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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Até a UEFA???!!!...

José Manuel Durão Barroso, o novo presidente não-executivo da Goldman Sachs, um dos maiores bancos de investimento do mundo, é há vários anos uma estrela em fulminante ascensão.

Na política portuguesa foi militante do MRPP, líder do Partido Social-Democrata e posteriormente primeiro-ministro de Portugal.

De São Bento voou directamente para o "trono" da Europa para assumir a presidência da Comissão Europeia, cargo que exerceu durante dez anos.

Foi a rampa de lançamento para depois ser convidado para dezenas de funções e cargos diferentes, tanto em universidades prestigiadas, como a de Princeton, como a de instituições globais como a UEFA ou mesmo o exclusivo grupo de Bilderberg, que hoje coordena.

O Corporate Europe Observatory (CEO, na sigla não desprovida de ironia), que analisa as ligações entre as empresas e os seus lóbis ao processo legislativo europeu, contou-os e chegou aos 22 cargos assumidos pós-Bruxelas.

O CEO publicou uma lista de alguns dos cargos assumidos por Durão Barroso nos últimos anos, alguns deles carimbados pela própria Comissão Europeia.

  • Membro do Institute of Public Policy de Belgrado
  • Chairman da UEFA Foundation for Children
  • Professor visitante da Universidade de Princeton
  • Membro do conselho consultivo da McDonough Shool of Business, da Universidade de Georgetown.
  • Membro do conselho internacional da Ópera de Madrid
  • Membro da administração do The Europaeum
  • Membro do Steering Group das Conferências de Bilderberg
  • Actividades no Fórum Económico Mundial
  • Professor honorário do Instituto Politécnico de Macau
  • Membro do conselho consultivo do Women in Parliament
  • Membro honorário da administração da Fundação Jean Monnet para a Europa
  • Seminários e palestras na Universidade Católica de Leuven
  • Professor visitante da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa)
  • Eventos com o Speakers Bureau in Londres e Washington
  • Professor visitante da Universidade de Genebra
  • Seminários e palestras na Universidade de Genebra
  • Professor visitante do Graduate Institute of International and Development Studies de Genebra
  • Professor visitante na Universidade da Califórnia
  • Co-Presidente honorário do Centro Europeu para a Cultura
  • Presidente honorário do comité honorário da European Business Summit
  • Presidente emérito do Teneo Leadership Institute da Universidade de Cornell
  • Presidente da Fundação do Palácio das Belas Artes de Bruxelas
  • Professor convidado no Instituto Liechtenstein

O decoro e a boa educação impedem-me de comentar...

 

Viseu: Os resultados eleitorais e a situação social no distrito

     A Direcção da Organização Regional de Viseu do PCP, reuniu para a analisar os resultados das Eleições para o Parlamento Europeu, avaliar a situação económica e social que se vive no Distrito e os efeitos para as populações de três anos de política da troika, traçar as linhas de acção para o desenvolvimento da luta e o reforço do Partido.

1 – Num quadro distrital em que houve menos 15.160 inscritos nos cadernos eleitorais e votaram menos 14.623 eleitores, a CDU atingiu os 5% de votação absoluta, correspondentes uma subida da sua massa eleitoral de 8% e a mais 425 votos.

A “Aliança Portugal”, apesar de continuar a ser a força maioritária no Distrito, sofreu, como no país, uma estrondosa derrota, traduzida na perda de 23.275 votos, menos 33,8% de massa eleitoral, hecatombe que nem o pretendido efeito “Ruas, Soberano do Cavaquistão” conseguiu evitar.

Na hora de votar, os eleitores do Distrito não esqueceram os cortes sucessivos nos seus salários e pensões, o brutal aumento dos impostos, o encerramento indiscriminado de quase mil escolas, de serviços de saúde, de postos dos correios, da EDP e da Segurança Social, o investimento zero em infra-estruturas fundamentais para a qualidade de vida das populações, a determinação governamental de encerrar Tribunais e Repartições de Finanças.

Quanto ao PS, subiu uns escassos 4.361 votos, 31,2%, abaixo da percentagem nacional e longe das expectativas que alimentava. A reserva dos eleitores em confiar o voto ao PS tem razões objectivas, associadas à conivência efectiva deste partido com as políticas do governo e da troika, plasmadas nos PECs e na assinatura do nefasto “Memorando”. Foram estas políticas que conduziram ao encerramento dos SAPs e das escolas nos concelhos, à decisão de introduzir portagens na A24 e na A25, à redução do IRC para as empresas, enquanto subia a TSU e o IRS para os trabalhadores. O PS teve a resposta dos eleitores à sua postura de “oposição de faz de conta”.

A DORV do PCP analisou ainda os resultados eleitorais de outras candidaturas considerando que o resultado obtido por Marinho e Pinto em nome do MPT, é inseparável da dimensão de concepções populistas na sociedade portuguesa e da promoção que lhe foi dedicada por alguma comunicação social. A DORV registou igualmente o facto de outra candidatura que ostentava a foice e o martelo como símbolo no boletim de voto, o MRPP, ter subido a votação, situação que, em muitos casos, comprovadamente tinha como intenção o voto na CDU.

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