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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

As consequências da transformação de Portugal num país de baixos impostos para as empresas

«Numa altura, em que este governo e a “troika” estão a preparar o Orçamento do Estado-2014, em que se anunciam mais cortes na despesa pública essencial para todos os portugueses (saúde, educação e segurança) e nas pensões, a Comissão para a reforma do IRC, presidida por Lobo Xavier, veio defender a redução dos impostos principalmente sobre as grandes empresas. E isto quando a taxa efetiva média de IRC sobre estas empresas é já de apenas 15% como consta de dados divulgados pelo Ministério das Finanças que referimos no nosso 1º estudo. Neste contexto, é importante que os portugueses conheçam os resultados da Zona Franca da Madeira, pois ela serve perfeitamente como um paradigma de muitas das propostas defendidas por Lobo Xavier, tornando mais facilmente compreensíveis e claras as eventuais consequências dessas propostas. Para isso, vamos utilizar dados oficiais disponíveis noPortal da Finanças (quadro 1).»

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A Anedota da Semana (IV)

    Este senhor chama-se Mário Bettencourt Resendes e é o Provedor do Leitor do jornal Diário de Notícias. A propósito da queixa de um leitor sobre o (não) tratamento dado pelo referido jornal à Conferência Nacional do PCP sobre Questões Económicas e Sociais, escreveu este naco de prosa. Duas teses aí expendidas são particularmente interessantes:
  1. A mudança de paradigma no jornalismo político (o avanço da "interpretação" em prejuízo do relato, puro e duro)
  2. Quem se der ao trabalho de ler os textos emanados do PCP encontra apenas «mais do mesmo»
Comecemos pela 1ª Tese.
  • Onde está no "DN" a interpretação de (para me restringir só aos dois dias da Conferência em si), destas intervenções (Sábado 24/11 e destas Domingo 25/11)?
  • O que Jerónimo de Sousa, Agostinho Lopes, Carlos Carvalhas, Octávio Teixeira, Honório Novo, Odete Santos, Albano Nunes, Ilda Figueiredo, Sérgio Ribeiro, etc., etc., etc., disseram nas suas intervenções não merece interpretação?
  • Este Texto Base com mais de 225 mil caracteres de análise «pura e dura» da realidade do país não merece interpretação?
  • Estes documentos sectoriais e anexos estatísticos que podem ser consultados AQUI não merecem interpretação?
  • Esta Proclamação não merece interpretação?
  • E que «interpretação» dar ao facto de o "DN" ter entendido não ser necessário enviar qualquer jornalista ao local, Seixal, e ter-se baseado na reportagem da Lusa?
  • Ou ao facto de o "DN" nem uma linha ter escrito sobre o primeiro dia de trabalhos desta importante iniciativa?
  • Ou o facto de na edição on line do dia 26/11 nada constar do texto citado (o tal da págª 18)?
  • A talhe de foice talvez fosse de o senhor Provedor do Leitor nos explicar porque razão o "DN" omite (pode procurar só desde o momento em que assumiu estas funções), que em quase todos os documentos elaborados pelo Comité Central do PCP desde o 25 de Abril de 1974 consta uma análise sistemática e sistémica da situação a nível planetário. O mesmo em todas as Resoluções Políticas de todos os Congressos. A do XVII Congresso, por exemplo, tem 69 318 caracteres, o equivalente a 8 páginas do "DN". É o único partido político português que o faz. Isto não é motivo de notícia ou de análise, qualquer que seja o “critério jornalístico” utilizado?
 Sobre a Tese do «mais do mesmo»:
  • Há 22 anos que o PCP não fazia uma Conferência Nacional sobre Questões Económicas e Sociais. A propósito talvez fosse de o senhor Provedor do Leitor nos explicar a «falha» em TODOS os lead de notícias do "DN" sobre este evento. Em NENHUM é referido que se trata de uma Conferência nos termos dos Estatutos do PCP (nomeadamente com 1250 delegados eleitos) com Regulamento como se de um Congresso se tratasse. Isto é «mais do mesmo»?
  • No âmbito da realização desta iniciativa, decorreu desde Março um período de preparação com um vasto programa de iniciativas realizadas nos vários distritos e regiões que permitiram o exame e o debate das principais questões económicas e sociais, pondo em evidência constrangimentos e perspectivas de desenvolvimento regional, as profundas assimetrias regionais que marcam o país e as propostas do PCP em relevantes questões económicas sectoriais, como a indústria, a energia, a agricultura, as pescas e o mar, os transportes, as comunicações, as telecomunicações, o sector automóvel, a indústria naval, as tecnologias da informação e comunicação, o sector financeiro, a administração pública, a economia mundial, as micro e as pequenas e médias empresas, o movimento cooperativo, a ciência e a tecnologia, e outras de âmbito social como a pobreza, a habitação, a saúde e a educação, a juventude, o ambiente e as áreas protegidas, a realidade do mundo do trabalho e dos trabalhadores ou a avaliação sobre os diferentes fluxos migratórios. Isto é «mais do mesmo»?
  • E porque é que o "DN" quase que silenciou estas dezenas de iniciativas, com centenas e centenas de intervenções analíticas, limitando-se, no melhor dos casos, a umas citações da intervenção de Jerónimo de Sousa? Será por serem «mais do mesmo»?
  • «Mais do mesmo» "Um Novo Rumo para a Serra da Estrela"? Ou "Habitação em Portugal hoje"? Ou  "Balanço da Acção Governativa na Área da Ciência & Tecnologia"? Ou...
Pode-se concordar ou discordar dessas análises. Agora dizer que é «mais do mesmo»... É para se auto dispensarem de analisar o que o PCP escreve (dá muito trabalho, não é verdade?). Se isto não é desonestidade intelectual, não sei o que seja… Enfim vamos conceder que estamos “apenas” perante ataques de preguicite e sectarite aguda.
Ai se o ridículo matasse....
                         
O meu agradecimento ao autor. Fez-me rir com gosto...
                      

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