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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Conflito Israel Palestina: são os colonatos, estúpido

«São necessárias acções cruéis e poderosas. Se conhecermos a família devemos golpeá-la sem piedade, mulheres e filhos incluídos. De outro modo, a reacção será insuficiente. Não é necessário distinguir entre culpados e inocentes» David Ben Gurion, fundador do Estado de Israel, sobre a questão árabe

 O actual primeiro-ministro de Israel, Benjamin "Bibi" Netanyahu, parece ter estudado bem a lição...

A descoberta de uma Cisjordânia transformada em «arquipélago» por quarenta e dois anos de colonização e de «processos de paz».

O Estado de Israel nasceu, de facto, a partir de uma limpeza étnica. Em 1948, centenas de milhar de pessoas foram expulsas à força das suas casas e das suas terras na Palestina durante uma das mais tenebrosas operações terroristas da história humana. Os campos de concentração onde tantos judeus foram massacrados tinham sido encerrados apenas três anos antes. Centenas de vilas e aldeias da Palestina desapareceram do mapa e nos seus territórios surgiram povoações agora habitadas por judeus chegados de todo o mundo para um novo país chamado Israel. O massacre de Deir Iassin, aldeia nos arredores de Jerusalém, ficou como um símbolo dessa vaga de terror, tal como o de Sabra e Chatila em 1982, o de Jenin mais recentemente, e agora o de Gaza.

Uma nova grande vaga de refugiados foi obrigada a partir da Palestina em 1967 na sequência da chamada Guerra dos Seis Dias, através da qual Israel ocupou Jerusalém Oriental, a Cisjordânia e Gaza. O povo palestiniano ficou então distribuído pelo interior de Israel (onde os que ali permanecem são cidadãos de segunda), pelos territórios ocupados ou bloqueados (como é o caso de Gaza) e pelos numerosos campos de refugiados distribuídos pelo mundo árabe.

Em alguns desses campos situados no Líbano, na Jordânia ou nos territórios ocupados a história regista terríveis massacres cometidos por militares israelitas ou aliados seus em situações de completa impunidade perante civis indefesos, a maioria dos quais crianças ou mulheres.

Apesar de existirem períodos de grandes vagas de refugiados, a fuga de palestinianos da Palestina foi permanente durante as últimas seis décadas. Circunstâncias várias e convergentes provocaram e provocam essa emigração forçada: a confiscação constante de terras árabes por motivos administrativos, quase sempre arbitrários; a proibição imposta a famílias árabes de construírem ou reconstruírem as suas habitações; a permanente implantação de colonatos nos territórios ocupados, violando as Convenções de Genebra e outras normas internacionais elementares, além de imporem a anexação gradual de terras como facto consumado; a criação de dificuldades à vida quotidiana dos palestinianos, desde a multiplicação de postos militares de controlo à construção de estradas proibidas a palestinianos e que, na prática, isolam as suas comunidades umas das outras.

A par do bloqueio a Gaza, a construção do chamado muro de separação na Cisjordânia é um dos mais recentes artifícios para inviabilizar o Estado palestiniano. Através dessa vergonhosa e humilhante barreira física, que reforça o isolamento dos palestinianos entre si e que as autoridades israelitas apresentam como traçado da futura fronteira, o Estado de Israel está a consumar a anexação de 40 por cento da Cisjordânia, uma percentagem que é muito mais elevada quando se lhe soma a área ocupada pelos colonatos.

(sublinhados meus)

 

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«Dois Estados para dois povos»???
Entretanto, a 10 de Março, começou o julgamento de Mohammad Barakeh, membro da Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista de Israel, Presidente do Hadash (Frente Democrática para a Paz e a Igualdade), deputado do Knesset (Parlamento), acusado de «agressão a um polícia»...

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