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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Massacres: Yes we can!

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Para ler com muita atenção:

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O presidente do país reúne «todas as terças-feiras com cerca de duas dúzias de oficiais da segurança» para analisar a lista de alvos «a serem mortos ou capturados, sendo que a opção da captura se tornou em grande medida meramente teórica». «Todas as semanas se juntam mais de cem membros do enorme aparelho de segurança nacional [...] para analisar as biografias dos suspeitos e recomendar ao presidente quem deverá ser o próximo a morrer». «Surge uma suspeita»: que o presidente «esteja a evitar as complicações associadas com a detenção, decidindo na prática que não se apanham prisioneiros vivos. Enquanto largas dezenas de suspeitos já foram mortos [...] apenas um foi capturado». O presidente, «que se sente muito tranquilo com o uso da força», decidiu «adoptar um método questionável de contabilizar as baixas civis [...]. Na prática, todos os homens em idade militar nas zonas de ataque são contabilizados como combatentes [...] a não ser que postumamente surjam informações explícitas que provem ser inocentes». Logo no «primeiro ataque sob a alçada» do presidente, «foi morto não apenas o alvo visado, mas duas famílias vizinhas, e foi deixado para trás um rasto de bombas de fragmentação que viriam a matar mais inocentes». Este «ataque pouco asseado» levou a que «vídeos de destroços de corpos de crianças e de aldeões enfurecidos surgissem [...] no You Tube, provocando reacções furiosas». Um leitor vítima da martelante campanha de desinformação dos meios de comunicação social pensará que estas citações dizem respeito à Síria e ao presidente Assad. Mas dizem respeito aos EUA. O presidente é a coqueluche dos sectores «liberais» e «social-democratas» do sistema, Barack Obama. A fonte é insuspeita e recente: um artigo do New York Times de 29 de Maio.

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Os conflitos esquecidos

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Os «conflitos esquecidos» (e chamo-lhes propositadamente «esquecidos» porque de tão banalizados que foram, já ninguém fala deles), os «conflitos esquecidos», dizia, na África sub-sahariana, matam em média três mil pessoas por ano, representando um dos maiores dramas que a humanidade atravessa hoje.

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«Perante as novas ameaças ao Atlântico Norte», Augusto Santos Silva vai mandar espiões para... o Afeganistão! (1)

Augusto Santos Silva regressou de férias retemperado. Está uma fera!

Critica asperamente o relatório do grupo liderado por Madeleine Albright que serve de base ao novo conceito estratégico da NATO: «A referência à América Latina e a África nesse relatório é muito lacunar comparada, por exemplo, com o peso atribuído à Geórgia. (...) Nós, que temos como preocupação assegurar a paz no Atlântico Norte, devemos olhar para sul». Lógico! Para assegurar a paz no norte há que ter o sul debaixo de olho!

De dedo em riste adverte que «a NATO tem níveis de eficiência abaixo do desejável e precisa de adequar a sua estrutura ao mundo de hoje». Gaita! A NATO tem níveis de eficiência baixas? Olha se as tivesse altas! Esta conversa faz pensar que o sociólogo ambiciona mais do que ser um obscuro ministro de um mau Governo.

Vem tudo numa recente entrevista dada a um jornal diário a propósito da cimeira da NATO que se vai realizar em Novembro em Lisboa: Portugal deverá ter espiões militares no Líbano.

O Mundo é varrido de lés a lés pela visão estratégica deste novo Dr. Estranhoamor.

Além da América Latina, da África (aqui ficam já “arrumados” dois continentes porque os EUA e o Canadá são do “nossos”) e da Geórgia, há ainda a Somália, o Afeganistão, Magrebe, Sahel (estes dois últimos já incluídos na África mas que requerem mais cautelas...), e, atenção!, «devemos estar atentos ao grande arco que vai do Magrebe até ao Paquistão». Estaremos atentos, senhor ministro, esteja descansado!

Depois o ministro faz notar que «a capital geograficamente mais próxima de Lisboa não é Madrid mas sim Rabat». Portanto, juizinho marroquinos!, que o Augusto está perto e de olho em vós!

[Um esclarecimento ao senhor ministro. Informa-nos o nosso especialista em assuntos geográfico-estratégicos que Lisboa dista cerca de 500 km de Madrid e cerca de 555 km de Rabat. Portanto, os madrilenos que se ponham a pau, que quando o Augusto souber isto...]

Mais adiante, faz ainda referência ao Líbano, país para o qual, juntamente com o Afeganistão, vai mandar «células de informações». Os tais «espiões»!...

Sobre a possibilidade de instalar o Africom (novo comando dos EUA para "tratar" dos “assuntos” africanos) nas Lajes refere que «essa é uma decisão que compete aos norte-americanos» que é algo que nós já suspeitávamos. E as outras decisões, competem a quem? A si, senhor ministro?

[É óbvio que a segurança dos africanos compete aos EUA... Quem pode duvidar disso?]

O problema é se todos estes povos que o nosso Dr. Estranhoamor refere (africanos, sul-americanos, asiáticos, etc.) acharem por bem colocar tropas e espiões em Portugal...


E mais ou menos a meio da entrevista diz o ministro sobre os «custos»: «Digo, e repito, que é um dinheiro muito bem gasto até ao último cêntimo. De todos os pontos de vista (...) não há um único recurso empregue nas forças destacadas de que se possa duvidar.» Se não podemos duvidar... Com as «forças destacadas» é gastar e calar. Já com a saúde e a educação, por exemplo, é outra a conversa...

Resta dizer que quando o jornalista lhe pergunta se os portugueses percebem tudo isto responde que acha «que percebem muito bem». Nós também achamos. Nós, pelo menos, percebemos muito bem!...

Uma última questão. E Luís Amado, está calado? Ou anda a tratar dos russos (vêm aí os russos!...) e dos chineses (o perigo amarelo!...)? É que o ministro Augusto Santos Silva não falou desses... Também não falou do Ártico (os tremendos ursos polares!) e da Antártida (os terríveis pinguins!)... Imperdoável, senhor ministro!

(continua)

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Golfo do Aden: Pirataria e imperialismo

     A ONU autorizou as missões que EUA e a UE enviaram para o Golfo do Aden. A cobertura é o combate à pirataria na costa marítima da Somália, mas os objectivos de fundo vão bem mais longe. 

A resolução 1851, adoptada terça-feira, dia 16, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas permite aos «Estados que cooperam com o governo de transição somali estender os seus esforços contra a pirataria a eventuais operações no solo e no espaço aéreo», argumentam os EUA muito embora o texto não autorize explicitamente a realização de bombardeamentos pelas forças de diversos países que rumam em direcção à costa da Somália. 

Apesar desta diferença de interpretação, pouco ligeira, diga-se, no fundamental as reivindicações norte-americanas, das grandes potencias capitalistas e da burguesia transnacional em matéria de combate à pirataria no Golfo do Aden foram atendidas pelas Nações Unidas, que desde Junho já adoptaram quatro resoluções sobre a questão.  

O mandato de um ano corresponde à disposição manifestada recentemente por Washington de «passar à ofensiva», como disse o vice-almirante Bill Gortney, citado pela Lusa, numa reunião ocorrida em Manamá, capital do Bahrein, no passado dia 12. Acolhidos ficam também os interesses da União Europeia, que avançou com a missão naval «Atalante». Nela se incluem meios militares da Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Grécia, Holanda, Reino Unido e Suécia.

                                               

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