TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Segunda-feira, 1 de Outubro de 2018
Notas soltas sobre os comunistas e as redes sociais

bandeira_pcp oficial.jpg

  1. O Partido Comunista Português (PCP) é uma associação livre, de homens e mulheres livres, que lutam contra a exploração e a opressão capitalistas, pela democracia, pelo socialismo e o comunismo.
  2. No panorama partidário do nosso País, o PCP é o ÚNICO partido que se afirma como um partido de classe. O Partido Comunista Português é o partido da classe operária e de todos os trabalhadores.
  3. É o ÚNICO partido que defende a construção de uma nova sociedade. O PCP tem como objectivos supremos a construção em Portugal do socialismo e do comunismo que permitirão pôr fim à exploração do homem pelo homem.
  4. Para aderir basta apenas que aceite o Programa e os Estatutos, milite numa das suas organizações e o pague a sua quotização.
  5. A estrutura orgânica e o funcionamento do Partido assentam em princípios que visam assegurar simultaneamente, como características básicas, uma profunda democracia interna, uma ÚNICA orientação geral e uma ÚNICA direcção central.
  6. O comunista educado nos princípios democráticos é democrata sem esforço. É democrata porque não sabe pensar e proceder de outro modo. Porque não tem um desmedido orgulho e vaidade individual. Porque tem consciência das suas próprias limitações. Porque respeita, porque ouve, porque aprende, porque aceita que os outros podem ter razão.
  7. As REDES SOCIAIS são uma excelente ferramenta de partilha e divulgação das posições dos comunistas, bem como da sua discussão com pessoas com outro pensamento. NÃO SÃO UM ORGANISMO DO PARTIDO.
  8. As redes sociais são, porque tudo na natureza e na sociedade é dialéctico, uma extraordinária forma de os nossos adversários políticos e inimigos de classe conhecerem e influenciarem a nossa actividade.
  9. Nenhum comunista deve ter dúvidas que as centrais de comunicação e os serviços de informação monitorizam as nossas acções nas redes sociais. Para conhecimento e para acção.
  10. Cada “gosto”, cada opinião, cada desabafo, cada discussão fora dos locais próprios, são dados preciosos para conhecerem os nossos pontos fracos e fortes, para desenvolverem as acções de intriga e de desagregação.
  11. Não é por acaso que nos grupos e fóruns maioritariamente compostos por comunistas aparece sempre quem se faça passar por membro do PCP sem o ser, defendendo posições e orientações que não são as nossas.
  12. Esta é a minha opinião pessoal. É assim que eu penso e ajo. Agradeço que quem concordar partilhe e divulgue.

Fraternais saudações comunistas.

Saúde felicidades e bom trabalho.

facebook

 


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publicado por António Vilarigues às 13:34
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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2016
A pedofilia como arma de guerra

Mahmoud Raslan (na fotografia em primeiro plano)

 

A foto e o vídeo de Omron, garoto de cinco anos da cidade de Alepo (Síria), têm corrido mundo e enchido as primeiras páginas e espaços nobres da comunicação social.

Por que razão o drama de Omron mereceu destaque especial entre a torrente de episódios semelhantes?

«(...)

Qualquer jornalista com uma réstia de brio profissional que sobreviva à voz de comando dos donos poderia investigar as razões pelas quais o drama do pequeno Omron mereceu destaque especial entre a torrente de episódios semelhantes. Bastar-lhe-iam um pouco de curiosidade profissional e algumas horas de trabalho.

O que aprenderia então esse jornalista?

Que, na altura em que foi tirada a fotografia e captado o vídeo, a criança não estava a ser socorrida por profissionais de saúde mas sim nas mãos de uma dita «organização não-governamental», a White Helmets (escudos brancos), uma das muitas entidades por esse mundo fora, neste caso na ocupada cidade de Alepo, que servem de cobertura a actividades da CIA, dos serviços britânicos de espionagem MI6 e dos seus congéneres holandeses IDB.

Que a White Helmets é um braço de uma empresa designada Innovative Comunications & Strategies (InCoStrad), com escritórios em Washington e Istambul, uma agência de comunicação e propaganda do MI6 e da NATO criada para o conflito sírio. Esta empresa é autora, por exemplo, dos logotipos da maior parte dos bandos de mercenários e grupos terroristas em acção na Síria, dos «moderados» ao próprio Estado Islâmico, ou Daesh, ou Isis.

Que o oportuno autor do instantâneo foi Mahmoud Raslan (Rslan, grafia usada na sua página de Facebook), um jihadista simpatizante do Estado Islâmico, membro do grupo terrorista «moderado» Harakat Nour Din al-Zenki, protegido pela Turquia e que foi um dos contemplados pela CIA com armas antitanque BGM-71.

Que o Mahmoud Raslan e o seu grupo são realmente amigos de crianças. Há pouco mais de um mês, em 16 de Julho, o «fotógrafo» e membros do seu grupo terrorista promoveram uma cerimónia de sangue na qual foi decapitado na caixa traseira de uma camioneta vermelha, em pequenos e sincopados golpes de arma branca, o garoto palestiniano Abdullah Tayseer al-Issa, de 12 anos. Fora «julgado» e «condenado» pelos «moderados» de Raslan por pertencer supostamente às «Brigadas Al-Quds». A cabeça ensanguentada da criança foi depois exibida efusivamente, como histórico troféu, cena documentada em vídeos que qualquer pessoa – nem precisa de ser jornalista – descobrirá em rede, se tiver estômago para tal.

(...)»

Guerra na Siria_1

«Como denuncia o Off-Guardian, é a agenda desta gente que a imprensa considerada «de referência» alimenta.

O bombardeamento de uma escola no Iémen, as denúncias da Unicef sobre a proliferação do trabalho infantil no Iraque após a invasão em 2003 ou a morte de um jovem palestiniano pelo Exército israelita não fizeram capas. Foi a imagem de propaganda de um dos mais mortíferos grupos terroristas a operar na Síria que deu várias voltas pelo globo e está a ser usada para justificar a guerra.»

 


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publicado por António Vilarigues às 20:59
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Sábado, 2 de Julho de 2016
2 de Julho de 1925 – Nasce Patrice Émery Lumumba

Patrice Lumumba 1960-01

«Nem as brutalidades, nem as sevícias, nem as torturas me obrigaram alguma vez a pedir clemência, porque prefiro morrer de cabeça erguida, com fé inquebrantável e confiança profunda no destino do meu país, do que viver na submissão e no desprezo pelos princípios sagrados. A História dirá um dia a sua palavra; não a história que é ensinada nas Nações Unidas, em Washington, Paris ou Bruxelas, mas a que será ensinada nos países libertados do colonialismo e dos seus fantoches.»

As palavras são de Patrice Lumumba, herói da luta anticolonial e primeiro chefe do governo da República do Congo, antiga colónia belga que conquistou a independência a 30 de Junho de 1960.

Apenas dois meses depois, como veio a revelar uma comissão do Senado norte-americano em meados da década de setenta, a CIA organizou uma conspiração com militares golpistas comandados pelo coronel Mobutu com o «objectivo urgente e prioritário» de assassinar Lumumba, considerado «um perigo grave» para os EUA.

Mobutu viria a assumir mais tarde a liderança do país, rebaptizado como Zaire, implantando uma ditadura sangrenta onde reinou despoticamente até 1997, como um fantoche dos Estados Unidos e das potências ocidentais.

Lumumba foi preso em Novembro e barbaramente torturado e assassinado a 17 de Janeiro de 1961.

Tinha 35 anos.

 

Patrice Lumumba prisioneiro2

 

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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016
A CIA contra a URSS

cia-lobby-seal

 

Qualquer tentativa de analisar os serviços secretos ocidentais tem pela frente grandes dificuldades. O investigador escritor tem de atravessar um labirinto, deparando-se muitas vezes com um beco sem saída, outras descobre literalmente uma cova de lobo. As dificuldades são tanto de carácter conceptual, como ligadas à recolha e selecção dos factos. Apesar de o nosso objecto ter inquestionavelmente uma existência autónoma, e por vezes forças motrizes próprias, o trabalho dos serviços secretos, em última análise, não é mais do que a continuação das políticas dos respectivos governos por outros meios. Em muitos casos, no entanto, esse trabalho é de tal índole que é renegado oficialmente pelos próprios governos com aparente credibilidade. Só esta circunstância, já sem falar do natural secretismo, faz escassear os factos, os quais, como é sabido, são o oxigénio do investigador. Levados ao sufoco, respiram com dificuldade uma atmosfera envenenada, uma vez que em nenhuma outra esfera da acção do Estado no Ocidente se recorre tanto à desinformação.

Mas é uma necessidade premente penetrar nesta esfera. É absolutamente impossível compreender o mundo actual sem se ter em conta o trabalho dos serviços secretos, neste caso da CIA dos EUA, o qual afecta toda a humanidade. Isto não é de longe um exagero.

 

Sede CIA_Langley_Virginia

 


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publicado por António Vilarigues às 17:28
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2014
Espionagem de luxo nos EUA

NSA_A_headquarters_Fort_Meade_Maryland

  • Os vários serviços de informações dos EUA gastaram cerca de 68 mil milhões de dólares (54 mil milhões de euros) durante o ano orçamental de 2014, terminado em Setembro.
  • Segundo as autoridades federais revelaram dia 30, o programa nacional de informações, incluindo a CIA, custou 50,5 mil milhões de dólares e o programa militar de informações 17,4 mil milhões.

 

Viva o luxo! Para estes não há austeridade...

 


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publicado por António Vilarigues às 16:13
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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011
Agora a sério: parece uma fantochada mas não é

     Os mais recentes acontecimentos em torno dos serviços de informações da república portuguesa mais parecem cenas tiradas de um (mau) filme de espionagem. Parecem mas não são.

É sabido que passado poucos anos do 25 de Abril de 1974 muitos ex-PIDE e ex-bufos foram chamados pelo regime democrático a integrar serviços da República onde poderiam aplicar as suas conhecidas «competências». É sabido que os relatórios elaborados por esses serviços eram (e são) remetidos diária, semanal e mensalmente a quem nos governa. É sabido que aí voltou a surgir o conceito de «inimigo interno». Do que se tratava (trata?)? De comunistas e seus aliados, sindicatos, associações de estudantes, comissões de trabalhadores, organizações sociais as mais diversas. Explicitamente referidos como tal. É sabido que, sublinhe-se, participar, ou ter participado, nas actividades das citadas organizações era (é?) condição sine qua non para ser excluído dos processos de candidatura a funcionário destes serviços.

E não consta que qualquer governante tenha mandado corrigir estas situações. Nem que o Conselho de Fiscalização do Serviço de Informações tenha detectado estas «anomalias». E muito menos que tenha proposto a sua correcção.

Noutra área ficámos a saber que o «patriótico» grupo das empresas do PSI 20 sedia na Holanda (ao que parece com uma única excepção) e nos paraísos fiscais as empresas gestoras das suas participações sociais e outras, para não pagar impostos. Estamos todos mais esclarecidos sobre o entendimento que os principais grupos económicos e financeiros têm do tão propalado conceito «sacrifícios para todos».

Os últimos dados do INE sobre a economia portuguesa parecem saídos dum filme de terror. Mas não são. São sim a prova provada como estas políticas, e este sistema, não resolvem nenhum dos grandes problemas nacionais, antes os agravam.

No primeiro semestre do ano assistimos a quebras históricas em termos homólogos no consumo público -4,5%, no consumo privado -3,4% e no investimento -12,5%. Estimativas apontam para uma quebra em Portugal do PIB de -2,2% em 2011 e de -1,8% em 2012.

Mais de 3000 empresas encerraram desde o início do ano. Portugal regista hoje níveis de investimento e produção industrial idênticos aos de 1996. A produção do sector agrícola e do sector da construção é hoje inferior à produção registada em 1995. Estamos perante um processo de declínio económico e de acelerada destruição do nosso aparelho produtivo. O país deu um salto atrás de 15 anos!

Na saúde temos um ministro, Paulo Macedo que sabe como acabar com o défice. E disse-o preto no branco em 2010: combata-se a fraude fiscal e a economia paralela clandestina e o dinheiro (diversos estudos apontam para cerca de 16 mil milhões de euros/ano, ou 10% do PIB) aparecerá. Disse-o mas não o faz.

Este ministro afirma, sem ponta de vergonha, que o Governo vai cortar mais de 1000 milhões de euros no orçamento da saúde e que consegue fazer o mesmo e garantir a mesma qualidade no Serviço Nacional de Saúde. Como é óbvio não só não consegue, como põe em causa o acesso aos cuidados de saúde a milhões de portugueses.

Reduzir o valor da vida humana a um número é um crime. Sejamos claros e frontais: estas políticas na saúde vão-se traduzir, inevitavelmente, em MORTES.

Como criminosas e execráveis são as propostas que alguns trogloditas apresentaram de fornecer medicamentos fora de prazo aos «pobrezinhos». E de dispensar a fiscalização das condições de higiene e saúde da alimentação em lares e creches.

O dono deste jornal discorda do aumento dos impostos, diz que prometer e não cumprir é «pecado» e acha que o Governo está «a brincar com o fogo», avisando que as mais recentes decisões políticas podem ter consequências sociais desastrosas: «Quando o povo tem fome, tem o direito de roubar». Isto dizia Belmiro de Azevedo em Maio de 2010. E em Setembro de 2011?...

A questão central que hoje se coloca aos portugueses é a da rejeição do pacto das troikas, esse verdadeiro programa de agressão e submissão. O povo português tem direito a ser dono do seu próprio destino.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In jornal "Público" - Edição de 16 de Setembro de 2011

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publicado por António Vilarigues às 00:06
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Segunda-feira, 27 de Junho de 2011
Suspender a democracia já!

    1. Passado poucos anos do 25 de Abril de 1974 muitos ex-PIDEs e ex-bufos foram chamados pelo regime democrático a integrar serviços da República onde poderiam aplicar as suas conhecidas «competências». Os relatórios elaborados por esses serviços eram (e são) remetidos diária, semanal e mensalmente a quem nos governa. Ano após ano. E aí voltou a surgir o conceito de «inimigo interno». Do que se tratava (trata)? De comunistas e seus aliados, sindicatos, associações de estudantes, comissões de trabalhadores, organizações sociais as mais diversas. Explicitamente referidos como tal. E não consta que qualquer governante tenha mandado corrigir esta situação.

Este caldo de cultura ajuda a explicar muita coisa.

Assistimos de há muito a uma ofensiva que crescentemente põe em causa direitos, liberdades e garantias que são conquistas inalienáveis de Abril. Sempre com novas formas e conteúdos. Com a implementação de formas meticulosamente elaboradas de condicionamento e paralisia da acção e intervenção social e laboral, mas também política. Com a ausência total de medidas visando uma sempre maior e mais consciente participação dos cidadãos na vida política, económica, social e cultural do país.

A comunicação social dominante tem ao longo destes anos desempenhado um papel crescente na legitimação destas políticas. Bem espelhado na defesa de valores e concepções retrógradas para a nossa sociedade. Na imposição do pensamento único. Com o conjunto de efeitos que são conhecidos na formação de opiniões, no desenvolvimento da consciência política e social, no quadro de valores dominantes e na cultura democrática.

Há muito que os grupos económicos perceberam que a comunicação social, para além de um grande negócio, é também um instrumento de pressão sobre o poder político e de dominação das opiniões e das consciências.

É transparente que se pretende naturalizar a exploração e eternizá-la. Impondo novos conceitos que não são mais que construções ideológicas e instrumentos de alienação do real. E inculcá-las com o duplo objectivo de legitimar o apagamento de direitos duramente conquistados e anunciar falsas inevitabilidades.

2. De outras paragens chegam exemplos que mostram até onde os senhores do poder podem ir.

Face às importantes lutas sociais em curso na Grécia a CIA emite um «informe» em que alerta para «o alto risco de um golpe militar» neste país. E a polícia não se coíbe de montar acções provocatórias. Vídeos ilustrativos dessas acções são retirados do «democrático» Youtube. Outros mantêm-se.

Em Espanha o panorama é idêntico. Um grupo de agentes da polícia catalã à paisana provocou desacatos em Barcelona para justificar a primeira carga policial. Apesar da censura no Youtube ainda se pode ver AQUI.

3. As centrais de comunicação dos sucessivos governos andam há muito a passar uma mensagem subliminar: os cidadãos portugueses precisam de autorização para se manifestarem. De tal forma que lemos e ouvimos comandos e porta-vozes da GNR, da PSP, de polícias municipais a alinharem pelo mesmo diapasão. Para já não falar em jornalistas e comentadores. O que ou traduz ignorância, ou intenção deliberada.

E no entanto a Constituição da República Portuguesa é inequívoca, no seu artigo 45.º (Direito de reunião e de manifestação). Bem como o Decreto-Lei n.º 406/74. Os promotores das manifestações apenas deverão AVISAR o governador civil do distrito ou o presidente da câmara municipal, conforme o local se situe ou não na capital do distrito.

Manuela Ferreira Leite, então presidente do PSD, perguntou em Novembro de 2008 se «não seria bom haver seis meses sem democracia» para «pôr tudo na ordem». Fê-lo, sublinhe-se, num almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana.

Mas desenganem-se. O povo português não se deixa esbulhar do direito de se indignar e lutar contra políticas que o prejudicam gravemente. Nem se resigna perante as injustiças. E não abdica de fazer ouvir a sua voz de protesto e de exigência de mudança.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In jornal "Público" - Edição de 24 de Junho de 2011

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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011
Patrice Émery Lumumba (2 Julho 1925 / 17 Janeiro 1961)

Patrice Lumumba foi assassinado há 50 anos

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(...) Faz agora em Janeiro 50 anos que Patrice Lumumba, herói da luta anticolonial e primeiro-ministro do Congo independente, foi brutalmente assassinado pela CIA. Mas se morreu o revolucionário que deu o nome à Universidade da Amizade dos Povos fundada em Moscovo para apoiar a formação de combatentes da liberdade de todo o mundo, as razões do seu combate persistem. Lumumba como tantos outros revolucionários africanos não surgiu por acaso, foi produto de circunstâncias históricas prenhes de contradições a exigir superação. Os valores e os ideais por que lutou não desapareceram, vivem na consciência e aspirações dos povos oprimidos que acabarão por forjar as forças que conduzirão uma segunda vaga libertadora, de carácter nacional mas ainda mais profundamente anti-capitalista. E certamente também ainda mais estreitamente convergente e aliada com a luta da classe operária e das massas trabalhadoras dos países capitalistas.

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publicado por António Vilarigues às 00:09
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2010
Serviços secretos dos EUA: Teia inextricável

O jornal [Washington Post]contabilizou 1271 agências governamentais e 1931 empresas privadas, repartidas por 10 mil instalações nos Estados Unidos, que trabalham para os serviços secretos. Ao todo o dispositivo empregará cerca de 854 mil pessoas. Só na capital norte-americana foram construídos ou estão em fase de conclusão 33 edifícios para este fim.

O Washington Post sublinha que a amplitude da burocracia resulta em redundâncias administrativas: 51 organizações federais situadas em 15 cidades estão incumbidas de fiscalizar a circulação de fundos de redes terroristas. A enorme máquina produz relatórios em tão grande número (cerca de 50 mil por ano), que «muitos deles são simplesmente ignorados».

(sublinhados meus)

Isto é que é organização!!!...

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publicado por António Vilarigues às 00:05
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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Patrice Lumumba foi assassinado há 49 anos (17 de Janeiro de 1961)

Allan McdonaldRebelión de 7 de Fevereiro

«Ni brutalités, ni sévices, ni tortures ne m’ont jamais amené à demander la grâce, car je préfère mourir la tête haute, la foi inébranlable et la confiance profonde dans la destinée de mon pays, plutôt que vivre dans la soumission et le mépris des principes sacrés. L’histoire dira un jour son mot, mais ce ne sera pas l’histoire qu’on enseignera à Bruxelles, Washington, Paris ou aux Nations Unies, mais celle qu’on enseignera dans les pays affranchis du colonialisme et de ses fantoches

Da carta de Patrice Lumumba à sua «companheira querida»: Le Testament politique de Lumumba

Ver neste blogue:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge



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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009
Lista de entidades no mundo que trabalham com a CIA

     «Os tentáculos da Central Intelligence Agency estendem-se por todo o mundo e as entidades que utiliza como camuflagem são as mais variadas possíveis. A lista abaixo é incompleta. Mesmo assim, compreende mais de 500 agências, fundações e empresas que fazem parte da CIA ou com ela trabalham. Na área da informação e acção contra os povos e suas organizações políticas e sociais, a actuação destas entidades é multifacética, constante e muito bem financiada

                        


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publicado por António Vilarigues às 06:00
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Domingo, 3 de Maio de 2009
Why We Fight / Amerikas Kriege / Le Nerf de la Guerre: um filme de Eugene Jarecki

Why We Fight describes the rise and maintenance of the United States military-industrial complex and its involvement in the wars led by the United States during the last fifty years, and in particular in the 2003 Invasion of Iraq. The film alleges that in every decade since World War II, the American public has been told a lie to bring it into war to fuel the military-economic machine, which in turn maintains American dominance in the world. It includes interviews with John McCain, Chalmers Johnson, Richard Perle, William Kristol, Gore Vidal and Joseph Cirincione. The film also incorporates the stories of a Vietnam War veteran whose son died in the September 11, 2001 attacks and then had his son's name written on a bomb dropped on Iraq; a 23-year old New York man who enlists in the United States Army citing his financial troubles after his only family member died; and a former Vietnamese refugee who now develops explosives for the American military.

 

Documentaire d'Eugene Jarecki (États-Unis, 2005, 1h35mn) Coproduction : Charlotte Street Films, ARTE, BBC, CBC, France 2, TV2, YLE Sélectionné au Festival de Sundance 2005 En 1961, lors de son discours d'adieu, Eisenhower met en garde son successeur et la nation américaine contre le pouvoir croissant des militaires et les liens étroits qu'ils entretiennent avec les fabricants d'armes. Cela n'empêche pas chercheurs, militaires et industriels de continuer à élaborer des armes toujours plus sophistiquées. Quarante ans plus tard, le complexe militaro-industriel américain semble tout-puissant. Il a joué un rôle essentiel dans le déclenchement de la guerre en Irak. Il faut dire qu'un tel conflit permet d'expérimenter de nouvelles armes, de nouvelles techniques. L'offensive américaine a ainsi été l'occasion de tester une toute nouvelle bombe "antibunker". Mais la puissance du complexe militaro-industriel américain se manifeste aussi à travers la présence sur le terrain de milliers de "privés". Certes, la guerre en Irak est menée par une armée de métier, mais elle est assistée par d'autres forces plus ou moins bien identifiées, nébuleuse d'agents de sécurité et de mercenaires recrutés par des sociétés privées. Ainsi, tous les tortionnaires de la prison d'Abou Ghraïb n'appartenaient pas à la police militaire : certains avaient été engagés par une entreprise "spécialisée" dans les interrogatoires de prisonniers. Pour comprendre comment fonctionne la grande famille militaire américaine, Eugene Jarecki a interrogé de très nombreuses personnes, parmi lesquelles les "faucons" Richard Perle et William Kristol, l'ancien responsable de la CIA Chalmers Johnson, le journaliste de CBS Dan Rather, le fils du président Eisenhower et l'écrivain et critique Gore Vidal. Film d'investigation qui évite de tomber dans la polémique, Le nerf de la guerre cherche à savoir pourquoi les Etats-Unis s'en vont en guerre.

  Com legendas em castelhano:

Why We Fight , 2005, um documentário de Eugene Jarecki

 

Ver ainda:

A transcrição desta entrevista está aqui:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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publicado por António Vilarigues às 12:03
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
Lumumba, um filme de Raoul Peck (outra versão)

Outra versão (legendada em castelhano) em doze partes.

A primeira parte é uma introdução (para esquecer... fala até na «guerra fria» (*)) feita por um canal da televisão argentina.

    O filme começa na segunda parte.

A célebre reunião que decidiu da morte de Lumumba é na parte 11 a partir dos 3m 55s.

Para saber mais, e com verdade, é aqui:

(*) Como se a "guerra fria" justificasse os crimes dos colonialistas belgas (e não só...).

Ver aqui Leopold II of Belgium esta fotografia (revoltante) anterior a 1905.

                                                                    

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                      


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publicado por António Vilarigues às 14:25
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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
As guerras secretas da CIA, um documentário de William Karel

 

Textos explicativos: 

  • Pearl Harbor 1941
  • Iran 1953
  • Guatemala 1954
  • Congo Belge 1960
  • Cuba, Baie des Cochons 1961
  • Cuba, tentatives d'assassinat de Fidel Castro
  • Dallas, Assassinat de JFK 1963
  • Vietnam 1961-1972
  • Watergate 1972
  • Chili 1973
  •  

    Textos explicativos: 

  • Iran 1979
  • Afghanistan 1979
  • Fin de l'URSS 1989
  •  

    Textos explicativos: 

  • Koweït 1990
  • New York 1993
  • Al Quaïda
  • New York 2001
  •  

    CIA: Guerres secrètes, 2003, um documentário de William Karel

     

    Para Ler:

    adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                      

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    publicado por António Vilarigues às 12:02
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    Domingo, 26 de Abril de 2009
    Lumumba, um filme de Raoul Peck

    Patrice Émery Lumumba (né le 2 juillet 1925 à Onalua, Congo belge - assassiné le 17 janvier 1961 au Katanga) est le premier premier ministre du Congo (de nos jours République démocratique du Congo) de juin à septembre 1960. Il est une des principales figures de l'indépendance du Congo.

    Patrice Émery Lumumba est considéré au Congo comme le premier «héros national».

    Para Ver e Ouvir (em francês com legendas em inglês, mas com o som dessincronizado):

    Lumumba, 2000, um filme de Raoul Peck (prémios) 

    Ver, sobre este filme, a seguinte controvérsia...

    A propósito desta «controvérsia» ver este vídeo a partir dos 6m e 20s:  

    CIA - Ajax (Iran-Mossadegh) / Guatemala / Congo Lumumba

    (Claro que todo o vídeo é «instrutivo»)

    A reunião em que participou Carlucci, e que decidiu o assassinato de Lumumba, está todavia no vídeo, na parte 6, a partir dos 2m e 40s:

    adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                     


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    publicado por António Vilarigues às 13:55
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    Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
    Mário Soares e a sua empatia por Frank Carlucci

        Com exemplos concretos da pequena história do período revolucionário, Mário Soares voltou a demonstrar a sua empatia por Frank Carlucci, que no Outono de 1974 chegou a Portugal como embaixador dos EUA.

    «Um tipo pequenino, vivo. Um típico mafioso italiano!», contou, recordando o momento em que se conheceram.

    DN Online: Frank Carlucci parecia "um típico mafioso italiano"

        During the turbulent years after its 1974 revolution, U.S. Ambassador Frank Carlucci and Portuguese Prime Minister Mario Soares spent countless hours advancing the cause of democracy and human rights for the people of, often meeting in “the Crow’s Nest,” a room at the very top of the Ambassador’s official residence in Lisbon.

    [Durante os anos turbulentos depois da revolução de 1974 o Embaixador dos EUA Frank Carlucci e o Primeiro Ministro Mário Soares gastaram horas sem conta a tratar da causa da democracia e dos direitos humanos para o povo numa pequena sala, conhecida como "o ninho do corvo",  situada mesmo no cimo da residência oficial do Embaixador em Lisboa.]

    U.S. Ambassador Thomas Stephenson, An American's Perspective on Portugal Day

         A propósito do assassinato de Lumumba é ver este vídeo a partir dos 6m e 20s:  

    CIA - Ajax (Iran-Mossadegh) / Guatemala / Congo Lumumba

    (Claro que todo o vídeo é "instrutivo")

        Serviu o Departamento de Estado de 1957 a 1969, sempre em situações controversas. África do Sul, Congo (golpe de estado), Zanzibar (golpe de estado) e Brasil (golpe de estado) foram os seus destinos.

    De 1969 a 1975 andou pela área económica e social das Administrações de Nixon e Ford.

    O Departamento de Estado chama-o expressamente para mais uma situação complexa, como embaixador em Portugal de 1975 a 1978. A sua «actuação» no nosso país valeu-lhe sair directamente para vice-director da CIA onde permaneceu até 1981. No que constituiu, sublinhe-se, um «movimento diplomático» inédito. Antes e depois.

    Seguiu-se o Departamento de Defesa, onde foi adjunto do Secretário de Defesa Caspar Weinberger até 1983.

    Saída para os negócios privados para regressar em 1986 para a Casa Branca como Conselheiro Nacional de Segurança e em 1987 como Secretário de Defesa de Reagan.

    Desde que abandonou o Pentágono em 1989 Frank Carlucci enveredou pelos negócios privados. Permaneceu no grupo Carlyle, onde chegou a Presidente, até 2005.

    Tem interesses económicos nas seguintes empresas: General Dynamics, Westinghouse, Ashland Oil, Neurogen, CB Commercial Real Estate, Nortel, BDM International, Quaker Oats e Kaman.

                                          


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    publicado por António Vilarigues às 12:07
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    Domingo, 18 de Janeiro de 2009
    O assassinato de Patrice Lumumba: um crime contra África, contra a Humanidade (II)

    O assassinato de Patrice Lumumba: um crime contra África, contra a Humanidade, praticado pelos serviços secretos belgas em 17 de Janeiro de 1961.

    Para Ver e Ouvir:

       

     

     

    O discurso de Lumumba que os belgas não gostaram de ouvir: 

     

    Para LER:

     

    adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge                                                          

                                     


    sinto-me:

    publicado por António Vilarigues às 00:09
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    Sábado, 17 de Janeiro de 2009
    O assassinato de Patrice Lumumba: um crime contra África, contra a Humanidade (I)

    O assassinato de Patrice Lumumba: um crime contra África, contra a Humanidade, praticado pelos serviços secretos belgas em 17 de Janeiro de 1961.

    Para Ver e Ouvir (um fime de Thomas Giefer - Politische Morde: Mord im Kolonialstil):

       «Patrice Lumumba was the first Prime Minister of the newly independent African state, The Congo. To fellow Africans he was a hero - the man who had won his country's independence from the Belgians. But for the secret services of the western powers he was a threat. It was at the height of the Cold War, and Congo was vital to Western interests because of its vast mineral resources. CIA agent Larry Devlin received 100,000 dollars from the Agency along with telegraphed instructions to make the "elimination of Lumumba" the "priority goal" of his covert action. Within months of becoming Prime Minister, Lumumba was ousted by an army coup, inspired by the West. In early December, 1960, Patrice Lumumba and two of his Ministers were killed by members of the Belgian Secret Service. None of the murderers - or the men behind them - has ever been indicted, but Lumumba's voice still echoes throughout Africa today.» 

       

    Para Ver e Ouvir (outra versão):

     

    Lumumba 

                                             

    adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge        

                                               

    Adenda em 17/01/2009 às 22h55m:

    Mais duas versões do documentário 

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    publicado por António Vilarigues às 00:01
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    Segunda-feira, 7 de Abril de 2008
    CONTRA O TERRORISMO

        Parece-me oportuno recordar este Editorial do jornal «Avante!», edição nº 1650.

                               

    «É clara e inequívoca, tem mais de oitenta e quatro anos de vida e constitui um caso único no quadro partidário nacional, a posição dos comunistas portugueses em relação ao terrorismo: sempre o considerámos uma prática criminosa, inimiga da democracia e da luta pelo progresso, pela justiça social e pelos interesses dos trabalhadores; sempre sublinhámos a sua característica de arma da reacção e do anti-comunismo; sempre rejeitámos a sua identificação com a luta libertadora dos povos, designadamente quando esta, em situações concretas, assume justa, necessária e corajosa expressão armada (o fascismo chamava «terroristas» aos patriotas que lutavam pela independência dos seus países nas ex- colónias portuguesas, tal como o imperialismo chama «terroristas» aos patriotas palestinos, iraquianos, colombianos); sempre afirmámos que não há terrorismo-bom e terrorismo-mau e que o terrorismo de Estado e o terrorismo político caminham de mãos dadas. E sempre agimos em consonância com estes pontos de vista. Por isso, ao longo da história, o PCP foi sempre um alvo preferencial do terrorismo: quer do terrorismo fascista, ao qual foi o único partido a fazer frente; quer do terrorismo pós 25 de Abril, arma essencial, a dado momento, das forças da contra-revolução. Por isso, o PCP tem uma autoridade moral singular para se pronunciar sobre esta matéria.

        Tudo isto vem a propósito do brutal acto terrorista que, há dias, semeou a morte e o horror em Londres. Tudo isto deve trazer às memórias que também em Portugal houve terrorismo: com bombas, com tiros, com assaltos, com agressões violentas, com edifícios incendiados, com feridos, com mortos – e que vários dos que, hoje, condenam, com trinados de democracia na voz, a bárbara acção bombista do passado dia 7, estavam, então, intensamente empenhados na organização, no incentivo, no apoio ao terrorismo bombista.

        Há trinta anos, num pano colocado na fachada do Centro de Trabalho Vitória, na Avenida da Liberdade, podia ler-se: «Contra o terrorismo». Tratava-se de uma palavra de ordem na ordem do dia: o terrorismo iniciara a sua feroz ofensiva, à qual era necessário fazer frente. Tratava-se de uma brutal vaga terrorista, cujo objectivo essencial era a liquidação da democracia de Abril, do mais avançado projecto de democracia alguma vez existente em Portugal: uma democracia participada, amplamente participada, geradora de liberdade, de justiça social, de respeito pelos interesses dos trabalhadores, do povo e do País, de respeito pelos direitos humanos – e o ataque à democracia de Abril passava pelo ataque ao PCP, partido da liberdade, da democracia, da justiça social, da independência nacional.
        «Em Julho (de 1975) seguindo-se ao assalto e destruição do Centro de Trabalho do PCP em Rio Maior, são realizados 86 actos terroristas, dos quais 33 assaltos e destruição de Centros de Trabalho do PCP, além de mais 20 repelidos» (…) Em Agosto, acompanhando divisões no MFA e a violenta ofensiva do PS, PPD, CDS e fascistas e reaccionários de toda a espécie contra o V Governo Provisório, são realizadas 153 acções terroristas, das quais 82 assaltos com destruição de 55 Centros de Trabalho do PCP e 25 do MDP-CDE, 39 fogos-postos, 15 bombas, dezenas de agressões.»(1)
    Estas acções – cuidadosamente preparadas e organizadas, e financiadas pela CIA e pelos serviços secretos de outros países – constituíam a expressão armada da ofensiva que, no plano político, o PS, o PPD e o CDS desenvolviam contra o Governo de Vasco Gonçalves. Uma ofensiva que, na situação concreta então vivida, era, de facto, contra a democracia, a liberdade, a justiça social, a independência nacional.
    Naturalmente, esta escalada terrorista foi considerada pelos dois principais mentores da contra-revolução de Abril (Mário Soares e Frank Carlucci) - ambos conhecedores das origens, da natureza e dos caminhos e atalhos trilhados pelos bandos de terroristas – como «reacções espontâneas das massas populares em fúria», nas palavras do primeiro, enquanto o ex-chefe da CIA garantia que «tudo foi espontâneo, ninguém esteve por detrás». Claro…

        O terrorismo político é sempre um acto criminoso - por isso condenável e a exigir combate. Mesmo quando se apresenta disfarçado, fingindo-se de esquerda ou apresentando-se como resposta ao terrorismo de Estado (este, regra geral, muito mais mortífero: a ocupação do Iraque provocou centenas de milhares de mortos inocentes) - ele não consegue esconder a sua verdadeira face nem os interesses que serve. O 11 de Setembro, o 11 de Março e o 7 de Julho – para referir apenas os três casos com maior ressonância mediática - são pretextos para a intensificação dos projectos expansionistas e de domínio do mundo por parte do imperialismo; são crimes brutais que servem de justificação para a prossecução e intensificação dos crimes brutais praticados por Bush, por Blair e pelos seus pares no Iraque, no Afeganistão, na Palestina, em todo o lado onde o imperialismo pretende assentar a sua pata opressora; são actos criminosos que criam excepcionais condições objectivas e subjectivas para os ataques à democracia, nomeadamente para a aprovação das leis chamadas anti-terroristas e que outra coisa não são do que graves ataques às liberdades, direitos e garantias dos cidadãos.

        O caldo de cultura donde emerge o terrorismo é a realidade da sociedade capitalista; o terrorismo é, sempre, um aliado fiel do capitalismo – logo, um inimigo da democracia, da paz, da justiça

    (sublinhados meus)

                                     
    (1) Álvaro Cunhal, A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril (A contra-revolução confessa-se)
                             
    In jornal «Avante!» - Edição de 14 de Julho de 2005
                         


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    publicado por António Vilarigues às 00:16
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