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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

6 de Julho de 1871 – Morre Castro Alves

Castro Alves Av

Um dos poemas da grande obra de Pablo Neruda «Canto Geral» é dedicado ao poeta abolicionista brasileiro Castro Alves, lembrando como este soube cantar a natureza e a beleza feminina mas também fazer com que a sua voz batesse «em portas até então fechadas para que, combatendo, a liberdade entrasse».

«A tua voz uniu-se à eterna e alta voz dos homens. Cantaste bem. Cantaste como se deve cantar», escreve o poeta chileno, que assim homenageia o carácter social da poesia de Castro Alves em poemas que o popularizaram, como «O Navio Negreiro», um dos mais conhecidos da literatura brasileira, em que descreve a terrível situação dos africanos arrancados das suas terras, separados das suas famílias e tratados como animais nos navios negreiros que os levavam para o Brasil como escravos, e «Vozes d'África», ambos publicados no livro «Os Escravos».

Também conhecido como «poeta condoreiro», numa associação ao pássaro condor cujo voo atinge grandes alturas, simbolizando a liberdade, Castro Alves morreu às três e meia da tarde do dia 6 de Julho 1871, no Palacete do Sodré, junto a uma janela banhada pelo sol.

A sua poesia, imortal, continua a aquecer-nos.

AQUI

 

10 de Novembro de 2001 - «Dia Mundial da Ciência para a Paz e o Desenvolvimento»

Ciencia Avt

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) instituiu o dia 10 de Novembro como «Dia Mundial da Ciência para a Paz e o Desenvolvimento». Foi há 15 anos, em 2001, que a decisão foi tomada.

Na nossa casa comum – o planeta Terra – vive-se dias difíceis.

O bem supremo que é a Paz está hoje particularmente ameaçado.

O desenvolvimento económico e cultural indispensável à criação de condições de vida digna dos povos do Mundo não progride ao ritmo necessário, encontra-se estagnado ou mesmo regride em vastas regiões do globo.

No entanto, a Ciência, o conhecimento científico, avançam mais rapidamente do que nunca com crescente impacte no nosso dia-a-dia. Nem sempre, mas muitas vezes esse impacto é mais negativo do que positivo, com consequências nefastas sobre as condições de vida das pessoas e sobre a sustentabilidade a médio e longo prazo de um desenvolvimento que prossiga nos moldes actuais.

A Ciência e as suas aplicações práticas são um instrumento extremamente poderoso de transformação da natureza e da sociedade.

São todavia uma arma de dois gumes. anto permitem melhorar a esperança de vida como a probabilidade e a realidade de uma morte violenta.

É aqui que importa distinguir a Ciência factor de Paz e de desenvolvimento, criação de riqueza e bem-estar, da Ciência factor de guerra e destruição, material e moral, das realizações humanas, do próprio Homem e da Natureza que o sustenta.

Não é possível nem desejável impedir a procura de conhecimento novo – a investigação científica que faz avançar a Ciência –, seja sobre o mundo natural seja sobre os fenómenos sociais e a evolução das sociedades humanas.

Importa todavia ter em atenção de que forma esse conhecimento novo é aplicado distinguindo entre Ciência e as suas aplicações tecnológicas.

Ler texto integral

 

500 milhões para enterrar a nossa agricultura

14 Março 2016 Produtores leite Porto2

Vejamos agora com algum detalhe este pacote de «ajudas».

 

Dos 500 milhões de ajudas, 150 destinam-se a financiar uma redução voluntária da produção. Ou seja, mantendo-se a produção livre sem o regime de quotas ou qualquer mecanismo que preserve a produção nacional, sabemos de antemão o que irá acontecer. Serão os produtores do Sul, designadamente os produtores portugueses que não aguentam preços abaixo dos 30 cêntimos por litro a recorrer a esta ajuda, diminuindo assim ainda mais a produção nacional, que será logo «compensada» pela produção do Centro e Norte da Europa.

Os outros 350 milhões de euros serão distribuídos pelos estados nacionais para estes definirem medidas de apoio aos agricultores com a particularidade de a estas ajudas poder ser acrescido um co-financiamento nacional até igual valor. Este co-financiamento não será considerado ajuda de Estado.

Ou seja, em vez de se corrigir os desequilíbrios gerados por uma PAC cada vez mais injusta, acentuam-se as desigualdades com um mecanismo que, em teoria, pretende apoiar todos os países. Contudo, na prática, apenas irá funcionar nas regiões mais ricas tendo em conta os constrangimentos financeiros que enfrentam grande parte dos países do sul, nomeadamente Portugal.

 

14 Março 2016 Produtores leite Porto1

 

Terá o marxismo sido derrotado?

Marx Engels Lenine

«Pois bem. Os ataques ao marxismo são feitos numa ampla frente. Cada um de vós, seguramente, conhece estas invectivas numa ou noutra variante, por isso não vou ocupar tempo a referi-las em pormenor. Espero que todos compreendam também o objectivo destes ataques. Estamos em estado de guerra informativa-intelectual, a qual está longe de ter terminado, somos vítimas de uma agressão psicológica; o inimigo necessita de nos retirar das mãos precisamente a nossa arma intelectual, de uma forma durável, garantida, digamos.

Ao longo do último século, essa arma foi o marxismo-leninismo. Por conseguinte, se conseguissem obrigar-nos a reconhecer a inconsistência, a «não cientificidade» do marxismo, então teríamos simplesmente que capitular incondicionalmente na guerra informativa-intelectual: ou seja, concordar com o facto de que tudo o que foi construído ao longo de mais de 70 anos na União Soviética, não passou de construções na areia; lamentar a derrocada de tudo isto seria estúpido, e continuar a lutar com uma arma que à partida consideramos inútil, seria absurdo.»

 

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