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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

31 de Março de 1821 – Fim da Inquisição em Portugal

Inquisição 1831

O Tribunal do Santo Ofício, comummente designado por Inquisição, foi instituído em Portugal em 1536, no reinado de D. João III.

Visto como uma «nova arma de centralização régia», que permitiu perseguir e liquidar o crescente poder dos cristãos-novos considerados pela coroa portuguesa como uma ameaça, o tribunal eclesiástico tinha oficialmente como missão inquirir dos desvios da fé católica, das heresias e práticas pagãs, mas estendeu-se a muitas outras áreas, incluindo a censura de livros.

Os processos, geralmente secretos, baseavam-se em denúncias, mesmo anónimas, boatos e suspeições de todo o tipo.

Os inquisidores podiam prender, julgar, castigar, torturar e condenar à morte sem que aos acusados fosse dada possibilidade de defesa.

Durante os seus 285 anos de vigência em Portugal, o Tribunal, considerado santo nos meios e nos fins, processou dezenas de milhares de pessoas e condenou milhares à fogueira; muitas outras morreram na prisão à espera de julgamento.

O Tribunal do Santo Ofício foi extinto um ano depois da vitória de revolução liberal (1820) por decisão das cortes gerais do reino.

AQUI

 

A Justiça por maus caminhos

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Tribunais em contentores, obras sem fim à vista, milhares de processos por transferir, julgamentos adiados, deslocações forçadas de oficiais de justiça, quadros de pessoal deficitários, confusão generalizada – é este o retrato deplorável da Justiça no dia que o Governo decretou para a entrada em vigor do novo Mapa Judiciário.

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Campo de concentração de Guantánamo

Dez anos

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Uma década depois de ter sido inaugurado, Guantanamo permanece um exemplo da barbárie que o imperialismo norte-americano impõe ao mundo.

A 11 de Janeiro de 2002, quando os primeiros 20 suspeitos de terrorismo chegaram à Base Naval que Washington mantêm ilegalmente na ilha de Cuba, os norte-americanos mostravam ao mundo homens agrilhoados de pés e mãos, encapuzados e vestidos de laranja, como é habitual nos condenados à morte nos EUA.

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Guantánamo: Fechem a prisão, fechem a base e desocupem o território!

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Aberta a 7 de Outubro de 2001 pela administração Bush, passaram pela prisão de Guantánamo 775 pessoas.

Destas, apenas três foram julgadas: Ali al-Bahlul, David Hicks, Salim Hamdan.

Apesar da promessa de Obama de a encerrar, em Novembro de 2010 ainda permaneciam presas em Guantánamo 174 pessoas.

Publicado neste blog:

    adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

      Para os filhos dos homens que nunca foram meninos...

      (...)

      Rolam dias iguais a todos os dias; o Outono chega, cavalgando o vento. E Gineto mantém a mesma fé de quando entrou na prisão.

      Através da cela, ouve tropel de cavalos e alarido de muito povo, a entrecortar um sussurro distante, confuso, de música e tiros e vozes... É a Feira. Gineto anima-se, crente de que os companheiros virão buscá-lo neste dia de festa, trazendo Rosete com eles. Encosta a face às grades, espera o regresso à vida livre.

      Uma voz canta, mesmo por baixo da janela, uma canção que ele ouviu, certa tarde, no alto do Mirante. Ele grita:

      — Gaitinhas! Tou aqui, Gaitinhas!

      Mas a voz afasta-se. Gaitinhas-cantor vai com o Saguí correr os caminhos do mundo, à procura do pai. E, quando o encontrar, virá então dar liberdade ao Gineto e mandar para a escola aquela malta dos telhais — moços que parecem homens e nunca foram meninos.

      -

      Final de «Esteiros» , de Soeiro Pereira Gomes, livro que tem a seguinte dedicatória:

      «Para os filhos dos homens que nunca foram meninos, escrevi este livro»

      (...)

      A sua obra de escritor é curta, mas valiosa e significativa. A par dos «Contos Vermelhos», em que narra episódios da vida e da luta clandestina, e do romance «Engrenagem», inspirado pela sua experiência na Cimento Tejo, a sua afirmação como romancista revela-se com «Esteiros» escrito e editado antes de passar à clandestinidade.

      «Esteiros» é uma comovente história da vida de crianças que (como ele escreveu) «nunca foram meninos». Uma história de trabalho infantil; de miséria; de picardias, de audácia e aventuras, transbordando qualquer coisa de heróico na vida dessas crianças.

      «Esteiros» foi desde logo considerado e reconhecido como uma pequena obras prima. Pediu-me que a ilustrasse e assim fiz, certo porém de que os modestos desenhos não eram dignos do valor da obra literária. Observação atenta da vida, «Esteiros» é um romance de profundos sentimentos de amor e ternura pelas crianças e transmite (sem o explicitar) a indignação pela exploração e miséria de que são vítimas.

      Este romance traduz (não em termos de análise política, mas com igual força de expressão e convencimento) o humanismo dos ideais e da luta dos comunistas.

      Trecho de um depoimento de Álvaro Cunhal in «Avante!» Nº 1359 - Soeiro Pereira Gomes

      Este "post" é dedicado às crianças vítimas da pedofilia, a propósito da leitura da sentença do "Processo Casa Pia"

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      adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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      Para que jamais se esqueça

      PARA NO OLVIDAR JAMÁS, Omar Zevallos

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      «Esta es una caricatura que muestra toda la ferocidad de la que fue capaz este sujeto llamado Jorge Rafael Videla, miembro de una estirpe de militares argentinos emparentados con otros de su misma calaña que también hay en toda América Latina.

      La caricatura fue hecha especialmente para la "Muestra de Humor Gráfico por la Memoria, la Verdad y la Justicia" que se realizará en Argentina. El trabajo está hecho en acuarela sobre cartulina sin ácidos


      Para Ler:

      adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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      Julgamento em Mendoza, Argentina: «Os ianques ensinaram-nos a torturar»

      “Los yanquis nos enseñaron a torturar”

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      Lo contó un testigo en el juicio a represores en Mendoza. Dijo que “unos 200” efectivos argentinos acudieron al curso, dictado por rangers que “habían estado en Vietnam”. Terminaron aprendiendo de nosotros, señaló. (...)

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      adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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      A firma «Obama, Gates, Inc.» proíbe exibição de imagens de tortura de prisioneiros

      Obama proíbe exibição de imagens de tortura de prisioneiros. Barack Obama decidiu não permitir a divulgação de novas fotografias que mostram soldados americanos, a maltratar prisioneiros no Iraque e no Afeganistão durante a administração de George W. Bush. A Casa Branca tinha dito que não iria bloquear uma ordem judicial que determinava a libertação das fotos. Mas o governo americano mudou de ideias.

          Além de Obama, é ele que aparece no vídeo da RTP acima. Veja a folha de serviços (em inglês) de:

      Aqui é em castelhano. Um excerto:

      «Fue ascendido a Director Adjunto de la CIA en 1986, y tras la dimisión del director William Casey en 1987, el Presidente Ronald Reagan nominó a Gates para dirigir la Agencia. Pero el Senado se mostró contrario a su confirmación, y tuvo que retirar su nominación. Esto se debió a que Gates había estado estrechamente relacionado con importantes figuras implicadas en el escándalo Irán-Contras, y a polémicos informes que había redactado en los que aconsejaba que EEUU debería intervenir militarmente en Nicaragua para neutralizar al gobierno sandinista enemigo de Washington».

                                                                         

      adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                         

      Spínola não queria libertar os presos políticos. Obama também não quer...

          1. «(...) Lembro-me, na tarde de dia 26, face à demora na libertação dos presos políticos provocada pela resistência de Spínola e do seu círculo em libertar acusados de acções violentas ou de «terrorismo», (...)»

      2. «(...) Ao lado da alínea sobre "a amnistia imediata de todos os presos políticos, na metrópole e no ultramar", o general coloca um ponto de interrogação. No livro "Alvorada em Abril", Otelo Saraiva de Carvalho diz que as objecções de Spínola à amnistia estavam relacionadas com a vontade do general impedir que fossem libertados os que "advogam a entrega imediata do Ultramar". Vítor Alves afirma que Spínola não concordava com a libertação de presos políticos que tivessem estado envolvidos em crimes de sangue. (...)»

      3. «(...) Na prisão de Caxias, a DGS e a GNR mantêm as suas posições. As tropas paraquedistas comandadas por José Brás e Mário Pinto são as primeiras a chegar ao local, sendo mais tarde apoiadas por fuzileiros que organizam um cordão de segurança no reduto norte. A multidão aflui a Caxias para exigir a libertação dos presos políticos, seguindo-se longas conversações entre os advogados e familiares dos presos e o enviado de Spínola, que manifesta a intenção de não libertar todos os presos. (...)»

      «O Presidente dos Estados Unidos vai retomar os julgamentos militares em Guantánamo. O processo judicial controverso tinha sido implementado por George Bush, mas foi terminado por ordem da nova administração americana. Obama diz que os suspeitos de terrorismo terão direitos mais amplos do que até à altura em que os julgamentos foram sancionados».

      adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                         

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