Domingo, 22 de Janeiro de 2017

UPP: Debate cidadania, cultura e envelhecimento

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publicado por António Vilarigues às 06:42
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Quarta-feira, 9 de Outubro de 2013

Infeliz é que o Paulo Macedo seja Ministro...

   Gostava de ter escrito ISTO:

«(...)

Porque não é engano dos serviços quando enviam uma conta a um doente crónico (com, por exemplo, doença de Crohn, colite ulcerosa, diabetes) – é a lei.

Não é engano dos serviços quando os exames ultrapassam os três por ano ou as consultas na especialidade para a dita doença crónica – é a lei.

Não é engano quando um agregado familiar vive com 612 euros por mês e paga taxas moderadoras de 7,75 euros se um deles for ao hospital a uma consulta pela qual esperou seis meses – é a lei.

(...)

Não é por uma infelicidade, por uma má interpretação, por um acaso.

É porque o senhor Ministro da Saúde e os restantes companheiros do Governo fazem leis e políticas que, objectiva e concretamente – MATAM.»

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publicado por António Vilarigues às 17:25
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Quarta-feira, 26 de Junho de 2013

A Crise do Sistema Capitalista: os números de Portugal (16)

  • O investimento público na saúde situa-se muito abaixo da média da OCDE. Entre 2005 (8.998 milhões de euros) e 2013 (7.159,6 milhões de euros) há uma diferença para menos de 20,4%.

  • Em Portugal os privados já detêm entre 40 e 50% das unidades de saúde.

  • Os 4 maiores grupos de saúde privados em Portugal já facturaram em 2012 mais de 1000 milhões de euros, quando em 2009 tinham facturado cerca de 700 milhões de euros.

  • Mais de metade das unidades privadas de saúde estavam sem licenciamento. Num total de mais de 12 mil clínicas, consultórios e centros de saúde, 6.831 estão registadas, mas não têm licença, segundo dados da Entidade reguladora.

  • Dos 5.800 consultórios médicos, apenas 300 tinham tratado do licenciamento e das 47 unidades com internamento ou bloco operatório nenhuma está a funcionar com licença.

  • De acordo com o rácio recomendado pela OMS em Portugal faltavam mais de 1.000 médicos de família e 13.000 enfermeiros de família.

  • Em quatro anos (entre 2009 e 2012) deixaram o SNS mais de 600 chefes de serviço e reformaram-se mais do dobro dos médicos do que indicavam as projecções. Previam 879 e reformaram-se 2.255 (2,5 vezes mais). O ano pior foi o de 2011 em que previam 226 e saíram 679.

  • Nos dois primeiros meses de 2013, os Centros de Saúde realizaram menos 312.238 consultas (-5,9%) em comparação com o mesmo período de 2012.

  • Em 2012 os Centros de Saúde realizaram menos 1.446.882 (-4,7%) comparativamente com o ano anterior.

  • A previsão é que este ano se possa ter menos 1,5 milhão de consultas.

  • Em 2016 teremos 80% dos médicos de medicina geral e familiar com mais de 55 anos.

  • Mais de 1 milhão de utentes sem médico de família.

  • Em 2010, 6 em cada 10 portugueses foram à urgência. Em França, menos de 3 em cada 10. Em Inglaterra, 1 em cada 10.

  • Em 2008, de acordo com os dados oficiais, cada urgência num hospital do SNS custava em média 130 euros.

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publicado por António Vilarigues às 12:47
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

A crise quando nasce não é para todos

      Alguns dados respigados ao acaso na comunicação social.

Das dívidas públicas e privadas

Segundo o último relatório do McKinsey Global Institute, a soma das dívidas privadas à escala mundial eleva-se a 117 biliões (milhões de milhões) de dólares. Ou seja, cerca do triplo do conjunto das dívidas públicas cujo volume atinge 41 biliões de dólares.

Se se considerar apenas os 90 principais bancos europeus, é preciso saber que nos próximos dois anos eles deverão refinanciar dívidas no montante astronómico de 5,4 biliões de euros. Isto representa 45% da riqueza produzida anualmente na União Europeia.

Em volume, os títulos da dívida pública italiana representam 1,5 biliões de euros. O que é mais do dobro da dívida pública da Grécia, da Irlanda e de Portugal tomada em conjunto. A dívida pública da Espanha atinge 700 mil milhões de euros. A Inglaterra é (per capita) «o país mais endividado do planeta».

No final de 2010, a dívida bruta consolidada do Estado português era de 160.470,1 milhões de euros, ou seja, 93% do PIB. No mesmo período, a dívida externa bruta do sector bancário era de 174 342 milhões de euros, ou seja, 101,4%. E o endividamento do sector privado não financeiro cifrou-se em 224% (!!!) do PIB em 2010. Com 129% relativos às «sociedades não financeiras» e 95% aos «particulares».

Estes dados mostram à evidência que a dívida de Portugal é, sobretudo, de empresas e de particulares.

Dos salários e dos lucros

Em termos médios anuais, na Alemanha, os lucros líquidos cresceram 81 vezes mais que os salários reais. Em Portugal cresceram 4 vezes mais. Na Zona Euro 7 vezes mais.

Paralelamente, os custos unitários do trabalho reais, em termos médios anuais, tiveram uma redução de 0,5% na Alemanha e 0,1%, quer em Portugal, quer na Zona Euro.

Entre 2001 e 2010, os lucros do capital alemão aumentaram 41,7%, enquanto os custos unitários do trabalho reais tiveram uma redução 4,6%. O mesmo se passou na Zona Euro, onde os lucros aumentaram 35,8%, enquanto os custos unitários do trabalho reais tiveram uma redução de 1,1%. Também em Portugal, onde os lucros cresceram na última década 25,6%, por conta de uma redução dos custos unitários do trabalho reais de 1,3%.

Donde se prova de uma forma insofismável que, ao contrário do que o Governo PSD/CDS pretende fazer crer, as alterações à legislação laboral não têm nenhuma relação com a dívida (ou com a redução do défice).

Da Saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou, no início da década de 2000, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) de Portugal como o 12.º melhor do mundo. Esta decisão foi sustentada na sua eficiência e qualidade.

Em 2002 Portugal despendia com o SNS 758 Euros/habitante. Enquanto isso países como a Holanda gastavam 1.065 Euros/habitante, a Alemanha 1.569 Euros, a Suécia 1.653 Euros. Enquanto o nosso País ocupava o 12.º lugar a nível mundial, a Holanda ficava em 17.º, a Alemanha em 25.º, a Suécia em 23.º e os EUA em 37.º.

Em 2010, os portugueses pagaram directamente dos seus bolsos, em despesas com a Saúde, cerca de 1.366 euros em média por família. Isto num contexto em que 48% das famílias vivem com um rendimento médio mensal bruto até 849 euros.

Faltam médicos de família para 1.700.000 portugueses, podendo atingir a ruptura em 2016. Há um défice de mais de 13.000 enfermeiros de acordo com os rácios da OMS. Cresce o número de precários e contratos individuais nos outros grupos profissionais.

O que demonstra que o grande objectivo estratégico da maioria PSD/CDS para a Saúde é destruir o SNS enquanto serviço público universal, geral e tendencialmente gratuito, como está consagrado constitucionalmente. Há uma diferença de fundo entre o serviço público e o serviço privado na Saúde. É que o Estado investe na Saúde, enquanto os privados investem sobretudo na doença.

Estas realidades, aqui descritas em breve, evidenciam por si só que a questão central que hoje se coloca aos portugueses é a da rejeição do pacto das troikas, esse verdadeiro programa de agressão e submissão. O povo português tem direito a ser dono do seu próprio destino. E está e vai mostrá-lo!

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In jornal "Público" - Edição de 14 de Outubro de 2011

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Domingo, 9 de Agosto de 2009

Vacinem-se contra a vacina

Vacinem-se contra a vacina

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Cid Simões

                                                                    

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Terça-feira, 12 de Maio de 2009

A Gripe suína e o monstruoso poder da grande indústria pecuária

Texto Mike Davis

    A versão da OMS e dos centros de controlo de doenças, de acordo com a qual já se está preparado para uma pandemia, sem necessidade de outros investimentos massivos na vigilância, em infra-estruturas científicas e reguladoras, em saúde pública básica e acesso generalizado a fármacos vitais, está agora definitivamente posta à prova pela gripe suína, e talvez venhamos a concluir que pertence à mesma categoria de gestão «malsã» do risco dos títulos e obrigações de Madoff. Não é assim tão difícil o falhanço dos sistemas de alerta, se tivermos em conta que estes, simplesmente, não existem. Nem sequer na América do Norte e na União Europeia.

                                                         

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Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Notas soltas - Economia Mundial

«Segundo o FMI, em 2008, a China, Índia e Rússia crescerão 10%, 8,4% e 6,5%, respectivamente. Os Estados Unidos crescerão 1,9% e o Japão, 1,7%. Entretanto, espera-se que a África Sub-Sahariana cresça 6,5%. Segundo a OCDE o crescimento da economia dos Estados Unidos será de zero no primeiro semestre do ano».
Relatório 2008 de Current History

«Isso é o que diz o FMI. Segundo a OCDE o crescimento da economia dos Estados Unidos será de zero no primeiro semestre do ano. A economia dos EUA está a mover-se horizontalmente, “se é que não se está a contrair"».
BBC, 20 de Março

«Mil milhões de pessoas no mundo não têm acesso a água potável e um número ainda maior não tem serviços de saneamento. 1,5 milhões de crianças menores de cinco anos morrem cada ano de diarreia, segundas causa de mortalidade infantil».
OMS no Dia Mundial da Água

«A polícia de Algeciras apanhou um carregamento de roupa equivalente a 200 milhões de euros. A roupa, falsificada, será incinerada. Entretanto, ONGs caritativas andam pelo primeiro mundo a pedir roupa para os países pobres».
Dos jornais espanhóis de 14 de Março

«Existem hoje exactamente 8 milhões de imóveis submersos em dívidas. Calculo que, se os preços no mercado imobiliário caírem mais 10%, dobrará o número de devedores cujo valor das casas é menor do que o débito total. Nesse ritmo, em pouco tempo, 40% do total das hipotecas no país estará em situação de não-cumprimento. Serão 51 milhões de imóveis».
Nouriel Roubini, professor de economia na Universidade de Nova Iorque  

                    

                                

Ler notícias AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI   

                                         

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