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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Os partidos não são todos iguais

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Na sua edição de 13 de Setembro deste ano o Diário de Notícias dava conta de um estudo de opinião recente, segundo o qual só nove em cada cem portugueses confiam nos partidos. A que partidos se refere o dito estudo não se diz. Perguntar sobre as diferenças entre os vários partidos existentes não é coisa que importe. A ideia que se pretende transmitir é a de que os partidos são todos iguais. Não haverá diferença entre eles e o juízo de censura dos portugueses recairá indistintamente sobre todos.

Há cerca de um ano, um outro estudo, da Universidade Católica, dava conta de um divórcio manifesto entre os eleitores e «os partidos». Assim mesmo, sem qualquer distinção.

As linhas de força constantes desses estudos e das ilações que deles são retiradas são muito óbvias: tratar os partidos como sendo todos iguais, escondendo as reais diferenças entre eles; tratar o parlamento como uma massa homogénea de eleitos independentemente das forças políticas a que pertençam, das posições que defendam e das propostas que apresentem; e tratar os políticos como uma «classe» de titulares de cargos que defendem exclusivamente os seus interesses pessoais sem querer saber das aspirações, expectativas ou interesses legítimos dos cidadãos que representam, escamoteando o facto de haver milhares de cidadãos que intervêm na vida política, aos mais diversos níveis, sem retirar daí quaisquer benefícios pessoais. Estas linhas de força são recorrentes no discurso mediático dominante em Portugal, na prosápia de analistas e comentadores que ditam sentenças como se não fossem «políticos», e no discurso do poder económico que cultiva o distanciamento e o ataque aos «políticos» como forma de ocultar os seus reais desígnios de controlo do poder político.

Ler texto integral

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As mentiras do ministro Miguel Relvas

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O ministro Miguel Relvas é mais um membro deste Governo de Pedro Passos Coelho e de Paulo Portas, do PSD e do CDS que anda por aí a espalhar mentiras (ou inverdades, ou falsificações, ou como lhe quiserem chamar) a granel.

Aqui vão algumas:

1ª mentira - a reforma administrativa do poder local é uma imposição da troika por causa do défice orçamental. Fica por explicar o porquê de as propostas agora apresentadas no chamado «Livro Verde» (logo saudado pela direcção do PS) irem repescar as defendidas pelo secretário de Estado da Administração Local do governo de Durão Barroso de seu nome... Miguel Relvas.

2ª mentira - o modelo de gestão autárquico criado depois do 25 de Abril de 1974 «está esgotado». Deve ser por isso que propõe o regresso a definições e disposições do velho código administrativo de Marcelo Caetano, de que são exemplo a classificação dos territórios e órgãos autárquicos correspondentes por categorias – rurais e urbanos, de primeiro segundo ou terceiro níveis ou no regresso da visão das freguesias enquanto sub-unidades municipais. Os mesmos (PSD, CDS, PS) que hoje defendem maiores poderes para as Assembleias Municipais, são os mesmos que sempre, repito, sempre, chumbaram na Assembleia da República propostas nesse sentido.

3ª mentira - o sistema eleitoral para as Câmaras Municipais, para as Assembleias Municipais e para as Assembleias de Freguesia tem de ser alterado em nome de uma dita falta de «estabilidade governativa» das autarquias. Só que a realidade, essa «chata», aí está para o desmentir sem apelo nem agravo. Desde o 25 de Abril de 1974 realizaram-se em Portugal por dez vezes eleições para as autarquias. Todas com o actual sistema eleitoral. Nestes anos foram eleitos 3.063 executivos municipais. Houve apenas necessidade de realizar eleições intercalares em 20 (0,7%). Em metade destes executivos dissolvidos haviam maiorias absolutas. Hoje existem maiorias absolutas em 90 por cento do total.das Câmaras Municipais de Portugal. A realidade é tramada…

4ª mentira - «há freguesias (e concelhos acrescentamos nós) a mais», o que poria em causa a «sustentabilidade financeira». Miguel Relvas sabe perfeitamente que é residual o peso do poder local no Orçamento do Estado – 7% da despesa. E ínfimo o das freguesias – 0,1%. Não, não é gralha caro leitor. É mesmo verdade! Mais. Os mesmos que hoje querem apagar do mapa duas mil freguesias, são os mesmos que durante mais de 30 anos e até ontem (anterior legislatura) propuseram e concretizaram a criação de dezenas e dezenas de freguesias.

Lá diz o nosso povo: «mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo»...

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Quem disse que «Portugal é um aliado sempre leal [da NATO], tem-no sido sempre»?

Não, não foi Salazar. Podia ter sido, mas não foi. Salazar podia ter dito a frase do título, já que, em 1949, aquando da formação da NATO, em pleno fascismo, afirmou que os EUA promovem a organização militar «por compreensível sentimento de solidariedade humana». Sim, é verdade, aquele que disse que «Portugal é um aliado sempre leal [da NATO], tem-no sido sempre», estava directamente a considerar-se um digno continuador da obra de Salazar naquele ramo de actividade.

Paulo Portas também não foi. Paulo Portas afirmou (em inglês e tudo, caramba!): «Portugal is a firm, ancient and loyal ally of the United States.» E, aqui, a falar diante de Donald Rumsfeld, a lealdade era tanta que a reafirmou mais duas vezes: «we believe in NATO. We think NATO gave Europe 50 years of peace. And our defense policy is based on loyalty to the Atlantic link and to a very special relationship with the United States of America. (...) I reaffirm the position of the Portuguese government of loyalty and firm belief in the transatlantic link, in the Atlantic organization.»

E, tal como  o autor da frase do título, Augusto Santos Silva, tanta lealdade de Portas deve-se ao amor ardente que ambos compartilham com Rumsfeld e com a NATO, ao povo do Afeganistão e, por extensão, a todo o mundo!

Esta coisa da lealdade à NATO foi até debatida (e enaltecida: «Portugal is, of course, an old and loyal ally within NATO») na Câmara dos Comuns aquando da visita de Marcelo Caetano a Londres, lembram-se? Tudo por causa de guerras que Portugal promovia em países longínquos...

Augusto Santos Silva! O homem que veio obscurecer a carreira de Luís Amado! Estará ele a candidatar-se a futuro secretário-geral da NATO? Aqui o vemos numa fotografia recente quando se deslocou ao Instituto da Defesa Nacional, no dia 2 de Novembro onde fez históricas declarações («Portugal do Minho a Timor», versão Augusto Santos Silva). Aqui está ele acompanhado, logicamente, pelo Alto Representante da ONU para a Aliança [Atlântica?] das Civilizações!

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

Leitura Obrigatória (XXII)

    O governo de Marcelo Caetano, Tentativa de Salvar a Ditadura (Vários autores)

Ao contrário do que actualmente difundem os que pretendem branquear o passado anterior à Revolução de Abril, se mostra que, com Marcelo Caetano, a ditadura fascista continuava.

Ao contrário dos que actualmente pretendem apresentar Marcelo Caetano e o seu governo como o caminho voluntariamente procurado para a democracia, o que caracterizou a política de Marcelo Caetano e o seu governo, ante a perspectiva da revolução democrática que irresistivelmente se aproximava, foi a desesperada tentativa de salvar a ditadura.

Ao contrário dos que acusam a Revolução de Abril de ter evitado a evolução pacífica para a democracia que Marcelo Caetano estaria preparando, a revolução de abril foi a solução necessária, indispensável e imperativa que impediu que continuassem a opressão e o terror fascista e a criminosa guerra colonial.

Ao contrário dos que, falsificando a história e dizendo que com o governo de Marcelo Caetano era o caminho pacífico para a democracia e acusam a Revolução de Abril de responsável pelo descalabro a que chegou actualmente a situação económica, social e cultural, torna-se evidente que a responsabillidade dessa situação calamitosa não é da Revolução de Abril, mas de sucessivos governos que, num processo contra-revolucionário, têm destruído passo a passo as suas conquistas democráticas.

  

In Edições «Avante!»

     

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