TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Quinta-feira, 11 de Outubro de 2018
DORV do PCP Associa-se ao Pesar Pelo Falecimento de Diamantino Gertrudes da Silva, Capitão de Abril

Diamantino Gertrudes da Silva.jpg

Morreu hoje em Viseu, aos 75 anos, Diamantino Gertrudes da Silva, natural de Alvite (1943), concelho de Moimenta da Beira, Capitão de Abril, que à data da Revolução dos Cravos comandou as tropas sublevadas idas de Viseu para Lisboa, com as companhias de Aveiro e da Figueira da Foz, e que na marcha gloriosa teve a seu cargo a tomada da prisão de Peniche.

A sua intervenção está relatada por si no livro "Operação Viragem Histórica", coordenado pelo Comandante Almada Contreiras.

Foi autor de três livros que espelham, com grande brilho literário o percurso de vida, ainda que ficcionado, de um militar de Abril. O terceiro chama-se "Quatro Estações em Abril". Foi distinguido com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

Democrata convicto foi, até que a saúde o deixou, um difusor empenhado e entusiasta dos ideais de Abril, levando, sobretudo às escolas e colectividades, os valores da liberdade, da democracia e da justiça social, objectivos maiores da Revolução dos Cravos.

Nesta hora de pesar, o PCP endereça a toda a família de Diamantino Gertrudes da Silva, sentidas condolências, prestando homenagem pública ao militar valoroso, ao democrata empenhado, ao humanista e homem de cultura. 

Sementes de esperança 

Transcrevemos abaixo o texto que Fernando Augusto Machado, Professor Jubilado da Universidade do Minho, amigo pessoal e contemporâneo do malogrado, nos fez chegar sobre Gertrudes da Silva:

O 25 de Abril de 1974 foi um ponto de partida determinante para o processo de construção da democracia que hoje temos a dita de viver. Processo por vezes sinuoso, com percalços e vicissitudes tantas vezes inesperados, às vezes mesmo obstaculizados ou até combatido por arautos saudosos dos tempos idos… mas processo, que ainda o é, também persistentemente defendido por nós e muitos nos ideais e fins que a Revolução de Abril em tempo inicial definiu ancorados na liberdade, igualdade, justiça e paz.

Mas é também um ponto de chegada tornado rutura à longa época de opressão, de desigualdade, de injustiça e mesmo de guerra em que o país persistia num isolacionismo deprimente ao espaço e tempo da circunstância. Foi tempo negro, sim, mas sempre com a chama de luta persistente em que o PCP, não há história que o possa negar, foi protagonista notado, e por isso perseguido, ao lado de muitos outros inconformados e esperançados resistentes.

Pois bem, nesse ponto de partida para o presente, e de chegada com esperança de futuro, tiveram papel primordial aqueles que continuamos a chamar CAPITÃES DE ABRIL. Eis a razão primeira e maior da sentida homenagem do PCP ao nosso “capitão” Gertrudes da Silva que nos deixa mas que permanecerá na nossa memória e na História de Portugal escrita com letras de ouro assentes em padrões de liberdade, de justiça e paz. Ele foi protagonista ativo e relevante nesse corajoso momento de rutura e assim continuou até ao fim, envolto nos ideais que na madrugada libertadora de abril ele ajudou a nascer e que, em sua homenagem, nos vemos obrigados a defender. Ele nos pede…

Viseu, 10 de Outubro de 2018

O Gabinete de Imprensa da DORViseu do PCP

 


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Segunda-feira, 25 de Abril de 2016
25 de Abril de 1974 / 25 de Abril de 2016

 

«Comemorarmos a Revolução do 25 de Abril e neste acto de elevação dessa gloriosa madrugada e do processo que se seguiu, celebramos, a luta heróica de anos e anos de resistência e combate ao fascismo, o sacrifício e a coragem de gerações de portugueses. A todos esses combatentes democratas e antifascistas a nossa sentida homenagem e o nosso reconhecimento!

Celebramos o feito valoroso dos capitães de Abril que nessa inolvidável madrugada abriu as portas à liberdade e à democracia e aos quais, mais uma vez e sempre, renovamos o nosso apreço e gratidão.

Celebramos o levantamento popular que imediatamente irrompeu nessa manhã libertadora, que transformou a acção militar num processo que abriu caminho a uma verdadeira revolução democrática.

Celebramos a energia combativa e a criatividade revolucionária das massas populares no apoio e na defesa da Revolução, na consolidação e construção da democracia e na sua decisiva luta na concretização de profundas transformações económicas, sociais, políticas e civilizacionais que se traduziram em grandes conquistas dos trabalhadores, do povo e da Revolução de Abril.»

 

Para Ver e Ouvir:


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Sábado, 23 de Abril de 2016
Todos às Comemorações Populares do 25 de Abril!

 


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Domingo, 29 de Novembro de 2015
Há 40 anos, em Portugal - O golpe contra-revolucionário do 25 de Novembro

Pavilhao_desportos_1975-08-14

Desde as primeiras horas do 25 de Abril, à medida que o processo revolucionário avançava, levantaram-se forças saudosistas que, pelos mais diversos meios – sabotagens, campanhas de calúnias e intrigas, boicotes, conspiração, golpes – procuraram a «révanche» fascista.

A seguir ao golpe do 11 de Março, reagindo ao impetuoso avanço antimonopolista da Revolução com o aprofundamento das suas conquistas e procurando paralisar o processo de descolonização já em marcha, a reacção desencadeou uma ofensiva de grandes proporções, que ganhou novo alento após as eleições para a Assembleia Constituinte (25 de Abril de 1975) com o confronto e a ruptura entre o processo eleitoral e a dinâmica revolucionária.

 


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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2015
Sessão comemorativa dos 40 anos da descolonização - ALMADA

40 anos descolonização

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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2015
5ª Divisão MFA - Revolução e Cultura

Convite_5Divisao

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Sábado, 26 de Abril de 2014
A EXPOSIÇÃO

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Quarta-feira, 23 de Abril de 2014
Os Valores de Abril no Futuro de Portugal

40º Aniversário da Revolução de Abril

Os Valores de Abril no Futuro de Portugal

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Quarta-feira, 2 de Abril de 2014
Há 38 anos: Constituição da República Portuguesa
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Violada todos os dias pelos mandantes e pelos executantes das políticas de quinze anos de Euro, de vinte sete anos de integração capitalista na UE e de trinta e sete anos de políticas de direita, em permanente confronto com a Constituição da República e de ajuste de contas com o legado e os valores da Revolução de Abril.

Defendida pelos trabalhadores e pelo Povo.

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Sábado, 29 de Março de 2014
Sessão Comemorativa: É hoje!

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Quinta-feira, 27 de Março de 2014
Sessão comemorativa dos 40 anos da Revolução de Abril

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Sábado, 1 de Março de 2014
40º Aniversário da Revolução de Abril

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Terça-feira, 14 de Janeiro de 2014
Os Valores de Abril no futuro de Portugal (6)

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Em 2014, os trabalhadores e o povo português comemoram os 40 anos do 25 de Abril de 1974 – da Revolução de Abril.

Neste sentido, e para além de dinâmicas populares de comemoração dos 40 anos da Revolução, bem como da consideração de acções no âmbito da CDU, o PCP desenvolverá uma linha de acção sob o lema Os Valores de Abril no Futuro de Portugal, inscrevendo nos seus objectivos, entre outros, a realização nos dias 3 e 4 de Janeiro, em Peniche, de iniciativas de encerramento das comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal e que constituirão, simultaneamente, as primeiras iniciativas de comemoração do 40º aniversário da Revolução de Abril e uma justa homenagem à heroica luta e resistência antifascista; o lançamento do V Tomo das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal cujo conteúdo abrangerá esse período; a realização de um Seminário Internacional que contextualize a Revolução portuguesa e o seu impacto internacional; a dinamização de sessões temáticas e uma importante expressão na Festa do “Avante!” de 2014.

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O Partido Comunista Português, Partido da classe operária e de todos os trabalhadores, Partido da luta pela liberdade, pela democracia e pelo socialismo, Partido de Abril, apela a todos os homens e mulheres de Portugal, à juventude, a todos os democratas e patriotas, aos que consideram que a pátria não se vende, aos que repudiam a exploração e a opressão, aos que defendem valores solidários, fraternos e de esquerda, para que, pela sua coragem, a sua vontade, a sua voz e a sua luta, mantenham vivos os Valores de Abril para que estes se projectem, consolidem e desenvolvam no futuro de Portugal.

Viva a Revolução de Abril!

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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014
Os Valores de Abril no futuro de Portugal (5)

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Em 2014, os trabalhadores e o povo português comemoram os 40 anos do 25 de Abril de 1974 – da Revolução de Abril.

As comemorações dos 40 anos da Revolução de Abril devem ser um tempo e um momento de afirmar nas ruas e no País a indignação e recusa pelo que estão a fazer ao nosso povo e a Portugal, à sua história e ao seu futuro, um momento de resistência e luta contra esta ofensiva reaccionária, contra as forças que pretendem ajustar contas com Abril, agredindo a democracia, a liberdade, a paz, o desenvolvimento de Portugal!

As comemorações dos 40 anos de Abril devem ser um tempo e um momento para a convergência e unidade dos patriotas, dos homens e mulheres de esquerda, dos trabalhadores e do povo, em defesa do valores de Abril, em defesa da Constituição da República, de exigência de ruptura com a política de direita e de afirmação de uma política alternativa, patriótica e de esquerda.

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Domingo, 12 de Janeiro de 2014
Os Valores de Abril no futuro de Portugal (4)

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Em 2014, os trabalhadores e o povo português comemoram os 40 anos do 25 de Abril de 1974 – da Revolução de Abril.

Nos 40 anos de Abril, os principais responsáveis políticos pela crise que brutalmente atinge a generalidade dos portugueses – mas particularmente os trabalhadores, os reformados, os jovens, as mulheres, os pequenos empresários, em confronto com o despudorado enriquecimento dos mesmos de sempre –, vão negar com hipocrisia, mentira e falsificação da história o que Abril foi e significou.

Vão responsabilizar Abril e as suas conquistas, o regime democrático, as conquistas sociais construídas, os direitos e garantias dos trabalhadores, as empresas nacionalizadas e públicas, pela situação nacional que eles próprios criaram com as suas políticas de direita.

Vão continuar a acenar com uma demagógica salvação vinda de uma União Europeia dita solidária, mas, de facto, determinada pelo federalismo, o neoliberalismo e o militarismo, pelo capital transnacional e sob a férrea condução do Directório das grandes potências, comandado pela Alemanha, visando a exploração e a opressão dos povos e países da Europa.

Vão mentir sobre a ditadura de Salazar e Caetano, sobre o fascismo e o colonialismo, sobre a luta dos antifascistas e patriotas, sobre o heróico combate dos comunistas, sobre a Revolução e os militares do MFA!

Vão tentar reescrever a história, branqueando o seu próprio papel e distorcendo o significado de Abril como acto e processo mais avançado da nossa época contemporânea, encetando um novo ataque à Constituição da República, visando a sua completa subversão e a do projecto emancipador, social e nacional, que ela consagra. Comemorar Abril vai exigir afirmar a verdade histórica, combater a mentira e desmascarar os inimigos e detractores de Abril.

Porque as conquistas políticas, económicas, sociais e culturais de Abril representaram, e continuam a representar, importantes direitos e avanços, comemoremos Abril lutando contra as políticas de regressão social e extorsão do Governo PSD/CDS, que visam aprofundar a exploração e roubar direitos.

Porque Abril trouxe o fim da guerra colonial, a oposição à pilhagem do capital estrangeiro e a afirmação da soberania e independência nacionais, do direito inalienável do povo português decidir do seu destino, vamos comemorar Abril afirmando esse direito e lutando contra o Pacto de Agressão, pela paz e amizade entre todos os povos e nações, contra as agressões doimperialismo no mundo.

Porque Abril nos deu a liberdade, vamos comemorar Abril lutando contra o obscurantismo, o populismo e os objectivos antidemocráticos que querem pôr em causa a democracia política de Abril, nomeadamente no Poder Local e no sistema eleitoral.

Os trabalhadores e o povo português, que tão heróica e tenazmente vêm resistindo à brutal ofensiva da troika nacional e estrangeira, vão comemorar os 40 anos da Revolução de Abril afirmando os seus valores e dizendo Não! aos projectos de opressão, exploração e roubo da dignidade do nosso povo e da nossa pátria.

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Sábado, 11 de Janeiro de 2014
Os Valores de Abril no futuro de Portugal (3)

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Em 2014, os trabalhadores e o povo português comemoram os 40 anos do 25 de Abril de 1974 – da Revolução de Abril.

A crise que vivemos é inseparável da crise estrutural do capitalismo ao nível mundial, imbricada nas contradições e conflitos resultantes da integração capitalista europeia, e particularmente da crise aguda da União Económica e Monetária e do Euro.

A crise nacional é determinada fundamentalmente, na sua dimensão e violência, pelas consequências das políticas de direita levadas a cabo ao longo de mais de 37 anos. Uma verdadeira contra-revolução iniciada no plano institucional pelo primeiro Governo PS/Mário Soares e prosseguida por sucessivos governos do PS, PSD e CDS. Políticas de recuperação capitalista e latifundista, de privatizações e reconstituição do poder dos grupos económicos monopolistas, que submeteram o País à União Europeia, ao Euro e ao Imperialismo. Políticas que afundaram a produção nacional, arruinaram a economia e endividaram o País. Políticas de intensificação da exploração, de destruição dos direitos laborais e sociais conquistas de Abril – o Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública, um abrangente e universal Serviço Público de Segurança Social – e que geram mais fome e miséria.

Crise inexoravelmente agravada pelas consequências da aplicação do Pacto de Agressão pelo Governo PSD/CDS, com o apoio expresso do Presidente da República, e com a indisfarçável colaboração do PS.

Crise que será inevitável e profundamente agravada se o país se mantiver amarrado a novos mecanismos, como os decorrentes do Tratado Orçamental, que coartem a sua soberania ou pela aceitação de novos pactos qualquer que seja a fórmula assumida – segundo resgate, programa cautelar, ou outro.

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Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014
Os Valores de Abril no futuro de Portugal (2)

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Em 2014, os trabalhadores e o povo português comemoram os 40 anos do 25 de Abril de 1974 – da Revolução de Abril.

A pátria portuguesa vive um dos mais graves e dolorosos períodos da sua longa história de mais de oito séculos. Seguramente, o mais difícil desde o fim dos negros tempos do fascismo. Um período de afrontoso conflito com o que Abril representou de conquista, transformação, realização e avanço, de total confronto com as alegrias e esperanças que as portas de Abril abriram ao povo português.

Portugal vive uma grave e profunda crise económica e social. O País está sob uma inaceitável intervenção externa que agride a sua inalienável soberania e põe em risco a independência nacional. Um Pacto de Agressão negociado e subscrito, num verdadeiro acto de abdicação e submissão nacional, por PS, PSD, e CDS, com a cumplicidade do Presidente da República e o apoio do grande capital que, dirigido para a exploração dos trabalhadores e a degradação de direitos, fere liberdades do povo português, empobrece o País, empurra para o desemprego e a emigração milhares de portugueses, subverte a Constituição da República e põe em causa o futuro colectivo do País e dos portugueses.

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Quinta-feira, 9 de Janeiro de 2014
Os Valores de Abril no futuro de Portugal (1)

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Em 2014, os trabalhadores e o povo português comemoram os 40 anos do 25 de Abril de 1974 – da Revolução de Abril.

A Revolução de Abril realização histórica do povo português, acto de emancipação social e nacional, constituiu um dos mais importantes acontecimentos da história de Portugal.

Desencadeada pelo heróico levantamento militar do Movimento das Forças Armadas (MFA), logo seguido por um levantamento popular, transformou profundamente a realidade nacional e teve importantes repercussões internacionais.

Culminando uma longa e heróica luta, a Revolução de Abril pôs fim a 48 anos de ditadura fascista e realizou profundas transformações democráticas – políticas, económicas, sociais e culturais – que, alicerçadas na afirmação da soberania e independência nacionais, abriram a perspectiva de um novo período da história dos trabalhadores e do povo, apontando o socialismo para o futuro de Portugal.

A classe operária e os trabalhadores, as massas populares e os militares progressistas – «os capitães de Abril» –, unidos na aliança Povo-MFA, foram os protagonistas dos avanços e conquistas democráticas alcançados, consagrados depois na Constituição da República, aprovada em 2 de Abril de 1976.

Os grandes valores da Revolução de Abril criaram profundas raízes na sociedade portuguesa e projectam-se como realidades, necessidades objectivas, experiências e aspirações no futuro democrático de Portugal.

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