Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2019

Dez anos sobre a falência do Lehman Brothers

magicmoney

No dia 15 de Setembro de 2018, assinalaram-se 10 anos sobre a falência do Lehman Brothers, que marcou o início da actual crise financeira.

 

Neste artigo sucinto iremos falar de quatro pontos considerados como fundamentais no rebentamento da crise de 2008, demonstrando que, passados 10 anos, o capitalismo caminha, inexoravelmente, para a próxima crise.

Alavancagem: todos apontam para a escassez dos capitais próprios dos bancos que ficaram insolventes com os primeiros prejuízos. É dito na generalidade da imprensa que os bancos melhoraram os seus rácios, mas isto não passa de uma falácia. O coelho que o capital financeiro sacou da cartola chama-se Basel III e permite, a partir da ponderação dos activos pelo risco, transformar um rácio de alavancagem de 3% num rácio de 7 ou 9%. Pura cosmética: olhando para os balanços, verificamos que os aumentos de capitais foram residuais e muito abaixo das perdas registadas durante a crise.

Produtos financeiros estruturados: os activos tóxicos foram determinantes na crise. Estes eram criados a partir de créditos duvidosos e vendidos no mercado sem qualquer regulamentação e em não raros casos com notação máxima das agências de rating. Passados dez anos o mercado global de derivados representa hoje sete vezes o PIB mundial, o que quer dizer que está totalmente desligado da economia real! Na União Europeia avança a todos o gás a titularização de créditos para limpar os balanços dos bancos e está na calha a criação de um fundo europeu de pensões destinado a ser o maior fundo de investimento do mundo e cuja gestão poderá ser entregue ao BlackRock.

Os bancos «to big to fail»: com a desregulamentação financeira das décadas de oitenta e noventa assistimos a uma vaga de fusões de instituições financeiras com a criação de entidades «demasiado grandes para falir». Esta situação gerou uma garantia pública implícita sobre eventuais perdas na medida em que se argumentou que a falência destas entidades poderia arrastar toda a economia. No início, registaram-se tentativas tímidas de atacar o problema procurando impor a separação entre bancos de retalho e de investimento, mas foi sol de pouca dura. Hoje, com a União Bancária a servir de catalisador, assistimos a uma nova vaga de fusões e aquisições, com o desaparecimento, desde o início da crise, de um terço dos bancos existentes.

Endividamento: todos falam do excesso do endividamento, público e privado como outro elemento nuclear para o rebentamento da crise. Importa dizer que este endividamento decorre de uma injusta distribuição da riqueza e do rendimento, empurrando muitas famílias para o crédito como recurso último para aquisição de bens essenciais. Passados dez anos, o endividamento público e privado é hoje superior aos níveis pré-crise, com taxas de crescimento duas vezes superior ao PIB.

As crises são parte integrante do sistema capitalista. Registar que, passados 10 anos sobre uma das maiores crises do sistema, tudo continua na mesma, reforçando-se a necessidade de superação do sistema capitalista com um modelo alternativo: o socialismo e o comunismo!

Sublinhados meus

 

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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2016

Metam as previsões das vossas agências de «rating» ... pelo menos, longe de nós!

Restrictivos y austeros, (Territorio Vergara)

-

- Agora não posso falar... É que estamos a apresentar as linhas gerais para a sua aprovação.

- Na Assembleia?

- Não. Isso é depois...

 

«Mas o que são e o que fazem as chamadas agências de rating (em inglês é sempre mais in…), em português notação financeira? Segundo as próprias, «o rating é uma opinião sobre a capacidade e vontade de uma entidade vir a cumprir de forma atempada e na íntegra determinadas responsabilidades

Nestas coisas, mais que as belas teorias, importa analisar a prática recente destas agências. Lembremo-nos que elas não previram as implicações da crise das subprimes, ou do afundamento do Lehman Brothers e da AIG, ou dos fundos de Bernard Madoff, nem da crise do Dubai. Em 2008 classificaram a Islândia com a notação mais elevado: AAA+. Dois dias depois o governo islandês anunciava ao mundo a sua falência…

Estas agências são contratadas por instituições para avaliarem o risco de outra empresa ou país acerca de sua capacidade de amortização de dívida. Estabelecem assim o spread a aplicar no financiamento. Elas são dependentes, do ponto de vista legal e mesmo financeiro, do governo dos EUA e dos grandes bancos.

(...)

É pois fácil de constatar que estas agências não sabem (ou não podem) antecipar este tipo de evolução. Então de onde vem o seu «poder»? Recorde-se que, na sequência da actual crise do sistema económico e financeiro, os Bancos Centrais restringiram as disponibilidades de liquidez ilimitadas e a baixo custo. Ora os bancos são pela natureza da sua actividade, as empresas que mais recorrem ao endividamento. A banca é o primeiro veículo que permite ir buscar dinheiro ao exterior, o que leva a que seja a primeira afectada com os custos do financiamento. É para responder às necessidades de financiamento dos bancos que os Estados devem travar o seu endividamento.

Não é preciso ser bruxo para adivinhar as cenas dos próximos capítulos…»

Isto escrevi eu em 2 de Abril de 2010 nas páginas do jornal Público...

 

As agências de rating fazem o que está na sua natureza fazer: Servir os interesses dos «mercados»

 

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e

 

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Sábado, 24 de Janeiro de 2015

A Propósito das Agências de Notação de Risco

Agências Notação de Risco

As Agências de Notação de Risco - Um novo livro de Delfim Vidal Santos

 

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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011

Yes, we can... Nothing!

Se, finalmente, recordarmos o autêntico «frémito mundial» de esperança que constituiu a candidatura de Obama e o seu festejado slogan Yes, we can! temos matéria mais funda a desossar.

(...)

De facto, a famosa consigna de Obama Yes, we can! (Sim, nós podemos!) depressa se transformou em.. Nothing (Nada).

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Terça-feira, 9 de Agosto de 2011

Barack Obama e o Triplo A

Bartoon, jornal «Público» - Edição de 09 de Agosto de 2011

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Terça-feira, 2 de Agosto de 2011

Os lucros das Agências de Notação

Standard&Poor,s e a Moody,s acabam de apresentar os seus resultados: tiveram um aumento de lucros da ordem dos 44%! Como elas não mordem as mãos dos donos que lhes dão a massa, os seus lucros estão em correspondência com o dinheiro que têm proporcionado aos mega bancos, fundos de pensões e aos E.U. A. com as suas preciosas ajudas à especulação... Em tempo de crise estas agências não vão mal não senhor...

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Terça-feira, 12 de Julho de 2011

O respeitinho é muito bonito e eu gosto!

 

O cidadão Aníbal Cavaco Silva, recorde-se, é um «homem do aparelho» do PPD/PSD. É um político profissional. Dele disse um dos seus mais próximos colaboradores, Miguel Cadilhe, «Cavaco é como um eucalipto: provoca aridez à sua volta». Durante 18 anos dos 37 que leva a democracia em Portugal assumiu responsabilidades políticas. Dois anos como Ministro das Finanças. Dez como Primeiro-ministro (pós 25 de Abril de 1974 aquele com mais tempo em funções). Seis como Presidente da República.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, fala (agora) muito de dívidas (pública e das famílias). Quando, recorde-se, como Ministro das Finanças endividou o país como poucos. E quando se cala sobre as dívidas privadas e da banca e sobre as consequências para Portugal do recente aumento das taxas de juro pelo BCE.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, debita sobre a sustentabilidade do sistema de Segurança Social no nosso país. Quando como Primeiro-ministro, retirou (e não devolveu) dos dinheiros da segurança social mil milhões de contos, cinco mil milhões de euros.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, anda (agora) a apelar à reconstituição do aparelho produtivo. Quando como Primeiro-ministro, com a chamada «política do bom aluno», ajudou a destruí-lo na agricultura, nas pescas, na indústria. Na altura, para pertencermos ao chamado «pelotão da frente» tínhamos que viver dos serviços e do betão. Agora, devemos regressar à «lavoura».

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, critica violentamente (agora) as agências de rating. Quando há meses mandava os portugueses calarem-se e não falar sobre o tema.

Desculpem que pergunte:

E nunca há um, só um que seja, jornalista capaz de o confrontar com estas (e outras) declarações?

Está visto:

O respeitinho é muito bonito e eu gosto!

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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011

As agências de rating fazem o que está na sua natureza fazer: Servir os interesses dos «mercados»

Agências de notação: Submissão do governo ao grande capital acentua especulação

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Terça-feira, 28 de Junho de 2011

A componente sadomasoquista...

Bartoon, jornal «Público» - Edição de 27 de Junho de 2011

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Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

Accionistas da S&P e da Moody's preparam-se para comprar barato nas privatizações

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Tres fondos ligados a las agencias de rating suman 7.500 millones en deuda española, más rentable desde que se rebajó su calificación

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