Esta manhã, no noticiário das 09h00m da Antena 1, André Matias de Almeida, dito «porta-voz» da ANTRAM, afirmou (cito de cor) que nehuma entidade patronal reúne com os sindicatos sob ameaça de pré aviso de greve e muito menos em plena greve.
Nem em Portugal, nem em parte alguma do mundo, disse. Perentório e pesporrente. Mas também ignorante sobre a história do movimento sindical nos últimos 200 anos. Em qualquer parte do mundo.
Correram (e ainda correm em muitos países) rios do sangue dos trabalhadores para que os sindicatos fossem aceites pelos patrões. Milhares e milhares de greves foram feitas.
Correram (e ainda correm em muitos países) rios do sangue dos trabalhadores nas greves e nas lutas pelo fim do trabalho infantil.
Correram (e ainda correm em muitos países) rios do sangue dos trabalhadores em incontáveis lutas e greves pelo aumento dos salários.
Correram (e ainda correm em muitos países) rios do sangue dos trabalhadores em incontáveis lutas e greves pelo simples direito de «salário igual para trabalho igual».
Correram (e ainda correm em muitos países) rios do sangue dos trabalhadores nas greves e nas lutas pela redução do horário de trabalho (vide, por exemplo, a história das origens do 1º de Maio).
Correram (e ainda correm em muitos países) rios do sangue dos trabalhadores nas greves e nas lutas pela igualdade de direitos de homens e mulheres.
Correram (e ainda correm em muitos países) rios do sangue dos trabalhadores nas greves e nas lutas contra a exploração patronal e pela defesa, manutenção e ampliação dos direitos alcançados.
Em Portugal também foi assim. Antes e depois do 25 de Abril.
Antes foram muitas e muitas as greves que só terminaram depois dos seus objectivos serem alcançados. Mesmo tendo durado meses - luta pelas 8h de trabalho nos campos do Alentejo, greves de pescadores da vários portos do nosso país, etc.
Depois do 25 de Abril inúmeras foram as greves que só terminaram depois de ficar preto no branco a concretização das reivindicações dos grevistas.
André Matias de Almeida, desconhece estes factos e esta realidade. É natural. Não deve é pronunciar-se sobre aquilo que desconhece. E, atrevo-me a dizer, nunca o preocupou minimamente.
O que eu gostaria era que explicasse o porquê de o sector ter passado por 20 anos de bloqueio pela associação patronal da contratação colectiva. Um bloqueio suportado nas alterações à legislação que PS/PSD/CDS foram parindo, que fez cair o valor real do salário base, e crescer os pagamentos por fora. Mas isto sou eu...
Algo me diz que bem posso esperar sentado!!!...
O governo liderado por Rafael Correa conseguiu, nos últimos cinco anos, arrancar cerca de 450 mil menores do mercado laboral. A contribuir para tal está um subsídio estatal de 35 dólares mensais por cada criança que esteja matriculada no sistema de ensino e faça exames médicos regulares. Este programa, revelou o executivo equatoriano, abrange já um milhão e 200 mil beneficiários e elevou a taxa de frequência escolar para perto dos 90 por cento do total da população entre os 5 e os 17 anos.
O objectivo do governo do Equador é erradicar o trabalho infantil no prazo máximo de 20 anos, meta orçada em 960 milhões de dólares, mas as autoridades defendem que «os benefícios superam largamente os custos».
A luta contra o trabalho infantil no Equador foi recentemente elogiada pela Unicef, que confirmou que, nos últimos seis anos, a percentagem de crianças forçadas a entrarem no mercado laboral diminuiu de 17 para 6 por cento.
Esta fotografia é da Índia mas podia ser de outros países como se sabe.
E na Europa?
Partido Comunista Português - Sobre a proposta de alteração da jornada de trabalho até às 65 horas semanais! 11 de Junho de 2008
Partido Comunista Português - Directiva sobre o tempo de trabalho 15 de Novembro de 2008
PCP teme que semana laboral atinja as 78 horas Jornal «Público»
Código do Trabalho - Vencer com a luta das mulheres Revista «O Militante»
Defender os direitos dos trabalhadores - Não ao «Código da exploração!» Revista «O Militante»
PCP sobre o Código do Trabalho (vídeo)
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Uma canção escrita nos finais do século XIX dando voz aos " canuts", os operários tecelões da seda de Lyon, que protagonizaram a primeira revolta operária da História em 1831 e inspiraram as correntes de pensamento operárias posteriores.
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Pour chanter Veni Creator
Il faut une chasuble d'or.
Pour chanter Veni Creator
Il faut une chasuble d'or.
Nous en tissons
Pour vous grands de l'Église,
Et nous pauvres canuts
N'avons pas de chemise.
Pour gouverner, il faut avoir
Manteaux ou rubans en sautoir.
Pour gouverner, il faut avoir
Manteaux ou rubans en sautoir.
Nous en tissons
Pour vous grands de la Terre
Et nous, pauvres canuts,
Sans drap on nous enterre
Mais notre règne arrivera
Quand votre règne finira
Mais notre règne arrivera
Quand votre règne finira
Nous tisserons le linceul du vieux monde,
Car on entend déjà la révolte qui gronde
C'est nous les canuts
Nous sommes tout nus !
C'est nous les canuts
Nous n'irons plus nus !
Para ver e ouvir «Les Canuts» de Aristide Bruant:
«Vivre en travaillant, ou mourir en combattant»
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"Les canuts, étant soumis à de rudes conditions de travail (ils travaillaient 18 heures par jour), se révoltèrent à de nombreuses reprises (cf. l'article détaillé la Révolte des Canuts). Leur première révolte d'octobre 1831 est considérée comme l'une des premières révoltes ouvrières. Ils occupèrent Lyon aux cris «Vivre libre en travaillant ou mourir en combattant !». Le roi Louis-Philippe Ier envoya 20 000 hommes de troupe et 150 canons pour réprimer «l'émeute».
Le 14 février 1834, les Canuts se révoltèrent de nouveau en occupant les hauteurs de Lyon, et ils firent face pendant 6 jours à 12 000 soldats. Ils utilisèrent des traboules, passages obscurs qui permettent d'aller d'une rue à l'autre à travers les immeubles.
Une troisième insurrection aura lieu en 1848, au moment de la proclamation de la Seconde République, menée par les Voraces. La république permettra aux sociétés ouvrières de sortir de la clandestinité (association de type mutualiste ou coopératif).
Les mêmes Voraces mèneront une quatrième insurrection en 1849, en écho au soulèvement des républicains parisiens. Circonscrite sur le faubourg Croix-Rousse, elle sera violemment réprimée".
Esta fotografia não é do século XIX...
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El niño yuntero
Carne de yugo, ha nacido
más humillado que bello,
con el cuello perseguido
por el yugo para el cuello.
Nace, como la herramienta,
a los golpes destinado,
de una tierra descontenta
y un insatisfecho arado.
(...) Ler Texto Integral
Para ver e ouvir Víctor Jara a cantar «El niño yuntero» de Miguel Hernández:
El Nino Yuntero - Victor Jara (Alturas Duo)
Publicado neste Blog:
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge
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