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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

50 anos depois...

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Em 1970, na então Faculdade de Ciências da Universidade Clássica de Lisboa (Rua da Escola Politécnica), numa RIA (Reunião Inter Associações) presidida por um caloiro naquelas andanças de 16 anos, dirigente do MAESL (Movimento Associativo dos Estudantes do Ensino Secundário), foi dada a palavra a um jovem dirigente da Associação de Estudantes do na altura ISCEF (Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras).

A 5 de Março reencontrámo-nos, cinquenta anos depois, na Assembleia da República, no Lançamento do livro «Maria Alda Nogueira, da Resistência à Liberdade», de Maria Alice Samara.

Acreditem ou não estamos QUASE iguaizinhos ao que éramos!

Nota: antes que alguém se lembre de lançar bocas foleiras, o copo tem sumo de frutas.

 

VISEU: Apresentação do livro «Forte de Peniche, Memória, Resistência e Luta»

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No Auditório Mirita Casimiro, dia 12 de Novembro, pelas 18h00m será apresentado o livro «Forte de Peniche, Memória, Resistência e Luta», editado com o apoio da Fundação José Saramago.

Serão oradores António Regala, do Conselho Nacional da URAP, Jorge Sarabando, Publicista, URAP, António Vilarigues, Núcleo de Viseu-Santa Comba Dão da URAP.

 

Roteiro Antifascista: É preciso travar o «Museu Salazar», com esse ou outro nome

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A repetida e deliberada intenção de criar em Santa Comba Dão um monumento simbólico de evocação de Salazar e do fascismo, (sejam estátuas, fundações, museus, ou um agora denominado “Centro de Interpretação do Estado Novo”), insere-se, objectivamente, e independentemente do que pensam ou dizem os seus promotores, numa campanha de branqueamento do fascismo.

É necessário derrotar esse projecto e evitar que o Vimieiro se transforme num centro de culto, local de romagem e santuário de saudosistas dos ideais fascistas e de Salazar, da sua política de métodos repressivos e de cerceamento das liberdades, de atraso, analfabetismo e obscurantismo, de acumulação de grandes fortunas assentes na exploração, nas privações, na miséria e na opressão do povo português e dos povos das colónias portuguesas.

Por iniciativa do Núcleo de Viseu-Santa Comba Dão da URAP, no próximo dia 12 de Novembro, terão lugar na cidade de Viseu durante todo o dia diversas iniciativas de esclarecimento e de denúncia deste projecto.

Com início às 10h30m decorrerá no Rossio uma recolha de assinaturas para a Petição dinamizada pela URAP.

Pelas 16h00m será realizada no Rossio uma Conferência de Imprensa com a presença de dirigentes nacionais da URAP.

No Auditório Mirita Casimiro, pelas 18h00m será apresentado o livro «Forte de Peniche, Memória, Resistência e Luta». Serão oradores António Regala, do Conselho Nacional da URAP, Jorge Sarabando, Publicista, URAP, António Vilarigues, Núcleo de Viseu-Santa Comba Dão da URAP.

Viseu, 7 de Novembro de 2019

Núcleo de Viseu-Santa Comba Dão da União de Resistentes Antifascistas Portugueses

URAP2

 

Crónicas do País da fome, do medo e da ignorância

Retalhos da vida de um médico

 

Em Retalhos da Vida de Um Médico, percorremos os itinerários do país salazarento, interior, doente, matreiro e desconfiado, país das homílias da conformação, das leiras da fome, das casas celtiberas, da insalubridade quase medieval, da rudeza elementar e da transcendência. O jovem médico, acantonado em Monsanto, nessa que foi, no desvario folclórico do fascismo, a aldeia mais portuguesa de Portugal, percorre veredas, socalcos, caminhos abertos nas faldas da serra por onde as mulas, os burros e os carros de bois se esgueiram entre ventos e chuva, para socorrer os pacientes que o procuram quase sempre em situação extrema, quando desenganados de charlatães, bruxedos e mezinheiros, muitas vezes para apenas confirmar o óbito. Um povo triste e desamado.

(...)

Retalhos da Vida de Um Médico é um exemplo do texto clássico do neo-realismo e uma das obras fundamentais da literatura portuguesa do século XX. Um documento raro, sensível e lúcido sobre a realidade profunda do Portugal fascista; país de silêncios, de medos e de revoltas crescendo no meio dos trigais que Namora, sem contemplações, põe a nu – país de ocultas misérias denunciado pela pena de um autor que nestes textos se revela indignado com o sofrimento dos seus concidadãos, e é esse modo de dizer a revolta, de a tornar humana e lídima, que torna estes textos actuais e de uma indefectível universalidade.

AQUI

 

A confiança dos que lutam

A Paixão de Sacco e Vanzetti

 

«Eles agora vão morrer e não resta nenhuma esperança.» De facto, Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, dois italianos que partiram para os Estados Unidos da América em busca de trabalho e melhores condições de vida, morreram na cadeira eléctrica, em 1927, sete anos depois do crime de que foram acusados.

«Enquanto houver vida há esperança – respondeu o comunista.» Nos EUA e por todo o mundo, desencadearam-se intensas campanhas de solidariedade. Em Outubro de 1921, O Comunista, órgão do PCP, dava notícia dos «protestos, moções, telegramas contra o iníquo assassinato» que caíam sobre os consulados americanos.

«Sei que aqueles homens estão inocentes, e contudo têm de morrer. A minha fé na decência humana morrerá com eles.» A forma como decorreu o julgamento pôs em causa o sistema de justiça. O juiz, o governo, a universidade, todos alinharam pelos mesmos preconceitos contra os trabalhadores, contra socialistas, comunistas e anarquistas, contra imigrantes. Forjaram-se testemunhos e provas de forma a encaixarem na história, ao mesmo tempo que se desvalorizaram os argumentos da defesa.

«– A sua fé morre facilmente – disse o comunista.» Artistas de todo o mundo sensibilizaram-se com o caso, tanto na altura, envolvendo-se na campanha pela libertação de Sacco e Vanzetti, como depois, lembrando a injustiça da sentença e o laço que liga o destino desses dois homens aos trabalhadores de todo o mundo. Por isso, ainda hoje as figuras de Sacco e Vanzetti aparecem em peças de teatro, filmes, séries de televisão, músicas, pinturas, jogos de computador, e em livros, muitos livros.

«– Acha? A sua fé é mais forte? Onde reside a sua fé, senhor?» «– Nos trabalhadores da América – respondeu o comunista.» Um desses artistas foi Howard Fast, que publicou dezenas de livros mas se destacou sobretudo pelo seu papel incontornável na divulgação do romance histórico. Vários dos seus livros tiveram adaptações para o cinema, dos quais sobressai Spartacus, realizado por Stanley Kubrick e com interpretações de Kirk Douglas e Laurence Olivier. Também aí, Howard Fast mostra a universalidade da luta dos trabalhadores, onde todos são Spartacus.

«– E os trabalhadores… onde estão?» «– Em toda a parte.» Howard Fast, à semelhança de outros militantes comunistas americanos, foi chamado a depor perante o Comité das Actividades Anti-Americanas, onde se recusou a fornecer nomes, sendo por isso condenado a três meses de prisão. Foi, aliás, nesse período na prisão que escreveu Spartacus. Dois anos depois publicaria este A Paixão de Sacco e Vanzetti, que as Edições «Avante!» lançam agora na colecção Biblioteca Avante!. Neste livro, onde os personagens – à excepção de Sacco e Vanzetti, os seus familiares e Celestino Medeiros (um emigrante português que confessou o crime e foi também executado) – não têm nome, o leitor acompanha o dia da execução, o ânimo dos condenados, o medo dos carrascos, a confiança dos que lutam.

«–Os comunistas?» «– Não, os comunistas não. Os trabalhadores. E aqueles que assassinam Sacco e Vanzetti odeiam os comunistas somente porque sabem que os comunistas estão ligados com os trabalhadores.»

(sublinhados meus)

AQUI

 

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