Sábado, 2 de Fevereiro de 2019

Operação «fake news», instrumento de censura

Facebook - AbrilAbril.jpg

Criou-se um clima nebuloso onde a verdade e a mentira se confundem deliberadamente para que surja, como único farol clarificador, a versão legítima e absoluta veiculada pelos meios mainstream, fora dos quais reinam a falsidade, a manipulação, a falta de escrúpulos.

 

Fake news, para a comunicação mainstream:

   - dizer que não existiram as «insurreições populares» na Líbia e na Síria que serviram de justificações para as invasões dos dois países;

 

   - informar que Muammar Khaddafi foi assassinado na sequência de um processo conduzido pelos serviços secretos franceses;

 

   - demonstrar que países como os Estados Unidos, a França e o Reino Unido recorrem ao terrorismo fundamentalista islâmico para concretizarem estratégias próprias no Médio Oriente;

 

   - recordar que o golpe de Estado para estabelecer a «democracia» na Ucrânia deu asas às organizações nazis para dominarem o país;

 

   - revelar provas de que o avião civil malaio que fazia o voo MH-17 pode não ter sido abatido por um míssil da Rússia;

 

   - todos os exemplos comprovativos de que a NATO se comporta como uma aliança agressiva.

 

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publicado por António Vilarigues às 11:52
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Domingo, 27 de Janeiro de 2019

A guerra conduzida pelos Estados Unidos contra a Venezuela está em marcha

Mapa Venezuela_agresion

Quanto mais o imperialismo intensifica a guerra económica para infernizar a vida do povo venezuelano, mais a comunicação social dominante serve de caixa de ressonância da urgência ‘humanitária’ no país.

Sem ponta de imparcialidade e equilíbrio informativo, a campanha em curso vira do avesso a realidade venezuelana.

O vídeo da dignidade

 

«Nos dias anteriores à minha chegada, dizia-se que a maioria dos semáforos em Caracas estavam avariados. Passaram-se dias até encontrar um que não funcionasse.»

«Jornais, rádios e televisões repetem até à exaustão que há uma ditadura e uma crise humanitária na Venezuela. E eu flutuo numa realidade paralela. Parto à procura dessa crise humanitária de que todos falam.»

«O ano de 2019 inicia-se na América Latina sob a ameaça de conflitos de grandes proporções tendo como objectivo concretizar a consigna norte-americana de erradicar a «troika da tirania», expressão em que o secretário de Estado, John Bolton, agregou Cuba, Nicarágua e Venezuela.»

«A guerra conduzida pelos Estados Unidos contra a Venezuela está em marcha. Independentemente dos contornos militares que vier a assumir, o pretexto político já foi definido – a suposta «ilegitimidade» do novo mandato de Nicolás Maduro –, os encontros conspirativos regionais sucedem-se e as provocações belicistas também, enquanto as pressões diplomáticas se intensificam.»

Eleições presidenciais Maio 2018 Venezuela.png

«El exjefe del Gobierno español José Luis Rodríguez Zapatero ha asegurado que las elecciones presidenciales venezolanas de mañana domingo serán libres y contarán con las garantías básicas, al iniciar este viernes su misión como observador electoral. “Vamos a estar en los colegios electorales constatando si los venezolanos votan libremente, yo no tengo ninguna duda de que votan libremente”, ha asegurado el exmandatario en una rueda de prensa, tras reunirse con autoridades del Consejo Nacional Electoral (CNE).
A su juicio, el sistema de votación venezolano es “perfectible” como otros, pero ofrece las “garantías básicas”.»

 

«Na cerimónia da tomada de posse realizada no Tribunal Supremo de Justiça estiveram representados oficialmente 38 países – África do Sul, Bolívia, China, Cuba, México, Nicarágua, Federação Russa, etc. – e 16 organizações internacionais, como a ONU e diversas das suas agências, a União Africana ou a Liga Árabe. Estiveram ainda representadas delegações de forças políticas de 94 países, incluindo dos EUA, do Canadá e de países que integram a UE, de que é exemplo o PCP.»

«Augusto Santos Silva afirmou que a Venezuela precisa de «eleições livres», ignorando o presidente democraticamente eleito, Nicolás Maduro, e dando «legitimidade» ao autoproclamado presidente interino.»

«Os EUA levaram a ingerência ao Conselho de Segurança da ONU mas o objectivo de garantir «um apoio pleno» a Juan Guaidó falhou.»

«Após semanas de tentativas de acesso, o Reino Unido, pressionado por vários membros do governo de Donald Trump, congelou o acesso da Venezuela às suas reservas de ouro no Banco de Inglaterra.»

bandeira venezuela.jpg

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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017

A Administração Trump, a situação nos EUA e suas repercussões na situação internacional

Administração Trump.jpg

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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2016

Guterres

António Guterres_onu

 

Face à decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas de recomendar à sua Assembleia Geral a nomeação de António Guterres como Secretário-geral das Nações Unidas, importante cargo da diplomacia internacional, o PCP salienta os enormes desafios que estão colocados a António Guterres, desde logo o da defesa e respeito do direito internacional como consagrado nos princípios e valores da Carta das Nações Unidas e a defesa da missão e papel da ONU, contrariando a perversão e instrumentalização de que têm vindo a ser alvo.

A assunção desta elevada responsabilidade por António Guterres ocorre numa situação internacional que exige das Nações Unidas uma acção determinada a favor da promoção e defesa da paz, da cooperação, do desenvolvimento económico e social, no respeito pelos direitos dos povos, incluindo à auto-determinação, e da soberania e independência dos Estados.

 

António Guterres_caricatura

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

 

«O que é interessante observar é o discurso jornalístico sobre o processo, mas sobretudo sobre o candidato, e depois sobre o eleito, quase glorificado como personagem imaculada, numa narrativa frequentemente de aplauso acrítico e assumindo a nomeação para o cargo como causa nacional da qual os Media se tornaram porta-estandartes.»

 

«Sabemos que o antigo primeiro-ministro se demitiu para não entrar no pântano. Mas é preciso que não perca a noção de que é no pântano que vai cair. Daí que seja tarefa urgente tirar a ONU do pântano!»

 

«Restaurar a dignidade, a neutralidade e o balanço democrático possível na ONU;

activar e tornar eficaz o papel da ONU em todos os processos de paz justa e duradoura dos quais tem estado ausente ou onde é inoperante, como os da Palestina, do Sahara Ocidental, da reunificação de Chipre, da Síria;

envolver positivamente a ONU na neutralização dos efeitos nefastos da ressurreição do nazismo incentivada no Leste da Europa pelo fatídico golpe na Ucrânia, integrado numa corrida armamentista e de cerco realizada pela União Europeia e a NATO;

estes são apenas alguns passos do exigente programa que o novo secretário-geral tem pela frente.»

 

reuniao_votacao_conselho_seguranca_onu

 

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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016

Shimon Peres ( 2 de Agosto de 1923 / 28 de Setembro de 2016)

Shimon Peres-1963

O ex-presidente israelita, Shimon Peres, morreu quarta-feira, 28 de Setembro, aos 93 anos de idade.

Peres nasceu na actual Bielorrússia em 1923, e a sua família mudou-se para a Palestina nos anos 30. Ainda jovem, Peres juntou-se à Haganah, a milícia que foi a principal responsável pela limpeza étnica de aldeias palestinas em 1947-1949, durante a Nakba.

Apesar da expulsão violenta dos palestinos ser um facto histórico, Peres afirmou que antes de Israel existir «não havia nada aqui».

Durante sete décadas, Peres foi primeiro-ministro (duas vezes) e presidente da República, foi membro de 12 governos e exerceu as funções de ministro das Finanças, da Defesa e dos Negócios Estrangeiros.

É muito conhecido no Ocidente pelo seu papel nas negociações que conduziram aos Acordos de Oslo de 1993, que lhe valeram, juntamente com Yitzhak Rabin e Yasser Arafat, o Prémio Nobel da Paz. A sua carreira, porém, desmente a reputação de «pomba».

Entre 1953 e 1965, Peres foi primeiro director-geral do Ministério da Defesa e depois vice-ministro da pasta. Devido às suas responsabilidades nesse tempo, Peres foi descrito como «um arquitecto do programa de armas nucleares de Israel».

Em 1975, segundo actas secretas entretanto reveladas, Peres encontrou-se com o ministro da Defesa sul-africano, Pik Botha, e ofereceu-se para vender ogivas nucleares ao regime do Apartheid. Em 1986, Peres autorizou a operação da Mossad que raptou em Roma o técnico nuclear Mordechai Vanunu, que revelara o programa nuclear de Israel.

Os colonatos ilegais de Israel na Margem Ocidental são geralmente associados ao Likud e outros partidos nacionalistas de direita, mas de facto foi o Partido Trabalhista, com a participação entusiástica de Peres, que deu início à colonização do território palestino recém-conquistado.

Durante o mandato de Peres como o ministro da Defesa, desde 1974 até 1977, o governo de Rabin estabeleceu uma série de colonatos na Margem Ocidental.

Depois do seu papel-chave nos primeiros dias dos colonatos, em anos mais recentes Peres interveio para minar quaisquer medidas, mesmo modestas, no sentido de sancionar aprovar os colonatos ilegais.

Mapa UN_Palestine_Partition_Versions_1947

Como primeiro-ministro, em 1996 Peres ordenou e supervisionou a «Operação Vinhas da Ira», durante qual as forças armadas israelitas mataram cerca de 154 civis no Líbano e feriram mais cerca de 351.

O incidente mais tristemente célebre da campanha foi o massacre de Qana, quando Israel bombardeou um complexo das Nações Unidas e matou 106 civis que ali tinham procurado protecção. Um relatório da ONU indicou que, contrariamente à negação israelita, era «improvável» que o bombardeamento tivesse resultado «de erros técnicos e/ou processuais».

Peres foi um dos mais importantes embaixadores de Israel a nível mundial nos últimos dez anos, enquanto a Faixa de Gaza estava sujeita a um bloqueio devastador e a três grandes ofensivas. Peres apoiou sempre a punição colectiva e a brutalidade militar.

Em 2014, durante um bombardeamento sem precedentes de Gaza, Peres branqueou mais uma vez os crimes de guerra: depois de as forças israelitas terem matado quatro crianças que brincavam numa praia, Peres atribuiu a culpa aos palestinos. O asfixiante bloqueio, condenado internacionalmente como forma de punição colectiva, foi também defendido por ele.

Peres sempre deixou claro o objectivo de um acordo de paz com os palestinos. «A primeira prioridade é preservar Israel como um estado judaico.» Foi esta a razão do apoio do Partido Trabalhista aos Acordos de Oslo, como Rabin esclareceu num discurso ao Knesset em 1995, ao afirmar que aquilo que Israel esperava de Oslo era uma «entidade palestina» que fosse «menos do que um Estado». Jerusalém seria a capital indivisa de Israel, os principais colonatos seriam anexados e Israel permaneceria no Vale do Jordão.

Declaration_of_State_of_Israel_1948_1

Entre aqueles que afirmaram a sua intenção de participar no funeral contam-se Barack Obama, Hillary Clinton e Bill Clinton, assim como o príncipe Carlos e François Hollande.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, chamou a Peres um parceiro para alcançar uma «paz dos bravos» e afirmou que a sua morte «é uma pesada perda humanidade e para a paz na região».

Num sentido diferente se pronunciou no passado dia 15 de Setembro Basel Ghattas, deputado no Knesset pela Lista Conjunta (coligação de partidos palestinos e da esquerda não sionista em Israel), ao afirmar no Facebook que «Shimon Peres está coberto da cabeça aos pés de sangue palestino».

Numa reacção relatada pela agência Associated Press, Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas, disse esta quarta-feira que «Shimon Peres era o último dirigente israelita dos que fundaram a ocupação, e a sua morte é o fim de uma fase na história desta ocupação e o começo de uma fase nova de fraqueza».

Hanan Ashrawi, membro do Comité Executivo da Organização de Libertação da Palestina, afirmou que «o legado de Peres será recordado pelos palestinos como um defensor incansável do assassínio de crianças, da perpetuação da ocupação e da expulsão das suas terras dos palestinos delas originários». Wasel Abu Yousuf, também membro Comité Executivo da OLP, afirmou por seu lado que Peres «participou em todas as guerras israelitas desde o início. Foram cometidos massacres e ele foi o principal participante».

(sublinhados meus)

AQUI

 

Mapa Palestina-Israel 1946-2010

 

Ver mais:

https://www.middleeastmonitor.com/20160928-shimon-peres-israeli-war-criminal-whose-victims-the-west-ignored/

http://www.albawaba.com/news/shimon-peres-was-%E2%80%98no-man-peace%E2%80%99-hanan-ashrawi-887624

http://www.maannews.com/Content.aspx?id=773329

 

Ver artigos sobre Shimon Peres:

 

Do jornalista inglês Robert Fisk:

http://www.independent.co.uk/voices/shimon-peres-dies-israel-qana-massacre-never-forget-no-peacemaker-robert-fisk-a7334656.html

Do historiador israelita Ilan Pappe:

https://electronicintifada.net/content/shimon-peres-perspective-his-victims/18096

 

Shimon Peres_2010

«A questão é não deixar cair no esquecimento o que Peres representa para os palestinianos e os seus vizinhos no Médio Oriente, o seu extenso currículo ao serviço do colonialismo e do apartheid, que é bem diferente da «pomba incansável» divulgada pelos meios ocidentais.»

palestina-bombardeamento-khan_younis-2012

 Palestinianos juntam-se após um bombardeamento das forças militares israelitas em Khan Younis, no Sul da Faixa de Gaza, durante a operação levada a cabo em Novembro de 2012

 

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Domingo, 9 de Outubro de 2016

Síria, o epicentro da ameaça global

Guerra na Siria_1

 

A situação actual na Síria contém todas as circunstâncias imagináveis que podem degenerar num conflito de proporções internacionais há muito inatingidas.

Não apenas porque ali está tão à vista como na Ucrânia o frente-a-frente entre as duas principais potências mundiais, como é também nos escombros sírios que se embrenham e confundem os mais ameaçadores conflitos regionais, ora agravados, e se ateiam com irresponsabilidade aventureira os mil e um rastilhos da ameaça terrorista global.

 

Mapa Síria3

«Os recentes desenvolvimentos da situação na Síria vêm demonstrar que o imperialismo norte-americano continua apostado na brutal guerra de agressão contra a soberania e integridade territorial da República Árabe Síria e a tentar impor o afastamento do Governo sírio, dirigido pelo presidente Bashar al-Assad. Uma criminosa guerra que enfrenta, há mais de cinco anos, a notável e heróica resistência das forças patrióticas sírias, do povo sírio.

(...)

Por mais intensa que seja a campanha de manipulação mediática, a verdade é que os Estados Unidos e os seus aliados – França, Reino Unido, Turquia, Arabia Saudita, Qatar, Israel, entre outros – continuam a intervir na Síria e a instrumentalizar os diversos grupos armados que criaram e apoiam com o objectivo de dividir e destruir o Estado sírio – aliás como fizeram no Iraque e na Líbia, com as dramáticas consequências que se conhece.»

siria-forcas-governamentais 2016

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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

Manipulação e censura na comunicação social

ACR_DEBATE Comunic

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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2016

A pedofilia como arma de guerra

Mahmoud Raslan (na fotografia em primeiro plano)

 

A foto e o vídeo de Omron, garoto de cinco anos da cidade de Alepo (Síria), têm corrido mundo e enchido as primeiras páginas e espaços nobres da comunicação social.

Por que razão o drama de Omron mereceu destaque especial entre a torrente de episódios semelhantes?

«(...)

Qualquer jornalista com uma réstia de brio profissional que sobreviva à voz de comando dos donos poderia investigar as razões pelas quais o drama do pequeno Omron mereceu destaque especial entre a torrente de episódios semelhantes. Bastar-lhe-iam um pouco de curiosidade profissional e algumas horas de trabalho.

O que aprenderia então esse jornalista?

Que, na altura em que foi tirada a fotografia e captado o vídeo, a criança não estava a ser socorrida por profissionais de saúde mas sim nas mãos de uma dita «organização não-governamental», a White Helmets (escudos brancos), uma das muitas entidades por esse mundo fora, neste caso na ocupada cidade de Alepo, que servem de cobertura a actividades da CIA, dos serviços britânicos de espionagem MI6 e dos seus congéneres holandeses IDB.

Que a White Helmets é um braço de uma empresa designada Innovative Comunications & Strategies (InCoStrad), com escritórios em Washington e Istambul, uma agência de comunicação e propaganda do MI6 e da NATO criada para o conflito sírio. Esta empresa é autora, por exemplo, dos logotipos da maior parte dos bandos de mercenários e grupos terroristas em acção na Síria, dos «moderados» ao próprio Estado Islâmico, ou Daesh, ou Isis.

Que o oportuno autor do instantâneo foi Mahmoud Raslan (Rslan, grafia usada na sua página de Facebook), um jihadista simpatizante do Estado Islâmico, membro do grupo terrorista «moderado» Harakat Nour Din al-Zenki, protegido pela Turquia e que foi um dos contemplados pela CIA com armas antitanque BGM-71.

Que o Mahmoud Raslan e o seu grupo são realmente amigos de crianças. Há pouco mais de um mês, em 16 de Julho, o «fotógrafo» e membros do seu grupo terrorista promoveram uma cerimónia de sangue na qual foi decapitado na caixa traseira de uma camioneta vermelha, em pequenos e sincopados golpes de arma branca, o garoto palestiniano Abdullah Tayseer al-Issa, de 12 anos. Fora «julgado» e «condenado» pelos «moderados» de Raslan por pertencer supostamente às «Brigadas Al-Quds». A cabeça ensanguentada da criança foi depois exibida efusivamente, como histórico troféu, cena documentada em vídeos que qualquer pessoa – nem precisa de ser jornalista – descobrirá em rede, se tiver estômago para tal.

(...)»

Guerra na Siria_1

«Como denuncia o Off-Guardian, é a agenda desta gente que a imprensa considerada «de referência» alimenta.

O bombardeamento de uma escola no Iémen, as denúncias da Unicef sobre a proliferação do trabalho infantil no Iraque após a invasão em 2003 ou a morte de um jovem palestiniano pelo Exército israelita não fizeram capas. Foi a imagem de propaganda de um dos mais mortíferos grupos terroristas a operar na Síria que deu várias voltas pelo globo e está a ser usada para justificar a guerra.»

 

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Domingo, 14 de Agosto de 2016

O futuro de Israel é aterrador

Duma 2015-08-01

Se em 14 de Maio de 1948, aquando da criação unilateral do Estado de Israel, havia já uma forte identidade palestina, forjada por séculos de história, hoje os quase 70 anos após a partilha colectiva do sofrimento imposto por Israel a todos os palestinos, civis ou militantes de movimentos de libertação armados, homens ou mulheres, adultos ou crianças, tornam o povo palestino invencível aos olhos do mundo.

Há povos que surpreendentemente se tornam invencíveis nas circunstâncias mais difíceis.

É o caso do povo palestino.

A Sociedade israelense está permanentemente a desviar-se para a direita, pelo que todo o paradigma político do país está em constante redefinição. Israel, agora «governado pelo Governo de direita mais extrema da sua história», passou em poucos anos de uma apreciação informada a um cliché sem nexo.

De facto, ultrapassou essa fronteira exatamente em maio de 2015 quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, já ele da mais extrema da direita, com uma maioria de pessoas politicamente afins, fanáticos religiosos e ultranacionalistas. Ao trazer para o seu redil o ultranacionalista Avigdor Lieberman, Netanyahu repete a sua arquiconhecida fórmula.

Desde 25 de maio que Lieberman se tornou ministro da Defesa de Israel. Tendo em conta a política ruidosa e violenta de Lieberman – como ficou demonstrado nos seus dois mandatos como ministro das Relações Exteriores (2009-2012 e depois 2013-2015) – agora como ministro da Defesa de Israel do «Governo de direita mais extrema da história» alberga todo o tipo de aterradoras perspetivas.

 

palestina_ilustracao

«De Hollande a Obama, de Clinton a May, de Merkel a Renzi, a frente do combate «contra o terrorismo» é inexpugnável. No meio deles, Benjamin Netanyahu funciona como uma referência dessa grande confraria democrática e pacifista. Ele não hesita em usar a guerra e o terrorismo contra «o terrorismo», nem que tenha de arrasar a vida de crianças, sustentar bandos de criminosos, «islâmicos» ou não, ou fazer gato-sapato do direito internacional e dos mais elementares direitos humanos.

Quando os principais dirigentes mundiais dizem que estão «em guerra contra o terrorismo» ou são favoráveis à existência de dois Estados na Palestina, mentem com quantos dentes têm na boca. E são cúmplices, disso não haja qualquer dúvida, com o terrorismo de Estado tal como é praticado por Israel.»

 

Crianças Palestina Julho 2014

«O general Herzi Halevy, chefe dos serviços de espionagem militar do Estado de Israel, declarou recentemente, numa conferência em Herzlia, que “não queremos a derrota do Daesh (ou Isis, ou Estado Islâmico) na Síria”. Os seus “actuais insucessos colocam Israel numa posição difícil”, lamentou, de acordo com uma transcrição publicada no jornal Maariv, conotado com a direita política sionista.

A última coisa de que o general Halevy pode ser acusado é de usar uma linguagem hermética, hipócrita, ao contrário de tantos dirigentes políticos mundiais, de Hollande a Obama, de Mogherini a Hillary Clinton, do secretário-geral da NATO aos autocratas da União Europeia. Ele é directo, fala com clareza, respeitando, aliás, a prática do seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que se deixa fotografar em hospitais israelitas visitando terroristas da Frente al-Nusra (al-Qaida) feridos durante a agressão à Síria soberana.»

 

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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2016

Líbia, caos e história

Mapa Líbia_Civil_War 2016

Areas of control in the Civil War, updated 30 April 2016:
Location dot red.svg Tobruk-led Government Location dot lime.svg Government of National Accord Location dot grey.svg Islamic State of Iraq and the Levant & Ansar al-Sharia (Libya) Location dot blue.svg Petroleum Facilities Guard Location dot yellow.svg Tuareg tribes Location dot orange.svg Local forces

 

Tal como a Síria a Líbia é uma presa que o imperialismo não largará facilmente. As suas riquezas e posição geo-estratégica são demasiado importantes. Além disso a reacção internacional nunca perdoou à Líbia a sua opção pela soberania e o não alinhamento, a utilização dos seus enormes recursos petrolíferos para o desenvolvimento do país e, apesar de sérias contradições, a sua posição solidária com a Palestina ou por uma «unidade africana» fora do controlo imperialista.

A Líbia tornou-se no início do século XX uma colónia italiana e durante a Segunda Guerra Mundial foi palco de importantes batalhas contra as hordas nazis. Após a Vitória, e apesar de lhe ter sido reconhecida em 1951 a independência com a imposição de uma monarquia reaccionária, a Líbia ficou praticamente sob tutela da Grã-Bretanha, que aí instalou, tal como noutros pontos do Mediterrâneo, de Gibraltar a Chipre, bases militares para impor a sua hegemonia numa vasta área de enorme importância estratégica em termos de rotas marítimas e riquezas naturais, e para fazer frente ao ascenso do movimento de libertação nacional dos povos árabes e africanos. Foi neste contexto que em 1 de Setembro de 1969 um grupo de jovens oficiais dirigidos pelo então capitão Muammar Kadhafi derrubou a monarquia e proclamou a República Árabe Líbia, expulsou os militares britânicos e norte-americanos, nacionalizou o petróleo e tomou outras medidas anti-feudais e de carácter progressista.

Desde que se constituiu como país independente a Líbia raramente conheceu um momento de sossego. O imperialismo, utilizando os mais variados pretextos, tudo fez para derrubar o seu regime, indo ao ponto de bombardear Tripoli e Bengazi para assassinar Kadhafi. Finalmente, tirando partido de hesitações e contradições da direcção líbia não hesitou em recorrer à NATO para a guerra de agressão que destruiu o país.

latuff_obama_libya

«É que nunca qualquer ideólogo, por mais retorcido e criativo que fosse ou seja, conseguiu imaginar algo tão democrático.

(...)

Na Líbia, o país maior produtor de terroristas islâmicos per capita, confrontam-se hoje vários governos, numerosas milícias e hordas de mercenários, dezenas de senhores da guerra e respectivos exércitos tribais. Isto é, poucas democracias serão tão ricas, multifacetadas e plurais como a que a NATO criou na Líbia.»

Democracia NATO

«O secretário norte-americano da Defesa, Ashton Carter, submeteu à Casa Branca um plano pormenorizado para levar a cabo operações militares em toda a Líbia, noticiou o New York Times. E já há boots on the ground –­ tropas no terreno, em jargão castrense

 

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