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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

12 de Junho de 1875 – «Nasce» o Zé Povinho

O «Zé Povinho», uma das mais conhecidas personagens criadas por Rafael Bordalo Pinheiro, é apresentado ao público nas páginas de A Lanterna Mágica, a publicação crítico-satírica que Bordalo dirigiu com Guilherme de Azevedo e Guerra Junqueiro.

A melhor definição desta personagem foi dada por Ramalho Ortigão no Álbum das Glórias:

«...Crescido, Zé Povinho correspondeu perfeitamente às esperanças que nele depositaram os solícitos poderes do reino. Como desenvolvimento de cabeça ele está mais ou menos como se o tivessem desmamado ontem. De músculos, porém, de epiderme e de coiro, endureceu e calejou como se quer, e, cumprindo com brio a missão que lhe cabe, ele paga e sua satisfatoriamente. De resto, dorme, reza e dá os vivas que são precisos. Um dia virá talvez em que ele mude de figura e mude também de nome para, em vez de se chamar Zé Povinho, se chamar simplesmente Povo. Mas muitos impostos novos, novos empréstimos, novos tratados e novos discursos correrão na ampulheta constitucional do tempo antes que chegue esse dia tempestuoso».

De calças remendadas e botas rotas, primeiro, fazendo um manguito, depois, o «» continua presente na vida nacional.

AQUI

 

Um episódio ridículo que deve ser levado muito a sério

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Ao que isto chegou! Pedro Passos Coelho não gosta que Jerónimo de Sousa utilize a palavra «roubo». Nem a palavra «agressão». Nem a palavra «mentira». Nem ... (o melhor é ficarmos por aqui...).

São, diz ele, palavras que não devem ser utilizadas no debate parlamentar.

É caso para dizer que se Eça de Queirós e Ramalho Ortigão fossem vivos passariam a constar do Index censório do nosso primeiro-ministro!!! Para não falar de outros vultos maiores da nossa literatura, ou das lides parlamentares, de finais do século XIX princípios do século XX. Isto para não recuarmos mais no tempo.

Este episódio caricato na forma revela, no seu conteúdo, os tiques autoritários e censórios dos executantes conselheiros de administração de e ao serviço dos interesses dos grupos económicos e financeiros seus mandantes.

Cuidado que eles andam por aí!

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