mesmo ‘tribunal dos vencedores’ acabou por confessar que Milosevic não tinha patrocinado qualquer genocídio (Avante!, 18.8.16).

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Domingo, 9 de Outubro de 2016
Síria, o epicentro da ameaça global

Guerra na Siria_1

 

A situação actual na Síria contém todas as circunstâncias imagináveis que podem degenerar num conflito de proporções internacionais há muito inatingidas.

Não apenas porque ali está tão à vista como na Ucrânia o frente-a-frente entre as duas principais potências mundiais, como é também nos escombros sírios que se embrenham e confundem os mais ameaçadores conflitos regionais, ora agravados, e se ateiam com irresponsabilidade aventureira os mil e um rastilhos da ameaça terrorista global.

 

Mapa Síria3

«Os recentes desenvolvimentos da situação na Síria vêm demonstrar que o imperialismo norte-americano continua apostado na brutal guerra de agressão contra a soberania e integridade territorial da República Árabe Síria e a tentar impor o afastamento do Governo sírio, dirigido pelo presidente Bashar al-Assad. Uma criminosa guerra que enfrenta, há mais de cinco anos, a notável e heróica resistência das forças patrióticas sírias, do povo sírio.

(...)

Por mais intensa que seja a campanha de manipulação mediática, a verdade é que os Estados Unidos e os seus aliados – França, Reino Unido, Turquia, Arabia Saudita, Qatar, Israel, entre outros – continuam a intervir na Síria e a instrumentalizar os diversos grupos armados que criaram e apoiam com o objectivo de dividir e destruir o Estado sírio – aliás como fizeram no Iraque e na Líbia, com as dramáticas consequências que se conhece.»

siria-forcas-governamentais 2016

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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016
Os EUA bombardearam o cessar-fogo na Síria

azaz_syria 2016

 

Há dois dias [17 de Setembro], aviões norte-americanos mataram pelo menos 62 soldados sírios. Saíram, depois da reunião à porta fechada do Conselho de Segurança da ONU convocado pela Rússia para esclarecer esta questão, e optaram por lamentar junto aos jornalistas o sucedido e para afirmar que «seja qual for o resultado da investigação sobre este caso (!!), a aviação não o fez intencionalmente.» Esperar-se-iam desculpas à Síria e aos familiares dos soldados mortos. Isso não aconteceu. Terroristas do Estado Islâmico progrediram para o território ocupado pelos soldados sírios mortos.

A opinião pública não perdoará aos EUA novo malogro do plano de cessar-fogo para a Síria, como aconteceu ao de Fevereiro.

Os estrategas do Pentágono decidiram há vinte anos a destruição da democracia e desenvolvimento de muitos países, começando, na fase das “revoluções coloridas” desta década, pela Líbia e pela Síria, esta em 2011. Há razões políticas e energéticas nestes planos maquiavélicos: retirar aliados à Rússia, acabar com o não-alinhamento e obter a exploração do petróleo desses países, impedindo a Rússia de ser fornecedora de petróleo e gás à Europa.

A liquidação das condições de vida dos sírios, a destruição das suas cidades, a falta de condições de habitabilidade, de acesso a alimentação e água durante cinco anos consecutivos, originou o desespero, mais e duas centenas de milhares de mortos, centenas de milhares de refugiados.

 

Syrians_Iraq_refugees_at_Lesvos_2015-10-30

 

Para Ler:

«Os dados divulgados na terça-feira pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) puseram a nu que o drama das centenas de milhares de migrantes e refugiados que, anualmente, procuram a Europa continua.

Nos primeiros nove meses do ano, atravessaram o Mediterrâneo 300 mil pessoas, metade das quais provenientes de apenas três países: Síria (28%), Afeganistão (14%) e Iraque (9%). Em 2010, antes do início da agressão à Síria, existiam 28 mil refugiados sírios em todo o mundo, número que chegou a perto de 4 milhões em 2014, a que se somavam outros 7,5 milhões de deslocados internos.»

 

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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2016
Algo está podre na guerra contra o terrorismo

hollande-valls

Os terroristas são abatidos liminarmente, mesmo quando não estão na posse de armas de fogo, não ficando cá nenhum para contar as suas histórias às autoridades – que deveriam ter o maior interesse em conhecê-las.

«Os dirigentes europeus podem fazer rufar os tambores de guerra contra o terrorismo, mas haja a noção de que grande parte do ruído não passa de propaganda.

As vítimas são sempre os povos do Médio Oriente e agora também os povos europeus que, caso não se previnam, além do terrorismo estão cada vez mais cercados pelo fascismo a que ele serve de pretexto.»

 


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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2016
Turquia: Convenientes e elucidativos exercícios de hipócrita «amnésia»…

Erdogan Lat

 

A evolução da situação em torno da Turquia continuará a exigir toda a atenção, sendo múltiplos os factores em jogo e suas repercussões, incluindo para o Médio Oriente.

No entanto, não pode passar em branco o imenso cinismo daqueles que – como a União Europeia, que negoceia a adesão da Turquia – fingem ter descoberto no rescaldo do golpe falhado o carácter repressivo e autoritário da política de Erdogan e do AKP, procurando assim não só influenciar a evolução imediata da situação na Turquia, como encobrir o seu amplo conluio com as autoridades turcas e a sua política, de que é exemplo

  • a ocupação ilegal de território de Chipre;

  • a repressão da população curda;

  • a restrição de liberdades, direitos e garantias fundamentais;

  • a agressão e saque da Síria e do Iraque, promovendo e protegendo grupos terroristas e apoiando a sua sangrenta acção;
  • ou a instrumentalização da dramática situação de milhões de refugiados e a negação dos seus mais elementares direitos.

Assinale-se que muitos dos que agora apontam o dedo às autoridades turcas por terem decretado o Estado de emergência e suspendido temporariamente a aplicação da Convenção para a Protecção dos Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais, são os mesmos que justificaram as medidas de restrição de liberdades, direitos e garantias impostas pelas autoridades francesas após os atentados em Paris, em Novembro passado, que incluíram, precisamente, estas duas medidas.

Convenientes e elucidativos exercícios de hipócrita «amnésia»…

 

Bandeira União Europeia_2011

«É por isso que as reacções do establishment europeu aos acontecimentos na Turquia tresandam a hipocrisia e a mentira.

É que o que ali aconteceu está intimamente relacionado com o papel dado à Turquia – e a Erdogan – no extremamente perigoso jogo imperialista, que cruza o objectivo de domínio e redivisão do Médio Oriente com o crescente e cada vez mais insano rumo de enfrentamento directo com países como a Federação Russa. Um papel que alimentou a deriva reaccionária e ditatorial das elites turcas – sejam elas do AKP ou da «velha» hierarquia militar.»

 

Bandeira Nato hast

«O governo turco tem repetido que o golpe falhado, que causou 246 mortos e mais de 2 100 feridos, foi organizado por seguidores de Gulen, de 74 anos.
(...)
O certo é que, desde que a rebelião militar foi derrotada, há menos de 15 dias, as autoridades turcas detiveram, suspenderam, demitiram ou colocaram sob investigação cerca de 60 mil pessoas – militares, incluindo altas patentes, polícias, juízes e magistrados, professores, estudantes, funcionários públicos. No início desta semana, foi anunciado também o afastamento de um número não especificado de embaixadores e a prisão de pelo menos 42 jornalistas.
(...)
No quadro da purga em curso, o regime turco instaurou o estado de emergência, suspendeu a adesão à Convenção Europeia dos Direitos Humanos, estendeu de quatro para 30 dias o período máximo de detenção sem culpa formada e encara a reintrodução da pena de morte. Ordenou o encerramento de 15 universidades e 1043 escolas privadas e residências de estudantes. E ilegalizou 1229 fundações e associações, além de 19 uniões sindicais e de 35 instituições médicas.
(...)
A Guarda Presidencial será dissolvida. Por suspeita de envolvimento no golpe falhado de 15 de Julho, 283 dos 2500 membros desse corpo do exército foram presos.»

 

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Terça-feira, 29 de Março de 2016
Terrorismo - Um pilar da estratégia de dominação mundial

aeroporto_bruxelas_atentado_2016-03-22

 

Nunca se falou tanto em terrorismo, nunca se proferiram tantas declarações definitivas sobre os esforços necessários para a extinção do fenómeno, nunca se teorizou e debateu tanto sobre a matéria e, no entanto, o papel do terrorismo na sociedade jamais foi tão influente – e fatal – como nos 15 anos que o século XXI leva de existência.

Uma das mais nefastas atitudes perante o terrorismo é a deturpação ostensiva do conceito, a sua redução a determinadas e particulares formas de violência, prática que dissimula e pretende absolver expressões organizadas e poderosas de terror quase sempre apresentadas como actos legítimos de anti terrorismo ou de «guerra contra o terrorismo».

Isto é, resumir as notícias e o debate sobre o terrorismo, como actualmente se faz, ao terrorismo dito de inspiração «islâmica» ou assimilável, é uma manobra manipuladora que pretende fazer esquecer, ostensivamente, o terrorismo de Estado ou expressões de violência que florescem à sombra deste, as quais tanto podem ser os clássicos esquadrões da morte como o patrocínio clandestino de grupos e organizações com vocação para derrubar governos e organizar golpes de Estado. Ou, como já deixou de ser segredo, organizar, treinar, armar e financiar grupos terroristas ditos «islâmicos», os quais, em boa verdade, não passam de exércitos privados de mercenários.

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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2016
De Lesbos com ardor... (I)

Mapa UE28_2014

 

Em 2015, vindos do Norte de África e Médio Oriente, foram registadas 1 015 078 entradas na Europa, via Mar Mediterrâneo, sendo a Grécia a principal porta de entrada com 851 319 entradas registadas, a que se segue a Itália com 153 600. Um aumento superior a quatro vezes relativamente a 2014 onde se havia registado 229 430 entradas, 170 mil pela Itália. Até 13 de Fevereiro deste ano, estavam já registadas 82 636 entradas, a larga maioria pela Grécia, correspondendo a um aumento de mais 640 por cento em relação ao período homólogo de 2015. Os países que mais contribuem para este fluxo migratório, quanto à origem dos refugiados e migrantes, são a Síria, o Afeganistão e o Iraque respectivamente. Importa sublinhar que cerca de 30 por cento dos migrantes são crianças, muitas viajando desacompanhadas.

Um fluxo diário contínuo de milhares de pessoas que abandonam os seus países, fugindo à fome, à miséria, à perseguição, à guerra. Uma viagem que pode levar vários meses até que alcancem o seu destino, desafiando a morte.

A travessia do Mediterrâneo vitimou 3500 refugiados/migrantes em 2014 e 3771 em 2015. Em 2016 a contagem ultrapassa já os 400 mortos. Estes são números registados que não contabilizam as mortes invisíveis seja em terra seja no mar, pelo que o número real é desconhecido.

(sublinhados meus)

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Domingo, 21 de Fevereiro de 2016
Há 25 anos: A Guerra do Golfo

Mapa Médio Oriente

Mapa Área do US Central Command

 

A Guerra do Golfo abriu portas à escalada das políticas imperialistas de guerra e agressão que ensanguentam o planeta há 25 anos.

A destruição final da URSS, no Verão de 1991, libertou definitivamente as mãos ao imperialismo, que passou a agir de forma cada vez mais brutal e descarada.

O direito internacional e os tratados de desarmamento foram sendo substituídos pela lei da selva.

A NATO expandiu-se e a União Europeia tornou-se oficialmente o seu 'pilar europeu'.

Um quarto de século depois da Guerra do Golfo, o Médio Oriente jaz em ruínas. E o imperialismo prepara novas e mais devastadoras guerras.

 

mapa do iraque petróleo.jpg

 


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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2015
Não só condenar

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Para além da necessária e firme condenação, a criminosa carnificina de Paris obriga a extrair conclusões políticas. É intolerável que as mesmas forças políticas, económicas e mediáticas que multiplicam palavras de indignação contra o terrorismo fundamentalista em Paris, prossigam no seu criminoso apoio, promoção, financiamento e armamento desse mesmo terrorismo fundamentalista, quando ele se dirige contra países soberanos que não estão sob o controlo do imperialismo, como tem sido o caso na Síria ou Líbia. O caos, destruição e morte em Paris são filhos do caos, destruição e morte que – numa escala incomparavelmente maior, e como resultado das agressões directas ou indirectas do imperialismo – têm destruído países e regiões inteiras e gerado a vaga de refugiados que agora chega à Europa.

Não é admissível que haja silêncio ou conivência com os actos de terrorismo em Beirute, Bagdade ou Damasco – cometidos pelas mesmas forças que agora massacraram em Paris. E não é admissível que se finja que o terrorismo não tem padrinhos ao mais alto nível do poder político das grandes potências imperialistas e seus mais fiéis aliados. Padrinhos que usam o terrorismo como arma contra países e governos que não cumprem ordens. Quem pode negar tal facto, quando são os próprios padrinhos que o confessam? Zbigniew Brzezinski, ex-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA reivindicou numa famosa entrevista à revista Nouvel Observateur (15.1.98) o patrocínio norte-americano aos fundamentalistas afegãos em 1979. Orgulhosamente, esclareceu que ao contrário da «versão oficial da história» esse apoio ao terrorismo fundamentalista não foi feito para combater a entrada de tropas soviéticas no Afeganistão (que apenas se deu mais tarde), mas para as «atrair para a ratoeira afegã». Não foi essa a primeira nem a última vez que o imperialismo recorreu ao terrorismo. Longe disso. Existe um fio condutor que liga os atentados terroristas das «redes Gládio» na Europa ocidental (nomeadamente em Itália), os «contras» nicaraguenses, as UNITAs e Renamos em África, a rede bombista no Portugal de 1975, e as Al-Qaedas, os «rebeldes sírios» e o ISIS, sem esquecer os massacres dos fascistas ucranianos. Esse fio condutor está nos apoios, abertos ou encapotados, do imperialismo, dos seus serviços secretos e militares, dos seus agentes e aliados no plano nacional ou regional. Em Outubro de 2014, o vice-presidente dos EUA afirmou em público que «os nossos aliados» Turquia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos «despejaram centenas de milhões de dólares e dezenas de toneladas de armas nas mãos de quem quer que lutasse contra [o presidente sírio] Assad – só que quem os recebia eram a [Frente] al-Nusra e a Al-Qaeda e os elementos do jihadismo que vinham de todas as partes do mundo. […] Onde foi isto tudo parar? […n]esta organização chamada ISIL, que era a Al-Qaeda no Iraque […] E nós não conseguimos convencer os nossos aliados a parar de os abastecer» (Washington Post, 6.10.14). Mas os aliados não deixaram de o ser e o ISIS continuou a crescer. Biden é um falso ingénuo. Também o General Wesley Clark, comandante das tropas da NATO na guerra contra a Jugoslávia, confessou à CNN (18.2.15) que «o ISIS foi criado através do financiamento dos nossos amigos e aliados, porque como as pessoas da região lhe dirão 'se queremos alguém que combata até à morte contra o Hezbolá […] procuram-se os fanáticos e arregimentam-se os fundamentalistas religiosos – é assim que se combate o Hezbolá'». E é também assim que, no espaço de 24 horas, se deram os massacres terroristas no Sul de Beirute (43 mortos, 239 feridos) – alvejando os civis nos bastiões do Hezbolá – e os massacres de Paris.

Só nos faltava que as potências imperialistas que alimentaram o monstro venham agora usar os massacres de Paris para, invocando o combate ao ISIS, justificar uma escalada de guerra. Foi precisamente o que aconteceu após o 11 de Setembro, com as consequências dramáticas que estão hoje à vista.

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Sexta-feira, 19 de Junho de 2015
Conspirações

Mapa Médio Oriente

Não se trata de 'teoria da conspiração', mas de conspiração confirmada e documentada. O grupo norte-americano Judicial Watch publicou em Maio documentos oficiais dos ministérios dos Estrangeiros e Defesa dos EUA, obtidos após processo judicial. O jornalista Seumas Milne (Guardian, 3.6.15) refere «um relatório secreto dos serviços de informações dos EUA, escrito em Agosto de 2012, que estranhamente prevê – e na prática saúda – a possibilidade dum 'principado Salafita' no Leste da Síria e dum Estado Islâmico controlado pela al-Qaeda na Síria e Iraque. Em flagrante contraste com as alegações ocidentais de então, o documento da Defense Intelligence Agency identifica a al-Qaeda no Iraque (que se viria a tornar no ISIS) e os seus correligionários Salafitas como 'as principais forças que dinamizam a insurreição na Síria' e declara que 'os países ocidentais, os estados do Golfo e a Turquia' apoiam os esforços da oposição para controlar o Leste da Síria». Diz o relatório: «a possibilidade de estabelecimento dum principado Salafita declarado ou não» é «precisamente aquilo que as potências que apoiam a oposição desejam, de forma a isolar o regime sírio».

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Domingo, 25 de Janeiro de 2015
As eleições na Grécia

 

O PCP considera que os resultados das eleições gregas representam uma derrota dos partidos que, ao serviço do grande capital, têm governado a Grécia e que, com a União Europeia, são responsáveis pela política de desastre económico e social que tem sido imposta ao povo grego – traduzindo-se na redução da percentagem conjunta agora obtida pela Nova Democracia e pelo PASOK.

Representam igualmente uma derrota para aqueles que no quadro da União Europeia procuraram, através de inaceitáveis pressões, chantagens e ingerências, condicionar a expressão eleitoral do profundo descontentamento e vontade de mudança política do povo grego.

Os resultados eleitorais expressam a rejeição da política imposta por sucessivos “programas de ajustamento” acordados com a troika, de intensificação da exploração dos trabalhadores, de destruição de direitos laborais e sociais, de negação das mais básicas e essenciais condições de vida, de declínio económico e de abdicação de soberania, sob o ditames da União Europeia e do Euro.

A rejeição do rumo de empobrecimento e de desastre económico e social, e a vontade de mudança de política traduziu-se na vitória do SYRIZA que foi a força política mais votada.

O Partido Comunista da Grécia obteve um resultado que contribuirá para o prosseguimento da luta que desenvolve em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo grego e contra as políticas que, ao serviço do grande capital e do imperialismo, tanto sofrimento têm imposto na Grécia.

PCP alerta para as manobras daqueles que, no quadro da União Europeia procurarão, como aliás já anunciaram, assegurar o prosseguimento do essencial da política de empobrecimento e desastre económico e social na Grécia e a continuação do domínio da União Europeia e do seu directório de grandes potências, liderado pela Alemanha.

Reiterando a sua solidariedade aos trabalhadores e ao povo grego, o PCP sublinha que serão estes a alcançar, pela sua luta, a resposta às suas necessidades e interesses e a concretização das suas legítimas aspirações a uma vida melhor, à sua dignidade e soberania - decidindo, sem quaisquer ingerências, o seu presente e futuro.

Para o PCP a solução dos graves problemas económicos e sociais que afectam a generalidade dos países na União Europeia exige a ruptura com as políticas, os instrumentos e os mecanismos de integração capitalista que os geram. Só este caminho permitirá respeitar de facto os sentimentos que o povo grego agora expressou.

Em Portugal, esse caminho passa necessariamente pela ruptura com a política de direita e por uma política patriótica e de esquerda que, entre outras opções fundamentais, passa pela renegociação da dívida de acordo com os interesses nacionais; pelo estudo e preparação do País para a sua libertação do domínio do Euro; por uma decidida política de aposta na produção nacional; pelo reforço do poder de compra dos trabalhadores e do povo; pelo controlo público dos sectores estratégicos, nomeadamente o sector financeiro; pela defesa e promoção dos serviços públicos; pelo combate à injustiça fiscal; por uma política que afirme o primado dos interesses do País e a defesa da soberania e independência nacionais.

Em Portugal face ao rumo de exploração, empobrecimento e declínio nacional, está nas mãos do povo português com a sua luta e o seu voto abrir um caminho vinculado aos valores de Abril e, pela sua parte, o PCP tem soluções para o País e está preparado para assumir todas as responsabilidades que o povo português entenda atribuir-lhe.

É com confiança que o PCP reafirma que nenhum obstáculo será inultrapassável se enfrentado por um povo decidido a tomar nas suas mãos o seu presente e futuro.

 


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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015
A Europa e a Grécia

Manifestação KKE 2012-11-17 É esta «Europa», decadente, em crise e em que o medo e a chantagem são armas de domínio, que vai também estar em julgamento nas eleições do próximo domingo na Grécia. Um país destruído economicamente, asfixiado por uma dívida imposta, vendido a retalho e ao preço da chuva ao grande capital estrangeiro, completamente submetido aos ditames dos seus «credores» e senhores e com um povo a sangrar feridas sociais, de dignidade e de soberania – é este País que vai a votos no domingo. Um povo massacrado e ferido, mas também um povo que há quase uma década protagoniza lutas sociais e de massas de grande envergadura para as quais o movimento sindical de classe e os comunistas gregos deram e dão contributos decisivos.

 


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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2014
Pirómanos

Mapa Sudoeste Asiático

Se dúvidas houvesse sobre as origens do ISIL, o vice-presidente dos EUA Joseph Biden, trouxe uma confissão de peso ao falar na Universidade de Harvard a 2 de Outubro: «Os nossos aliados da região têm sido o nosso maior problema na Síria. Os turcos [… e] os sauditas, os dos Emirados, etc. [...] Estavam tão decididos a abater Assad […] que despejaram centenas de milhões de dólares e dezenas de toneladas de armas nas mãos de quem quer que lutasse contra Assad – só que as pessoas que estavam a ser abastecidas eram a [Frente] al-Nusra, e a Al-Qaeda, e os elementos extremistas do jihadismo que vinham de todas as partes do mundo. Pensam que estou a exagerar? Olhem bem. Onde foi tudo isto parar? [...] esta organização chamada ISIL, que era a Al-Qaeda no Iraque, quando foi expulsa do Iraque encontrou espaço e território aberto na Síria oriental […]. E nós não conseguimos convencer os nossos aliados a parar de os abastecer» (Washington Post, 6.10.14). A confissão de Biden, que o Washington Post considera «surpreendente», não pelo seu conteúdo, mas por «ter sido expressa em público», é duma falsa inocência.

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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2014
Quem é o senador McCain?

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«Em nenhum país do mundo, qualquer que seja o seu regime político, se aceitaria que o líder da oposição esteja em contacto directo, amigável e público, com um tão perigoso terrorista, procurado por toda a gente.»

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Quem é pois o senador McCain?

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   «Mas além de John McCain não ser simplesmente o líder da oposição política ao presidente Obama, também ele é, na realidade, um dos seus altos-funcionários!

Ele é, com efeito, presidente do International Republican Institute (Instituto Republicano Internacional-ndT) (IRI), o ramo republicano do NED/CIA, desde Janeiro de 1993. Esta pretensa «ONG» foi criada, oficialmente, pelo presidente Ronald Reagan para estender certas atividades da CIA, em cooperação com os serviços secretos britânicos, canadianos (canadense-Br) e australianos. Contrariamente às suas alegações é, de facto, uma agência inter-governamental. O seu orçamento é aprovado pelo Congresso, numa rubrica orçamental dependente da Secretaria de Estado.

(...)

A lista das intervenções de John McCain por conta do departamento de Estado é impressionante. Ele participou em todas as revoluções coloridas dos últimos vinte anos.

Para não dar senão alguns exemplos, ele preparou, sempre em nome da «democracia», o golpe de Estado fracassado contra o presidente constitucional Hugo Chávez na Venezuela, o derrube do presidente constitucional Jean-Bertrand Aristide no Haiti, a tentativa de derrube do presidente constitucional Mwai Kibaki no Quénia e, mais recentemente, a do presidente constitucional ucraniano Viktor Yanukovych.»

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Por mais este exemplo pode-se constatar como é hipócrita a estratégia dos Estados Unidos para com o chamado «Estado Islâmico do Iraque e do Levante»...

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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014
Alucinações bélicas

   Não é demais lembrar que os países da NATO são responsáveis por todas as grandes guerras das últimas décadas e por mais de 75% das despesas militares do globo. Quando não podem vergar a ONU aos seus planos de guerra, atacam na mesma (Jugoslávia, Iraque). Financiam, treinam e armam os mais bárbaros bandos terroristas para servir como tropa de choque (como na Líbia, Síria, Ucrânia). Destruídos os países e chacinada a população, culpam as vítimas.

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Sexta-feira, 27 de Junho de 2014
De novo o Iraque
     De novo o Iraque. De novo um misterioso bando de «terroristas», semeando a morte e a destruição. De novo a orquestração de dramáticos apelos à intervenção militar salvadora dos EUA. De novo densas cortinas de fumo a ocultar o significado da súbita emergência do «Estado Islâmico do Iraque e do Levante» (EIIL) e do papel deste filho-da-al Qaeda-filha-da-CIA no complexo xadrês de uma região petrolífera, onde o imperialismo, depois dos sérios reveses sofridos, procura relançar a agressão à Síria e a pressão para submeter o Irão. É imperioso desmascarar uma informação manipulada e maniqueísta em que os «bons» são o imperialismo e seus fantoches e os «maus» são sempre «terroristas» e «fanáticos», num confronto sem fim em que não há forças com ideais e em que nem a luta de classes nem a questão nacional existem. E donde a memória histórica está completamente ausente, pois essa é a melhor maneira de transformar aqueles que são os piores e mais cruéis inimigos dos povos árabes em seus protectores e apresentar como libertador o violento processo de expoliação e recolonização planetária em curso.

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Sexta-feira, 20 de Junho de 2014
O destino do Iraque

Para além das justificações espúrias da guerra desencadeada em contravenção do direito internacional, os EUA

usaram os métodos mais sórdidos e cruéis para quebrar a resistência patriótica e anti-imperialista iraquiana, não hesitando em recorrer a armas proibidas e de destruição em massa, como em Falluja.

Organizaram esquadrões da morte numa base sectária, promoveram o extremismo religioso, a divisão do Iraque (entre sunitas, curdos e xiitas) e a disseminação do estado de violência sem quartel.

A destruição provocada pelo imperialismo no Iraque é incomensurável.

A guerra significou um grande salto atrás, inclusive no plano civilizacional, no país que detém a 5.ª maior reserva de petróleo do mundo.

Tudo piorou avassaladoramente, dos direitos dos trabalhadores e segurança social dos iraquianos à condição da mulher.

O governo déspota de Maliki em Bagdad (da comunidade xiita dominante), apesar de depois sufragado nas urnas e apoiado pelo poder em Teerão, é uma criação da ocupação dos EUA.

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Domingo, 29 de Setembro de 2013
Do derrubamento de Mossadegh à ofensiva contra a Síria

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Recordar os acontecimentos do Irão há 60 anos ajuda a compreender a atual estratégia dos EUA para o Médio Oriente. O discurso em que Obama anunciou que decidira bombardear a Síria inseriu-se numa política de dominação universal concebida no final da II Guerra Mundial.

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publicado por António Vilarigues às 15:39
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Quinta-feira, 29 de Agosto de 2013
Carta ao Presidente Bush de Mia Couto (27-3-2003)

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A legitimidade da guerra no Iraque numa carta de Mia Couto dirigida ao Presidente George W. Bush


Senhor Presidente:

Sou um escritor de uma nação pobre, um país que já esteve na vossa lista negra. Milhões de moçambicanos desconheciam que mal vos tínhamos feito. Éramos pequenos e pobres: que ameaça poderíamos constituir ? A nossa arma de destruição massiva estava, afinal, virada contra nós: era a fome e a miséria...

Alguns de nós estranharam o critério que levava a que o nosso nome fosse manchado enquanto outras nações beneficiavam da vossa simpatia. Por exemplo, o nosso vizinho - a África do Sul do "apartheid" - violava de forma flagrante os direitos humanos.

Durante décadas fomos vítimas da agressão desse regime. Mas o regime do "apartheid" mereceu da vossa parte uma atitude mais branda: o chamado "envolvimento positivo". O ANC esteve também na lista negra como uma "organização terrorista!". Estranho critério que levaria a que, anos mais tarde, os taliban e o próprio Bin Laden fossem chamadas de "freedom fighters" por estrategas norte-americanos.

Pois eu, pobre escritor de um pobre país, tive um sonho. Como Martin Luther King certa vez sonhou que a América era uma nação de todos os americanos. Pois sonhei que eu era não um homem mas um país. Sim, um país que não conseguia dormir. Porque vivia sobressaltado por terríveis factos. E esse temor fez com que proclamasse uma exigência. Uma exigência que tinha a ver consigo, Caro Presidente. E eu exigia que os Estados Unidos da América procedessem à eliminação do seu armamento de destruição massiva.

Por razão desses terríveis perigos eu exigia mais: que inspectores das Nações Unidas fossem enviados para o vosso país. Que terríveis perigos me alertavam? Que receios o vosso país me inspiravam? Não eram produtos de sonho, infelizmente. Eram factos que alimentavam a minha desconfiança. A lista é tão grande que escolherei apenas alguns:


- Os Estados Unidos foram a única nação do mundo que lançou bombas atómicas sobre outras nações;

- O seu país foi a única nação a ser condenada por "uso ilegítimo da força" pelo Tribunal Internacional de Justiça;

- Forças americanas treinaram e armaram fundamentalistas islâmicos mais extremistas (incluindo o terrorista Bin Laden) a pretexto de derrubarem os invasores russos no Afeganistão;

- O regime de Saddam Hussein foi apoiado pelos EUA enquanto praticava as piores atrocidades contra os iraquianos (incluindo o gaseamento dos curdos em 1998);


- Como tantos outros dirigentes legítimos, o africano Patrice Lumumba foi assassinado com ajuda da CIA. Depois de preso e torturado e baleado na cabeça o seu corpo foi dissolvido em ácido clorídrico;

- Como tantos outros fantoches, Mobutu Seseseko foi por vossos agentes conduzido ao poder e concedeu facilidades especiais à espionagem americana: o quartel-general da CIA no Zaire tornou-se o maior em África. A ditadura brutal deste zairense não mereceu nenhum reparo dos EUA até que ele deixou de ser conveniente, em 1992;


- A invasão de Timor Leste pelos militares indonésios mereceu o apoio dos EUA. Quando as atrocidades foram conhecidas, a resposta da Administração Clinton foi "o assunto é da responsabilidade do governo indonésio e não queremos retirar-lhe essa responsabilidade";

- O vosso país albergou criminosos como Emmanuel Constant um dos líderes mais sanguinários do Taiti cujas forças para-militares massacraram milhares de inocentes. Constant foi julgado à revelia e as novas autoridades solicitaram a sua extradição. O governo americano recusou o pedido.

- Em Agosto de 1998, a força aérea dos EUA bombardeou no Sudão uma fábrica de medicamentos, designada Al-Shifa. Um engano? Não, tratava-se de uma retaliação dos atentados bombistas de Nairobi e Dar-es-Saalam.

- Em Dezembro de 1987, os Estados Unidos foi o único país (junto com Israel) a votar contra uma moção de condenação ao terrorismo internacional. Mesmo assim, a moção foi aprovada pelo voto de cento e cinquenta e três países.

- Em 1953, a CIA ajudou a preparar o golpe de Estado contra o Irão na sequência do qual milhares de comunistas do Tudeh foram massacrados. A lista de golpes preparados pela CIA é bem longa.

- Desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA bombardearam: a China (1945-46), a Coreia e a China (1950-53), a Guatemala (1954), a Indonésia (1958), Cuba (1959-1961), a Guatemala (1960), o Congo (1964), o Peru (1965), o Laos (1961-1973), o Vietename (1961-1973), o Camboja (1969-1970), a Guatemala (1967-1973), Granada (1983), Líbano (1983-1984), a Líbia (1986), Salvador (1980), a Nicarágua (1980), o Irão(1987), o Panamá (1989), o Iraque (1990-2001), o Kuwait (1991), a Somália (1993), a Bósnia (1994-95), o Sudão (1998), o Afeganistão (1998), a Jugoslávia (1999).

- Acções de terrorismo biológico e químico foram postas em prática pelos EUA: o agente laranja e os desfolhantes no Vietname, o vírus da peste contra Cuba que durante anos devastou a produção suína naquele país.

- O Wall Street Journal publicou um relatório que anunciava que 500 000 crianças vietnamitas nasceram deformadas em consequência da guerra química das forças norte-americanas.


Acordei do pesadelo do sono para o pesadelo da realidade. A guerra que o Senhor Presidente teimou em iniciar poderá libertar-nos de um ditador. Mas ficaremos todos mais pobres. Enfrentaremos maiores dificuldades nas nossas já precárias economias e teremos menos esperança num futuro governado pela razão e pela moral. Teremos menos fé na força reguladora das Nações Unidas e das convenções do direito internacional. Estaremos, enfim, mais sós e mais desamparados.

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Senhor Presidente:

O Iraque não é Saddam. São 22 milhões de mães e filhos, e de homens que trabalham e sonham como fazem os comuns norte-americanos. Preocupamo-nos com os males do regime de Saddam Hussein que são reais. Mas esquece-se os horrores da primeira guerra do Golfo em que perderam a vida mais de 150 000 homens...

O que está destruindo massivamente os iraquianos não são as armas de Saddam. São as sanções que conduziram a uma situação humanitária tão grave que dois coordenadores para ajuda das Nações Unidas (Dennis Halliday e Hans Von Sponeck) pediram a demissão em protesto contra essas mesmas sanções. Explicando a razão da sua renúncia, Halliday escreveu: "Estamos destruindo toda uma sociedade. É tão simples e terrível como isso. E isso é ilegal e imoral". Esse sistema de sanções já levou à morte meio milhão de crianças iraquianas.

Mas a guerra contra o Iraque não está para começar. Já começou há muito tempo. Nas zonas de restrição aérea a Norte e Sul do Iraque acontecem continuamente bombardeamentos desde há 12 anos Acredita-se que 500 iraquianos foram mortos desde 1999. O bombardeamento incluiu o uso massivo de urânio empobrecido (300 toneladas, ou seja 30 vezes mais do que o usado no Kosovo).

Livrar-nos-emos de Saddam. Mas continuaremos prisioneiros da lógica da guerra e da arrogância. Não quero que os meus filhos (nem os seus) vivam dominados pelo fantasma do medo. E que pensem que, para viverem tranquilos, precisam de construir uma fortaleza. E que só estarão seguros quando se tiver que gastar fortunas em armas.

Como o seu país que despende 270 000 000 000 000 dólares (duzentos e setenta biliões de dólares) por ano para manter o arsenal de guerra. O senhor bem sabe o que essa soma poderia ajudar a mudar o destino miserável de milhões de seres. O bispo americano Monsenhor Robert Bowan escreveu- lhe no final do ano passado uma carta intitulada "Porque é que o mundo odeia os EUA?"

O bispo da Igreja Católica da Florida é um ex--combatente na guerra do Vietname. Ele sabe o que é a guerra e escreveu: "O senhor reclama que os EUA são alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Que absurdo, Sr. Presidente ! Somos alvos dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana...

Somos alvos dos terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez coisas odiosas. Em quantos países agentes do nosso governo depuseram líderes popularmente eleitos substituindo-os por ditadores militares, fantoches desejosos de vender o seu próprio povo às corporações norte-americanas multinacionais ? E o bispo conclui: O povo do Canadá desfruta de democracia, de liberdade e de direitos humanos, assim como o povo da Noruega e da Suécia.

Alguma vez o senhor ouviu falar de ataques a embaixadas canadianas, norueguesas ou suecas? Nós somos odiados não porque praticamos a democracia, a liberdade ou os direitos humanos. Somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas aos povos dos países do Terceiro Mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas multinacionais."

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Senhor Presidente:

Sua Excelência parece não necessitar que uma instituição internacional legitime o seu direito de intervenção militar. Ao menos que possamos nós encontrar moral e verdade na sua argumentação. Eu e mais milhões de cidadãos não ficamos convencidos quando o vimos justificar a guerra. Nós preferíamos vê-lo assinar a Convenção de Quioto para conter o efeito de estufa. Preferíamos tê-lo visto em Durban na Conferência Internacional contra o Racismo. Não se preocupe, senhor Presidente.

A nós, nações pequenas deste mundo, não nos passa pela cabeça exigir a vossa demissão por causa desse apoio que as vossas sucessivas administrações concederam apoio a não menos sucessivos ditadores. A maior ameaça que pesa sobre a América não são armamentos de outros. É o universo de mentira que se criou em redor dos vossos cidadãos.

O perigo não é o regime de Saddam, nem nenhum outro regime. Mas o sentimento de superioridade que parece animar o seu governo. O seu inimigo principal não está fora. Está dentro dos EUA. Essa guerra só pode ser vencida pelos próprios americanos. Eu gostaria de poder festejar o derrube de Saddam Hussein. E festejar com todos os americanos. Mas sem hipocrisia, sem argumentação e consumo de diminuídos mentais. Porque nós, caro Presidente Bush, nós, os povos dos países pequenos, temos uma arma de construção massiva: a capacidade de pensar.

(sublinhados meus)

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Esta carta, escrita em 2003, permanece mais actual que nunca dez anos depois...

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publicado por António Vilarigues às 14:54
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Terça-feira, 19 de Junho de 2012
Desmontar a mentira para combater a alienação e dinamizar a luta

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Repetir evidências passou a ser uma necessidade no combate à alienação das grandes maiorias, confundidas e manipuladas pelos responsáveis da crise de civilização que atinge a humanidade.

Talvez nunca antes a insistência em iluminar o óbvio oculto tenha sido tão importante e urgente porque a falsificação da História e a manipulação das massas empurra a humanidade para o abismo.

Essa tarefa assume um carácter revolucionário porque as forças que controlam o capitalismo utilizam as engrenagens do sistema mediático para criar uma realidade virtual que actua como arma decisiva para a formação de uma consciência social passiva, para a robotização do homem.

A compreensão pelos povos da estratégia exterminista do imperialismo que os ameaça é extremamente dificultada pela ignorância sobre o funcionamento do sistema de poder dos Estados Unidos e a imagem falsa que prevalece a respeito da sociedade norte-americana não apenas na Europa mas em muitos países subdesenvolvidos.

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Domingo, 20 de Maio de 2012
Lutemos pela Paz, contra a NATO!

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A Aliança do Tratado do Atlântico Norte (NATO) realiza uma nova Cimeira em Chicago, a 20 e 21 de Maio.

A NATO é uma estrutura militar ofensiva, responsável por guerras injustas e ilegítimas, por graves violações dos direitos do homem, por autênticos crimes – na Jugoslávia, no Afeganistão, no Iraque ou na Líbia.

Sob o pretexto do «combate ao terrorismo», da não proliferação de «armas de destruição massiva» ou da dita «ingerência humanitária», a NATO tem promovido a militarização das relações internacionais, a corrida aos armamentos, a ameaça do terror nuclear, a ingerência, as agressões e ocupações militares, tornando o mundo mais inseguro e violento e comprometendo a paz mundial.

Liderada pelos EUA e tendo a União Europeia como seu «pilar europeu», a NATO tem vindo a aumentar o número de países membros e a reforçar as suas parcerias e meios, no sentido de ampliar a sua área de intervenção.

A revisão do seu conceito estratégico na sua última cimeira, realizada em Lisboa, em Novembro de 2010, definiu a intervenção em todas as regiões do mundo como objectivo da NATO e alargou o leque de pretextos a serem usados para «justificar» a sua acção belicista.

Através da NATO, os EUA e os seus aliados procuram impor pelo domínio militar o controlo de recursos naturais e de mercados e a superioridade geoestratégica – liquidando milhares de vidas humanas, destruindo países e recursos, espalhando a violência e o sofrimento; desrespeitando os direitos dos povos e as soberanias nacionais; instrumentalizando a Organização das Nações Unidas e subvertendo a sua Carta.

Num momento em que a crise tem servido de desculpa para atacar os direitos e as conquistas dos trabalhadores e dos povos, as despesas e o investimento em novas tecnologias militares não cessam de aumentar, sendo que cerca de 70% dos gastos militares no mundo são dos países membros da NATO – os grandes responsáveis pela agudização da situação económica e social são os mesmos que promovem a corrida aos armamentos, a militarização das relações internacionais e a guerra.

Portugal, membro fundador da NATO pela mão do regime fascista, tem vindo a pautar a sua política externa pela submissão a interesses alheios às aspirações e anseios de paz do povo português.

A Constituição da República Portuguesa – nascida da libertação do fascismo e do anseio do fim da guerra colonial e da paz, conquistadas após o 25 de Abril de 1974 – preconiza a resolução pacífica dos conflitos internacionais, o desarmamento, a soberania e a independência nacional, a não-agressão e a não-ingerência, a dissolução dos blocos político-militares, a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração dos povos.

Contrariando a Lei Fundamental, os sucessivos governos têm vindo a comprometer Portugal com a NATO e os seus crimes, enviando tropas portuguesas para actos de agressão a outros povos. Enquanto se impõem sacrifícios ao povo português e se corta nas despesas sociais, utilizam-se milhões de euros para adaptar e dispor as Forças Armadas Portuguesas às exigências da NATO.

Na sua Cimeira de Chicago, a NATO – ao mesmo tempo que procura assegurar a sua «retirada» ordenada do atoleiro do Afeganistão –, reafirma a instalação do sistema antimíssil dos EUA na Europa e o compromisso dos países membros da NATO na manutenção e no desenvolvimento de capacidades militares e na partilha de meios e de custos da sua política belicista - o que já mereceu a aceitação do governo português.

Este é um rumo que contraria as aspirações e os direitos dos povos a um mundo de paz, de solidariedade e cooperação e que constitui a maior ameaça à paz e à segurança internacional.

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Assim, por ocasião da Cimeira da NATO em Chicago, e dando continuidade aos objectivos e aos compromissos da Campanha «Paz Sim! NATO Não!», realizada em Portugal em 2010, afirmamos:

  • A exigência da retirada imediata das forças portuguesas envolvidas em agressões da NATO, nomeadamente do Afeganistão;

  • A rejeição da instalação do sistema míssil dos EUA na Europa e de qualquer participação de Portugal neste;

  • A rejeição da escalada de guerra no Médio Oriente, nomeadamente contra a Síria e o Irão;

  • A reclamação do fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em território nacional;

  • A reclamação da dissolução da NATO;

  • A exigência do desarmamento e do fim das armas nucleares e de destruição massiva;

  • A exigência do cumprimento dos princípios da Carta das Nações Unidas e da Constituição da República Portuguesa, em respeito pela soberania e igualdade dos povos.

Maio de 2012

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Organizações que subscreveram até o momento:
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Associação de Intervenção Democrática – ID
Associação dos Agricultores do Distrito de Lisboa
Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iúri Gagárin
Associação Projecto Ruído
Casa do Alentejo
Colectivo Mumia Abu-Jamal
Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura Recreio e Desporto
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Ecolojovem – Os Verdes
Frente Anti-Racista
Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra
Iniciativa Jovem
Interjovem – CGTP-IN
Juventude Comunista Portuguesa
Movimento Democrático de Mulheres
Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas
Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal
União de Resistentes Antifascistas Portugueses
União dos Sindicatos de Lisboa – CGTP/IN
Voz do Operário

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Segunda-feira, 26 de Março de 2012
As duas Al Qaeda

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Em plena campanha eleitoral para a Presidência da República, com as sondagens a serem-lhe desfavoráveis, Nicolas Sarkozy parece ter descoberto na Al Qaeda o seu avatar para a vitória. Como antes dele, no outro lado do Atlântico, Bush (filho) e Obama.

É a farsa das duas Al Qaeda:

  • Uma é só «terroristas». Radicalismo islâmico (fica por explicar que esse radicalismo tem a sua origem ideológica no «fiel aliado» Arábia Saudita). Ameaças de atentados e descoberta de células sempre que tal se revela conveniente. Alguns dos chamados «politólogos» vão ao ponto de lhe chamar uma «estrutura franchisada», onde quem lhe apetece se intitula seu membro. Tudo a justificar as Novas Cruzadas do século XXI sob o manto diáfano da «guerra ao terrorismo». Invade-se o Afeganistão e o Iraque. Mais de um milhão de inocentes mortos em 10 anos é o rescaldo. Para já!

  • A outra, estranho paradoxo, ou talvez não, aparece como aliada dos mesmos que a dizem combater. É assim que vemos os famigerados «terroristas» de mãos dadas com a França, a Inglaterra e os EUA na invasão da Líbia. E o mesmo na actual intervenção na Síria.

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Alguém acredita nas chamadas «teorias da conspiração»?...

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Sábado, 10 de Março de 2012
Irão

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Ainda nem os EUA nem a Alemanha, potências imperialistas que se arrogam o direito de dar lições ao mundo, existiam como nação e como país, e já a Pérsia era há milénios uma civilização avançada, com uma identidade própria e notáveis realizações no campo da ciência, da arte e da cultura. O mesmo sucedeu com o Iraque no quadro do mundo árabe ou com a China, por exemplo. Trata-se de realidades que mostram como é irregular e acidentado o processo de desenvolvimento de nações e civilizações. O próprio exemplo de Portugal ilustra bem como aquilo que num momento histórico é avançado e progressista («Descobrimentos») se pode tornar factor de atraso e submissão.

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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011
Síria e Irão no centro da campanha de mentiras

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Imersas nas contradições de um sistema em crise profunda, as potências imperialistas procuram nas guerras de agressão garantir a sua hegemonia planetária. Síria e Irão são os alvos que mais sobressaem numa campanha de mentiras cujo guião recorda o seguido nos casos da ex-Jugoslávia, Iraque e Líbia.

Na Síria, as botas cardadas que na última década o imperialismo fez soar nos Balcãs, Médio Oriente e Norte de África já ecoam. Episódio mais próximo foi a conferência de imprensa que a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, promoveu antes da sessão especial do Conselho dos Direitos Humanos, realizada sexta-feira, dia 2, em Genebra.

(...)

No Irão, a investida militar encontra-se em fase menos acelerada, embora, como sublinhou, quinta-feira, à rádio pública do país o ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, todas as opções se encontrem em cima da mesa.

(...)

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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011
Iraque arrasado

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Mais de oito anos após a invasão e ocupação do Iraque, os números chocantes de um milhão e 300 mil mortos e quatro milhões de refugiados convivem com a fome e a miséria num território arrasado mergulhado na corrupção, garante um membro da Frente de Resistência Iraquiana contra a Ocupação.

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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
E Daniel Oliveira até simpatiza com esta gente...

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Comecemos por recordar dois "posts" de Daniel Oliveira (DO):

Dos outros que, no Arrastão, apoiam a agressão da NATO à Líbia (*), nem vale a pena falar. Com pessoas assim, está o Bloco bloqueado.

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Veja agora este vídeo que copiamos do 5dias (Helena Borges):

E agora nada mais escrevo porque me apetece vomitar. E, depois, vou com Zeca Afonso recordar Wiriamu, Mocumbura e Marracuene (**).

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(**) Como uma coisa puxa a outra, lembrei-me deste trecho:

«Lisboa está em festa, com milhares de pessoas a acorrerem ao cais para ver o troféu de guerra que constitui o grupo de prisioneiros trazidos de Moçambique. É a chegada da fera cruel, do pesadelo de todos os governos portugueses, do régulo sanguinário, como o classificaram os jornais nos últimos meses

Em mais de um século, a boçalidade, a bestialidade, é a mesma. Ou pior.

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Due popoli. Una guerra.

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PS: Entretanto, domingo, dia 23 de Outubro,

«“Somos um país muçulmano e por isso a Xariá será a base de todas as leis… Por isso toda a legislação que não esteja em concordância com os princípios do Islão, não será aplicada,” garantiu o líder do CNT

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011
Protesto por todos os EUA

 Protesto por todos os EUA

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publicado por António Vilarigues às 08:55
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Domingo, 11 de Setembro de 2011
No décimo aniversário dos atentados de 11 de Setembro de 2001

A pretexto da "luta contra o terrorismo" e da "segurança dos EUA" foram invadidos e ocupados países soberanos, provocando centenas de milhar de mortos, milhões de refugiados e desastres humanitários e civilizacionais de trágica envergadura. Foram criados campos de concentração e uma rede mundial de prisões secretas, à margem dos sistemas judiciais e legais. Foi justificada e promovida a tortura. Promoveu-se o racismo e a intolerância, favorecendo a ascensão de forças de extrema-direita e xenófobas. A coberto da "luta contra o terrorismo" desenvolveram-se teorias racistas de que é particular exemplo a teoria do "choque de civilizações" com as consequências que hoje estão à vista.

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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011
Yes, we can... Nothing!

Se, finalmente, recordarmos o autêntico «frémito mundial» de esperança que constituiu a candidatura de Obama e o seu festejado slogan Yes, we can! temos matéria mais funda a desossar.

(...)

De facto, a famosa consigna de Obama Yes, we can! (Sim, nós podemos!) depressa se transformou em.. Nothing (Nada).

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publicado por António Vilarigues às 00:03
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Terça-feira, 16 de Agosto de 2011
Entrevista da “Euronews” com o Presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad

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O diário.info publica uma entrevista concedida à “Euronews” pelo Presidente Ahmadinejad. Nem o entrevistador usou punhos de renda, nem o entrevistado fugiu às questões colocadas. Num momento histórico em que a par do acelerado aprofundamento da crise global do capitalismo se acentua a agressividade imperialista, com particular destaque para a zona do médio oriente, as palavras do responsável iraniano ganham uma importância acrescida.

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