Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015

Tocha da FIR já tem programa em Portugal

URAP2

 A URAP associou-se à iniciativa da FIR (Federação Internacional de Resistentes), na qual é federada, que neste ano de 2015, com o pretexto de assinalar e comemorar o 70º Aniversário do fim da II Guerra mundial e da derrota do Nazi-Fascismo, fará percorrer a sua tocha, a Tocha da Liberdade e da Paz, por vários países da Europa num percurso que terminará em Berlim no mês de Maio.

A Tocha da FIR chega a Portugal a 29 de Janeiro e inaugura as comemorações na Cidade do Porto, onde de manhã ocorrerá uma sessão-aula para alunos da Escola Secundária de Gondomar e da parte da tarde dá-se às 17h a recepção da Tocha na Praça da Liberdade e subsequente partida para os Fenianos, onde ocorrerá uma Sessão Pública alusiva ao 70º aniversário da II Guerra Mundial.

No dia 30 de Janeiro a tocha dirigir-se-á à cidade de Aveiro, onde ocorrerá uma sessão-debate na Escola Secundária de Vagos.

A 1 de Fevereiro a Tocha rumará a Peniche onde (até dia 1 de Fevereiro), com a colaboração da Câmara Municipal de Peniche, sob o lema "Tocha da Liberdade em Peniche – 70º aniversário do final da 2ª Guerra Mundial" vão ocorrer diversas iniciativas tais como uma sessão de poesia na Escola Secundária de Peniche (dia 30, pelas 21:30h), uma visita à fortaleza de Peniche (com recepção da tocha pelas 10:30h de dia 1 de fevereiro), a inauguração de exposições (com destaque para a exposição "70º aniversário do fim da 2ª Guerra Mundial e da vitória sobre o nazi-fascismo", organizada pela URAP e patente até 5 de Abril, na fortaleza de Peniche) e o percurso da Tocha da Liberdade pelo concelho de Peniche (com a participação e colaboração do "Berlengas Bike Team", da Associação Recreativa, Cultural e Desportiva de Ferrel e do "Vespas Clube do Oeste").

Posteriormente até dia 5 de Fevereiro a Tocha percorrerá a cidade de Grândola, a cidade de Loures e na Freguesia de Alhandra, onde a URAP contará com o apoio das Câmaras Municipais de Grândola e de Loures e a União de Freguesias de Alhandra.

No dia 6 de Fevereiro, a Tocha estará na Cidade do Barreiro onde, com a colaboração da Câmara Municipal, da parte da manhã passará por várias zonas operárias do Concelho, sendo depois colocada no largo do mercado 1º de Maio (pelas 10h) onde posteriormente vai decorrer uma pequena sessão solene (pelas 10:05h) e um conjunto de outras actividades que se prolongam até à tarde, momento em que (pelas 15h) decorrerá no espaço J uma sessão-conversa dedicada à Paz e aos 70 anos do fim da II Guerra Mundial, terminando este dia no Cineclube do Barreiro com um Filme sobre a II Guerra Mundial seguido de debate.

Posteriormente é a vez do Seixal a 7 de Fevereiro receber a Tocha da Paz (onde com o apoio da respectiva Câmara Municipal, se inaugurará uma exposição da URAP, haverá o início de um ciclo de cinema e uma sessão-debate) e de Setúbal, a 8 de Fevereiro (contando também com o apoio da respectiva Câmara Municipal).

Entre 10 e 11 de Fevereiro é a vez da cidade de Almada receber a Tocha da FIR, onde com o apoio da Câmara Municipal de Almada estão previstas diversas iniciativas, sendo de destacar a recepção oficial da Tocha nos Paços do Concelho (pelas 10h), o percurso pelas 11 freguesias do concelho e uma sessão solene de encerramento (pelas 21h) no Fórum Romeu Correia.

Finalmente este périplo culminará a 12 de Fevereiro de 2015 na Cidade de Lisboa, onde com a colaboração da União de Sindicatos de Lisboa, ACCL, Voz do Operário, da Casa do Alentejo, do CPPC e de outras organizações, onde haverá, entre outras coisas, uma recepção da Tocha no Rossio, seguida de um cordão humano e que culminará com uma sessão de encerramento das actividades da Tocha da Paz e da Liberdade/FIR, a realizar no Rossio.

URAP1

 

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Sábado, 24 de Janeiro de 2015

Tocha da Liberdade e da Paz

UPP Tocha Liberdade e Paz

UPP Tocha Liberdade e Paz1

 

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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

E Daniel Oliveira até simpatiza com esta gente...

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Comecemos por recordar dois "posts" de Daniel Oliveira (DO):

Dos outros que, no Arrastão, apoiam a agressão da NATO à Líbia (*), nem vale a pena falar. Com pessoas assim, está o Bloco bloqueado.

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Veja agora este vídeo que copiamos do 5dias (Helena Borges):

E agora nada mais escrevo porque me apetece vomitar. E, depois, vou com Zeca Afonso recordar Wiriamu, Mocumbura e Marracuene (**).

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(**) Como uma coisa puxa a outra, lembrei-me deste trecho:

«Lisboa está em festa, com milhares de pessoas a acorrerem ao cais para ver o troféu de guerra que constitui o grupo de prisioneiros trazidos de Moçambique. É a chegada da fera cruel, do pesadelo de todos os governos portugueses, do régulo sanguinário, como o classificaram os jornais nos últimos meses

Em mais de um século, a boçalidade, a bestialidade, é a mesma. Ou pior.

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Due popoli. Una guerra.

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PS: Entretanto, domingo, dia 23 de Outubro,

«“Somos um país muçulmano e por isso a Xariá será a base de todas as leis… Por isso toda a legislação que não esteja em concordância com os princípios do Islão, não será aplicada,” garantiu o líder do CNT

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Terça-feira, 30 de Agosto de 2011

Os líbios conhecem bem a «amizade» europeia...

Mussolini: Gli anni del colonialismo italiano in Libia

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Avião italiano

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Avião italiano

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Hitler e Mussolini

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Hitler e Mussolini

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Sábado, 27 de Agosto de 2011

Tropas italianas na LÍBIA!

Italo Balbo al centro fra Benito Mussolini ed un altro gerarca, durante una serata di gala in Libia

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E mais comentários, para quê?

Entretanto, a «esquerda combativa», demarcando-se do Leninismo - e até achamos bem que se demarquem... - continua a apoiar a intervenção imperial. Mas, isto já não é novidade...

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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

Os exércitos secretos da NATO - A guerra secreta em Portugal (I)

A rede Gládio dispôs de uma base eficaz em Portugal, segundo apurou o historiador suíço Daniele Ganser, baseando-se em investigações feitas em Itália. Conluiada com o regime fascista, a NATO serviu-se deste dispositivo militar secreto para assassinar opositores internos a Salazar, bem como líderes revolucionários africanos de primeiro plano, caso de Amílcar Cabral.

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Terça-feira, 3 de Agosto de 2010

A curta distância do neoliberalismo ao neofascismo

Estamos, não tenhamos dúvidas, numa fase difícil da nossa vida colectiva, embora, naturalmente, resolúvel nos termos propostos pelo PCP.

Há sinais visíveis, a que importa dar combate, quanto à tentativa de imposição de uma profunda e duradoura regressão social.

Não obstante, em termos absolutos, não haver ainda no plano institucional qualquer similitude com os anos 20 e 30 do século passado em que a Europa, quase de lés-a-lés, foi varrida por regimes e ideias fascistas, a verdade é que no plano da vida social ligada ao trabalho e às prestações sociais há uma postura perfeitamente visível de impor aos trabalhadores e à população em geral o pagamento de uma factura com vários pontos de contacto com as medidas impostas, em função dos interesses dominantes das classes dominantes, por Mussolini, Salazar e outros similares.

Ler Texto Integral

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Quarta-feira, 14 de Julho de 2010

Os amigos de Hitler

Imagem de Ciudad futura

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«Los amigos de Adolf Hitler tienen mala memoria, pero la aventura nazi no hubiera sido posible sin la ayuda que de ellos recibió.

Como sus colegas Mussolini y Franco, Hitler contó con el temprano beneplácito de la Iglesia Católica.

Hugo Boss vistió su ejército.

Bertelsmann publicó las obras que instruyeron a sus oficiales.Sus aviones volaban gracias al combustible de la Standard Oil [hoy Exxon y Chevron] sus soldados viajaban en camiones y jeeps marca Ford.

Henry Ford, autor de esos vehículos y del libro El judío internacional, fue su musa inspiradora. Hitler se lo agradeció condecorándolo.

También condecoró al presidente de la IBM, la empresa que hizo posible la identificación de los judíos.

La Rockefeller Foundation financió investigaciones raciales y racistas de la medicina nazi.

Joe Kennedy, padre del presidente, era embajador de los Estados Unidos en Londres, pero más parecía embajador de Alemania. Y Prescott Bush, padre y abuelo de presidentes, fue colaborador de Fritz Thyssen, quien puso su fortuna al servicio de Hitler.

El Deutsche Bank financió la construcción del campo de concentración de Auschwitz.

El consorcio IGFarben, el gigante de la industria química alemana, que después pasó a llamarse Bayer, Basf o Hoechst, usaba como conejillos de Indias a los prisioneros de los campos, y además los usaba de mano de obra. Estos obreros esclavos producían de todo, incluyendo el gas que iba a matarlos.

Los prisioneros trabajaban también para otras empresas, como Krupp, Thyssen, Siemens, Varta, Bosch, Daimler Benz, Volkswagen y BMW, que eran la base económica de los delirios nazis.

Los bancos suizos ganaron dinerales comprando a Hitler el oro de sus víctimas: sus alhajas y sus dientes. El oro entraba en Suiza con asombrosa facilidad, mientras la frontera estaba cerrada a cal y canto para los fugitivos de carne y hueso.

Coca-Cola inventó la Fanta para el mercado alemán en plena guerra. En ese período, también Unilever, Westinghouse y General Electric multiplicaron allí sus inversiones y sus ganancias. Cuando la guerra terminó, la empresa ITT recibió una millonaria indemnización porque los bombardeos aliados habían dañado sus fábricas en Alemania

Eduardo Galeano

In Fragmento de Espejos: una historia casi universal (ISBN: 978-84-323-1314-1); Siglo XXI Ed. (Madrid, México, Buenos Aires, 2008)

Reproduzido de Los amigos de Hitler (un texto de Eduardo Galeano)

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge
 
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Segunda-feira, 23 de Março de 2009

A Guerra Civil de Espanha vista por Manuel Tiago (8)

(...)

Manuel decidira ficar. Sentia-se melhor assim. Como milhares de outros combatentes. O exército popular reforçava-se. Crescia a solidariedade internacional. Revelavam-se comandantes militares e comissários políticos nascidos da luta armada do povo.

A progressão do avanço fascista era agora entravada não só e fundamentalmente pelo povo em armas mas também pelo Exército Republicano, que rapidamente se organizara.

Depois, segundo os camaradas, com a formação do Governo de Largo Caballero terminavam as hesitações.

(...)

Também acreditava que a entrada dos comunistas no Governo seria decisiva para organizar, disciplinar e unificar as forças armadas da República, mas não se sentia tão optimista quanto a resultados a curto prazo.

Franco instalara o seu quartel-general em Sevilha e falava-se que, proclamando-se chefe de Estado e Generalíssimo, iria instalar-se em Burgos como capital. No Norte caíra Irún. No caminho de Madrid, Talavera de la Reina e Toledo tinham caído também. Os fascistas apareciam nas várias frentes cada vez com armas mais poderosas. A intervenção alemã e italiana intensificava-se.

(...)

Os combates ganhavam dia a dia maior intensidade. Os fascistas tinham conquistado Talavera, mas não conseguiam romper caminho para Madrid. As suas ofensivas continuavam a ser contidas no Guadarrama, em Somosierra e noutras frentes onde os republicanos concentravam forças. António via o rodopiar incessante de ambulâncias e camilleros. Mais mortos e feridos se anunciavam. De Manuel não havia notícia, não voltara a casa. E cada dia, vezes sem conto as idas e as voltas dos camilleros traziam à memória a lembrança de Renato e das suas palavras «de quê?» quando lhe perguntara se tivera medo debaixo de fogo.

(...)

O local tornara-se conhecido em Somosierra.

Pela encosta as posições nas primeiras linhas mantinham-se há muito sem alteração. A distância que ali separava as forças inimigas era de cem metros escassos. Nem trincheiras, nem bunkers, nem barricadas. Os abrigos eram as sinuosidades do terreno, penedos, tufos de arbustos reforçados por improvisadas trincheiras ou barricadas.

Os fascistas tinham meios materiais superiores, nomeadamente morteiros e metralhadoras. Os republicanos, além de coragem e do estilo de combate, tinham adquirido uma vantagem de posições. Sobretudo, num socalco natural, com um penedo escuro de feitio estranho que facilitava a defesa e permitia, pela disposição do terreno, partir em contra-ataques quando o inimigo tentava avançar.

Em Somosierra falava-se na Peña de la Piedra Negra, dos repetidos e violentos ataques fascistas para romperem por ali e na defesa bem sucedida dos republicanos.

Naquele dia, uma vez mais Manuel e os companheiros se bateram com a habitual coragem. Em Somosierra admiravam-se como a já bem conhecida Brigada Consuelo Núnez, brigada de jovens agora reforçada por muitos outros, conseguira resistir ao longo de semanas. Como durante dois dias e duas noites contivera um violento ataque, com metralhadoras, morteiros e granadas. Dois dias e duas noites. Já se tornara conhecida a forma particular de combater da brigada, sempre nas avanzadillas. Móvel, rápida, deslocava-se no terreno, mudava de posições, desorientava o inimigo, surpreendia-o com fogo donde ele menos esperava. Tornou-se sobretudo notável a audácia de velozes incursões a atacar o inimigo pela retaguarda.


(...)

Não se enganava. Não dormia. Invadiam-no reconfortantes lembranças. Aquelas poucas semanas decorridas desde o golpe de Franco tinham sido as mais perigosas da sua vida. As mais agitadas. As que haviam exigido dele respostas que nunca admitira pudesse dar. E o que se passava com ele, via-o também passar-se nos outros. Nunca supusera, nunca sonhara sequer, que no ser humano — reconhecia-o agora não só nos outros mas em si próprio — existissem tantas potencialidades de ir muito além do que cada qual pode avaliar. Manuel, Renato, Isabel, Rúbio, Eulália, Madrecita, Raul e outros vinham, uns atrás dos outros, à sua lembrança. Depois de tantas semanas de insatisfação, interrogações, dúvidas e angústias, essas horas de insónia apareceram-lhe como horas desejadas. De reflexão e de tranquilidade.

Nesse enovelado desfilar de lembranças e sentimentos veio-lhe também à memória a troca de palavras que um dia tivera com Manuel. Quando, indignado com o caso de Tó Marcolino, lhe dissera:

— La verdad, Manuel, es que hay mucha gente mala en este mundo.

Lembrava-se agora do que Manuel lhe respondera.

— O extraordinário, António, é que no mundo haja tanta gente boa.

(...)

Corria a guerra, cada vez mais generalizada, violenta e terrível. Vitórias e derrotas. Ofensivas e retiradas. Momentos de impetuoso avanço e momentos de perigo iminente de derrota. Em princípios de Novembro o Governo transferiu-se para Valência e os fascistas chegaram com poderosas forças às portas de Madrid.

Ali na Casa de Campo, bem perto da casa de Eulália. Ali, com o povo em armas e com as novas unidades militares, se revelaram novos comandantes. Ali tombaram conhecidos comunistas. Ali tombou Durruti, dirigente anarquista catalão. Madrid, capital da República, sujeita a um novo e terrível bombardeamento aéreo. Madrid, símbolo de heróica resistência antifascista, repeliu o inimigo.

Por toda a Espanha, com a intervenção militar da Alemanha e da Itália e a crescente solidariedade à República, a guerra civil adquiriu contornos de uma guerra internacional.

(...)

Pelo caminho foram conversando. Em Portugal não haviam recebido mais notícias de Madrid, dos camaradas portugueses. Abel informou-o da situação. Informou também de outros portugueses que haviam aparecido e se haviam integrado nas unidades espanholas ou nas Brigadas Internacionais.

— Não perguntes por eles. Os Lopes são inscritos como López, os Domingos como Domínguez, os Rodrigues como Rodríguez.

 

(...)

De súbito perguntou:

— Dime, compañero, vamos a perder la guerra?
Antes que o camarada falasse, passaram como um relâmpago na memória de Abel as palavras de Rúbio que António lhe citara: «Las grandes luchas victoriosas de los trabajadores y de los pueblos han sido po-sibles porque los trabajadores y los pueblos han luchado en cada caso confiando en la victoria, pero sin tener la certeza de alcanzarla.»

Já o camarada respondia. A situação era difícil. Hitler, Mussolini, com o apoio de Salazar, queriam esmagar a República Espanhola para terem uma retaguarda segura na guerra que se preparavam para desencadear em toda a Europa. Inglaterra e França, com a farsa da «não intervenção», não faziam frente à intervenção nazi-fascista, nomeadamente a Hitler, antes queriam ganhar as suas boas graças e apontavam-lhe o caminho da agressão à União Soviética.

O camarada não se alargou muito mais e quis concluir.

Nos tempos próximos, o mundo iria passar um período complexo e perigoso. Mas a situação seria superada. Em Portugal, na marinha de guerra, os marinheiros tinham-se revoltado e tomado conta dos barcos e a revolta, embora esmagada, mostrava grandes potencialidades revolucionárias.

Madrecita fazia esforço para acompanhar o que o camarada dizia e para se convencer de ser essa a realidade.

— A luta continua — acrescentou ainda o camarada. E repetiu a ideia. — Aqui em Espanha e em todo o mundo, o fascismo acabará por ser derrotado. Isso é certo. Podes crer, camarada.

(...)

Excertos do Capítulo 7 e 8 de "A Casa de Eulália"

                                                                              

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publicado por António Vilarigues às 12:06
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Domingo, 22 de Março de 2009

Início da guerra civil na Galiza - Um excerto de «A língua das borboletas»

Postal de 1937 com Hitler, Franco e Mussolini

(...)
Don Gregorio levou posto aquel traxe durante un ano e levábao tamén aquel día de xullo de 1936 cando se cruzou comigo na alameda, camiño do concello.
"¿Qué hai, Pardal? A ver se este ano podemos verlles por fin a lingua ás bolboretas".
Algo estraño estaba a suceder. Todo o mundo parecía ter présa, pero non se movía. Os que miraban para a dereita, viraban cara á esquerda. Cordeiro, o recolledor de lixo e follas secas, estaba sentado nun banco, preto do palco da música. Eu nunca vira sentado nun banco a Cordeiro. Mirou cara a arriba, coa man de viseira. Cando Cordeiro miraba así e calaban os paxaros era que viña unha treboada.
Sentín o estrondo dunha moto solitaria. Era un garda cunha bandeira suxeita no asento de atrás. Pasou diante de concello e mirou cara aos homes que conversaban inquedos no porche. Berrou: "¡Arriba España!" E arrincou de novo a moto deixando atrás un ronsel de estalos.
As nais comezaron a chamar polos nenos. Na casa, parecía ter morto outra vez a avoa. O meu pai amoreaba cobichas no cinceiro e a miña nai choraba e facía cousas sen sentido, como abrir a billa de auga e lavar os pratos limpos e gardar os sucios.
Petaron á porta e os meus pais miraron o pomo con desacougo. Era Amelia, a veciña, que traballaba na casa de Suárez, o indiano.
"¿Sabedes o que está pasando? Na Coruña os militares declararon o estado de guerra. Están disparando contra o Goberno Civil".
"¡Santo ceo!", persignouse a miña nai.
"E aquí", continuou Amelia en voz baixa, como se as paredes oíran, "disque o alcalde chamou ao capitán de carabineiros pero que este mandou dicir que estaba enfermo".
Ao día seguinte non me deixaron saír á rúa. Eu miraba pola fiestra e todos os que pasaban me parecían sombras encollidas, como se de súpeto caera o inverno e o vento arrastrara aos pardais da Alameda como follas secas.

Chegaron tropas da capital e ocuparon o concello. Mamá saíu para ir á misa e volveu pálida e tristeira, como se se fixera vella en media hora.
"están pasando cousas terribles, Ramón", oín que lle dicía, entre saloucos, ao meu pai. Tamén el envellecera. Peor aínda. Parecía que perdera toda vontade. Esfondárse nun sillón e non se movía. Non falaba. Non quería comer.
"Hai que queimar as cousas que te comprometan, Ramón. Os periódicos, os libros. Todo".
Foi a miña nai a que tomou a iniciativa aqueles días. Unha mañá fixo que o meu pai se arregrara ben e levouno con ela á misa. Cando voltaron, díxome: "Veña, Moncho, vas vir connosco á alameda". Tróuxome a roupa de festa e, mentres me axudaba a anoar a gravata, díxome en voz moi grave: "Recorda isto, Moncho. Papá non era republicano. Papá non era amigo do alcalde. Papá non falaba mal dos curas. E outra cousa moi importante, Moncho. Papá non lle regalou un traxe ao mestre".
"Si que llo regalou".
"Non, Moncho. Non llo regalou. ¿Entendiches ben? ¡Non llo regalou!".
Había moita xente na Alameda, toda con roupa de domingo. Baixaran tamén algúns grupos das aldeas, mulleres enloitadas, paisanos vellos de chaleco e sombreiro, nenos con aire asustado, precedidos por algúns homes con camisa azul e pistola ao cinto. Dúas fileiras de soldados abrían un corredor desde a escalinata do concello ata uns camións con remolque atoldado, como os que se usaban para transportar o gando na feira grande. Pero na alameda non había o balbordo das feiras senón un silencio grave, de Semana Santa. A xente non se saudaba. Nin sequera parecían recoñecerse os uns aos outros. Toda a atención estaba posta na fachada do concello.
Un garda entreabriu a porta e percorreu o xentío coa mirada. Logo abriu de todo e fixo un aceno co brazo. Da boca escura do edificio, escoltados por outros gardas, saíron os detidos, ían atados de mans e pés, en silente cordada. Dalgúns non sabía o nome, pero coñecía todos aqueles rostros. O alcalde, os dos sindicatos, o bibliotecario do ateneo Resplandor Obreiro, Charli, o vocalista da orquestra Sol e Vida, o canteiro a quen chamaban Hércules, pai de Dombodán...
(...)

     Para ler «A língua da borboletas» de Manuel Rivas em galegoem castelhano

                                                                     

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge                                      

                                                                    

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