Terça-feira, 13 de Janeiro de 2015

PSA Peugeot-Citroën - Está muito mais em causa do que os despedimentos

psa_peugeuot_critroen_mangualde_2012

Então porque se propõem consumar, para além dos 80 despedimentos, a redução em 5% dos salários dos trabalhadores, o corte dos prémios de assiduidade e produtividade, a utilização indiscriminada e sem limites da bolsa de horas, com o consequente não pagamento do trabalho extraordinário pelos valores legais?

É óbvio, se não for preciso pagar salários aos trabalhadores, se a regra for o trabalho escravo e sem direitos, os custos de produção serão imensamente mais baixos e os lucros imensamente maiores.

 

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publicado por António Vilarigues às 18:27
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

O aeroporto de Porto e a guerra dos aeroportos na Galiza

Guerra dos aeroportos, Desenho de Luis Davila (O Bichero)

-

- E se fôssemos para o Porto?

-
Publicado neste blog:
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

_

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publicado por António Vilarigues às 12:12
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Domingo, 22 de Março de 2009

Início da guerra civil na Galiza - Um excerto de «A língua das borboletas»

Postal de 1937 com Hitler, Franco e Mussolini

(...)
Don Gregorio levou posto aquel traxe durante un ano e levábao tamén aquel día de xullo de 1936 cando se cruzou comigo na alameda, camiño do concello.
"¿Qué hai, Pardal? A ver se este ano podemos verlles por fin a lingua ás bolboretas".
Algo estraño estaba a suceder. Todo o mundo parecía ter présa, pero non se movía. Os que miraban para a dereita, viraban cara á esquerda. Cordeiro, o recolledor de lixo e follas secas, estaba sentado nun banco, preto do palco da música. Eu nunca vira sentado nun banco a Cordeiro. Mirou cara a arriba, coa man de viseira. Cando Cordeiro miraba así e calaban os paxaros era que viña unha treboada.
Sentín o estrondo dunha moto solitaria. Era un garda cunha bandeira suxeita no asento de atrás. Pasou diante de concello e mirou cara aos homes que conversaban inquedos no porche. Berrou: "¡Arriba España!" E arrincou de novo a moto deixando atrás un ronsel de estalos.
As nais comezaron a chamar polos nenos. Na casa, parecía ter morto outra vez a avoa. O meu pai amoreaba cobichas no cinceiro e a miña nai choraba e facía cousas sen sentido, como abrir a billa de auga e lavar os pratos limpos e gardar os sucios.
Petaron á porta e os meus pais miraron o pomo con desacougo. Era Amelia, a veciña, que traballaba na casa de Suárez, o indiano.
"¿Sabedes o que está pasando? Na Coruña os militares declararon o estado de guerra. Están disparando contra o Goberno Civil".
"¡Santo ceo!", persignouse a miña nai.
"E aquí", continuou Amelia en voz baixa, como se as paredes oíran, "disque o alcalde chamou ao capitán de carabineiros pero que este mandou dicir que estaba enfermo".
Ao día seguinte non me deixaron saír á rúa. Eu miraba pola fiestra e todos os que pasaban me parecían sombras encollidas, como se de súpeto caera o inverno e o vento arrastrara aos pardais da Alameda como follas secas.

Chegaron tropas da capital e ocuparon o concello. Mamá saíu para ir á misa e volveu pálida e tristeira, como se se fixera vella en media hora.
"están pasando cousas terribles, Ramón", oín que lle dicía, entre saloucos, ao meu pai. Tamén el envellecera. Peor aínda. Parecía que perdera toda vontade. Esfondárse nun sillón e non se movía. Non falaba. Non quería comer.
"Hai que queimar as cousas que te comprometan, Ramón. Os periódicos, os libros. Todo".
Foi a miña nai a que tomou a iniciativa aqueles días. Unha mañá fixo que o meu pai se arregrara ben e levouno con ela á misa. Cando voltaron, díxome: "Veña, Moncho, vas vir connosco á alameda". Tróuxome a roupa de festa e, mentres me axudaba a anoar a gravata, díxome en voz moi grave: "Recorda isto, Moncho. Papá non era republicano. Papá non era amigo do alcalde. Papá non falaba mal dos curas. E outra cousa moi importante, Moncho. Papá non lle regalou un traxe ao mestre".
"Si que llo regalou".
"Non, Moncho. Non llo regalou. ¿Entendiches ben? ¡Non llo regalou!".
Había moita xente na Alameda, toda con roupa de domingo. Baixaran tamén algúns grupos das aldeas, mulleres enloitadas, paisanos vellos de chaleco e sombreiro, nenos con aire asustado, precedidos por algúns homes con camisa azul e pistola ao cinto. Dúas fileiras de soldados abrían un corredor desde a escalinata do concello ata uns camións con remolque atoldado, como os que se usaban para transportar o gando na feira grande. Pero na alameda non había o balbordo das feiras senón un silencio grave, de Semana Santa. A xente non se saudaba. Nin sequera parecían recoñecerse os uns aos outros. Toda a atención estaba posta na fachada do concello.
Un garda entreabriu a porta e percorreu o xentío coa mirada. Logo abriu de todo e fixo un aceno co brazo. Da boca escura do edificio, escoltados por outros gardas, saíron os detidos, ían atados de mans e pés, en silente cordada. Dalgúns non sabía o nome, pero coñecía todos aqueles rostros. O alcalde, os dos sindicatos, o bibliotecario do ateneo Resplandor Obreiro, Charli, o vocalista da orquestra Sol e Vida, o canteiro a quen chamaban Hércules, pai de Dombodán...
(...)

     Para ler «A língua da borboletas» de Manuel Rivas em galegoem castelhano

                                                                     

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge                                      

                                                                    

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publicado por António Vilarigues às 12:05
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