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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Quem disse «os cuidados de saúde com os mais idosos significam custos desnecessários»?

Taro Aso_UOL.jpg

 

Tese de um ministro japonês das Finanças, Taro Aso, que em 2013 defendeu que «os cuidados de saúde com os mais idosos significam custos desnecessários».

Tarō Asō, nascido em 20 de setembro de 1940, é um político japonês que é vice-primeiro ministro e ministro das Finanças do seu país desde Dezembro de 2012.

Asō foi eleito pela primeira vez para a Câmara dos Deputados em 1979.

Desempenhou vários cargos, inclusive como ministro dos Negócios Estrangeiros de 2005 a 2007, e tornou-se secretário-geral do Partido Liberal Democrático (LDP) em 2008, tendo também ocupado esse cargo temporariamente em 2007.

Mais tarde, foi eleito presidente do LDP em Setembro de 2008, tornando-se primeiro-ministro no mesmo mês.

Asō foi primeiro-ministro do Japão de Setembro de 2008 a Setembro de 2009.

 

Quem disse «Na Holanda os pacientes mais idosos ficarão a receber tratamento em casa, considerando-se que, dadas as poucas hipóteses de sobrevivência, será mais humano deixá-los nos seus lares»?

Mark Rutte- Arenda Oomen.jpg

«Na Holanda os pacientes mais idosos ficarão a receber tratamento em casa, considerando-se que, dadas as poucas hipóteses de sobrevivência, será mais humano deixá-los nos seus lares».

Primeiro-ministro da Holanda Mark Rutte.

«Isto acontece na Europa que se considera desenvolvida e civilizada. Mas onde as instituições europeias, moldadas pelo regime neoliberal único e global, se têm dedicado a destruir os serviços públicos de saúde em nome do combate ao défice e da prevalência absoluta do euro – nem que seja através de apurados métodos de tortura social.» (José Goulão)

Sem comentários.

 

Era uma vez um senhor que não gostava que lhe chamassem mentiroso...

Pedro Passos Coelho13

 

Vídeo: Pedro Passos Coelho - Best of 2010-2011

 

Este VÍDEO, por si só, é a demonstração inequívoca que o XIX Governo Constitucional  foi e é ilegítimo e golpista.

Ilegítimo porque a sua eleição assentou em mentiras sucessivas aos portugueses, em particular aos eleitores.

Golpista porque governa em confronto permanente com a Constituição da República Portuguesa e as instituições democráticas.

Recordem-se dois factos:

1 - O PPD/PSD em 1976 votou a Constituição. Posteriormente votou TODAS AS REVISÕES.

2 - A maioria dos juízes do Tribunal Constitucional foi indicado pelo PPD/PSD. E os que o foram pelo PS tiveram o seu assentimento.

Mais recentemente este trabalho do Jornal de Negócios confirma, pela enésima vez, que o homem é um aldrabão e um mentiroso compulsivo. Se não é, parece...

 

Manobras e processos

Hat and wand 1

Assinala-se o desenvolvimento de manobras e processos para construir soluções que assegurem o prosseguimento da política de direita, esbatam os elementos cruciais de uma ruptura com essa política, animem elementos de diversão e enfraqueçam a construção de uma verdadeira alternativa.

  • A corrente de contra-informação lançada pelo Governo em torno de elementos de política fiscal ou do Salário Mínimo Nacional para iludir a natureza da política de exploração que se propõe prosseguir;
  • a encenação que, a pretexto de uma inventada eleição a “candidato a primeiro-ministro”, o PS promoveu com ampla difusão mediática para procurar iludir o seu alinhamento com a política de direita e a submissão aos interesses da União Europeia, seja com António José Seguro ou com António Costa;
  • as rearrumações do quadro partidário com a criação de novas forças políticas animadas por ambições e projectos pessoais;
  • as movimentações, com base em novas ou velhas expressões políticas, para oferecer ao PS o toque de abertura “à esquerda” numa recauchutada governação à direita;
  • o requentado apelo a compromissos nacionais deixados pelo Presidente da República, no passado dia 5 de Outubro

– são exemplos de realinhamentos que, ditados a partir dos centros decisórios do grande capital, visam reduzir a margem para a crescente reclamação sobre a urgente ruptura com a política de direita e a concretização de uma política patriótica e de esquerda capaz de assegurar o desenvolvimento soberano e independente do País.

 

Pedro, o «remediado»

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)
 

São «casos» como este, de Passos Coelho e da Tecnoforma, que descredibilizam a política e os políticos.

Confrontado com a denúncia feita à PGR de que tinha recebido, quando era deputado em exclusividade de funções, cinco mil euros por mês da Tecnoforma e de não ter feito a declaração fiscal desse dinheiro, Passos Coelho optou por uma crise de amnésia total. Não se lembrava se tinha estado em exclusividade de funções, nem se tinha recebido dinheiro, nem se o tinha declarado, etc.

Passos Coelho continuou a farsa remetendo os esclarecimentos para a PGR e para a AR, sabendo por outro lado que a Procuradoria iria considerar, para efeitos jurídicos, os factos como prescritos e contando, por outro lado com a complacência da sua bancada na Assembleia da República.

Os serviços da AR tiveram um comportamento inqualificável.

Para fazer o jeitinho ao sr. primeiro-ministro, usaram de meia verdade para com ela esconder a verdade.

De nada serviu.

A imprensa publicou os documentos que confirmavam a exclusividade de funções.

Uns dias mais tarde, no debate na AR Passos Coelho já tinha recuperado a memória: já se lembrava que não tinha trabalhado para a Tecnoforma mas sim para uma (falsa) ONG (ligada à Tecnoforma) e só tinha recebido despesas de representação.

A amnésia era agora parcial: não se lembrava quanto tinha recebido.

A questão pode estar encerrada do ponto de vista jurídico não o está nem política nem eticamente.

Entretanto ficamos a saber que o deputado Passos Coelho requereu e recebeu no ano de 2000 sessenta mil euros da AR de subsídio de reintegração...

O primeiro-ministro que tão inflamadamente se insurge com as despesas do Estado, que diz ser imprescindível emagrecer o Estado, que cortou abonos de família, subsídios de desemprego, salários, complementos solidários para idosos, subsídios de reinserção social, pensões de viuvez, e pasme-se reduziu de 30 para 12 dias as indemnizações por despedimento por cada ano de trabalho, usufruiu ele próprio do Estado que tanto condena.

Se então lhe fosse aplicada a lei que ele acha justa e que impôs aos outros, teria recebido apenas cerca de três meses de salário.

Enfim, há remediados e «remediados»... e alguns realmente muito bem.

 

Passos Coelho: A mentira está em saldo e o governo é, pois, ilegítimo e golpista

Vídeo: Pedro Passos Coelho - Best of 2010-2011

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Este VÍDEO, por si só, é a demonstração inequívoca que o XIX Governo Constitucional  é ilegítimo e golpista.

Ilegítimo porque a sua eleição assentou em mentiras sucessivas aos portugueses, em particular aos eleitores.

Golpista porque governa em confronto permanente com a Constituição da República Portuguesa e as instituições democráticas.

Recordem-se dois factos:

1 - O PPD/PSD em 1976 votou a Constituição. Posteriormente votou TODAS AS REVISÕES.

2 - A maioria dos juízes do Tribunal Constitucional foi indicado pelo PPD/PSD. E os que o foram pelo PS tiveram o seu assentimento.

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Há alternativa à política de desastre nacional

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(...)

Entrámos numa nova fase, a situação que vivemos exige que cada um – trabalhador, pensionista, jovem, mulher, pequeno agricultor ou empresário – demonstre o seu descontentamento e indignação, se junte à corrente de protesto e de rejeição desta política e deste Pacto, que engrosse com a sua determinação e confiança num país e numa vida melhor, a luta organizada e consequente dos trabalhadores e do povo. O PCP apela ao desenvolvimento da luta nas suas mais diversas formas e em particular apela à participação na grande manifestação decidida pela CGTP-IN «Todos a Lisboa, todos ao Terreiro do Paço» dia 29 de Setembro, numa poderosa demonstração de força e confiança, tal como o «Dia Nacional de Luta» agendado para 1 de Outubro e para a «Marcha contra o desemprego» de 5 a 13 de Outubro.

O rumo de desastre nacional pode ser interrompido, o caminho para um país mais desenvolvido e mais justo acabará por ser aberto. Nesta situação sem paralelo desde o fascismo, o Partido Comunista Português reafirma o compromisso de usar todas as energias e capacidades ao serviço dos trabalhadores, da juventude e do povo português. Pela rejeição do Pacto de Agressão, pela ruptura com a política de direita, por uma política e um governo patrióticos e de esquerda, por um Portugal com futuro, o caminho é o da luta e da alternativa.

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Como é possível manter um governo em que o primeiro-ministro mente?

     Num dos debates quinzenais realizados na Assembleia da República Pedro Passos Coelho mostrou-se muito indignado por Jerónimo de Sousa utilizar na sua intervenção expressões como «roubo», «agressão» e «mentira».

Este episódio, caricato na forma, revela, no seu conteúdo, os tiques autoritários e censórios dos executantes conselheiros de administração de e ao serviço dos interesses dos grupos económicos e financeiros seus mandantes.

E revela também a falta de vergonha do 1º ministro. O que se segue são um conjunto de mentiras descaradas escritas com pleno à-vontade pela personagem nas redes sociais Facebook e Twiter

24 de Março: «A pior coisa é ter um governo fraco; um governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos». Face à realidade actual só pudemos dizer que é preciso ter lata. Muita lata e descaramento.

30 de Março: «A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento». E no entanto o IVA subiu para 23%. E houve «actualizações» em todos os escalões.

1 de Abril: «Já ouvi dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disto e é um disparate». «Disparate» aplicado a milhões de portugueses…

2 de Abril: «O PSD chumbou o PEC IV porque tem que dizer basta; a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimentos». O que fez e está a fazer este governo? Precisamente o contrário!!!

2 de Maio: «Se formos governo posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português». De garantias destas está o inferno cheio. Que o digam os milhões de portugueses nessa situação.

5 de Maio: «Portugal não pode ter 700 mil desempregados». Deve ser por isso que o governo criou todas as condições para que 8 meses depois se tenha ultrapassado o número de 1 milhão de desempregados!

10 de Maio: «Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar os escalões mais altos do IRS e desonerar a classe média e baixa». Só pode estar a brincar connosco!

12 de Maio: «Escusam de vir agitar mentiras; o PSD quer que as pessoas sejam tratadas como merecem, seja na aérea pública seja na privada». O que seria se assim não fosse…

1 de Junho: «Ninguém nos verá a impor sacrifícios aos que mais precisam; os que mais têm terão de ajudar os que têm menos». E não lhe cresce o nariz com tantas aldrabices?

Estas mentiras foram levadas ao Parlamento pelo deputado comunista e vice-presidente da Assembleia da República António Filipe em Novembro de 2011.

O homem escreveu e disse. Para quem estiver interessado em mais «pérolas» do mesmo teor pode consultar na Internet o «Best of 2010-2011» de Pedro Passos Coelho.

E a saga continua. Uma das últimas é o colossal embuste de que 2013 será o início da recuperação económica e da diminuição do desemprego!

Num estudo do próprio FMI, publicado em Outubro de 2010, conclui-se que «em dois anos, uma consolidação fiscal [orçamental] equivalente a 1 por cento do PIB tende a reduzir o PIB em aproximadamente 0,5 por cento, aumenta o desemprego em cerca de 0,3 por cento, e reduz a procura interna (consumo e investimento) em aproximadamente 1 por cento». Mais claro não podia ser!

Mais. O 1º ministro, o governo, os economistas seus apoiantes e defensores que todos os dias nos bombardeiam coma teoria das «inevitabilidades», sabem perfeitamente que não há criação líquida de emprego sem um crescimento económico do PIB acima dos 3% ao ano.

Estão, ainda e sempre, a querer-nos vender gato por lebre. Isto tem de acabar! Como nos podem querer governar pessoas deste quilate, verdadeiros aldrabões encartados?

Uma última frase: «Como é possível manter um governo em que o 1º ministro mente?». A pergunta, esclareça-se, não é minha. É de Pedro Passos Coelho quando ainda não era governante. Não podíamos estar mais de acordo!

Por isso lá estaremos a participar na Greve Geral do próximo dia 22 de Março, convocada pela CGTP-IN. Greve contra a exploração e o empobrecimento. Greve por uma mudança de política. Greve por um novo rumo para Portugal.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In "Jornal do Centro" - Edição de 2 de Março de 2012

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