Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

Thorbjørn Jagland nas suas palavras e actos

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Thorbjørn Jagland (há quem escreva Thorbjorn Jagland ou Thorbjoern Jagland) é um nome que, praticamente, nada diz aos nossos leitores...

Todavia, este norueguês é uma pessoa importante.

Thorbjorn Jagland é Secretário Geral do Conselho da Europa desde 1 de Outubro de 2009. Foi Primeiro-Ministro da Noruega de 25 de Outubro de 1996 a 17 Outubro de 1997. Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros de 17 de Março de 2000 a 19 de Outubro de 2001. Foi Presidente do Parlamento da Noruega (Storting) de 10 de Outubro de 2005 a 1 de Outubro de 2009. E foi membro do Parlamento entre 1993 e 2009.

É um dos muitos vice-presidentes da Internacional Socialista.

Caramba, é uma pessoa mesmo importante!


Em 2009, Thorbjørn Jagland tornou-se Presidente do Comité Nobel Norueguês, aquele que distribui o Prémio Nobel da Paz.

Deu os prémios de 2009 (Obama) e 2010 ( Liu Xiaobo ).

Aqui, os nossos leitores mais ingénuos dirão que ele é uma espécie de Sua Santidade que faz beatificações e santificações ao distribuir os Prémios Nobel da Paz.

Os nossos leitores menos ingénuos quererão saber o que ele disse e o que ele fez.


A verdade, a crua e cruel verdade!, é que Thorbjørn Jagland é, também, membro da Assembleia Parlamentar da NATO! Leia em francês

Para Ler : (a posição que ele tomou em 26 de Maio de 2003 na referida Assembleia)

Em francês:

  • «Thorbjørn Jagland (N) regrette que, en l'absence d'un accord préalable de l'ONU, la Norvège n'ait pu suivre les États-Unis sur la manière de traiter le régime irakien. La politique étrangère de Washington est incohérente : si l'administration américaine veut véritablement combattre le fondamentalisme islamiste et le terrorisme, pourquoi soutient-elle l'Arabie saoudite et n'intervient-elle pas en Syrie et en Iran? L'intervenant a demandé qu'une définition commune du terrorisme et de ses causes soit établie, de même qu'une stratégie conjointe visant à combattre les deux. À cet égard, la "feuille de route" pour le règlement du conflit israélo-palestinien est un grand pas en avant

Em inglês

  • «Thorbjørn Jagland (N) regretted that without prior UN approval Norway could not follow US leadership over how to tackle the Iraqi regime. He commented that, in his view, US foreign policy had been inconsistent and asked why, if it was serious about combating Islamic fundamentalism and terrorism, the US supported Saudi Arabia and why it did not act in Syria or Iran? He called for a common understanding of terrorism and its causes as well as a common strategy to fight both. In this respect, the "Road Map" for a solution to the Israeli-Palestinian conflict was an important step forward.»

In NATO PA - 26 May 2003 – MINUTES of the meeting of the Political Committee...

Para Ler : (algumas posições que ele tomou em 13 ou 14 de Novembro de 2004 na referida Assembleia)

Em francês:

  • «Jagland (NO) déplore l’absence de principe clair pour lutter contre les groupes terroristes. (...) M. Jagland (NO) juge "impératif " d’impliquer des pays musulmans en Irak

Em inglês

  • «Thorbjoern Jagland (NO) bemoaned the lack of a clear concept to tackle terrorist groups. (...) Mr Jagland (NO) considered it " imperative " to involve Muslim countries in Iraq

In NATO PA - 13-14 November 2004 - SUMMARY of the meeting of the Political Committee..

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Para Ler : (algumas posições que ele tomou em 26 de Novembro de 2009 na referida Assembleia)

Em francês:

  • «M. Jagland dit que si l’Alliance est en Afghanistan ce n’est pas pour son intérêt propre, mais pour mettre un terme à la tyrannie, dans le cadre d’une résolution des Nations unies visant à faire cesser le terrorisme et à empêcher des conflits futurs. Chaque défi réaffirme la nécessité, pour l’OTAN, de mettre en place des alliances et de s’adapter aux nouvelles réalités.»

Em inglês

  • «Mr Jagland said that NATO is not in Afghanistan for the sake of NATO; it is there to stop tyranny under a UN resolution to stop terrorism and future wars. Each challenge reaffirms the need for NATO to build alliances and adapt to the new realities.»

In NATO PA - Tuesday 26 May 2009 - SUMMARY of the PLENARY SITTING ..

Para Ler:

(Dois artigos que ele escreveu no jornal norueguês Aftenposten, com as respectivas traduções)

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Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

Liu Xiaobo nas suas próprias palavras...

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Liu Xiaobo, como se sabe, é o Prémio Nobel da Paz 2010.

Já aqui tínhamos feito referência ao que ele escreveu no China Observer em 31 de Outubro de 2004 (The Free Iraq Operation and US presidential election) - ler Quem escreveu «que a excelência de Bush na luta contra o terrorismo [no Iraque] não pode ser negada»?

No artigo, o seu autor, começa por dizer que, na campanha entre John Kerry e George W. Bush, apoia este último e lamenta que Kerry tenha feito da guerra no Iraque o grande tema. Em seguida apoia a agressão de Israel aos Palestinianos e as guerras que os Estados Unidos fizeram à Coreia e ao Vietnam / Vietname (além de apoiar a agressão ao Iraque, claro).

Mais adiante, diz Liu Xiaobo:

«Para lidar com o terrorismo, como ameaça extrema sobre a civilização humana, os Estados Unidos não devem ter nenhuma hesitação no uso da força. É preciso determinação para impedir que um desastre semelhante ao 11 de Setembro aconteça novamente, para reduzir o crescimento do terrorismo internacional e a ameaça de armas de destruição em massa.»

Hoje revelamos o texto que Liu Xiaobo escreveu em 19 de Dezembro de 2006 no Open Magazine de Hong Kong, em que faz referência a uma entrevista dada por ele em 1988 a esse mesmo jornal:

«一九八八年十一月,我結束了挪威奧斯陸大學三個月的訪學,前往美國夏威夷大學,我特意坐了途徑香港的航班。第一次踏上殖民統治造就的自由港,感覺真好!我接受金鐘先生的採訪,感覺更好!

採訪中,金鐘先生的提問很直率,我的回答可謂放言無羈,說出了一段犯眾怒的話。

金鐘問:「那甚麼條件下,中國才有可能實現一個真正的歷史變革呢?」

我回答:「三百年殖民地。香港一百年殖民地變成今天這樣,中國那麼大,當然需要三百年殖民地,才會變成今天香港這樣,三百年夠不夠,我還有懷疑。」

儘管,六四後,這句「三百年殖民化」的即興回答,變成了中共對我進行政治迫害的典型證據;時至今日,這句話仍然不時地被愛國憤青提起,以此來批判我的「賣國主義」。然而,我不會用接受採訪時的不假思索來為自己犯眾怒的言論作辯解,特別是在民族主義佔據話語制高點的今日中國,我更不想收回這句話。»

Tradução livre, feita com auxílio do tradutor do Google (confira original e traduções):

«Em Novembro de 1988 terminei uma visita de três meses à Universidade de Oslo, à Universidade do Havaí nos Estados Unidos. Deliberadamente regressei num voo via Hong Kong. Foi formidável pisar pela primeira vez um porto livre criado por regime colonial! Senti-me muito melhor quendo aceitei uma entrevista com o Sr. Jin Zhong!

Na entrevista, o Sr. Jin Zhong fez-me uma pergunta muito simples e a minha resposta pode ser descrita como completamente livre, para utilizar as palavras de alguns Fan Zhongnu [?].

Ele perguntou: "Então em que condições, os chineses podem alcançar uma mudança verdadeiramente histórica?"

Eu respondi: "Seriam necessários trezentos anos de colonialismo. Em cem anos de colonialismo, Hong Kong mudou para o que se vê hoje. Sendo a China tão grande, é claro que se exige trezentos anos de colonialismo para que ela seja capaz de se tornar naquilo que é Hong Kong actualmente, não tenho dúvidas."

A resposta dada de improviso "trezentos anos de colonização", tornou-se a prova típica para uma perseguição política comunista. Hoje, esta declaração por vezes ainda irrita certos jovens patriotas que criticam a minha "traição".

No entanto, hoje em especial, em que o discurso do nacionalismo ocupou o alto comando da China, não me preocuparei em justificar estes comentários Fan Zhongnu [?] feitos em entrevista. Eu não quero retirar essas palavras.»

Liu Xiaobo, "我與《開放》結緣十九年" (My 19 Years of Ties with "Open Magazine"), Open Magazine, December 19, 2006.

Usando as exactas palavras de um conhecido comentador: «Sem comentários. Há coisas que se comentam a si próprias.»!

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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Henry Kissinger, prémio Nobel da Guerra e do Genocídio (II)

Prémio Nobel da Paz 1973  - Henry Kissinger foi premiado conjuntamente com Le Duc Tho. Le Duc Tho recusou.

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(continuação)

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«Nesta fase, iniciada com as agressões no Médio Oriente e Ásia Central, o imperialismo estado-unidense encontrou situações históricas muito diferentes da que precedeu o seu envolvimento no Vietname e a humilhante derrota que ali sofreu. Nos EUA somente uma minoria percebeu que a guerra estava perdida quando Giap desfechou a ofensiva do Tet. A resposta de Johnson e Kissinger, cedendo aos generais do Pentágono, foi a ampliação da escalada. A agressão alastrou para o Laos e Washington enviou mais tropas para a fornalha vietnamita, semeando a morte a devastação no Sudeste Asiático

«Anote-se de passagem que esta visita de Rice a Tblissi nas vésperas do ataque à Ossétia me lembrou, mas admito que apenas a mim, a visita de Kissinger a Jacarta nas vésperas da invasão indonésia de Timor

Na Casa Branca reúnem-se o presidente da Pepsi, Donald Kendall, Nixon, que tinha sido advogado daquela empresa, Henry Kissinger, Conselheiro de Segurança Nacional, John Mitchell, procurador-geral, o director da CIA, Richard Helms, e claro, Edwards.

Das notas de Helms percebe-se que o grupo está disposto a gastar o necessário. «Dez milhões de dólares disponíveis. Há mais se for preciso», acertam. Querem os melhores homens disponíveis com o objectivo de «fazer gritar de dor a economia chilena».

No mesmo dia, o presidente Nixon informou o director da CIA, Richard Helms, que um governo de Allende não era aceitável para os Estados Unidos e instruiu a secreta para que tivesse um papel directo na organização de um golpe militar no Chile.

Nove semanas antes do golpe, Nixon telefonou a Kissinger para dizer que «o rapaz do Chile pode ter alguns problemas.» Kissinger responde: «creio que definitivamente está em dificuldades».

Henry Kissinger, no prefácio do «Desafio da América», escrito e publicado na Alemanha já depois do 11 de Setembro de 2001, afirma que «na guerra contra o terrorismo o objectivo não é detectar terroristas», e que é sobretudo necessário «não deixar escapar esta ocasião excepcional de redesenhar o sistema internacional» («Die Herausforderung Amerikas» – versão alemã de «Does América need a Foreign Policy?»).

Quando o Xá mandava e fazia as piores tropelias com o apoio de Washington, o secretário de Estado era Henry Kissinger. O autor intelectual do golpe de Estado contra Salvador Allende mantinha então que a «introdução de energia nuclear» era importante para cobrir «as crescentes necessidades da economia iraniana», e explicava que essa opção libertava «as restantes reservas de petróleo para a exportação ou transformação em produtos petroquímicos». Bem pensado, poderia dizer-se. Mas... mudam-se os tempos, mudam-se as verdades. Hoje «para um produtor petrolífero como o Irão, a energia nuclear constitui um desperdício de recursos». Quem o diz? Kissinger! Há nisto alguma contradição? O mesmo Kissinger responde. Antes o Irão «era um país aliado (...) de modo que, em consequência, tinha uma genuína necessidade de energia nuclear».

Que personagens do calibre de Henry Kissinger (no ano seguinte ao golpe fascista no Chile por ele inspirado) ou Menachem Begin surjam na lista não é certamente prestigiante para um tal prémio e mancha indelevelmente um elenco de premiados entre os quais se encontram figuras como Nelson Mandela, Albert Schweitzer, Adolfo Pérez Esquível, Martin Luther King.

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Emblema da Escola das Américas.

Operação Condor

Kissinger aprovou assassinatos

A organização The National Security Archive (NSA) revelou uma nova peça do puzzle que desvenda o envolvimento do ex-secretário de Estado americano, Henry Kissinger, na Operação Condor.

Diz a NSA que, em 1976, Kissinger impediu que os diplomatas norte-americanos em países da América Latina se pronunciassem contra os assassinatos de opositores aos regimes militares fascistas praticados no estrangeiro. Dias depois, um atentado em Washington matou o então dirigente político chileno Orlando Letelier.

Kissinger terá instruído os diplomatas para que não manifestassem repúdio pelo assassinato de «subversivos», quer nos seus próprios países quer no exterior.

Na década de 70 do século passado, os serviços secretos dos EUA auxiliaram as polícias políticas do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia na eliminação de opositores aos respectivos regimes.

«A Operação Condor representou um esforço cooperativo de inteligência e segurança entre muitos países do Cone Sul para combater o terrorismo e a subversão», revela um relatório da CIA desclassificado em 1978.

Durante o período de intensas lutas sociais em meados dos anos 70 – perto da altura em que, apoiado pelos EUA, ocorria o golpe militar fascista no vizinho Chile, em Setembro de 1973 – elementos governamentais da Argentina, em especial militares e polícias, criaram organizações para-legais que hoje seriam equivalentes aos «esquadrões da morte». Estes grupos levavam a cabo os raptos e assassínios de esquerdistas. Alguns grupos reagiram com actos de guerrilha urbana.

Com o total apoio do governo norte-americano e do seu secretário de Estado Henry Kissinger, um grupo de generais e polícias tomaram o poder na Argentina. Este grupo fez uma razia não apenas contra a guerrilha urbana esquerdista mas também contra activistas e dirigentes sindicais de todo o espectro político. Os presos eram levados secretamente, torturados e cerca de 30 000 foram mortos.

A 11 de Setembro de 1973, a reacção interna chilena e os seus algozes, apoiados e inspirados por o imperialismo norte-americano, lograram pôr termo, brutalmente, ao governo da Unidade Popular de Salvador Allende, mergulhando o país nas trevas da ditadura sangrenta que perdurou 17 anos. A marca da CIA e o envolvimento de Kissinger e Nixon são irrefutáveis.

Para o grande capital, os mecanismos formalmente democráticos servem apenas como formas de legitimação do seu domínio de classe, a nível nacional e internacional. Se entrarem em contradição com essa dominação, o imperialismo não hesita em liquidá-los. Foi assim há 30 anos, no Chile, como agora se comprova na documentação oficial que vai sendo publicada. Nessa altura, os círculos governantes dos EUA decidiram que havia que pôr termo ao governo democraticamente eleito da Unidad Popular, pois como explicava o então responsável pela política externa dos EUA, Kissinger: «o exemplo bem sucedido de um governo Marxista eleito no Chile teria seguramente um impacto – e serviria até de precedente – para outras partes do globo, especialmente Itália; o efeito de imitação de fenómenos desse tipo teria, por sua vez, um efeito significativo sobre o equilíbrio mundial e a nossa posição no seu seio» (actas de um encontro Kissinger-Nixon, publicadas no National Security Archive). E assim surgiu Pinochet e se pôs termo à democracia burguesa chilena. Também para que servisse de lição. Esta é, e sempre foi, parte integrante da natureza das «democracias ocidentais». O resto são cantos de sereia.

Quando do massacre de My Lai, a imoralidade que consistia em enviar a juventude americana para assassinar um inimigo que nem se distinguia da própria população, tornou-se evidente. E o papel de figuras como as de Robert McNamara e Henry Kissinger tornou-se, pelo menos, repugnante. O drama do Vietname terminou há 31 anos. Estamos a ver os criminosos bombardeamentos aéreos sobre Hanoi e Haiphong, a luta por Danang e Hué, a entrada do Vietcong em Saigão. Parece que os americanos esqueceram as lições recebidas e é por isso que estão a repetir a história dos seus incomensuráveis fracassos no Iraque.

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Para Ler :

  • National Security Study Memorandum 200 National Security Study Memorandum 200: Implications of Worldwide Population Growth for U.S. Security and Overseas Interests (NSSM200) was completed on December 10, 1974 by the United States National Security Council under the direction of Henry Kissinger.
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

Henry Kissinger, prémio Nobel da Guerra e do Genocídio (I)

Kissinger e Obama (Prémio Nobel da Paz 1973 e Prémio Nobel da Paz 2009, respectivamente) na Casa Branca

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Henry Kissinger foi premiado conjuntamente com Le Duc Tho.

Le Duc Tho recusou.

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Shultz, Obama e Kissinger

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«O que é ilegal nós fazemos imediatamente; o que é inconstitucional demora um pouco mais de tempo» [risada] - Henry Kissinger

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Kissinger e Pinochet

(continua)

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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publicado por António Vilarigues às 12:04
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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010

Quem escreveu «que a excelência de Bush na luta contra o terrorismo [no Iraque] não pode ser negada»?

A frase do título podia ter sido escrita por Barroso (o vidente!), Câncio, Aznar ou Blair. Mas não foram eles a escrevê-la.

A frase do título faz parte do início de um artigo em... chinês: «克里抓住伊拉克的现在困境大做文章,但布什在反恐上的卓越作为,绝非克里的诋毁所能抹杀。»

No artigo, o seu autor, apoia, entre outras coisas, as guerras que os Estados Unidos fizeram à Coreia e ao Vietnam / Vietname:

«历史上,现实中,美国都不是完美的国家,但它至少是最富理想主义和使命感的自由国家,它领导盟国赢得抗击法西斯主义的二战,帮助发动二战的两大罪恶国家德国和日本实现了民主化重建,领导了对抗共产极权的韩战和越战,最终赢得了长达半个世纪的自由与极权之间的冷战;美国在中东帮助埃及获得了独立,一直保护处在阿拉伯诸国包围中的以色列,如果没有美国的保护,长期受到迫害且在二战中遭遇种族灭绝的犹太人,大概又将被伊斯兰世界的仇恨所淹没,美国被阿拉伯人所仇恨和屡遭伊斯兰恐怖主义的袭击,显然与美国对以色列的长期支持高度相关。»

E, mais adiante no artigo, escreve o autor:

«对付诸如恐怖主义这样肆意践踏文明底线的极端人类公害,美国在使用武力时不应该有任何犹豫。只有果断坚决,才能制止类似9•11灾难的再次发生,减少日益国际化的恐怖主义和大杀伤力武器的威胁。»

ou seja,

«Para lidar com o terrorismo, como ameaça extrema sobre a civilização humana, os Estados Unidos não devem ter nenhuma hesitação no uso da força. É preciso determinação para impedir que um desastre semelhante ao 11 de Setembro aconteça novamente, para reduzir o crescimento do terrorismo internacional e a ameaça de armas de destruição em massa.»

Quem escreveu estas frases foi o Prémio Nobel da Paz 2010 Liu Xiaobo no China Observer em 31 de Outubro de 2004 (The Free Iraq Operation and US presidential election).

Podem ser lidas AQUI. Estão traduzidas AQUI em várias línguas.

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Domingo, 5 de Julho de 2009

Rigoberta Menchú, Prémio Nobel da Paz 1992, sobre o golpe de estado nas Honduras

    

Vídeo sobre a chegada do Secretário Geral da OEA e de Rigoberta Menchú a Tegucigalpa:

Con una impresionante y bulliciosa concentración popular frente a la oficina de la OEA en Tegucigalpa, los hondureños respaldaron la visita del secretario General del organismo, José Miguel Insulza, que junto a la premio Nobel de la Paz, Rigoberta Menchú, cumple en ese país el ultimátum ordenado por los 34 países del continente contra la dictadura de Roberto Micheletti, para que entregue la presidencia al mandatario Constitucional, Manuel Zelaya.

TeleSUR

Sobre Rigoberta Menchú:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Parabéns Nelson Mandela

    Parabéns pelos seus 90 anos

          

Ver neste blog

Ler notícia e AQUI

                               

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Domingo, 6 de Julho de 2008

Aos 89 anos Nelson Mandela deixa de ser terrorista! E o ANC também...

    George Bush promulgou esta lei...

                            

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publicado por António Vilarigues às 22:18
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Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Mandela e o ANC deixam de ser terroristas?!...

   Lê-se e não se acredita!

Depois de idêntica votação na Câmara de Representantes, o Senado aprovou esta sexta-feira a decisão de retirar Mandela e o seu partido, o ANC, da lista negra do terrorismo americano. Segundo uma lei aprovada no mandato de Ronald Reagan, Mandela e os membros do ANC poderiam deslocar-se à sede das Nações Unidas, mas não estavam autorizados a viajar no resto do território americano. When ANC members apply for visas to the USA, they are flagged for questioning and need a waiver to be allowed in the country. In 2002, former ANC chairman Tokyo Sexwale was denied a visa. In 2007, Barbara Masekela, South Africa's ambassador to the United States from 2002 to 2006, was denied a visa to visit her ailing cousin and didn't get a waiver until after the cousin had died, Berman's legislation says.»)

Sempre que Mandela  foi à América, precisou de uma autorização especial.

Mandela, prémio nobel da paz, agrade encarecidamente aos americanos e a George Bush, que terá de promulgar aquela decisão, a magnanimidade do gesto!
                                                   
Vinte anos para tomar uma decisão! Não lhes perdoais, Senhor, que eles SABEM o que fazem...
                                                                  
Ler o que sobre terroristas e terrorismo se escreveu neste blog AQUI, AQUI e AQUI
                                                        
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publicado por António Vilarigues às 17:53
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