Terça-feira, 18 de Dezembro de 2018

Revolução Tecnológica e Científica em Curso

Ana Isabel Oliveira 2018-11-24.jpg

Em Portugal registam-se profundos atrasos na implementação da inovação tecnológica.

O investimento em Investigação e Desenvolvimento em 2017 rondou apenas um terço da média da Zona Euro, mais de 30% foi realizado por empresas multinacionais, e a desresponsabilização do Estado neste investimento é praticamente total.

Portugal

  • apresenta um dos mais baixos níveis de emprego no sector da tecnologia e do conhecimento intensivo;
  • a proporção do valor acrescentado bruto das indústrias de alta e média-alta tecnologia no valor acrescentado bruto total do país é praticamente desprezível;
  • o número de empresas de baixa tecnologia no sector da indústria é ainda maioritário, e as exportações de bens de alta tecnologia são inferiores a 5%.

Simultaneamente, a dotação orçamental pública em Investigação e Desenvolvimento em percentagem do PIB é das mais baixas da Europa, e tão baixa quanto era em 1995, e apesar do contributo inestimável que os trabalhadores científicos têm dado para os passos que o país ainda tem dado no avanço tecnológico e na produção científica (nomeadamente com a duplicação do número de publicações cientificas em 10 anos, quando o número de investigadores se manteve sensivelmente igual), estes têm sido sujeitos à total precarização.

 

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publicado por António Vilarigues às 14:47
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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012

25 de Novembro - Dia Internacional pela Erradicação da Violência sobre as Mulheres

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O MDM – Viseu assinala, mais uma vez, o Dia Internacional pela Erradicação da Violência sobre as Mulheres.

Denunciamos toda e qualquer acção ou omissão praticada sobre mulheres e meninas, com crueldade e de forma intensa, como uma grave violação dos Direitos Humanos.

Falamos da violência social que atinge as mulheres ao verem o seu trabalho desvalorizado, a crescente precarização, a discriminação na progressão das carreiras, o desemprego crescente, a pobreza.

Falamos da  violência  sexual, violações e assédio, mas também das formas últimas de verdadeira escravatura, como são a prostituição e o tráfico de mulheres.

Falamos de espancamentos físicos, insultos, ameaças, chantagens e pressões psicológicas, nomeadamente nas relações de intimidade. Falamos da violência que ocorre nos cenários de guerra onde as mulheres são multiplamente violentadas, com estropiamentos e mortes, com destruição de bens.

Falamos de violência laboral que nega direitos específicos, obriga a horários de trabalho profundamente desumanos.

Falamos de mulheres e meninas portadoras de deficiência a quem as políticas de austeridade retiram direitos humanos básicos.

Estando a erradicação da violência intimamente ligada à concretização da igualdade de direitos, são as mulheres das classes sociais mais desfavorecidas as que menos recursos têm para a sua própria protecção. Exigimos a coragem política para incrementar as medidas que protejam e enquadrem socialmente de forma correcta e digna a mulher vítima de violência.

Num tempo em que a austeridade cada vez mais degrada as condições de vida das mulheres portuguesas, procuramos aumentar a visibilidade desta temática que tão gravemente as atinge.

O MDM não deixará de lutar para que todos os dias sejam dias de luta pela erradicação da violência sobre as mulheres.

MDM – Viseu

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publicado por António Vilarigues às 09:29
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2012

Comunicação Social - um ataque ao regime democrático que deve ser derrotado

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1- Ao longo das últimas décadas o sector da Comunicação Social foi sujeito a profundas transformações que não podem ser ignoradas quando avaliamos o momento actual: a par de um impetuoso desenvolvimento tecnológico nas formas de recolha, produção e transmissão de notícias e de informação, assistimos a um processo de crescente concentração deste sector nas mãos de um reduzido núcleo de grupos económicos, ao aprofundamento da exploração e da precarização das relações laborais, a uma degradação e governamentalização do serviço público nas suas diferentes dimensões e a um crescente condicionamento ideológico e empobrecimento informativo e cultural, favorável aos interesses estratégicos do grande capital.

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publicado por António Vilarigues às 12:41
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Sexta-feira, 29 de Julho de 2011

Agravamento da exploração de quem trabalha

Alterações à Legislação Laboral

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Galeria Fotografias

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(...)

«Um caso concreto é bem elucidativo do roubo que esta proposta de lei representa: um trabalhador que tinha 30 anos de casa e um salário de 600 euros recebia em caso de despedimento ilícito e caso não optasse pela reintegração na empresa, uma indemnização de cerca de 18 mil euros. Com esta proposta de lei, o mesmo trabalhador apenas recebe 4800 euros. Isto é, uma redução superior a 73%

(...)

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Ontem estive aqui!

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publicado por António Vilarigues às 14:02
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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

2000/2010 Dez anos de política de direita - Uma Década perdida

Texto de Carlos Carvalhas

     A verdadeira razão desta campanha não é o velar pelo dogma da inflação – a dita estabilidade de preços, que não corre o risco de uma qualquer intensificação exponencial nos próximos tempos. A verdadeira razão está no facto de os Bancos Centrais terem começado a restringir as disponibilidades de liquidez ilimitados e a baixo custo que os mega Bancos aproveitaram, não para servir as economias, mas para jogar na roleta de casino da especulação, alimentando uma nova «bolha» financeira. A verdadeira razão está nas necessidades em Fundos próprios resultantes das pressões do Banco de Pagamentos Internacionais e na crença de que esta procura de dinheiro levará ao aumento das taxas de juro designadamente nos títulos obrigacionistas. Como afirmou o Jornal de Negócios de 29/01/2010 «os Bancos são pela natureza da sua actividade, as empresas que mais recorrem ao endividamento». A Banca é o primeiro veículo que permite ir buscar dinheiro ao exterior, o que leva a que seja a primeira afectada...» com  os custos do financiamento. Em resumo é para responder às necessidades de financiamento dos Bancos que os Estados devem travar o seu endividamento seguindo uma lógica irredutível: é necessário aliviar o mercado obrigacionista para que os Bancos se possam financiar ao melhor custo em resultado da diminuição progressiva das medidas de apoio de que têm beneficiado e que têm alimentando uma «bolha financeira potencialmente perigosa para o sistema financeiro».

É uma evidência que a independência das empresas de rating estão para os mega Bancos, como as Entidades Reguladoras estão para o governo português.

(sublinhados meus)

                                                                                              

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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

2000/2010 Dez anos de política de direita

    Veio aqui, no conjunto das intervenções que me antecederam, o que poderíamos chamar um balanço da vida e da política portuguesas nestes últimos dez anos. Foi uma ampla abordagem aos mais importantes domínios que são determinantes e estruturantes da evolução económica, social e cultural do país. Um olhar sobre a realidade, não toda a realidade, que está para lá da análise do tempo breve que a exigência da nossa imperiosa intervenção política quotidiana nos empurra e que tantas vezes omite, deixando na sombra as causas do nosso persistente atraso e da crise que o país enfrenta. 

Há hoje na sociedade portuguesa uma não pouco difundida noção que esta primeira década do século XXI português foi uma década perdida para o nosso desenvolvimento económico e social, ou dito de outra forma, que foram dez anos a comprometer o desenvolvimento do país. Trata-se de uma ideia justa que aqui mesmo confirmámos e que qualquer abordagem séria e de rigor à realidade portuguesa não deixará de secundar.

Ler Texto Integral

                              

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publicado por António Vilarigues às 12:01
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