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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Um ministro de Portugal porta-voz da Secretaria de Estado dos EUA

Augusto Santos Silva_caricatura.pngDesenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu um comunicado em que «saúda o anúncio, esta manhã, pelos Estados Unidos, de um Plano de Transição Democrática para a Venezuela. Esta proposta pode constituir um passo decisivo, no sentido de permitir alcançar uma solução negociada para a grave crise que se vem arrastando naquele país».

A isto Augusto Santos Silva disse nada, zero:

Trinta anos depois de Noriega, EUA põem a cabeça de Maduro a prémio. Departamento de Justiça norte-americano, à boa maneira do velho oeste, acusa Nicolás Maduro de liderar um cartel de tráfico de droga e oferece 15 milhões de dólares pela sua captura.

Recorde-se a posição do PCP: O PCP insta o Governo português a assumir uma postura que, em conformidade com a Constituição da República Portuguesa e o Direito Internacional, se paute pelo inequívoco respeito da soberania e independência da República Bolivariana da Venezuela e a rejeição da campanha de ingerência e desestabilização dirigida pelos EUA.

Augusto Santos Silva2.jpg

Doze meses de actuação diplomática do senhor ministro:

24 de Janeiro: Augusto Santos Silva afirmou que a Venezuela precisa de «eleições livres», ignorando o presidente democraticamente eleito, Nicolás Maduro, e dando «legitimidade» ao autoproclamado presidente interino.

28 de Janeiro de 2019: Se o senhor ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal e alguns dos seus parceiros, entre eles alguns com as mãos sujas de sangue na Síria, entendem que a liberdade e a democracia da Ucrânia são exemplares e a solução é repetir em Caracas o famoso golpe de Maidan, em Kiev, não precisam de fingir que entre eles e Trump ainda vai uma semana de diferença.

4 de Fevereiro de 2019: Vários estados europeus, entre os quais Portugal, anunciam esta segunda-feira o reconhecimento do autoproclamado presidente interino da Venezuela, dando assim cobertura ao golpe promovido pelos EUA.

08 de Fevereiro de 2019: Para os devidos efeitos e para memória futura registemos o desprezo assumido pela equipa de António Costa em relação à democracia, aos direitos humanos, à paz e ao direito internacional.

22 de Fevereiro de 2019: Agressão à Venezuela: um roteiro com três anos

25 de Fevereiro de 2019: A mitologia do «dia D» ou o que realmente aconteceu na Venezuela a 23 de Fevereiro

19 de Abril de 2019: Washington monta guerra colonial na América Latina

28 de Abril de 2019: Os EUA afirmam que Portugal participou na reunião realizada em Washington a 11 de Abril para debater o financiamento da Venezuela quando Nicolás Maduro for derrubado. Mais uma vez, o Governo nada diz.

09 de Maio de 2019: E o que está a passar-se contra a Venezuela, com participação do governo de Portugal, é uma guerra avassaladora que envolve «crimes de lesa-humanidade» passíveis de cair sob a alçada do Tribunal Penal Internacional, de acordo com um relatório pedido pela ONU e em poder da Comissão de Direitos Humanos da organização.

14 de Novembro de 2019: Por isso, deve estranhar-se que personalidades habitualmente tão loquazes como o ministro Santos Silva nada tenham dito ainda sobre o que se passa na Bolívia. Foram lépidos a reconhecer o golpismo de Guaidó na Venezuela mas parece faltar-lhes agora o ânimo para saudarem a usurpadora Jeanine Áñez em La Paz.

venezuela_bandeira_manifestacao.jpg

De Augusto Santos Silva disse o caricaturista Fernando Campos:

«Mais um cromo para o meu álbum do rosto da classe dirigente. Este é um predestinado. Para o mando. Já foi uma vez secretário d’estado, sete vezes deputado, ministro cinco vezes. Já mandou em quase tudo: na Educação, na Cultura, na Defesa, nos Assuntos Parlamentares. Não se lhe conhece obra de jeito em nenhuma destas áreas.

Augusto Santos Silva começou no Liceu pla extrema esquerda revolucionária; depois fez-se trotskista; apoiou Otelo e depois Ramalho Eanes; a seguir Pintasilgo e, na segunda volta, Mário Soares. Entretanto fez-se académico. E descobriu o Partido Socialista. É um sábio. Com obra publicada e tudo. Mas tornou-se conhecido pela incontinência com que larga bojardas a despropósito de porra nenhuma. Como esta, que lhe valeu o cognome de “o malhador”: “Eu cá gosto é de malhar na direita e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS e são das forças mais conservadoras e reacionárias que eu conheço e que gostam de se dizer de esquerda plebeia ou chique, estou-me a referir ao PCP e ao Bloco de Esquerda”. Agora manda nos negócios estrangeiros.

Negócios estrangeiros, salvo raras excepções na história de Portugal (como, por exemplo, no tempo de Pombal, em que foram realmente relações exteriores), sempre foi o eufemismo mais ou menos pomposo e elegante que qualifica a forma, quase sempre canhestra, como o país faz alinhar a sua diplomacia com a da potência que protectora a sua “independência” - é verdade, meus bravos heróis do mar, somos um protectorado. Antigamente (desde D. João I) era o império Britânico. Agora (desde o final da segunda guerra) são, como é sabido, os Estados Unidos da América.

Neste sentido, Augusto Santos Silva limita-se a ser o porta-voz da Secretaria de Estado. O “malhador” está finalmente sentado na sua “cadeira de sonho”, o ex-esquerdista nas suas sete-quintas.»

 

Publicado neste blogue:

 

A mentira, a manipulação, a insídia continuam!

MentiraAna Leal3.jpg

Afirma Ana Leal em entrevista ao jornal «SOL»:

«(...)Isto é preocupante, sobretudo porque temos uma instituição que deveria servir como regulador, a ERC [Entidade Reguladora para a Comunicação Social], e que está a tomar decisões sumárias, porque muitas das deliberações publicadas a enxovalhar o meu nome e o do programa para as quais nem sequer me ouviram. Há uma regra básica, que se chama contraditório, que não foi feito. É vergonhoso e acho que a classe deveria ser mais solidária, os jornalistas não deveriam olhar só para o seu umbigo, e pensar: ah não, isto não está a passar-se só com o programa da Ana Leal... (...).»

Diz a ERC no ponto 6 da referida deliberação:

«No sentido de recolher, querendo, a posição da denunciada, foi oficiado o diretor de informação da TVI no dia 21 de março de 2019, não tendo sido, em tempo útil, rececionada na ERC qualquer resposta ao referido ofício.»

Sublinhados meus

Os leitores deste blog que tirem as suas conclusões...

pcp1.jpg

Não nos intimidam!

Publicado neste blog:

Ler também

 

Sobre a provocação da morte antecipada – «eutanásia» e «suicídio assistido»

Paraplégicos andar_2.jpg

Paraplégicos que voltaram a andar

(...)

No plano legislativo já existe hoje em Portugal um instrumento (Registo Nacional de Testamento Vital) que permite, dentro de limites determinados, a um indivíduo de maior idade e capaz, manifestar antecipadamente de forma autónoma a sua vontade, livre e esclarecida, no que concerne aos cuidados de saúde que deseja receber, ou não deseja receber, no caso de vir a encontrar-se incapaz de expressar autonomamente a sua vontade pessoal.

(...)

O direito a dispor da própria vida incluindo o direito a decidir da própria morte. Não é assim. O direito à vida é um direito fundamental, inalienável e irrenunciável. A morte é uma inevitabilidade que decorre da própria vida, não é um direito fundamental. Se assim fosse, não se justificaria o dever do Estado de proteger os cidadãos através de medidas preventivas e proibitivas de comportamentos que ponham em perigo as suas vidas. A autonomia individual é algo que deve ser respeitado, mas uma sociedade organizada não é uma mera soma de autonomias individuais.

(...)

O PCP reafirma a sua oposição a legislação que institucionalize a provocação da morte antecipada, seja qual for a forma que assuma, bem como a propostas de referendo sobre a matéria.

(...)

O PCP continuará a lutar para a concretização no plano político e legislativo de medidas que respondam às necessidades plenas dos utentes do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente

  • no reforço de investimento sério nos cuidados paliativos, incluindo domiciliários;

  • na garantia do direito de cada um à recusa de submeter-se a determinados tratamentos;

  • na garantia de a prática médica não prolongar artificialmente a vida;

  • no desenvolvimento, aperfeiçoamento e direito de acesso de todos à utilização dos recursos que a ciência pode disponibilizar, de forma a garantir a cada um, até ao limite da vida, a dignidade devida a cada ser humano.

(...)

Sublinhados meus

In jornal «Avante!», edição de 13 de Fevereiro de 2020

 

Se a habitação é um direito cabe ao Estado assegurá-lo

Em construção

A habitação é bem o exemplo de como um direito constitucional só é universalmente consagrado se assumido pelo Estado.

Factos e números que ajudam a compreender como a situação que hoje se vive em Portugal está muito distante do que a Constituição consagra ao nível do direito à habitação:

  • Só nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, mais de 35 mil famílias estão «em lista de espera» para fogos municipais. Os municípios têm pouco mais de 300 fogos vagos;

  • Estima-se que a resposta à carência de Habitação, para diversos estratos da população, exigirá a promoção pública de cerca de 200 000 habitações;
  • Em Lisboa, o preço médio de arrendamento de um T2 é 1 116 euros e o preço médio de um T3 é 1 489 euros;

  • Em 2017, a subida dos valores de renda em Portugal foi a 5.ª mais elevada a nível mundial (dados FMI);
  • As rendas em Lisboa e no Porto cresceram cerca de 23% num só ano (2018) ou, a nível nacional, 68% em cinco anos (2013 a 2018);

  • Comprar casa em Lisboa é mais caro do que em Roma ou Bruxelas e está ao nível dos preços praticados em Oslo, Copenhaga ou Amesterdão;

  • Lisboa tem, a nível mundial, dos maiores rácios de casas de Alojamento Local por residente: 507 mil habitantes e 32 mil alojamentos. O maior proprietário possui 437 alojamentos e os 25 maiores somam cerca de três mil;

  • De 2011 a 2017, Lisboa perdeu 63 300 moradores e recebeu, mercê de vistos Gold e benefícios fiscais a residentes «não habituais», mais de 27 000 residentes estrangeiros;

  • Só em 2018, houve 1 592 imóveis residenciais, situados na Área de Reabilitação Urbana de Lisboa, vendidos a estrangeiros;
  • Só dois por cento do parque habitacional em Portugal é público;

  • O esforço financeiro de uma família com Habitação não deveria exceder 30% do rendimento. Em Portugal situa-se, em média, nos 58%;

  • 40% dos jovens entre os 18 e os 34 anos ainda vivem em casa dos pais;

  • Entre 1987 e 2011, praticamente 75% das verbas destinadas em Orçamento do Estado à Habitação foram entregues à banca;

  • Existem 7 000 fogos públicos devolutos.

 

Ingredientes de uma campanha sem escrúpulos

Sondagens

 

Ingredientes de uma campanha sem escrúpulos
Mentira. Manipulação. Insídia

 

 

A operação de difamação contra o PCP assume contornos persecutórios intoleráveis. Para procurar sustentar conclusões previamente definidas não se tem olhado a meios.

Escusado seria invocar aqui o manancial de violações grosseiras de critérios e princípios deontológicos a que os jornalistas estão obrigados.

Fiquemos apenas pelo cortejo de MENTIRAS. A densidade e presença da mentira, da mais boçal à mais ornada, não permite esgotar aqui o seu elenco.

 

Mentem, descaradamente

 

comunicação social

Fiquemos apenas pelo cortejo de MENTIRAS.

A dimensão da empreitada não conduzirá entretanto a que, com prejuízo de muitas outras, aqui se registem algumas das que as peças diversas editadas em alguns órgãos de Comunicação Social com destaque para a TVI que assumiu como critério editorial a mentira, a manipulação e difamação.

Ficam a sobrar todas aquelas que, orladas pela insinuação mais ou menos subtil, conduzem quem as recepciona a não dar conta da mentira que lhe subjaz.

 

A operação lançada contra o PCP é um caso de estudo

Manipulação-Informativa

Seguidores da teoria deGoebbels, por aí vagueiam os que continuam a confiar que a mentira repetida pode, à força de ser mediatizada, passar a verdade. Partidários do mesmo anti-comunismo vêem, nas pisadas daquele, fonte de inspiração. Sem Reichtags à mão, enquanto motor de provocação, socorrem-se do que podem.

Confundindo carteira profissional com função de jornalismo, atirando a pedra e escondendo a mão com a cobardia própria dos que se julgando com as armas todas se podem mover a seu bel prazer, acreditando que têm por segura a total impunidade, aí estão mentindo, caluniando e difamando. Assumindo o papel de peões de brega de interesses que não confessam.

A operação lançada contra o PCP é um caso de estudo sobre até onde pode ser levada a manipulação de factos, a pergunta insidiosa que transporta a acusação feita verdade, o histerismo inquisitivo para se desmentir o que foi inventado, a instrumentalização de ligações familiares, a montagem de fragmentos desconexos para que se encaixem no puzzle difamatório previamente concebido, a censura de depoimentos recolhidos para suportar a mentira montada.

Não confundimos jornalismo nem jornalistas com a acção desqualificada, sem escrúpulos e mercenária das últimas semanas, circunscrita em número de agentes, embora com a força da amplificação mediática que lhe deu suporte.

A assertiva citação atribuída a Bernard Shaw quanto ao que esperar de uma luta com um porco não atinge nem se dirige aos jornalistas. Só quem chafurda na mentira e na calúnia nela se reverá.

Tocados onde mais lhes dói, os interesses monopolistas (incluindo os da comunicação social) soltaram os cães.

Cá estamos para os enfrentar e prosseguir a nossa intervenção em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo, combatendo exploração e empobrecimento.

Sem nos deixarmos intimidar.

Sublinhados meus

Manipulação Televisão

 

Dez anos sobre a falência do Lehman Brothers

magicmoney

No dia 15 de Setembro de 2018, assinalaram-se 10 anos sobre a falência do Lehman Brothers, que marcou o início da actual crise financeira.

 

Neste artigo sucinto iremos falar de quatro pontos considerados como fundamentais no rebentamento da crise de 2008, demonstrando que, passados 10 anos, o capitalismo caminha, inexoravelmente, para a próxima crise.

Alavancagem: todos apontam para a escassez dos capitais próprios dos bancos que ficaram insolventes com os primeiros prejuízos. É dito na generalidade da imprensa que os bancos melhoraram os seus rácios, mas isto não passa de uma falácia. O coelho que o capital financeiro sacou da cartola chama-se Basel III e permite, a partir da ponderação dos activos pelo risco, transformar um rácio de alavancagem de 3% num rácio de 7 ou 9%. Pura cosmética: olhando para os balanços, verificamos que os aumentos de capitais foram residuais e muito abaixo das perdas registadas durante a crise.

Produtos financeiros estruturados: os activos tóxicos foram determinantes na crise. Estes eram criados a partir de créditos duvidosos e vendidos no mercado sem qualquer regulamentação e em não raros casos com notação máxima das agências de rating. Passados dez anos o mercado global de derivados representa hoje sete vezes o PIB mundial, o que quer dizer que está totalmente desligado da economia real! Na União Europeia avança a todos o gás a titularização de créditos para limpar os balanços dos bancos e está na calha a criação de um fundo europeu de pensões destinado a ser o maior fundo de investimento do mundo e cuja gestão poderá ser entregue ao BlackRock.

Os bancos «to big to fail»: com a desregulamentação financeira das décadas de oitenta e noventa assistimos a uma vaga de fusões de instituições financeiras com a criação de entidades «demasiado grandes para falir». Esta situação gerou uma garantia pública implícita sobre eventuais perdas na medida em que se argumentou que a falência destas entidades poderia arrastar toda a economia. No início, registaram-se tentativas tímidas de atacar o problema procurando impor a separação entre bancos de retalho e de investimento, mas foi sol de pouca dura. Hoje, com a União Bancária a servir de catalisador, assistimos a uma nova vaga de fusões e aquisições, com o desaparecimento, desde o início da crise, de um terço dos bancos existentes.

Endividamento: todos falam do excesso do endividamento, público e privado como outro elemento nuclear para o rebentamento da crise. Importa dizer que este endividamento decorre de uma injusta distribuição da riqueza e do rendimento, empurrando muitas famílias para o crédito como recurso último para aquisição de bens essenciais. Passados dez anos, o endividamento público e privado é hoje superior aos níveis pré-crise, com taxas de crescimento duas vezes superior ao PIB.

As crises são parte integrante do sistema capitalista. Registar que, passados 10 anos sobre uma das maiores crises do sistema, tudo continua na mesma, reforçando-se a necessidade de superação do sistema capitalista com um modelo alternativo: o socialismo e o comunismo!

Sublinhados meus

 

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