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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O Cardeal Patriarca é contra as manifestações. Mas organizou uma!...

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O Cardeal Patriarca organizou esta Manifestação de 150 mil pessoas o que nas suas próprias palavras «é perfeitamente fora da nossa constituição e da compreensão do nosso sistema democrático», contribuindo assim para a «corrosão da harmonia democrática da nossa constituição e do nosso sistema constitucional.» Segundo a Rádio Renascença «o Cardeal Patriarca considera que "não se resolve (...) indo para grandes manifestações".»

«Perante cerca de 150 mil peregrinos, 27 bispos, 390 padres, o presidente da peregrinação – que serviu também para comemorar os 50 anos da abertura do II Concílio Vaticano e a abertura nacional do «Ano da Fé» em Portugal – o cardeal-patriarca de Lisboa salientou que a Palavra de Deus “comove-nos o coração” e que a isso o Papa João Paulo II chamou “novo ardor da fé".»

Fátima: A mudança do mundo «agudizou» a emergência da mensagem do Concílio

«Perante mais uma manifestação de fé de peregrinos de múltiplos países, na homilia da eucaristia desta noite no Santuário da Cova da Iria, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa recorreu ao tema da peregrinação - "Recebeste de graça, dai de graça" - para defender que este foi "um ensinamento de Jesus aos discípulos, a partir da sua experiência pessoal".»

Cardeal patriarca exorta católicos a porem Igreja "acima de tudo"

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«Uma multidão assistiu à missa presidida por Bento XVI no Terreiro do Paço, em Lisboa», mas o Cardeal Patriarca acha que não é «a rua» o «sítio próprio»...

Acha que os portugueses devem suportar os sacrifícios:

«Sobre a questão da austeridade, D. José Policarpo mostrou-se confiante quanto aos sacrifícios que têm sido pedidos aos portugueses.»

Mas, ele, não quer pagar o IMI:
«O presidente da Conferência Episcopal foi ainda questionado sobre a possibilidade de a Igreja passar a pagar IMI, mas respondeu que isso é um assunto regulamentado pela Concordata, que não pode ser decidida por decreto administrativo.»

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Artigo 38.º: Livre, mas pouco

«O Estado assegura a liberdade e a independência dos órgãos de comunicação social

perante o poder político e o poder económico.»

in Constituição da República Portuguesa.

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Que os órgãos de comunicação social são independentes e plurais é algo que os seus patrões gostam de apregoar. Mas uma análise mais fina dos conteúdos das notícias, reportagens e comentários publicados ou transmitidos não permite tirar outra conclusão senão a de que, regra geral, aquilo que é publicado ou transmitido é o que melhor serve aos grandes grupos económicos e financeiros e à sua sanha de acumulação de lucro.

Um exemplo significativo disto que se acaba de afirmar ocorreu na semana passada. A Associação Portuguesa de Bancos publicou o seu relatório anual onde divulgava este dado tão espantoso quanto escandaloso – os impostos pagos pelo sector financeiro em 2009 foram inferiores em 40 por cento ao registado no ano anterior. Esta notícia, que à luz dos critérios jornalísticos tinha tudo para ser uma verdadeira «bomba» – com sonantes primeiras páginas, aberturas de telejornais e fóruns na televisão e rádio – não teve praticamente expressão nos principais órgãos de comunicação social. À excepção do jornal i, os restantes órgãos de informação censuraram este aspecto do relatório da APB.

Melhor sorte não teve o comunicado do Gabinete de Imprensa do PCP sobre este assunto, emitido no dia 6 (e tratado na página 9 desta edição do Avante!), que pouca visibilidade teve nos media nacionais...

Mas este não foi o único exemplo. No dia anterior, o PCP realizou uma conferência de imprensa sobre uma das questões mais candentes e actuais no País – a saúde, nomeadamente o aumento do preço dos medicamentos ou o encerramento de serviços. Na ocasião, um dirigente do Partido denunciou a política do Governo e os seus resultados desastrosos e apresentou propostas sustentadas para um novo rumo na política de saúde. Para além da Agência Lusa e da Rádio Renascença mais nenhum órgão de informação se referiu ao assunto, que tanto deu – e dá – que falar todos os dias.

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Calar uns, dar voz a outros

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O tratamento jornalístico dado ao Dia Nacional de Protesto e Luta, promovido pela CGTP-IN no dia 8 de Julho, revela também a natureza e opções de classe dos órgãos de comunicação social, pouco interessados em dar visibilidade à luta organizada contra a política de direita e por um novo rumo para o País. Nos dois principais jornais de referência, Diário de Notícias e Público, o assunto é remetido para os suplementos de Economia (significativamente chamado de Bolsas no caso do primeiro), sem qualquer chamada de primeira página.

O Público dá ao assunto poucas linhas de uma coluna dedicada à greve dos ferroviários realizada no mesmo dia 8 – e no âmbito da luta geral. A dimensão de massas do protesto e o seu carácter nacional, com dezenas de acções por todo o País, é algo que dificilmente se depreende ao ler as notícias.

Já o ridículo protesto do partido fascista PNR na praia do Tamariz, no concelho de Cascais, teve honras de primeiras páginas em alguns jornais, para além de uma considerável cobertura televisiva. Particularmente chocante é o facto de a RTP – canal público – ter amplificado o discurso xenófobo e racista deste partido, prestando desta forma um péssimo serviço à democracia. São estas as opções dos media dominantes...

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In Jornal «Avante!» - Edição de 15 de Julho de 2010

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